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Sistema articular no estudo da Biomecânica do Esporte e Do Exercício.

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LEANDRO DA SILVA MOREIRA
RA 1164861 
Projeto de prática de biomecânica do esporte e do exercício.
EDUCAÇÃO FÍSICA BACHARELADO 
BIOMECÂNICA DO ESPORTE E DO EXERCÍCIO
PROFESSOR (a): PABLO ANTONIO BERTASSO DE ARAUJO
 
 
 TAGUATINGA-DF
					2017
Sistema articular no estudo da Biomecânica do Esporte e Do Exercício.
1° ETAPA:
1- Articulação do Ombro (Glenoumeral) 
Exercício Flexão e extensão de Ombro
Classificação Morfológica: Esfenoide
Classificação Funcional: Triaxial
Plano: Sagital
Eixo: Latero-Lateral
Movimento Fase Excêntrica: Extensão de Ombro
Movimento Fase Concêntrica: Flexão de Ombro
2- Articulação do Cotovelo (Úmero Ulnar)
Exercício Tríceps na polia 
Classificação Morfológica: Gínglimo
Classificação Funcional: Uniaxial
Plano: Sagital
Eixo: Latero-Lateral
Movimento Fase Excêntrica: Flexão de Cotovelo
Movimento Fase Concêntrica: Extensão de Cotovelo
3- Articulação do Quadril (Acetábulo femoral)
Exercício Abdução de Quadril Sentado
Classificação Morfológica: Esfenoide
Classificação Funcional: Triaxial
Plano: Transverso
Eixo: Longitudinal
Movimento Fase Excêntrica: Adução horizontal de Quadril
Movimento Fase Concêntrica: Abdução Horizontal de Quadril
4- Articulação do Joelho (Tibiofemoral)	
Exercício Flexão e extensão de Joelho em Pé
Classificação Morfológica: Gínglimo
Classificação Funcional: Uniaxial
Plano: Sagital
Eixo: Latero-Lateral
Movimento Fase Excêntrica: Extensão de Joelho
Movimento Fase Concêntrica: Flexão de Joelho
2° ETAPA:
Articulação Monoaxial
A articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo (1 grau de liberdade). As articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo, são monoaxiais. Há duas variedades nas quais o movimento é uniaxial: Gínglimo ou Articulação em Dobradiça: as superfícies articulares permitem movimento em um só plano. As articulações são mantidas por fortes ligamentos colaterais. Exemplos: Articulações interfalangeanas e articulação úmero-ulnar.
Articulação Biaxial 
A articulação realiza movimentos em torno de dois eixos (2 graus de liberdade). As articulações que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a rádio-cárpica (articulação do punho) são biaxiais. Há duas variedades de articulações biaxiais: Articulação Condilar: Nesse tipo de articulação, uma superfície articular ovóide ou condilar é recebida em uma cavidade elíptica de modo a permitir os movimentos de flexão e extensão, adução e abdução e circundução, ou seja, todos os movimentos articulares, menos rotação axial. Exemplo: Articulação do pulso.
Articulação Selar: Nestas articulações as faces ósseas são reciprocamente côncavo-convexas. Permitem os mesmos movimentos das articulações condilares. Exemplo: Carpometatársicas do polegar.
Articulação Triaxial
A articulação realiza movimentos em torno de três eixos (3 graus de liberdade). As articulações que além de flexão, extensão, abdução e adução, permitem também a rotação, são ditas triaxiais, cujos exemplos típicos são as articulações do ombro e do quadril. Há uma variedade onde o movimento é poliaxial, chamada articulação esferóide ou enartrose.
Articulação Esferóide ou Enartrose: É uma forma de articulação na qual o osso distal é capaz de movimentar-se em torno de vários eixos, que tem um centro comum. Exemplos: Articulações do quadril e ombro.
3° ETAPA:
Relate qual a morfologia da articulação (tipo de articulação) em cada análise:
A) PLANA: na qual as superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento de uma superfície sobre a outra em qualquer direção. A articulação acromioclavicular (entre o acrômio da escápula e a clavícula) é um exemplo. Deslizamento existe em todas as articulações sinoviais, mas nas articulações planas ele é discreto, fazendo com que a amplitude do movimento seja bastante reduzida. Entretanto, deve-se ressaltar que pequenos deslizamentos entre vários ossos articulados permitem apreciável variedade e amplitude de movimento. É isto que ocorre, por exemplo, nas articulações entre os ossos curtos do carpo e do tarso.
B) GÍNGLIMO: ou dobradiça, sendo que os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexão e extensão) que elas realizam do que à forma das superfícies articulares. A articulação do cotovelo é um bom exemplo de gínglimo e a simples observação mostra como a superfície articular do úmero, que entra em contato com a ulna, apresenta-se em forma de carretel (tróclea do úmero). Todavia, as articulações entre as falanges também são do tipo gínglimo e nelas a forma das superfícies articulares não se assemelha a um carretel. Este é um caso concreto em que o critério morfológico não foi rigorosamente obedecido. Realizando apenas flexão e extensão, as articulações sinoviais do tipo gínglimo são mono-axiais.
C) TROCÓIDE: as superfícies articulares são segmentos de cilindro e, por esta razão, cilindróides talvez fosse um termo mais apropriado para designá-las. Estas articulações permitem rotação e seu eixo de movimento, único, é vertical: são mono-axiais. Um exemplo típico é a articulação rádio-ulnar proximal (entre o rádio e a ulna) responsável pelos movimentos de pronação e supinação do antebraço. Na pronação ocorre uma rotação medial do rádio e, na supinação, rotação lateral. Na posição de descrição anatômica o antebraço está em supinação.
D) CONDILAR: cujas superfícies articulares são de forma elíptica. Elipsóide seria talvez um termo mais adequado. Estas articulações permitem flexão, extensão, abdução e adução, mas não a rotação. Possuem dois eixos de movimento, sendo, portanto, bi-axiais. A articulação rádio-carpal (ou do punho) é um exemplo. Outros são a articulações temporomandibular (ATM) e metacarpofalangeanas.
E) SELAR: na qual a superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela, apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro, e se encaixa numa segunda peça onde convexidade e concavidade apresenta-se no sentido inverso da primeira. A articulação carpo-metacárpica do polegar é exemplo típico. É interessante notar que esta articulação permite flexão, extensão, abdução, adução e rotação (conseqüentemente, também circundução) mas é classificada como bi-axial. O fato é justificado porque a rotação isolada não pode ser realizada ativamente pelo polegar sendo só possível com a combinação dos outros movimentos.
F) ESFERÓIDE: apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se encaixam em receptáculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa, que pode ser movimentado em qualquer direção, é um exemplo não anatômico de uma articulação esferóide. Este tipo de articulação permite movimentos em torno de três eixos, sendo, portanto, tri-axial. Assim, as articulações do ombro (entre o úmero e a escápula) e a do quadril (entre o osso do quadril e o fêmur) permitem movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação e circundução.
Referências bibliográficas
ZANELLA, C. A. B.; BARROS JÚNIOR, E. A. de. Cinesiologia e biomecânica. Batatais: Claretiano, 2015.
SCHMIDT, Ademir. Cinesiologia e biomecânica. Goiânia: 2010.
DANGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia humana – sistêmica e segmentar. São Paulo, Atheneu, 2007.
DUFOUR, Michel. Anatomia do aparelho locomotor. V. 02 Membro Superior, Guanabara Koogan, 2004.
CAMPOS, Maurício de A. Biomecânica da musculação. 2ª ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2000.
LIMA, Claudia Silveira; PINTO, Ronei Silveira. Cinesiologia e musculação. Porto Alegre: Artmed, 2006.