TUTORIA ETAPA 05 Módulo II   Problema 05   HIV SIDA
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TUTORIA ETAPA 05 Módulo II Problema 05 HIV SIDA


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CD4+ geralmente retorna ao normal. Em muitos pacientes, no entanto, 
a infecção é oculta e não há nenhuma sintomatologia. 
A fase crônica da latência clínica pode durar muitos anos. Durante este tempo, o vírus permanece contido no 
interior de tecidos linfoides e a perda de células T 
CD4+ é corrigida por reconstituição a partir de células progenitoras. Os pacientes permanecem assintomáticos 
ou apresentam infecções secundárias. Dentro de 2 a 6 meses após a infecção, a concentração viral plasmática se 
estabiliza em um determinado nível, que difere entre os pacientes. Este nível de concentração viral e o número de células 
sanguíneas T CD4+ são preditores clinicamente úteis na progressão da doença. Conforme a doença progride, os 
pacientes tornam-se suscetíveis a outras infecções e as respostas imunes a estas infecções podem estimular a produção 
de HIV e acelerar a destruição dos tecidos linfoides. Como discutido anteriormente, a transcrição do gene do HIV pode 
ser aumentada por estímulos que ativam as células T, como antígenos e várias citocinas. As citocinas, como TNF, que 
são produzidas durante a resposta imune inata contra as infecções microbianas, são particularmente eficazes no 
aumento da produção do HIV. Assim, conforme o sistema imune tenta erradicar outros microrganismos, ele causa sua 
própria destruição pelo HIV. 
A doença pelo HIV progride para a fase final e, quase que invariavelmente para uma fase fatal, chamada AIDS, 
quando a contagem de células T CD4+ diminui para menos de 200 células/mm3. A viremia pode aumentar 
drasticamente à medida que a replicação viral acelera em outros reservatórios além das células T. Os pacientes com 
AIDS desenvolvem vários tipos de infecções oportunistas, neoplasias, caquexia (síndrome de emaciação pelo HIV), 
insuficiência renal (nefropatia pelo HIV) e degeneração do SNC (encefalopatia daAIDS) (Tabela 21-7). Como as células 
T CD4+ auxiliares são essenciais para a resposta imune humoral e mediadas por células para vários microrganismos a 
perda destes linfócitos é a principal razão pela qual os pacientes com AIDS se tornam susceptíveis a muitos tipos 
diferentes de infecções. Além disso, muitos dos tumores que surgem em pacientes com AIDS apresentam etiologia viral, 
e a sua prevalência no contexto da AIDS reflete a incapacidade do paciente infectado pelo HIV de desenvolver uma 
resposta imune eficaz contra os vírus oncogênicos. A caquexia é frequentemente observada em pacientes com doenças 
inflamatórias crônicas e pode ser resultante dos efeitos das citocinas inflamatórias (como TNF) sobre o apetite e o 
metabolismo. A doença do SNC na AIDS deve-se à lesão neuronal pelo vírus ou pelas proteínas virais liberadas, como a 
gp120 e Tat, bem como pelos efeitos das citocinas produzidas pelas células micróglia infectadas. Muitas destas 
consequências devastadoras da infecção pelo HIV, incluindo infecções oportunistas e tumores, foram reduzidas 
significativamente pela terapia antirretroviral altamente ativa. 
 Características Clínicas da Infecção pelo HIV 
Fase da Doença Características Clínicas 
Doença aguda 
pelo HIV 
Febre, cefaleia, dor de garganta com faringite, linfadenopatia generalizada, 
urticárias 
Período de 
latência clínica 
Declínio da contagem de células T CD4+ no sangue 
AIDS Infecções oportunistas 
 Protozoários (Toxoplasma, Cryptosporidium) 
 Bactérias (Mycobacterium avium, Nocardia, Salmonella) 
 Fungos (Candida, Cryptococcus neoformans, Coccidioides immitis, Histoplasma 
capsulatum, Pneumocystis) 
 Vírus (citomegalovírus, herpes simples, varicela-zóster) 
Tumores 
 Linfomas (incluindo linfomas de células B associado ao EBV) 
 Sarcoma de Kaposi 
 Carcinoma cervical 
Encefalopatia 
Síndrome de emaciação 
Embora este resumo da evolução clínica seja verdadeiro para os casos mais graves, a taxa de progressão da doença é 
altamente variável, e alguns indivíduos são não progressores de longo prazo. As correlações imunológicas dessa 
progressão variável permanecem desconhecidas. Além disso, a terapia antirretroviral recente alterou a progressão da 
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doença e reduziu enormemente a incidência de infecções oportunistas graves (como Pneumocystis) e tumores (como o 
sarcoma de Kaposi). 
Resposta Imune ao HIV 
Respostas imunes humorais e celulares específicas para o HIV se desenvolvem após a infecção, mas geralmente 
proporcionam proteção limitada. A resposta inicial à infecção pelo HIV é, de fato, em muitos aspectos, semelhante ao da 
resposta imune a outros vírus e serve para remover a maior parte do vírus presente no sangue e nas células T circulantes. 
No entanto, é claro que estas respostas imunes não erradicam todos os vírus, e, geralmente, a infecção perpassa o 
sistema imunológico na maioria dos indivíduos. Apesar da falta de eficácia da resposta imune ao vírus, é importante 
caracterizá-la por três razões. Em primeiro lugar, as respostas imunes podem ser prejudiciais para o hospedeiro, por 
exemplo, por estimular a captura de vírus opsonizados por células não infectadas por endocitose mediada por receptor 
Fc ou por erradicação de células T CD4
+
 que expressam antígenos virais pelos CTLs CD8
+
. Em segundo lugar, os 
anticorpos contra o HIV são marcadores diagnósticos da infecção pelo HIV que são amplamente utilizados para 
triagem. Em terceiro lugar, o desenvolvimento de vacinas eficazes para a imunização contra o HIV requer conhecimento 
dos tipos de resposta imune mais propensa a ser protetora (os \u201ccorrelatos de proteção\u201d). 
Muitas respostas imunes inatas contra o HIV foram descritas. Estas incluem a produção de peptídios 
antimicrobianos (defensinas) e a ativação de células NK, células dendríticas (células dendríticas particularmente 
plasmocitoides produtoras de interferon do tipo I) e o sistema complemento. A função destas respostas no combate 
contra a infecção não está estabelecida. 
A resposta imune adaptativa inicial contra a infecção pelo HIV é caracterizada pela expansão de células T CD8+ 
específicas para peptídios do HIV. Até 10% ou mais das células T CD8+ circulantes podem ser específicos para o HIV 
durante a infecção aguda. Estes CTLs controlam a infecção na fase inicial (Fig. 21-8), mas adiante revelam-se ineficazes 
por causa do surgimento de mutantes virais (variantes com antígenos mutados). As células T CD4+ também respondem 
ao vírus, e estas células T CD4+ podem contribuir para o controle viral de inúmeras de maneiras. Uma resposta das 
células T CD4+ eficaz é necessária como uma fonte auxiliar para a geração de células T CD8+ de memória, mas também 
tem sido demonstrado que as células T CD4+ medeiam as respostas citolíticas contra células infectadas pelo HIV, talvez 
usando o ligando Fas como alvo nas células T CD4+ infectadas. 
A importância da resposta dos CTLs no controle do HIV é realçada pela evolução do vírus sob pressão imune, 
resultando em isolados virais que perderam seus epitopos de CTL originais. A evolução do vírus também resulta na 
perda dos epitopos reconhecidos pelas células T CD4+, indicando que tanto as células T CD8+ como as células T CD4+ 
contribuem para a defesa do hospedeiro contra o vírus. 
A resposta por anticorpos a uma variedade de antígenos do HIV é detectável dentro de 6 a 9 semanas após a infecção. As 
moléculas do HIV mais imunogênicas a induzir respostas por anticorpos parecem ser as glicoproteínas do envelope, e 
títulos elevados de anticorpos anti-gp120 e anti-gp41 estão presentes na maioria dos indivíduos infectados pelo HIV. 
Outros anticorpos anti-HIV encontrados frequentemente no soro dos pacientes são os anticorpos contra p24, 
transcriptase reversa e produtos de gag e pol (Fig. 20-8). O efeito destes anticorpos na evolução clínica da infecção por 
HIV é incerto. Os primeiros anticorpos geralmente não são neutralizantes e, portanto, são inibidores fracos da 
infecciosidade viral ou efeitos