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do mesmo. 
17. Aspirar 10 mL de água destilada na seringa e recolocá-la no campo. 
18. Conectar a sonda ao sistema de drenagem fechada e fechá-lo. 
19. Fazer a anti-sepsia da região pubiana com a pinça e as gazes 
embebidas na solução anti-séptica iniciando pelo monte pubiano, depois 
grandes lábios, sempre com movimentos únicos unidirecionais de cima 
para baixo, desprezando as gazes a cada movimento dentro da cuba rim 
ou no recipiente para lixo. 
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20. Abrir com cuidado o campo fenestrado colocando-o sobre o períneo não 
tocando superfícies contaminadas. 
21. Com o polegar e um dedo da mão não dominante, abrir os grandes 
lábios, usando uma gaze, para evitar o deslizamento dos dedos. 
22. Sem afastar a mão não dominante segurar a sonda com a mão 
dominante, deixando livre cerca de 5 cm da ponta da cateter 
23. Lubrificar de 2,5 a 5 cm da ponta do cateter com o gel anestésico. 
24. Solicite a paciente a respirar fundo. 
25. Avance o cateter num total de 5 a 7,5cm em adultos ou até que a urina 
flua para fora do final do cateter. Quando a urina aparecer, avance o 
cateter mais 2,5 a 5 cm, não forçando se sentir resistência. 
26. Conectar a bolsa à armação do leito, mantendo-a sempre abaixo do 
nível da bexiga. 
27. Fazer a fixação da sonda com fita adesiva hipoalergênica na face 
anterior, terço proximal da coxa ou na região hipogástrica com o pênis 
direcionado para o peito do paciente, fixando o coletor na lateral do leito 
e abaixo do paciente. 
28. Recolher o material. Remover as luvas. 
29. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 
30. Lavar as mãos. 
31. Anotar rótulo com data, hora, assinatura e registro e fixá-lo na bolsa 
coletora. 
32. Fazer as anotações de enfermagem. 
 
Observações 
� Cateteres n.14 ou n.16 são geralmente indicados para mulheres e de 
n.12 para adolescentes. 
� Se os pequenos lábios não se mantiverem retraídos durante todo o 
procedimento de inserção do cateter, o processo de limpeza deverá ser 
repetido, pois a área se contaminou. 
� Os passos para inserção dos cateteres de demora ou de alívio são 
basicamente os mesmos, a diferença ocorre devido ao fato de que no 
cateter de demora existe a necessidade de se inflar o balão de 
segurança e de se fixar o cateter. 
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� Se o cateter for de alívio a urina drenará diretamente na cuba rim e 
poderá ser coletada em frascos para exames. Não haverá necessidade 
de insuflar o balão e nem da bolsa coletora. Após a drenagem de urina, 
puxar a sonda, com delicadeza, para retirá-la. 
� A junção do cateter com o tubo de drenagem não deve ser 
desconectado em hipótese alguma, a menos que haja suspeita de 
obstrução do cateter. 
� O coletor de diurese não deve ser invertido ou elevado acima do nível da 
cama da paciente ou tocar no chão. 
� Verificar se o paciente não está deitado sobre a sonda de drenagem 
comprimindo-a. 
� Certificar-se de eu todas as conexões estejam fixadas e que nenhum 
vazamento esteja ocorrendo. 
� Comunicar imediatamente o médico se nenhuma urina é produzida 
dentro de uma hora. 
� Para retirar a sonda desinsuflar o balão com uma seringa e puxá-la 
delicadamente. 
 
Registro de Enfermagem 
Deverá ser anotado. As intercorrências ocorridas durante o procedimento. O 
número do cateter inserido.O volume de diurese drenado, sua coloração e a 
presença de sedimentos contidos nela e a quantidade de líquido para insuflar o 
balão. A coleta de exames e dados sobre o seu encaminhamento ao 
laboratório.Nome, função, assinatura e nº do Coren. 
 
CATETERISMO VESICAL MASCULINO 
Material 
• sonda vesical de demora de número apropriado (números 14,16, 18) 
• pacote de cateterismo vesical esterilizado contendo: 
• cuba rim 
• cuba redonda com gazes dobradas 
• campo fenestrado com abertura lateral 
• pinça longa 
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• seringa de 10 ml 
• seringa de 20 ml para o gel anestésico 
• agulha 40x12 
• 01 bisnaga de gel anestésico (uso único) 
• frasco com solução antisséptica 
• 02 ampolas de água destilada 
• sistema fechado de coleta de urina, se sondagem de demora 
• luva estéril 
• saco plástico 
• fita adesiva hipo-alergênica 
• biombo 
 
Procedimento 
 
1. Verificar prescrição do procedimento no prontuário. 
2. Reunir todo material a ser utilizado. 
3. Explicar o procedimento ao paciente e a sua finalidade. 
4. Indagar o paciente a respeito de alergias à látex ou à iodo, antes de 
começar o procedimento. 
5. Promover a privacidade da paciente colocando biombos em volta do 
leito, fechando cortinas e portas. 
6. Fornecer boa iluminação. 
7. Lavar as mãos. 
8. Providenciar para que a região perineal do paciente esteja limpa com 
água e sabão. 
9. Auxiliar o paciente a posicionar-se em decúbito dorsal horizontal, 
mantendo-o coberto com lençol, expondo apenas a região pubiana. 
10. Calçar as luvas. O auxiliar abrirá os pacotes com os materiais estéreis 
para que você, já com as luvas estéreis, coloque-os no campo. 
11. O auxiliar deve colocar a solução anti-séptica na cuba redonda. 
12. Testar o balão do cateter com a seringa com ar. Se o balão insuflar 
como pretendido, retirar o ar do mesmo e deixar a seringa com a água 
no campo estéril. 
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13. Arrumar o material dentro do campo estéril de forma mais prática. 
Conectar a sonda ao sistema de drenagem fechado. 
14. Pegar o corpo da seringa de 20 ml e solicitar ao auxiliar que coloque o 
gel anestésico no seu interior, deixar a seringa preparada sobre o campo 
estéril. 
15. Fazer a antissepsia da região pubiana com a pinça e a gaze embebida 
no anti-séptico com movimento único e firme, desprezando a gaze no 
recipiente para lixo ou na cuba rim. 
16. Continuar a limpeza no sentido longitudinal do pênis de cima para baixo, 
utilizando uma gaze para cada movimento. 
17. Segurar o pênis utilizando os dedos polegar e indicador da mão não 
dominante, com o prepúcio retraído. 
18. Fazer a antissepsia da glande e por ultimo com uma nova gaze fazer 
antissepsia do orifício da uretra. 
19. Pegar o campo fenestrado com fenda lateral com a mão dominante e 
colocá-lo sobre o púbis com cuidado para não contaminar. 
20. Mantendo o pênis para cima introduzir o gel anestésico. 
21. Sem afastar a mão não dominante e mantendo o pênis levemente 
tracionado para cima, segurar a sonda com a mão dominante deixando 
livre cerca de 5 cm da ponta. 
22. Introduzir a sonda solicitando ao paciente que respire fundo. 
23. Se sentir resistência não force o cateter na uretra, retire-o. 
24. Avançar o cateter de 17 a 22 cm ou até que a urina flua. 
25. Quando a urina aparecer, avance o cateter por 5 cm ou mais. 
26. Abaixe o pênis e segure com firmeza o cateter na mão dominante. 
27. Encher o balão com 10 mL de água destilada. 
28. Tracionar o balão levemente para fixá-lo no colo vesical. 
29. Reduzir o prepúcio 
30. Retirar o campo fenestrado. 
31. Deixar uma folga no cateter para impedir a tração. 
32. Passar a extensão do coletor de urina por cima da coxa do paciente de 
modo a não comprimi-la. 
33. Fazer a fixação da sonda com fita adesiva hipoalergênica na face 
anterior, terço proximal da coxa ou na região hipogástrica com o pênis 
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direcionado para o peito do paciente, fixando o coletor na lateral do leito 
e abaixo do paciente. 
34. Recolher o material, Retirar as luvas. 
35. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 
36. Lavar as mãos. 
37. Anotar rótulo com data, hora, assinatura e registro e fixá-lo na bolsa 
coletora. 
38. Fazer as anotações de enfermagem. 
 
Observações 
� A uretra masculina mede cerca de 20 cm. Respirações profundas ou uma 
leve torção do cateter podem facilitar a passagem do cateter na resistência 
nos esfíncteres. No caso de resistência pode-se obter sucesso, segurando-
se o cateter firmemente contra o esfíncter sem forçá-lo, pois após alguns