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MOBILIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO

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abaixo: 
 
Caracteristica Compressão Sensibilização 
Descrição Queimação, formigamento, elétrica, choque Dolorido 
Reconhecimento Não Familiar Familiar, como dor de dente 
Distribuição Superficial ou profunda, na área inervada 
pelo nervo 
Profunda, ao longo do nervo 
Frequência Variável, pode ser intermitente ou choque Geral e contínua 
Movimento que 
Melhora 
Flexão, Latero-flexão e Rotação Contrária Extensão, Latero flexão e Rotação 
Homolateral 
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Movimento que Piora Extensão, Latero-flexão e Rotação 
Homolateral 
Flexão, Latero-flexão e Rotação 
Contrária 
Postura Postura Antálgica Cruzada Postura Antálgica Direta 
Reflexos Diminuídos Inalterados 
 
Obs: Nas lesões de Perda de Complascência Neural os sintomas só irão aparecer quando os 
nervos são colocados em tensão. 
 
 
AVALIAÇÃO 
 
A avaliação física do Sistema Nervoso consiste basicamente em: 
 
 Anamnse 
 Avaliação Estática (Postural) 
 Avaliação Dinâmica (Teste Mobilidade Global) 
 Testes de Sensibilidade e Reflexos 
 Palpação dos Tecidos Nervosos: observar regiões hiperálgicas 
 Testes de Força Muscular 
 Testes de Tensão: podemos encontrar respostas anormais como diminuição da 
amplitude fisiológica, dor ou formigamento. 
 
Os sintomas mais comuns de uma lesão nervosa são as dores em queimação, formigamentos, 
dormências, parestesias e anestesias ao longo do trajeto nervoso. Podemos encontrar também 
diminuições na força muscular e alterações posturais, cabendo ao fisioterapeuta analisar de forma 
precisa, o local (ou locais) de comprometimento nervoso e traçar a melhor conduta de tratamento. 
 
Lembrar sempre que: 
 Sempre testar bilateralmente 
 Nos testes de tensão, se o paciente relatar alguma alteração, não é necessário chegar até 
o final do teste. 
 Exames complementares, como a eletroneurografia, têm pouca validade, pois, pode 
haver alterações sem comprometimento na condução elétrica. 
 Em alterações de membros superiores deve-se avaliar também a cervical. O mesmo 
acontece com os membros inferiores, avaliando a região lombar e sacral. 
 Outras estruturas estão envolvidas nos testes (discos, músculos, articulações), podendo 
levar a distorções no diagnóstico. 
 
 AVALIAÇÃO ESTÁTICA 
 
Deve-se observar se existe alguma alteração postural no individuo nas visões antero-
posterior, póstero-anterior e latero-lateral. 
 O que podemos observar: 
 Uma orelha mais baixa em relação a contralateral 
 Ombro mais baixo ou mais alto 
 Posturas antálgicas 
 Aumento ou diminuições das curvaturas fisiológicas, etc 
 
 
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 AVALIAÇÃO DINÂMICA 
 
Através dos Testes de Mobilidade Global conseguimos diferenciar os tipos de 
disfunções neuropáticas. 
Para testar se a disfunção é uma sensibilização: 
 Flexão e latero-flexão contralateral 
 
Para testar se a disfunção é uma compressão: 
 Extensão e latero-flexão homolateral 
 
Obs: Se o paciente relatar aumento dos sintomas Teste Positivo 
 
MEMBROS SUPERIORES 
 
 
PALPAÇÃO 
 
PLEXO BRAQUIAL 
 Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal, com rotação da cabeça contralateral ao plexo a ser palpado. 
 Posição do Terapeuta: 
 Terapeuta em finta anterior, homolateral ao plexo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Palpar suavemente o plexo lateralmente aos escalenos. 
Técnica: 
 Observar a sensação de pequenos cordões. 
 
 
 
NERVO MEDIANO 
Cotovelo: 
Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal com ligeira flexão de cotovelo. 
 Posição do Terapeuta: 
 Sentado, homolateralmente ao nervo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Com o dedo indicador ou polegar, palpar região medial a inserção do bíceps no cotovelo. 
Técnica: 
 Observar a sensação de um pequeno cordão. 
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Punho: 
Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal com extensão de cotovelo e punho neutro. 
 Posição do Terapeuta: 
 Sentado, homolateralmente ao nervo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Com o polegar ou dedo indicador, palpar entre os tendões flexor radial do carpo e do flexor 
superficial dos dedos. 
Técnica: 
 Observar a sensação de um pequeno cordão. 
 
 
 
NERVO ULNAR 
Braço: 
Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal, flexão de cotovelo ligeira abdução de ombro. 
 Posição do Terapeuta: 
 Em pé, homolateralmente ao nervo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Com o dedo indicador ou polegar, palpar região medial do terço médio do braço. 
Técnica: 
 Com a mão caudal o terapeuta estabiliza a região mais distal do antebraço e com o dedo 
indicador ou polegar observar se o paciente relata algum sintoma local ou irradiado. 
 
Cotovelo: 
Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal, flexão de cotovelo ligeira abdução de ombro. 
 Posição do Terapeuta: 
 Em pé, homolateralmente ao nervo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Com o polegar ou dedo indicador, palpar região posterior do epicôndilo medial do úmero. 
Técnica: 
 Com a mão caudal o terapeuta estabiliza a região mais distal do antebraço e com o dedo 
indicador ou polegar observar a sensação de um pequeno cordão. 
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Punho: 
Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal com punho neutro 
 Posição do Terapeuta: 
 Sentado, homolateralmente ao nervo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Com o polegar palpar Canal de Guyon (região entre o hámulo do hamato e o pisiforme) 
Técnica: 
 Observar se o paciente relata dor na região (Palpação Indireta). 
 
 
NERVO RADIAL 
Braço: 
Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal 
 Posição do Terapeuta: 
 Sentado, homolateralmente ao nervo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Com o indicador palpar região do sulco radial do úmero 
Técnica: 
 Observar a sensação de um pequeno cordão. 
 
Cotovelo: 
Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal, com ligeira pronação de antebraço. 
 Posição do Terapeuta: 
 Sentado, homolateralmente ao nervo a ser palpado. 
Colocação das mãos: 
 Com o polegar palpar região antero-lateral da cabeça do rádio. 
Técnica: 
 Observar se o paciente relata algum sintoma. (Palpação Indireta) 
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TESTES DE TENSÃO MEMBROS SUPERIORES 
 
TESTE DE TENSÃO PARA RAIZES CERVICAIS 
 Posição do paciente: 
 Paciente em decúbito dorsal, com a mão do membro a ser testado repousando na região do 
abdômen. 
 Posição do Terapeuta: 
 Terapeuta sentado atrás da cabeça do paciente. 
Colocação das mãos: 
 Com a mão cefálica o terapeuta envolve a região posterior do pescoço do paciente e com a mão 
caudal realiza uma depressão do ombro, estabilizando-o. 
Técnica: 
 Estabilizando o ombro em depressão, realizo com a mão cefálica uma latero-flexão contralateral 
do pescoço do paciente. Observar se o paciente refere dor ou formigamento pelo trajeto dos nervos 
periféricos. 
Obs: Para gerar tensão em um nervo especifico o terapeuta coloca as alavancas inferiores no membro a 
ser testado: 
 
 Nervo Mediano: Rotação externa de braço + extensão de cotovelo + supinação de 
antebraço + extensão de punho. 
 Nervo Radial: Rotação interna de braço + extensão de cotovelo + pronação de 
antebraço + flexão de punho. 
 Nervo Ulnar: Abdução de ombro 90º + rotação externa de braço + flexão de cotovelo 
+ pronação de antebraço + extensão de punho. 
 
 
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TESTE ATIVO PARA OMBRO EM ABDUÇÃO 
Posição do paciente: 
 Paciente em pé, com os membros superiores estendidos ao longo do corpo. 
Técnica: 
 Pede-se ao paciente para primeiramente realizar abdução de ombro com a cervical neutra. Faz-
se o mesmo com a cervical em latero-flexão contralateral e depois

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