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POP material diatico UFSJ

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para remover os corpos estranhos e os tecidos 
frouxamente aderidos, além de preservar o tecido de granulação. 
18. Montar a pinça Kelly com gaze (pode auxiliar com a pinça anatômica), 
umedecer com solução salina e limpar ao redor da lesão (pele íntegra) 
em sentido único. 
19. Após irrigação secar a pele ao redor. 
20. Aplicar produto conforme prescrição médica ou de enfermagem. 
21. Com a pinça anatômica, colocar gaze umedecida em soro fisiológico em 
quantidade suficiente para absorver o exsudato ou cobertura prescrita. 
22. Colocar outra camada de gaze seca em toda extensão da lesão. 
23. Se necessário, ocluir com atadura de crepom (cobertura secundária). 
24. Fixar com fita adesiva hipo-alergênica. 
25. Deixar o paciente confortável. 
26. Desprezar o material em local apropriado. 
27. Lavar as mãos. 
28. Registrar o procedimento realizado. 
 
Observações: 
� Não molhar o curativo durante o banho. 
� A troca de curativo deverá ser feita conforme condições da ferida, tipo de 
cobertura e de forma a manter o leito úmido. 
� Na falta de pacote de curativo, utilizar par de luvas estéril. 
� Utilizar luvas de procedimentos na possibilidade de contato com sangue 
ou secreções. 
� Os produtos a serem utilizados dependem do tipo de lesão e fase da 
cicatrização. Podem ser: ácidos graxos essenciais, papaína, ou outros 
tipos comerciais. 
� Cobertura primária é aquela que permanece em contato direto com a 
ferida. Cobertura secundária é a cobertura seca colocada sobre a 
cobertura primária. 
� A compressão da atadura enquanto cobertura secundária varia conforme 
a etiologia clínica. Por exemplo: não se aplica compressão em úlcera 
arterial; se aplica compressão em úlcera venosa. 
19 
 
� Para a limpeza da ferida deve-se utilizar solução salina, não se deve 
utilizar anti-séptico por destruírem as estruturas celulares, inibindo a 
cicatrização. 
� O desbridamento mecânico deve ser realizado por profissional 
enfermeiro capacitado e conforme deliberação do COREN MG 65/00 só 
dever ser realizado ao nível subcutâneo, onde não esteja caracterizada 
a necessidade de intervenção em nível cirúrgico. 
� O uso da irrigação sob pressão é o procedimento mais adequado para 
realizar a limpeza da lesão e pode ser alcançado com o uso de uma 
seringa de 20 ml e uma agulha 40 x 12, ou frascos de soro de 100 ml ou 
250 ml perfurados com a agulha grossa. 
� Deve-se aquecer a solução salina para evitar resfriamento da ferida e 
proporcionar maior conforto ao paciente. 
 
Registro de Enfermagem 
Deverá ser anotado: 
Descrição da técnica utilizada. 
Material utilizado. 
Aspectos da lesão: local, tamanho (procurar dimensionar comprimento/largura/ 
profundidade), característica dos tecidos (tecido de granulação, necrótico, 
desvitalizado, epitelização), presença de exsudato (quantidade, odor, cor). 
Reações do paciente ao procedimento. 
Possíveis intercorrências e condutas. 
Nome, função, assinatura e nº do Coren. 
 
 
CURATIVO FERIDA CIRÚRGICA 
Material 
• par de luvas de procedimento 
• par de luvas estéril 
• pacote de gaze estéril (quantidade conforme extensão da lesão) 
• atadura de crepom 
• fita adesiva hipoalergênica 
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• solução salina aquecida (37o C) 
• seringa de 20 ml 
• agulha hipodérmica 40 x 12 
• medicações prescritas 
• bandeja 
• saco plástico de lixo 
• impermeável 
• bacia ou cuba rim (para escoar a solução salina, analisar a necessidade 
conforme localização e dimensão da ferida) 
• máscara, óculos e avental, se indicado. 
 
Procedimento 
1. Lavar as mãos e reunir o material. 
2. Explicar o procedimento ao paciente. 
3. Dar privacidade ao paciente e posicioná-lo de maneira confortável. 
4. Abrir o saco de lixo e colocá-lo próximo ao leito do paciente. 
5. Identificar as alergias do paciente, em especial ao esparadrapo, à 
solução de iodo-povidona ou a outras soluções tópicas. 
6. Proteger a roupa de cama com impermeável ou forro sob o local do 
curativo. 
7. Verificar a necessidade do uso da bacia e cuba rim para limpeza da 
ferida. 
8. Abrir o material. 
9. Furar o frasco de solução salina com a agulha 40 x 12. 
10. Abrir pacote de gaze estéril. 
11. Calçar as luvas de procedimento. 
12. Remover fita adesiva hipo-alergênica e o curativo sujo. Se a gaze aderir 
à ferida, soltá-la, umedecendo-a com solução salina normal estéril. 
13. Observar o curativo quanto à quantidade, tipo, cor e odor da drenagem. 
14. Desprezar o curativo sujo no saco plástico. 
15. Retirar as luvas de procedimento e desprezar no saco plástico. 
16. Lavar as mãos 
17. Calçar o par de luvas estéril. 
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18. Manter a mão dominante estéril e utilizar a outra mão para manipular 
materiais não estéreis. 
19. Com a mão não dominante, pegar o frasco de solução salina e lavar o 
leito da ferida, através de jatos de pressão. 
20. Com a mão dominante pegar a gaze e limpar com solução salina ou 
antisséptica prescita, ao redor da lesão. 
21. A partir da parte superior da incisão, limpar uma só vez até a porção 
inferior e, em seguida, descartar a gaze. Com uma segunda gaze 
umedecida, esfregar do topo à base fazendo um caminho vertical 
próximo à incisão. (Sempre limpar em uma direção a partir da área de 
menor contaminação, como a partir da ferida ou incisão para a pele 
circunvizinha). 
22. Limpar, no mínimo, 2,5 cm além do final do novo curativo. Se não aplicar 
um curativo novo, limpar, no mínimo, 5 cm além da incisão. 
23. Usar em um só movimento cada gaze para evitar levar exsudatos da 
ferida e a flora normal do corpo no entorno da pele para áreas limpas. 
24. Lembrar que a linha da sutura está mais limpa que a pele adjacente e 
que a porção superior da linha costuma estar mais limpa que a inferior, 
porque mais drenagem fica acumulada na base da ferida. 
25. Quando irrigar, permitir que a solução flua da área menos contaminada 
para a área mais contaminada. 
26. Se o paciente tiver dreno cirúrgico, limpar por último sua superfície. Pelo 
fato de a drenagem úmida promover proliferação bacteriana, o dreno é 
considerado a área mais contaminada. Limpar a pele ao seu redor, em 
movimentos de círculos completos do dreno para fora. 
27. Conferir para ter certeza de que as margens da incisão estejam 
adequadamente alinhadas e verificar se há sinais de infecção (calor, 
vermelhidão, edema, enrijecimento e odor), deiscência ou evisceração. 
28. Colocar gazes esterilizadas no centro da ferida, indo pouco a pouco para 
fora até as margens do local da ferida. Estender a gaze no mínimo, 2,5 
cm além da incisão em cada direção e cobrir, igualmente, a ferida, com 
curativos de gaze em quantidade suficiente (em geral, 2 ou 3 camadas) 
para absorver toda a drenagem, até que ocorra nova troca de curativo. 
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29. Firmar as bordas do curativo à pele do paciente, usando tiras de 
esparadrapo para manter a esterilização do local da ferida. 
30. Se necessário, ocluir com atadura de crepom (cobertura secundária) ao 
invés de esparadrapo. 
31. Deixar o paciente confortável. 
32. Desprezar o material em local apropriado. 
33. Retirar as luvas e desprezar em local apropriado. 
34. Lavar as mãos. 
35. Registrar o procedimento realizado. 
 
 
Observações 
 
� Se curativo com dreno, preparar o curativo, usando tesoura esterilizada 
para cortar uma fenda nas gazes estéreis que formarão a primeira 
camada. Colocar gazes dobradas não cortadas perto da pele em torno 
do dreno, de forma que as gazes envolvam o tubo. Colocar esparadrapo 
no curativo que já estará no lugar. 
� Deixar todo material aberto e ao seu alcance antes de calçar o par de 
luvas estéril. 
� Não molhar curativo durante o banho (se banho de aspersão, protegê-
lo). 
� A troca de curativo deverá ser diária ou sempre que estiver sujo ou 
úmido. 
� Cobertura primária é aquela que permanece em contato direto com