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com o empreendimento. 
18. Supervisão do canteiro de obras pelo SGA. 
19. Adoção de práticas de gestão ambiental no canteiro de obras. 
D. Indicadores de Operação: 
1. Definição e controle de uma meta de consumo energético, para energia 
comum e energia renovável. 
2. Definição e controle de uma meta de consumo de água. 
3. Separação e encaminhamento de resíduos sólidos. 
4. Satisfação dos moradores com o conforto térmico da habitação ao longo do 
ano. 
5. Satisfação dos moradores com o conforto acústico da habitação ao longo do 
ano. 
6. Manutenção dos sistemas e equipamentos do empreendimento. 
7. Integração de práticas de controle da qualidade do produto ao processo de 
operação. 
8. Implantação de sistema de gestão de resíduos. 
9. Implantação de sistema de gestão de uso da água. 
10. Implantação de sistema de gestão de uso de energia. 
 
Entre o Discurso e a Prática: o mi(n)to da arquitetura sustentável 
Capítulo 3 – Metodologia 
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E. Indicadores Empresariais: 
1. Existência de Plano de Ação Emergencial para funcionários em caso de 
incidentes na obra. 
2. Satisfação geral dos funcionários da empresa. 
3. Existência de Programa para melhoria continuada da mão-de-obra 
empregada. 
4. Satisfação geral dos fornecedores da empresa. 
5. Existência de uma Política Interna para a Sustentabilidade na empresa. 
6. Existência de sistemas de avaliação das práticas da empresa. 
7. Adoção de práticas pró-ativas sustentáveis na empresa. 
8. Existência de uma política para seleção de áreas para implantação de 
empreendimentos futuros. 
9. Existência de alternativas ao transporte privado para funcionários da 
empresa. 
10. Relacionamento com a comunidade afetada pelo empreendimento. 
11. Relacionamento da empresa com a sociedade em geral. 
12. Adoção de políticas e práticas para melhorias das comunidades afetadas pela 
empresa. 
 
3.8. Tratamento e Análise dos Dados 
 
Os dados obtidos com a análise de conteúdo foram analisados e o 
número de ocorrências por código de análise foi transformado em gráficos 
demonstrativos da ênfase dada a cada um dos códigos. Os gráficos 
desenvolvidos permitiram verificar a importância de cada código, assim como 
organizá-los em grupos que indicaram a ênfase de temas maiores, que 
englobassem os códigos criados. 
Já os indicadores foram separados em planilhas de acordo com seu tema 
– Planejamento, Projeto, Construção, Operação e Empresarial – e cada valor 
obtido para cada indicador foi julgado de acordo com o Barômetro da 
Sustentabilidade (ver Capítulo 2, item 2.1.4. Avaliação da Sustentabilidade: 
Indicadores), numa escala onde valores equivalentes de 0 a 20 indicam uma 
situação insustentável; valores entre 21 e 40 indicam uma situação 
potencialmente insustentável; valores entre 41 e 60 indicam uma situação 
intermediária; valores entre 61 e 80 indicam uma situação potencialmente 
sustentável; e valores de 81 a 100 indicam uma situação sustentável. 
Após a análise de cada indicador individualmente, atribuiu-se um valor de 
-2 a +2 para cada uma das situações descritas acima, respectivamente. A 
média destes valores indicou a situação – insustentável, potencialmente 
insustentável, intermediária, potencialmente sustentável ou sustentável – de 
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Capítulo 3 – Metodologia 
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cada uma das planilhas, permitindo verificar qual(is) etapa(s) seria(m) mais 
crítica(s) do ponto de vista da aplicação dos princípios teóricos de 
sustentabilidade. Em suma: 
Tabela 1: Sistema de avaliação dos indicadores utilizados. Fonte: autora. 
Intervalo da avaliação Desempenho Valor atribuído 
0-20 Insustentável -2 
21-40 Potencialmente Insustentável -1 
41-60 Intermediário 0 
61-80 Potencialmente Sustentável +1 
81-100 Sustentável +2 
Finalmente, a média dos valores obtidos em cada planilha demonstrou a 
condição do empreendimento analisado. 
Este resultado foi então confrontado com os dados obtidos na análise de 
conteúdo, verificando a ênfase dada em discurso e na prática à questão da 
sustentabilidade. 
 
3.9. Seleção dos Indicadores 
 
A utilização da metodologia de análise proposta por Vilhena (2007) possui 
dois objetivos principais: o primeiro é analisar o estudo de caso, o segundo é 
verificar sua aplicabilidade na avaliação de um estudo de caso residencial 
multifamiliar de grande porte. 
Para tanto, apoiando-se nos indicadores propostos por Vilhena (2007), 
foram feitas algumas adaptações ao caso em estudo, produzindo por fim os 
indicadores que serão utilizados nesta pesquisa (ver Anexo A). 
Estas adaptações se devem principalmente a dois fatores: o primeiro e 
mais significativo, são as limitações derivadas da inexistência de critérios de 
desempenho reconhecidos para a comparação dos resultados obtidos, 
dificultando ou até mesmo impossibilitando a análise de indicadores 
quantitativos; neste caso, os indicadores que poderiam ser adaptados, foram 
modificados para evitar sua exclusão. Somente foram excluídos da lista final os 
indicadores que perderiam seu sentido caso fossem adaptados. 
O segundo fator está relacionado à descrição dos indicadores – por 
exemplo, no indicador 2.1 da fase de Projeto, lê-se: 
Medidas de economia de energia incorporadas no projeto, 
como: 
Entre o Discurso e a Prática: o mi(n)to da arquitetura sustentável 
Capítulo 3 – Metodologia 
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Dispositivos energeticamente eficientes para iluminação e para 
condicionamento de ar; Soluções energeticamente eficientes 
para ventilação; Isolamento adequado; Uso de fontes 
renováveis; Implantação adequada em função das condições 
climáticas (orientação solar e vento). (VILHENA, 2007, p.65) 
Isto indicaria que qualquer uma das cinco alternativas descritas é 
suficiente para garantir a economia de energia? Ou será que a economia só 
seria obtida com o uso combinado das cinco alternativas? Será ainda que estas 
cinco alternativas esgotam as possibilidades de medidas de economia de 
energia disponíveis atualmente? Por este motivo, decidiu-se reescrever os 
indicadores que pudessem levantar tal ambiguidade, simplificando sua 
descrição e considerando-se para esta pesquisa que as medidas listadas no 
indicador ambíguo são alternativas diferentes para a obtenção de um único 
objetivo, podendo excluir as demais, sem prejuízo ao indicador proposto. 
Assim, no exemplo exposto, o indicador utilizado será: Incorporação de 
medidas de economia energética. 
Os quadros apresentados no Anexo A indicam os indicadores originais, os 
motivos das adaptações realizadas e os indicadores finais a serem utilizados 
nesta pesquisa. Para facilitar a compreensão, os quadros foram divididos nas 
fases cronológicas de uma edificação – planejamento, projeto, construção e 
operação – ao contrário do proposto originalmente por Vilhena (2007) em que 
os indicadores são apresentados por suas diretrizes – ambientais, sociais, 
econômicas e sociais e institucionais. A numeração das categorias e 
indicadores segue o indicado por Vilhena (2007). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE CASO 
[Capítulo 4] 
Entre o Discurso e a Prática: o mi(n)to da arquitetura sustentável 
Capítulo 4 – Estudo de Caso 
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4.1. Estudo de Caso 
 
O Condomínio, selecionado para este estudo de caso, localiza-se em 
Cotia-SP e foi o primeiro empreendimento de uma série de condomínios 
residenciais com intenções sustentáveis, desenvolvido a partir de uma joint 
venture firmada entre as Empresa A e Empresa B, sob o rótulo de uma 
empresa criada especialmente para o desenvolvimento destes condomínios, 
denominada Empresa C. 
O Condomínio foi idealizado pela Empresa C em 2007, sendo que a fase 
1 foi finalizada em 2009. Entretanto, a parceria entre as empresas foi dissolvida 
antes do término das obras, por motivos não