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TCC   A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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escolares nas disciplinas de matemática, de inglês e demais disciplinas?
Os benefícios do aprendizado de música contribuem para o desenvolvimento dos aspectos cognitivos, emocionais e sociais, promovendo o bem-estar do indivíduo, proporcionam melhoria no convívio social, favorecendo o desenvolvimento cognitivo e afetivo, o ensino de música torna-se um excelente instrumento didático-pedagógico, auxiliando o professor no processo ensino aprendizagem escolar. Sendo assim a introdução da música na educação infantil torna-se mais uma ferramenta para o educador mediar o educando a desenvolver-se de formar plena e consciente. Entendo que o processo de crescimento de uma criança vai muito além dos seus aspectos físicos e intelectuais dessa forma optamos por trabalhar técnicas de fácil aceitação e prazerosa como a música é no nosso dia-dia. 
Nesse sentido, o papel do educador e dos colegas assume grande importância, uma vez que o desenvolvimento de uma criança é indicado não pelo limite inferior de suas capacidades, o desenvolvimento real, mas por aquilo que ela pode resolver com a colaboração dos outros. Em outras palavras, também na aula de musicalização, uma criança pode, com o auxílio do professor e dos colegas, fazer muito mais do que conseguiria fazer sozinha. Por isso, além das questões básicas de sociabilidade, a presença do professor e dos colegas de turma em aulas de musicalização é fundamental para a qualidade do aprendizado. Adaptação é uma palavra recorrente no vocabulário de um educador musical. 
Adaptar-se ao contexto, à realidade da escola e dos alunos, aos eventos, ao currículo escolar, às necessidades individuais de cada criança e de seus pais, tudo isso faz parte do olhar atento do educador não só sobre os seus educandos, mas também sobre o seu planejamento, que se modifica a cada nova ideia.
11.2 ANEXO II - METODOLOGIA DA PESQUISA
A estratégica utilizada na pesquisa de campo foi uma entrevista para recolher dados. Visto que este tipo de entrevista foi de caráter de praxe, ou seja, saber do entrevistado como é realizado a sua rotina e quais critérios é utilizado para a realização desta. Entrevista feita com a professora de música Teca Alencar de Brito, professora do curso de Licenciatura em Música da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a professora Teca seria perfeito é que os professores tivessem formação musical, para que este saber seja apreciado por si só. Sendo assim os docentes levariam em conta a criatividade e a criticidade dos discentes.
Perguntas e Respostas:
1. Teca para você é como a música pode influenciar no desenvolvimento cognitivo da criança?
R: Uma vez que nós, seres humanos, somos um sistema integrado (corpo e mente; fazer, pensar, sentir...) as experiências musicais (escutando, cantando, tocando, dançando etc.) podem promover o desenvolvimento em um sentido global. Assim sendo, também o desenvolvimento cognitivo é afetado de modo positivo. No entanto, não considero que, especialmente nos territórios da educação, a música deva ser entendida como algo que beneficia o desenvolvimento cognitivo, prioritariamente. Penso que a vivência sensível, da dimensão estética, relativa aos domínios da arte, é o mais importante, pois somos seres sensíveis, criativos e a arte - entre elas a música - tem grande importância e, infelizmente, costuma ser pouco valorizada ou, ainda, entendida como meio para desenvolver outros aspectos, que não eles próprios. Acho importante fazer música porque somos seres musicais, dentre outras características que nos constituem.
2. Para Koellreutter a organização de um currículo circular, de modo que os conceitos e atividades pudessem ser trabalhados de acordo com o interesse e as necessidades de um aluno ou grupo, e não por meio de uma sequência hierarquizada, estabelecida previamente. Seria, como ele gostava de dizer, uma espécie de “currículo pizza”, posto que as “fatias” poderiam ser saboreadas em ordens diversas. A elaboração do plano de trabalho, por sua vez, condicionava-se ao contato prévio com o aluno ou grupo, a fim de identificar as necessidades e os interesses, considerando, sempre, as possibilidades de mudança. Você partilha desse mesmo pensamento?
R: Sim. Não vejo sentido em currículos prescritos, fechados e organizados sem o conhecimento prévio do grupo, das necessidades, do conhecimento que já tem, de seus interesses. Trabalho totalmente em " sintonia' com cada grupo, reorganizando contínua e dinamicamente os conteúdos a serem trabalhados.
3. Segundo Adriana FREYBERGER, maioria das instituições públicas para a educação da primeira infância oferecem salas com mesas e cadeiras (denominadas Salas de Atividades). São espaços de aula onde o professor dirige a ação da criança, onde a criança escolhe a atividade que quer fazer? A Teca oficina dente essa mesma metodologia? Por que? E para qual finalidade?
R: Posso dizer que não trabalho com mesas e cadeiras. Sentamos no chão, em círculo, integrando todo o grupo para trabalhar com aspectos que interessem a todos. Usamos mesas e cadeiras em situações específicas (para fazer instrumentos, desenhar ou grafar algo). Vale lembrar que a Oficina de Música é um espaço diferente do ambiente de uma sala de aula tradicional, nas escolas públicas. Em algumas situações, as crianças dividem-se de acordo com seus interesses, mas via de regra trabalhamos com grupos pequenos, que desenvolvem juntos as propostas e atividades.
4. No meu trabalho “A importância da música na educação infantil” mostrou-me que a música é comum a todos. E que ela aflora o poder desenvolvimento da criança tanto no âmbito emocional na escola e futuramente até no profissional. Por isso é importante que a escola e nós educadores ofereçamos essa oportunidade as nossas crianças. Assim a música torna-se um elemento próprio à educação, já que é vivida por todos. Você, Teca já viveu essas experiências no decorrer da sua carreira?
R: As experiências desenvolvidas com a música. Eu trabalho com educação musical há 40 anos, de modo que posso dizer que já vivi muitas e distintas experiências.
5. Teca lendo as suas bibliografias A música pode ser um viés de diversas áreas curriculares, tornando às aulas mais alegre, na oficina Teca como ocorre esse vies?
R: Como eu disse na primeira questão, meu trabalho na Oficina tem como foco a experiência musical, o desenvolvimento do conhecimento musical, as possibilidades de ampliar e qualificar a escuta e a produção de gestos sonoros, de sonoridades, de músicas. E especialmente, o trabalho valoriza a criação musical e o desenvolvimento da criatividade, de modo geral. Não trabalho com a música em função de outras áreas curriculares, ainda que outras questões do conhecimento façam parte do trabalho. Trabalho com a música, integrando muitas possibilidades. Mas não trabalho com a música para desenvolver outras coisas, outro conteúdo etc. É bem diferente integrar áreas do conhecimento e usar uma linguagem específica para desenvolver outras.