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Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
IMAGINOLOGIA DAS NEOPLASIAS DE 
ESTÔMAGO 
 
Pólipos Adenomatosos (HIPER) 
GIST (HIPERVASCULAR) 
Tumor Carcinoide (HIPER) 
Adenocarcinoma gástrico (HIPO) 
Linfoma 
 
1. PÓLIPOS ADENOMATOSOS 
GÁSTRICOS 
 
Pólipos de maiores dimensões (>2cm) com 
superfície lobulada ou irregular e a 
localização preferencial é no ANTRO. 
 
Comuns em pacientes com gastrite atrófica. 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
Dor epigástrica, náuseas, vômitos e 
sangramento gastrointestinal superior. 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
RADIOGRAFIA CONTRASTADA 
ou 
TC 
- Lesões polipoides sésseis ou pedunculadas 
- < 1,5-2cm 
- Anto gástrico 
- Geralmente solitários 
 
 
TC pós contraste: pólipo hiperdenso no 
corpo gástrico 
 
RM pesada em T2: hipersinal do pólipo 
 
 
Radiografia: falha de enchimento 
 
OBS: pela imagem, devemos dizer que se 
trata de uma formação expansiva mucosa. 
O diagnóstico de pólipo adenomatoso 
apenas através do histopatológico. 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
2. TUMOR ESTROMAL 
GASTROINTESTINAL (GIST) 
 
São os tumores mesenquimais mais comuns 
do TGI malignos ou benignos 
 
Expressão do KIT (CD117), uma 
tirosinoquinase que atua como receptor de 
membrana para o fator de crescimento. 
 
Origem: células intersticiais de Cajal ou 
células-tronco relacionadas. 
 
GIST = grupo de neoplasias mesenquimais 
que difere do músculo liso verdadeiro ou 
tumores neurais. 
 
Esôfago até ânus, estômago é a localização 
mais comum  Submucosa 
 
Podem crescer em padrão exofítico, 
intraluminal, endoluminal ou misto. 
 
Lesão de espectro variável de difícil 
diferenciação entre benigno e maligno. 
 
Critérios para avaliar potencial biológico: 
tamanho do tumor e a atividade mitótica. 
 
<5cm = benigno (provavelmente) 
 
Malignos envolvem quase sempre fundo e 
corpo gástrico e >10cm. Geralmente contêm 
grandes cavidades císticas ou ulcerações 
secundárias a hemorragias ou necrose 
tumoral. 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
Efeito de massa, sangramento GI quando 
ulcerado, náuseas e vômitos. 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 ESTUDO CONTRASTADO 
Tumores pequenos  abaulamentos 
extramucosos, geralmente regulares 
Massas grandes ou infiltrativas  + 
ulceração ou efeito de massa sobre a câmara 
gástrica. 
 
 TC 
- Massas sólidas heterogêneas 
-Realce pós-contraste (padrão hipervascular) 
- Fundo e corpo gástrico 
- Contornos lobulados bem definidos 
- Podem ter ulceração da mucosa (centro) 
- Massa volumosas intraluminais ou 
subserosas exofíticas com áreas de 
necrose/liquefação 
- Incomum ter calcificações 
- Incomum linfonodomegalias 
 
 RM 
- Hipossinal em T1 
- Intensidade intermediária ou hipersinal em T2 
com áreas de necrose nas lesões volumosas 
- Realce precoce após injeção de gadolíneo (rico 
componente de irrigação arterial do tumor) 
 
 US ENDOSCÓPICA 
Avaliação da camada de origem, diâmetro do 
tumor, forma e padrões dos ecos internos 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
 
Radiografia contrastada – EED 
 
US endoscópica: 2 lesões submucosas 
 
TC pós-contraste: massa submucosa 
hiperdensa 
 
US: massa hipoecoica heterogênea 
(“manchado”) 
 
 
 
TC: massa vegetante intraluminal 
 
US endoscópica: ulceração central 
 
 
TC pós-contraste: GIST c aspecto 
exofítico e lobulado no fundo c necrose 
central 
 
ulceração 
Componente 
intraluminal 
O adenocarcinoma gástrico é um tumor de mucosa e as 
alterações nessa camada são logo perceptíveis, enquanto o 
GIST é um tumor de submucosa, logo, a mucosa aparece lisa e 
talvez sem nenhuma alteração visível caso seja endofítica. 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
TC pós-contraste 
 
TC pós-contraste: GIST volumoso e 
exofítico na parede anterior do corpo 
gástrico 
 
 
TC: regressão volumétrica da massa 
após tratamento imunomodulador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
3. ADENOCARCINOMA GÁSTRICO 
 
>90% das malignidades do estômago. 
 
Fatores de risco: hábitos alimentares, H. 
pylori, tabagismo, gastrite crônica  atrófica, 
pólipos adenomatosos 
 
EXAME DE ESCOLHA 
 
Endoscopia Digestiva Alta 
 
Sensibilidade e especificidade superiores a 
exames contrastados e possibilita a 
realização da biópsia 
 
ESTADIAMENTO  TC 
US endoscópica: ferramenta adicional para 
estadiamento 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- Início assintomático 
- Dor epigástrica relacionada ou não à 
alimentação, anorexia, emagrecimento, 
disfagia, vômitos de estase, hematêmese e 
melena. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
a) Precoce 
Limitado à mucosa ou à submucosa 
 
b) Avançado 
Ultrapassa a muscular própria gástrica 
 
O câncer gástrico avançado é classificado 
pela CLASSIFICAÇÃO DE BORRMANN. 
 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
 Radiografia Contrastada 
a) Câncer gástrico precoce 
Tipo I (polipoide): pequenas lesões 
elevadas (pólipos sésseis ou pedunculados) 
Tipo II (ulcerado): lesões superficiais, 
nódulos mucosos e úlceras 
Tipo III (infiltrativo): úlceras irregulares com 
nodulação e amputação das pregas radiais 
 
b) Câncer gástrico avançado 
- Lesão polipoide que pode ser lobulada 
- Lesões parietais elevadas com áreas de 
falha de enchimento pelo bário 
- Lesões ulceradas de bordas elevadas 
 
c) Câncer gástrico infiltrativo 
- Espessamento irregular da mucosa 
- Nódulos, especulação e infiltração da 
mucosa 
- Perda de distensibilidade da câmara 
gástrica (linite plástica) 
- Obstrução da saída gástrica 
 
Polipoide 
Superficial 
Escavado 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
 US 
Espessamento parietal focal ou difuso 
Massa hipoecoica com centro ecoico: “sinal 
do pseudorrim” 
 
 TC e RM 
Paciente deve ingerir água para fazer a 
distensão da câmara gástrica  melhor 
avaliação parietal 
 
- Espessamento focal da parede e com 
mucosa irregular 
- Massa vegetante com ou seu ulceração 
(falha irregular no contorno do lúmen da lesão 
ou imagem gasosa penetrante a partir da 
interface mucosa) 
- Incomum ter calcificações 
- CA infiltrativo: espessamento parietal + 
perda da distensibilidade 
- Densificação ou estriações da gordura 
perigástrica são indicativas de extensão 
extraserosa 
- Linfonodomegalias regionais 
- Sinais de perfuração: extravasamento de 
contraste ou pneumoperitônio 
- Nos casos de disseminação peritoneal  
espessamento omental, implantes nodulares 
ou massas peritoneais 
- Metástases hematogênicas para órgãos à 
distância 
 
 
 
 
EED – radiografia contrastada: falha de 
enchimento na curvatura maior 
 
EED: falha de enchimento irregular devido ao 
adenocarcinoma gástrico (seta) 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
 
 
 
TC: contraste negativo (água) via oral ajuda a delimitar 
a lesão vegetante na transição corpo/antro 
 
 
RM T2: lesão ulcerada na parede anterior do corpo 
 
TC: espessamento difuso das paredes gástricas + 
perda da distensibilidade 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
 
 
 
TC: adenocarcinoma gástrico infiltrativo com sinais de 
perfuração e pneumoperitônio (cabeças da seta) + 
espessamento parietal do antro (seta) 
 
 
 
TC pós-contraste: adenocarcinomagástrico 
avançado com metástases hepáticas e linfonodais 
(setas) + ascite volumosa (*) 
 
Carcinomatose peritoneal – “omento cake” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
4. LINFOMA GÁSTRICO 
 
- Local mais comum do TGI 
- Predomina Linfomas não Hodgkin de 
células B 
- O linfoma da mucosa (MALT) é um tipo 
diferente de linfoma, indolente e de melhor 
prognóstico. H.pylori  reação inflamatória 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- Espectro variável (assintomáticos  dor, 
hematêmese, emagrecimento, melena ou 
massa palpável, sangramento GI e 
perfuração) 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
 EXAME CONTRASTADO 
- Nódulos submucosos sobrelevados ou 
ulcerados (lesão em “olho de boi” ou “alvo”) 
- Lesões infiltrativas: espessamento de 
pregas, distorção e contornos nodulares 
- Lesões ulcerativas: úlceras com bordas 
espessadas e nodulares, pregas irregulares 
ou lesões grandes cavitadas 
- Aspecto polipoide: massa lobulada de 
projeção endoluminal 
 
 TC 
- Espessamento da parede gástrica, focal ou 
difuso 
- Envolvimento circunferencial da parede 
- Lesão polipoide 
- Linfonodomegalias perigástricas 
 
OBS: extensão aos hilos renais indica 
linfoma; espessamento parietal mais intenso 
no linfoma; o linfoma pode comprometer mais 
de um segmento gástrico; 
 
 
 
TC pós-contraste: espessamento assimétrico 
das paredes do corpo e do antro gástrico 
 
 
 
TC pré e pós contraste: 
acentuado espessamento na 
parede anterior do estômago 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
5. TUMOR NEUROENDÓCRINO 
(CARCINOIDE) 
- Neoplasias bem diferenciadas que têm 
origem nas células endócrinas da parede do 
tubo digestivo, com potencial maligno 
- Localização mais comum: corpo e fundo 
- Derivados das células enterocromafins 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- Assintomático 
- Dor abdominal, náuseas, vômitos, perda de 
peso, anorexia e hemorragia digestiva alta 
- Hipergastrinemia (Síndrome de Zollinger-
Elisson ou gastrite atrófica crônica) 
- Icteríca por obstrução biliar 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
 RADIOGRAFIA CONTRASTADA 
- Lesão polipoide no corpo ou fundo 
- Uma ou mais massas submucosas 
- Massa parietal ulcerada – “olho de boi” = 
falha de enchimento 
- Carcinoide duodenal: um ou mais defeitos 
polipoides de enchimento no bulbo duodenal 
ou duodeno descendente proximal 
 
 TC e RM 
- Lesões polipoides ou nodulares intramurais 
de padrão hipervascular à impregnação de 
contraste 
 
 
TC com contraste: setas – insulinoma da III 
porção do duodeno + lesão nodular hipervascular 
 
 
TC pós-contraste: realce hipervascular na 
parede do duodeno 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
 
IMAGINOLOGIA DAS NEOPLASIAS 
DO INTESTINO DELGADO 
 
Lipoma 
Adenoma 
Adenocarcinoma 
GIST 
Tumor carcinoide 
 
Neoplasias primárias do ID são incomuns, 
representando 1 a 5% de todas no TGI. 
 
90% dos tumores benignos do ID são: 
lipomas, adenomas, GIST, hemangiomas e 
fibromas. 
 
1. LIPOMA 
 
- Proliferações submucosas de gordura, 
com crescimento essencialmente 
intraluminal. 
- Raro, crescimento lento e geralmente 
descoberto incidentalmente. 
- Solitário, íleo, hipo ou avascular, 1-6cm. 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- Assintomáticos 
- Se ulcerar, anemia aguda ou crônica 
- Intussuscepção ou sangramento 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
RADIOGRAFIA CONVENCIONAL E 
CONTRASTADA 
- Massa lisa, oval ou esférica, de margem 
bem definida, >2cm, podendo ser lobulado e 
mostrar ulcerações 
- Mole e pode mudar de forma com a 
compressão da peristalse 
 
US 
- Formações hiperecoicas em relação às 
estruturas vizinhas 
- Intussuscepção = “lesão em alvo” ou 
“pseudorrim” 
 
TC 
- Facilmente diagnosticada pela TC ou RM 
pela sua natureza gordurosa 
- Massa homogênea hiperdensa brilhante 
(densidade de gordura) 
- Sem realce pós-contraste 
 
RM 
- Hiperintenso em T1 e T2 e queda de sinal 
em FATSAT 
 
 
TC sagital: lipoma na seta 
 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
 
2. ADENOMA 
 
- Neoplasias epiteliais benignas de origem 
glandular que têm a mesma classificação dos 
adenomas de cólon e podem exibir 
predisposição a transformação maligna 
- Solitários ou múltiplos (PAF) 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- Assintomático 
- Sangramento ou obstrução, intussuscepção 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
RADIOGRAFIA CONTRASTADA 
- Pólipo intraluminal com superfície lisa ou 
lobulada, séssil ou pedunculado 
 
TC 
- Aspecto polipoide 
- Área focal de espessamento da parede ou 
pequeno nódulo mural 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
3. TUMOR ESTROMAL 
GASTROINTESTINAL (GIST) 
 
- Tumores mesenquimais mais comuns do 
TGI 
- Geralmebte benignos e se originam da 
camada muscular própria, sendo constituídos 
de músculo liso bem diferenciado 
- Únicos e circunscritos 
- Predileção pelo jejuno 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- 40 A 70 anos 
- Dor ou distensão abdominal, hemorragia GI 
ou anemia 
OBS: pacientes com neurofibromatose tipo I 
têm aumento da prevalência de GIST 
 
ACHADOS DE EXAME 
 
RADIOGRAFIA CONTRASTADA 
- Padrão de crescimento submucoso ou 
endoentérico, subseroso ou exoentérico, ou 
misto 
- Massa intraluminal ou submucosa, margens 
bem definidas 
- Superfície da mucosa pode mostrar 
irregularidades ou ulceração 
- Efeito de massa comprimindo e deslocando 
segmentos intestinais 
 
TC 
- Massas sólidas originadas na parede 
intestinal 
- Benignos (<2cm): menores e homogêneos 
- Malignos (>5cm): maiores, heterogêneos e 
com áreas de necrose e hemorragia 
- Realce precoce, com áreas hiperdensas 
que são os focos de hemorragia, necrose ou 
formação de cisto 
 
RM 
- O sinal varia de acordo com o grau de 
hemorragia e necrose 
- Contraste EV: realce heterogêneo 
 
 
 
 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
4. TUMOR CARCINOIDE 
 
- Neoplasias endócrinas bem diferenciadas 
que originam-se de uma grande variedade de 
células do sistema endócrino que preenchem 
a mucosa e submucosa GI 
- Têm potencial maligno que dependem do 
tempo, localização e tamanho 
- Produzem síndromes específicas como a de 
Zollinger-Elisson 
- O intestino delgado é o local mais 
comuns de tumores carcinoides 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- +- 60 anos 
- Assintomáticos até o surgimento de 
metástases hepáticas 
- Síndrome carcinoide ocorre quando as 
substâncias vasoativas produzidas pelo 
tumor entram na circulação: rubor cutâneo, 
sudorese, broncoespasmo, dor abdominal, 
cólica, diarreia e fibrosa valvular cardíaca do 
lado direito 
- 95% tem metástases hepáticas 
- Pode causas obstrução e isquemia do 
intestino delgado 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
RADIOGRAFIA CONTRASTADA 
- Pequeno pólipo ou nódulo com falha de 
enchimento na parede intestinal (melhor 
avaliado pela ENTERÓCLISE ou TRÂNSITO 
INTESTINAL) 
- A mucosa local pode ulcerar = área de 
acúmulo de bário 
 
TC 
- Pequenos tumores podem não ser 
identificados na TC 
- Ao contraste venoso, lesão 
hipervascularizada 
- Segmento espessado e distorcido com 
acotovelamentos e angulações de alças- Melhor avaliado em reformatações 
multiplanares 
- Espessamento mural secundário à 
infiltração e fibrose submucosa tumoral = 
espessamento de pregas 
- Extensão para o mesentério = massa 
espiculada com estriações  reação 
desmoplásica 
- 70% têm focos de calcificação 
 
RM 
- Pequenos tumores podem não ser 
identificados 
- Melhor visualizados na fase contrastada em 
T1 com supressão de gordura 
- Nódulos ou áreas focais de espessamento 
mural com moderado realce ao gadolíneo 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
Radiografia contrastada de trânsito Intestinal, demonstrando massa na 
raiz do mesentério apontada pelas setas, afilando segmento de alça 
central deslocando segmentos de alça adjacentes 
 
 
 
B e C, TC sem e com contraste deste mesmo caso 
demonstra lesão infiltrativa com aspecto desmoplásico e 
com foco de calcificação no mesentério, associado a 
espessamento de alças adjacentes (setas). 
 
 
 
 
 
 
Tumor carcinoide do delgado. A e B, Espessamento focal 
da parede de alça em topog rafia do jejuno associado a 
acentuada reação desmoplásica em mesentério (setas). 
C e D, Lesões metastáticas no ligado, com componente 
cístico/hemorrágico (setas). 
 
 
 
 
 
 
 
Renata Bittar 
 MEDICINA UNIT 
 
5. ADENOCARCINOMA DO 
INTESTINO DELGADO 
 
- O adenocarcinoma primário do intestino 
delgado é incomum 
- 50%: duodeno/ 30%: jejuno/ 20%: íleo 
 
ACHADOS CLÍNICOS 
- Dor, vômitos, anemia decorrente de 
sangramento crônico, obstrução subaguda 
ou massa palpável 
 
ACHADOS DE IMAGEM 
 
RADIOGRAFIA CONTRASTADA 
- A enteróclise é o mais sensível para o seu 
diagnóstico 
- Dilatação do duodeno e jejuno proximal, 
contendo excesso de líquido 
- Muitos apresentem aspecto de “maçã 
mordida” 
- Menos comum: pólipos com espessamento 
parietal focal ou falhas de enchimento 
 
US 
- Espessamento da parede da alça 
- Distensão e níveis líquidos em alças 
proximais 
 
TC 
- Ao contrário do linfoma, o adenocarcinoma 
envolve mais o intestino delgado proximal 
que o íleo 
- Aspecto variável: lesão polipoide, ulcerada, 
espessamento parietal focal ou lesão 
estenosante 
- Estreitamento luminal com sintomas 
obstrutivos 
- Metástases: linfonodos mesentéricos, 
fígado, superfícies peritoneais e ovários 
 
 
Constrição anular no íleo distal sugestivo de 
massa que esteja causando constrição. Intestino 
delgado dilatado

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