Resenha Crítica: Fahrenheit 451 – a temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima…
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Resenha Crítica: Fahrenheit 451 – a temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima…


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UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE 
DOURADOS 
FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E 
TECNOLOGIA 
POLÍTICA E GESTÃO EDUCACIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Graduanda: Bruna Manzani 
Leite de Castro 
Professora: Dra. Kellcia 
Resende Souza 
 
 
 
 
 
RESENHA CRÍTICA DA LITERATURA: 
 
Fahrenheit 451 \u2013 a temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima\u2026 
 
 
DOURADOS \u2013 MS, 02 de agosto de 2017 
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Tradução: Cid Knipel 
Prefácio: Manuel da Costa Pinto 
Autor: Ray Bradbury 
Editora: Biblioteca Azul 
Páginas: 215 
Ano: 2012 (originalmente em 1953) 
Personagens: 
\uf0b0 Guy Montag é o bombeiro protagonista da história. 
\uf0b0 Faber é um professor formado em Inglês destituído do seu cargo há 40 anos. 
\uf0b0 Mildred Montag é a esposa de Montag, o bombeiro. 
\uf0b0 Clarisse McClellan uma jovem adolescente que instiga em Montag, o prazer de coisas simples 
e espontâneas. 
\uf0b0 Capitão Beatty é o chefe de Montag e do corpo de bombeiros. 
\uf0b0 Granger é o líder do grupo de intelectuais exilados que tentam preservar os livros que leem 
memorizando-os. 
\uf0b0 Cão de caça mecânico (Sabujo) é uma máquina de oito patas, não possui sentimentos, pode 
ser programado para caçar e matar livres-pensadores, apenas seguindo-os pelo seu olfato. Pode 
se lembrar de até 10000 outros cheiros. Seu foco é somente na destruição, a qual é programado. 
No seu focinho, tem uma espécie de agulha, que pode injetar quantidades letais de morfina. 
Montag sentiu isso em sua pele, embora tenha sobrevivido, ele sofreu uma dor enorme, mas por 
um curto período. 
INTRODUÇÃO 
Fahrenheit 451, é um romance distópico ( As distopias são geralmente caracterizadas 
pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade), de ficção científica, escrito 
por Ray Bradbury (1920-2012) e publicado pela primeira vez em 1953. Outras obras que evidenciam 
também a distopia são, \u2018\u2019Admirável mundo novo\u2019\u2019, \u2018\u20191984\u2019\u2019, \u2018\u2019 A ilha\u2019\u2019, \u2018\u2019 Laranja mecânica\u2019\u2019, entre 
outros. Esta obra de Bradbury é como uma crítica, referente à uma crescente e disfuncional sociedade 
americana. Foi escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, é um texto que condena, 
principalmente, a sociedade que ele está inserido, opressiva e comandada pelo autoritarismo do 
mundo pós-guerra. 
O livro possui um viés esclarecedor de um governo totalitário, que proíbe qualquer livro ou tipo 
de leitura, temendo a tomada de decisão do povo, ou seja, tornar a sociedade alienada de 
conhecimentos, não possuir alfabetização científica, pois tinham medo de que eles pudessem ficar 
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instruídos e se rebelarem contra o sistema. Diante desse contexto, busco informações e exemplos 
dados em uma das aulas de políticas públicas, pois esta obra não descreve somente um romance e 
ficção, mas, uma representação de como atualmente a sociedade é influenciada e pouco argumentativa 
em relação aos recursos tecnológicos. Vale ressaltar, que as discussões acerca das políticas públicas 
de acesso ao livro e à leitura, partem, em primeiro lugar, do real valor que o livro e a leitura têm, ou 
seja, o diferencial que ambos podem trazer para a formação individual e social do homem, o que é 
esclarecedor na história de Fahrenheit 451. A respeito dessa crítica, é indispensável citar uma frase 
de Monteiro Lobato, a qual afirma: \u2018\u2019 Um país se faz com homens e livros \u201d; 
Os meios de informação naquele período eram os aparelhos de televisão instalados em suas 
casas ou em praças ao ar livre, as quais são retratadas no livro como um meio de comando por parte 
da soberania governamental. A leitura deixou de ser a ferramenta para adquirir os conhecimentos, 
saber argumentar e ter opiniões críticas, tornou-se objeto, assim como a vida dos cidadãos, 
manipulados e suficientes apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos. Quando Bradbury 
refere-se às \u201csalas\u201d, é possível associar a ideia do capitalismo que atua sobre as forças econômicas e 
políticas do país. Essas forças que regem os \u201cmeios de comunicação de massa\u201d são frutos de uma 
ideologia neoliberal vigente no Brasil e na maior parte do mundo. Esse clássico da ficção científica é 
dividido em 3 partes, sendo elas, primeira: a lareira e a salamandra; segunda: leram durante toda a 
longa tarde...; e terceira: por toda a rua, luzes se acenderam...; 
 
Tudo começa em uma cidadezinha dos EUA... 
 
Nessa cidade onde se passa a história de Guy Montag, é uma criação do autor, sua imaginação 
é sobre um futuro longínquo, uma vez que, ele foi escrito há muitas décadas. As casas são construídas 
para que não peguem fogo, e os bombeiros possuem a função de atear fogo e não o contrário. O 
protagonista, Montag, possui a função majoritária de queimar livros. Logo, no início da história o 
protagonista diz à sua nova amiga Clarisse: \u2018\u2019 reduza os livros às cinzas e, depois, queime as cinzas. 
Este é o nosso slogan oficial. \u2019\u2019 
Porém, após suas conversas com Clarisse (sua vizinha), uma adolescente e um questionamento 
feito ao seu capitão chefe Beatty, este que já leu diversos livros, para que pudesse criticar com 
fundamentos, Montag ficou refletindo sobre suas atividades, amigos e sentimentos. O momento ápice 
dessa reflexão foi quando ele atende uma chamada e precisa queimar a biblioteca clandestina de uma 
senhora, no entanto, a senhora não se deixa ser levada pelos bombeiros e prefere falecer junto dos 
seus livros, e isso impressiona Montag, e o mesmo reflete: \u2018\u2019 o que tem de tão especial nestes livros, 
que alguém é capaz de morrer com eles? \u2019\u2019 Neste dia ele rouba um livro. 
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Casado com Mildred, uma mulher com problemas psicológicos e que necessita de remédios 
para dormir, normalmente seus diálogos são breves e pouco românticos. 
Diante desses fatos, Guy se \u2018\u2019rebela\u2019\u2019 e passa a ser defensor dos livros, algo que ele já 
É possível relacionar essa sociedade com o governo totalitário, com censura aos meios de 
comunicação e informação presentes na história, pois os livros de fonte literária ou leitura de maneira 
construtiva do conhecimento é PROIBIDO! A diversão, diálogo, informação, tudo gira ao redor dos 
televisores, e as mesmas são interativas, é possível ter comunicação. 
Com dúvidas em relação ao livro que ele havia roubado, ele se encontra com um professor, 
Faber, que expõe suas opiniões em relação a sociedade que eles estão inseridos. São criadas mais 
indagações, e que levaram o Montag a construir seus pensamentos críticos, sobre sua profissão e o 
porquê de a população ser proibida de ler, uma vez que, as histórias são demonstração de sentimentos, 
exposição de conhecimentos, uma busca do ponto de vista pessoal. Num viés de política pública, e 
relembrando as aulas, cujo título é o mesmo, ressalto que, as políticas de acesso ao livro, assim como 
outras políticas de caráter diverso, apresentam-se como fundamentais no processo de 
desenvolvimento econômico e social do país. Segundo Lindoso (2004, p. 183), o acesso ao livro 
[...] é essencial para a melhoria de todos os índices sociais: quem lê adoece menos, 
pois é mais informado sobre práticas de saúde; tem melhores condições de trabalho, 
pois pode se atualizar e participar efetivamente de práticas de educação continuada; 
é melhor cidadão, pois consegue articular melhor seus direitos e deveres. 
 
O ponto mais direto dessa história, e que é pertinente relacionar com ao sociedade do século 
XXI, é que o autor critica o fato dos cidadãos ser e deixarem ser alienados, aceitar as imposições do 
governo, não questionar, aficionados, onde, as interações pessoais são de certa maneira movidas às 
tecnologias, o domínio midiático, uma vez que, os comandos são transmitidos pelas