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contabilidade intermediaria II   1

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aqui o conceito e os aspectos acerca do
reconhecimento e contabilização dos Ativos Intangíveis. O CPC editou o
Pronunciamento Técnico CPC 04, que trata sobre o Ativo Intangível. O objetivo
deste pronunciamento é “definir o tratamento contábil dos ativos intangíveis que
não são abrangidos especificamente em outro Pronunciamento” (CPC, 2010a).
Primeiramente, Ativo Intangível “é um ativo não monetário identificável sem
substância física” (CPC, 2010a). Padoveze (2017, p. 377) ressalta que “a palavra
intangível decorre de que esse tipo de bem ou direito não tem corpo físico, mas
representa algo de valor para a empresa, sendo classificado no ativo porque traz
benefícios futuros para a entidade”.
Para o reconhecimento de um ativo intangível devemos atentar para o
atendimento de determinados critérios. Além do atendimento aos requisitos
estabelecidos pelo CPC 04, o pronunciamento determina critérios de apuração do
valor contábil dos intangíveis, bem como a divulgação desses ativos.
Compreender os critérios de reconhecimento se faz necessário para fins de correta
informação contábil para os usuários das Demonstrações Financeiras. Para o
correto reconhecimento de um ativo intangível são necessárias a observação e a
confirmação dos seguintes critérios de identificação apresentados na figura a
seguir:
De acordo com a figura acima, observamos que a identificação de um ativo se faz
necessária antes de seu reconhecimento, além de se tratar de um elemento
patrimonial sem substância física.
Por sua vez, o item 18 do CPC 04 (R1) (2010a) estabelece que um ativo intangível
seja reconhecido se “o reconhecimento de um item como ativo intangível exige
que a entidade demonstre que ele atende: (a) a definição de ativo intangível (ver
itens 8 a 17); e (b) os critérios de reconhecimento (ver itens 21 a 23)”.
Prazeres et al. (2016) desenvolveram o trabalho “Relações entre nível de divulgação dos ativos
intangíveis e imobilizados e as características empresariais das companhias do setor de construção e
transporte” com o objetivo de analisar quais características empresariais são possíveis determinantes
Figura 2 - Critérios de identificação a serem adotados para o correto reconhecimento de um ativo
intangível. Fonte: Elaborado pelo autor, baseado em CPC, 2010a.
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do nível de divulgação de informações sobre ativos intangíveis e imobilizados, de acordo com o exigido
pelos Pronunciamentos Técnicos 04 (CPC, 2010a) e 27 (CPC, 2009). Leia mais em: <
(https://goo.gl/QSn6UY)https://goo.gl/QSn6UY (https://goo.gl/QSn6UY)>. 
O Pronunciamento Técnico CPC 04 (2010a) determina que, após atender à
definição de ativo intangível, deve-se demonstrar o atendimento aos seguintes
critérios de reconhecimento:
De acordo com o item 10 do CPC 04 (2010a), podemos enquadrar algo como ativo
intangível se assegurado o atendimento aos três seguintes aspectos: a)
identificação; b) controle; c) benefícios econômicos futuros.
Assim sendo, a figura acima destaca os critérios que devem ser obedecidos
posteriormente à definição de ativo intangível, acrescentando-se ainda, conforme
item 24 do CPC 04 (R1) (2010a), que um ativo intangível deve ser reconhecido
inicialmente ao custo.
 Figura 3 - Critérios para o
reconhecimento de um ativo intangível segundo o Pronunciamento Técnico CPC 04. Fonte: Elaborado
pelo autor, baseado em CPC, 2010a.
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Acerca do controle, Martins et al. (2013, p. 317) destacam que “uma entidade
controla um ativo quando detém o poder de obter benefícios econômicos futuros
gerados pelo recurso subjacente e de restringir o acesso de terceiros a esses
benefícios”. A avaliação das contas do Ativo Intangível deve obedecer ao conceito
em relação ao mesmo. Por sua vez, a contabilização se baseará nos critérios de
reconhecimento de tais ativos em questão.
Como visto, e de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 04 (2010a), exige-se
que no momento do reconhecimento de um ativo intangível a entidade avalie: a
definição de ativo intangível e os critérios de reconhecimento.
Um ativo intangível “deve ser mensurado pelo custo no momento do
reconhecimento inicial” (MARTINS et al., 2013, P. 317). Para reconhecer as contas
envolvidas nas operações do Ativo Intangível, Padoveze (2017, p. 380) destaca
alguns itens e que, segundo ele, referem-se aos gastos que poderão dar origem
aos ativos intangíveis: 
 
gastos com propaganda e criação de marcas e títulos comerciais ou de
publicações;
gastos com desenvolvimento de produtos, licenças e patentes;
goodwill adquirido em aquisições de empresas;
lista de clientes adquirida;
patente adquirida;
direitos autorais adquiridos;
direitos autorais gerados internamente;
licença de transmissão adquirida;
marca comercial adquirida;
gastos internos com desenvolvimento de so�wares comercializáveis;
gastos internos com desenvolvimento de websites comercializáveis;
direitos sobre filmes;
licenças de pescas;
gastos com geração ou aquisição de franquias;
gastos com direitos de comercialização etc.
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Silveira et al. (2017) desenvolveram estudo sobre a avaliação de ativos intangíveis. O trabalho
“Abordagens de avaliação de ativos intangíveis: uma revisão da literatura” buscou analisar as
abordagens de avaliação de ativos intangíveis apresentadas na literatura nacional e internacional. Veja
mais acessando o artigo publicado em: < (https://goo.gl/pUknAH)https://goo.gl/pUknAH
(https://goo.gl/pUknAH)>. 
Cabe destacar que o CPC 04 (2010a) não permite o reconhecimento de ativo
intangível que resulte de pesquisa, sendo, portanto, necessária a contabilização
como despesa adotando o regime de competência. Veja que o item 54 do CPC 04
(2010a) diz que “nenhum ativo intangível resultante de pesquisa (ou da fase de
pesquisa de projeto interno) deve ser reconhecido. Os gastos com pesquisa (ou da
fase de pesquisa de projeto interno) devem ser reconhecidos como despesa
quando incorridos” (CPC, 2010a).
Outro ponto de destaque é referente aos gastos com so�wares desenvolvidos
internamente. Eles não devem ser caracterizados como intangíveis porque não há
condições objetivas de identificar possíveis ganhos com esse tipo de operação
(PADOVEZE, 2017, p. 380). O item 63 do CPC 04 (CPC, 2010a) ressalta ativos como
marcas, títulos de publicações, listas de clientes e itens semelhantes, quando
gerados internamente, não devem ser reconhecidos como ativos intangíveis.
Você poderá conferir ainda mais detalhes sobre o intangível por meio do vídeo de título Ativo Intangível
(BACCI, 2017). Assista ao vídeo e bons estudos! Você poderá acessá-lo em: <
(https://www.youtube.com/watch?v=rRO61KtRcrk)https://www.youtube.com/watch?v=rRO61KtRcrk
(https://www.youtube.com/watch?v=rRO61KtRcrk)>.
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Sobre gastos com desenvolvimento, o intangível proveniente deles somente
poderá ser reconhecido, segundo o CPC 04 (2010a), se atendidos alguns aspectos
como:
1.4 Reconhecendo o Ativo Intangível
Há outros aspectos acerca do Ativo Intangível que precisam ser destacados. Nesse
contexto, é importante reconhecer as operações que envolvam o Ativo Intangível e
compreender o método de mensuração destes ativos. Com base nisso, é preciso
compreender também sobre o Teste de Impairment, sobre a vida útil definida e
sobre os aspectos relacionados com Goodwill.
 O Teste de Impairment remete à necessidade da entidade aplicar uma análise de
recuperabilidade para assegurar que seus ativos estejam registrados
contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação (CPC,
2010b). Em caso de ativo que esteja contabilizado por valor superior ao valor que
este possa ser recuperado por uso ou venda é preciso reconhecer as perdas por
desvalorização.
Padoveze (2017, p. 379) ressalta que “o teste do impairment é sempre para reduzir
o valor do ativo, sendo proibido contabilizar o aumento do