ANÁLISE RADIOGRÁFICA DE LESÕES INTRAÓSSEAS (sequência)
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ANÁLISE RADIOGRÁFICA DE LESÕES INTRAÓSSEAS (sequência)


DisciplinaRadiologia Odontologica I28 materiais453 seguidores
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ANÁLISE RADIOGRÁFICA DE LESÕES INTRAÓSSEAS 
Importância da descrição da alteração quer seja a radiografia, a descrição adequada irá guiar o pesquisa                                 
de hipóteses diagnóstico.para isso, segue-se uma sistemática: 
 
LOCALIZAÇÃO DA ANOMALIA 
O epicentro da lesão corresponde ao ponto de origem da lesão, exemplo de                           
uma origem odontogênica, ou não, utilizando como referência a proximidade                   
com o canal da mandíbula, reduzindo a chances de ser quanto mais inferior ao                           
canal. O tamanho auxilia no raciocínio da extensão da lesão, exemplo ao ser                         
capaz de deslocar dentes que antes estariam naquela região afetada, ou até                       
mesmo ao deduzir um diagnóstico entre cisto dentígero e um simples folículo                       
hiperplásico, onde o tamanho deste último não atinge grandes dimensões. 
Bilateralmente já induz a uma variação anatômica, mas logicamente requer                     
uma dedução quanto ao aspecto, quando unilateral já se traça uma origem                       
patológica. 
O acometimento generalizado é quando se tem envolvimento sistêmico,                   
exemplo: Doença óssea de Paget (hiperostose por maior neoformação, porém o osso é mais mole                             
visto reabsorção anormal e aposição de tecido ósseo de má qualidade, um aumento da espessura                             
da cortical e osteoesclerose, desorganização e espessamento das trabéculas, expansão óssea,                     
aspecto de flocos de algodão. Doença simples/única ou multifocal/múltipla, esta última sendo vista                         
em Displasia Cemento Óssea periapical, apresentando múltiplas rarefações ósseas                 
em periápice. 
*DEFEITO ÓSSEO DE STAFNE (figura ao lado) - Variação como uma entrada por                         
pressão da formação da glândula, submandibular ou lingual, aspecto como uma                     
cavidade em fundo cego, depressão óssea atípica passiva de DD com cisto. A                         
versão clássica corresponde a abaixo do canal da mandíbula na região de molares.                         
Identificação em TC e biópsia retirando tecido glandular. 
 
DEFINIR O TIPO DE IMAGEM(estrutura interna) 
Radiolúcida-rarefeita-radiopaca-mista. Há outros detalhes         
específicos para classificação. Inicia-se com a alteração             
predominante (radiopacidade ou radiolucidez). Casos de septação             
interna, lesão multilocular. Trabeculado denso , uma variação ou                 
característica intrínseca, conferindo aparência radiopaca. Aspecto           
de vidro fosco, clássica de Doença Óssea de Paget, irregularidade                   
que requer sensibilidade do patologista. Variedade de padrões               
trabeculares são resultantes da diferença no número,             
comprimento, largura e orientação das trabéculas. Por exemplo,               
na displasia fibrosa, o trabeculado normalmente é maior em                 
número, menor, e não está alinhado em resposta ao estresse                   
aplicado ao osso, mas é aleatoriamente orientado, resultando nos                 
padrões descritos como aspecto de casca de laranja ou de vidro fosco.  
 
DEFINIR A PERIFERIA E FORMA(bordas) 
Permite ser: bem delimitada, irregular ou difusa (inviabilidade de definir limites, se mistura com o                               
trabeculado adjacente). Quanto a forma: circular ou oval. Contorno: festonada/halo radiopaco                     
(bordado periférico, clássica em cisto ósseo traumático), corticalizada(linha radiopaca), linha                   
radiolúcida(clássico cementoblastoma), esclerótica (radiopacidade periférica mais espessa, como a                 
displasia cemento óssea, série de arcos contíguos ou semicirculares que pode refletir o mecanismo                           
de crescimento). Halo radiopaco acompanhando linha radiolúcida é clássica de odontoma. 
 
 
 
 
 
 
 
ANALISAR EFEITOS NAS ESTRUTURAS ADJACENTES 
Permite possível dedução quanto a natureza maligna ou não da lesão, seu comportamento, tendo                             
rápido progresso promovendo deslocamento das estruturas adjacentes ou improvável acomodação                   
destas quando malignidade for comprovada. 
 
o \u200bDESLOCAMENTO DO CANAL MANDIBULAR 
Se tem e descreve a lesão, pensando no epicentro etc, ao expandir se deduz malignidade. 
o \u200bALARGAMENTO DO CANAL MAND REGULAR / IRREGULAR COM DESTRUIÇÃO CORTICAL 
Identificação da preservação da cortical do canal usufruindo de \u201cfé\u201d para interpretação.                         
Quando presente se tem algo benigno, analisando alteração quanto ao próprio tecido de                         
origem neural ou endotelial, visto conteúdo deste acidente anatômico. 
o \u200bROMPIMENTO DA CORTICAL ÓSSEA EXTERNA DO CANAL DA MANDÍBULA 
Analisar relação da alteração com suas adjacências, ao redor, é fundamental, segue                         
sistemática de análise. O alargamento irregular com destruição cortical pode indicar a                       
presença de uma neoplasia maligna crescendo ao longo dele. 
o \u200bREABSORÇÃO RADICULAR 
Envolvimento de furca ou não, analisar extensão e deslocamento. Analisar rompimento                       
cortical = malignidade. 
o \u200bEXPANSÃO CORTICAL ÓSSEA EXTERNA 
Pensar em alguma lesão de lento progresso, menos agressiva. 
o \u200bREAÇÃO PERIOSTEAL COM NEOFORMAÇÃO ÓSSEA(CASCA DE CEBOLA IRRADIADA) 
Projeções em forma de espículas, clássica de lesões malignas (osteossarcoma). 
 
 
SUGERIR UMA INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA 
Requer conhecimento e uma imagem adequada, na             
dependência do aluno respeitando técnica e processamento             
radiográfico. Boa luminosidade, lupa e máscara negra. Em               
suma, seguir sistemática.