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ENUCLEAÇÃO E MARSUPIALIZAÇÃO

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CIRURGIA IV
 PROCEDIMENTOS CIRURGICOS. 
ENUCLEAÇÃO (Biopsia Excisional) 
É um processo pelo qual a lesão cística é removida por completo sem ruptura. A enucleação dos cistos devem ser cuidadosamente, visando a remoção sem fragmentação, o que reduz a chance de recidiva, tentar que não haja ruputa do conteúdo cístico, mas pode ocorrer. 
Exemplo: Cisto periapical. Se for um cisto maior, deve ser feito um retalho mucoperiósteo, com uma cureta de lamina delicada para a clivagem da camada de tecido conjuntivo da parede cística, separando-a da cavidade óssea, a cureta deve ser a maior cureta que se adapte ao tamanho do cisto e do acesso. Uma vez removida inspecionar a cavidade óssea a procura de remanescentes de tecido, a irrigação e secagem com a gaze auxiliam na visualização de toda a cavidade óssea. Realizar o fechamento primário. 
Indicações
É o tratamento de escolha para remocao de cistos dos ossos gnaticos e deve ser usada em qualquer cisto que possa ser removido de forma segura sem sacrificar indevidamente estruturas adjacentes. 
Vantagens
É a possiblidade de realizar o exame histopatológico de toda a lesão.
A enucleação serve também como o tratamento adequado da lesão. 
O paciente não precisa ficar cuidando da cavidade como a marsupializaçao. 
Desvantagens
Talvez possa ocorrer fratura de mandíbula, os dentes podem ser desvitalizados, por isso o profissional deve pesar os pós e contra da enucleação. 
MARSUPIALIZAÇÃO (Biopsia incisional)
A descompressão refere-se à criação de janela cirúrgica na parede do cisto, esvaziando o conteúdo e mantendo a continuidade entre o cisto e a cavidade oral, a única parte retirada é para a confecção da janela. Esse procedimento diminui a pressão intracística promovendo a redução do tamamho do cisto como o preenchimento ósseo. A marsupialização pode ser utilizada como terapia isolada para cisto ou etapa preliminar no tratamento, com a enucleaçao adiada para um segundo momento cirúrgico. 
Indicações
Quantidade de lesão tecidual 
No caso de enucleação pode ocorrer fistula oronasal ou oroantral, ou causar danos a estruturas neurovasculares ou ainda provocar desvitalizaçao em dentes saudáveis. 
Acesso cirúrgico 
Se o acesso cirúrgico for difícil devemos considerar essa técnica.
Auxilio na erupção dos dentes.
Se um dente não irrompido necessário na arcada dentário estiver associado (dentigero) a marsupialização pode permitir a continuidade da erupção.
Extensão da cirurgia
Em pacientes não saudáveis ou debilitados podemos indicar a técnica, por ser mais simples e pela possibilidade de ser menos estressante para O PACIENTE.
Tamanho do cisto.
Em cistos grandes, temos risco de fraturas na enucleação, então podemos optar marsupializaçao do cisto e aditar a enucleação ate que haja considerável preenchimento ósseo da cavidade. 
Vantagens
Procedimento fácil execução, poupar estruturas vitais.
Desvantagens
Deixa o teicod patologio in situ, sem analise histopatológica de todo o espécime. Apesar de retiramos o tecido da janela, uma lesão mais agressiva pode estar presente no tecido residual. 
Incovenciencia ao paciente, cavidade deve ser mantida limpa para prevenir infecções, irrigar 3 a 4 vezes com auxilio de uma seringa, podendo levar vários meses dependendo do tamanho da cavidade. 
Enucleação após marsupialização.
Essa abordagem combinada reduz a morbidade e acelera a cicatrização completa do defeito.
Indicações: se baseiam nas mesmas da marsupializacao do dano tecidual, da dificuldade de acesso, dentes impactados, da condição medica do paciente e o tamanho da lesão, caso o paciente tenha dificuldade de limpar a região o profissional possa achar necessário examinar a lesão inteira. Quando a lesão regredir mais de 50% é a hora de pensar na enucleação porque a lesão esta visualmente tratada.
 RAPHAELA PINZON – ODONTOLOGIA PUCRS