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Apostila Pratica Analise Volumetrica converted

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Universidade Federal de Juiz de Fora Instituto de Ciências Exatas Departamento de Química
ANÁLISE VOLÚMETRICA – QUI 095
Apostila dos Experimentos
Profa. Maria Auxiliadora Costa Matos
Juiz de Fora - MG I semestre 2012
Apostila
 
de
 
Análise
 
Volumétrica
 
–
 
I
 
semestre
 
/
 
2012
1
ÍNDICE
QUI - 095 – 
ANÁLISE 
VOLUMÉTRICA - 2012 –
 
I 
semROTEIRO DE LABORATÓRIO
APRESENTAÇÃONOÇÕES ELEMENTARES DE SEGURANÇA
Este texto foi preparado conjuntamente pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes) e alguns docentes dos cursos introdutórios de laboratório. Seu objetivo é prevenir a ocorrência de acidentes durante a realização de experimentos e esse objetivo somente será alcançado com sua colaboração.
Quando estamos no Departamento de Química, estamos expostos às mais variadas situações de risco devido à própria natureza da atividade que se desenvolve aqui. Por exemplo: substâncias corrosivas e/ou tóxicas, materiais radioativos e radiações de uma maneira geral fazem parte de nosso dia-a-dia. O primeiro passo para se evitar um acidente é saber reconhecer as situações que podem desencadeá-lo, a partir daí há uma série de regras básicas de proteção individual e coletiva que devem ser conhecidas e aplicadas. Nas páginas seguintes você encontrará um grande número dessas recomendações; segui-las não somente contribuirá para seu bem estar pessoal como também para sua formação profissional.
SEGURANÇA NO LABORATÓRIO
SEGURANÇA é assunto de máxima importância e especial atenção deve ser dada às medidas de segurança pessoal e coletiva em laboratório. Embora não seja possível enumerar aqui todas as causas de possíveis acidentes em um laboratório, existem certos cuidados básicos, decorrentes do uso de bom senso, que devem ser observados:
Siga rigorosamente as instruções fornecidas pelo professor.
Nunca trabalhe sozinho no laboratório.
Não brinque no laboratório.
Em caso de acidente, procure imediatamente o professor, mesmo que não haja danos pessoais ou materiais.
Encare todos produtos químicos como venenos em potencial, enquanto não verificar sua inocuidade, consultando a literatura especializada.
Não fume no laboratório.
Não beba e nem coma no laboratório.
Use jaleco apropriado.
Caso	tenha	cabelos	longos,	mantenha-os	presos	durante	a	realização	dos experimentos.
Nunca deixe frascos contendo solventes inflamáveis (acetona, álcool, éter, etc...) próximos à chama.
Nunca deixe frascos contendo solventes inflamáveis expostos ao sol.
Evite contato de qualquer substância com a pele.
Trabalhe calçado e nunca de sandálias.
Todas as experiências que envolvem a liberação de gases e/ou vapores tóxicos devem ser realizadas na câmara de exaustão(capela).
Ao preparar soluções aquosas diluídas de um ácido, coloque o ácido concentrado na água, nunca o contrário.
Nunca pipete líquidos cáusticos ou tóxicos diretamente, utilize pipetadores.
Nunca aqueça o tubo de ensaio, apontando sua extremidade aberta para um colega ou para si mesmo.
Sempre que necessário proteja os olhos com óculos de proteção.
Não jogue nenhum material sólido dentro da pia ou nos ralos.
Não jogue resíduos de solventes na pia ou no ralo; há recipientes apropriados para isso.
Não jogue vidro quebrado ou lixo de qualquer espécie nas caixas de areia. Também não jogue vidro quebrado no lixo comum. Deve haver um recipiente específico para fragmentos de vidro.
Não coloque sobre a bancada de laboratório bolsas, agasalhos, ou qualquer material estranho ao trabalho que estiver realizando.
Caindo produto químico nos olhos, boca ou pele, lave abundantemente com água. A seguir, procure o tratamento específico para cada caso.
Saiba a localização e como utilizar o chuveiro de emergência, extintores de incêndio e lavadores de olhos.
Nunca teste um produto químico pelo sabor (por mais apetitoso que ele possa parecer).
Não é aconselhável testar um produto químico pelo odor, porém caso seja necessário, não coloque o frasco sob o nariz. Desloque com a mão, para a sua direção, os vapores que se desprendem do frasco.
Se algum produto químico for derramado, lave o local imediatamente.
Verifique que os cilindros contendo gases sob pressão estão presos com correntes ou cintas.
Consulte o professor antes de fazer qualquer modificação no andamento da experiência e na quantidade de reagentes a serem usados.
Caso esteja usando um aparelho pela primeira vez, leia sempre o manual antes.
Não aqueça líquido inflamável em direto na chama.
Lubrifique tubos de vidro, termômetros, etc, antes de inseri-los em rolhas e proteja sempre as mãos com um pano.
Antes de usar qualquer reagente, leia cuidadosamente o rótulo do frasco para ter certeza de que aquele é o reagente desejado.
Verifique se as conexões e ligações estão seguras antes de iniciar uma reação química,
Abra os frascos o mais longe possível do rosto e evite aspirar ar naquele exato momento.
Não use lentes de contato.
Apague sempre os bicos de gás que não estiverem em uso.
Nunca torne a colocar no frasco um regente retirado em excesso e não usado. Ele pode ter sido contaminado.
Não armazene substâncias oxidantes próximas a líquidos voláteis e inflamáveis.
Dedique especial atenção a qualquer operação que necessite aquecimento prolongado ou que libere grande quantidade de energia.
Cuidado ao aquecer vidro em chama: o vidro quente tem exatamente a mesma aparência do frio.
Ao se retirar do laboratório, verifique se não há torneiras (água ou gás) abertas. Desligue todos os aparelhos, deixe todo o equipamento limpo e lave as mãos.
CADERNO DE LABORATÓRIO
A função de um caderno de laboratório é ter o registro do que se fez e do que se observou e deverá ser compreensível a qualquer pessoa. De maneira que você ou qualquer outra pessoa possa repetir os experimentos. As folhas do caderno devem ser numeradas de forma consecutiva. Organize o caderno para receber os dados numéricos antes de ir para o laboratório. Anteceda cada conjunto de registro com um cabeçalho com data. Escreva as equações químicas balanceadas para cada reação que será usada. Sempre registre os nomes dos arquivos em computadores que foram gerados com os dados obtidos nos experimentos. Registros obtidos em equipamentos de medida, gráficos obtidos com o tratamento de dados, figuras e etc, devem ser anexados ao caderno juntamente com algum comentário. Um caderno de laboratório deverá constar:
Título do experimento.
Um breve enunciado dos princípios nos quais a analise é baseada.
Um resumo completo dos dados de pesagem, volumes ou respostas instrumentais necessários para calcular os resultados.
Equações para s principais reações envolvidas na análise
Equações mostrando como os resultados foram calculados.
Comentários sobre o conjunto de dados e sua precisão e exatidão.
Um resumo das observações que dão sustentação a validade de um resultado especifico ou de toda análise – sua conclusão.
RELATÓRIOS DE QUI
 
095
O trabalho científico realizado por uma pessoa ou um grupo só poderá ter utilidade para outras pessoas, se adequadamente transmitido. A forma de transmissão mais difundida é a da linguagem escrita, principalmente na forma de resumos, relatórios, artigos científicos e livros, dependendo da extensão, importância e público a ser atingido.
Nos laboratórios acadêmicos e industriais são muito empregados os relatórios de experiências realizadas.
Não existem normas rígidas da sua elaboração, mas, devido à sua provável importância na carreira profissional do aluno, serão dadas algumas recomendações que lhe serão úteis no progressivo aperfeiçoamento da sua técnica de redação científica.
Ao fazer um relatório, o aluno deve conhecer claramente a questão abordada pela experiência e qual a resposta que obteve para ela. Esta formulação sintética servirá de linha diretriz para toda a redação, impedindo que se perca em divagações sobre assuntos colaterais ou considerações sobre detalhes sem importância.
A linguagem empregada

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