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segundos o esfíncter relaxa e o cateter é avançado. 
� Parafimose (retração e constrição do prepúcio atrás da glande secundária à 
cateterização) pode ocorrer, se o prepúcio não for reduzido. 
� Para homens, geralmente são utilizados cateteres de n.16 ao n.18 ou 
maiores a critério médico. 
� Se há resistência ao inflar ou o paciente reclama de dor, o balão não deve 
estar inteiramente na bexiga. Pare de inflar e aspire o fluído injetado para 
dentro do balão e avance o cateter um pouco mais antes de inflá-lo 
novamente. 
� Fixar o cateter na região hipogástrica reduz a pressão sobre a uretra na 
junção do pênis e bolsa escrotal, reduzindo a possibilidade de lesar o 
tecido. 
� A junção do cateter com o tubo de drenagem não deve ser desconectado 
em hipótese alguma, a menos que haja suspeita de obstrução do cateter. 
Obs: Só deverá ser realizado em último caso, utilizando técnica asséptica. 
� O coletor de diurese não deve ser invertido ou elevado acima do nível da 
cama da paciente ou tocar no chão. 
� Verificar se o paciente não está deitado sobre a sonda de drenagem 
comprimindo-a. 
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� Certificar-se de eu todas as conexões estejam fixadas e que nenhum 
vazamento esteja ocorrendo. 
1. Os passos para inserção dos cateteres de demora ou de alívio são 
basicamente os mesmos, a diferença ocorre devido ao fato de que no 
cateter de demora existe a necessidade de se inflar o balão de segurança e 
de se fixar o cateter. 
� Se o cateter for de alívio a urina drenará diretamente na cuba rim e poderá 
ser coletada em frascos para exames. Não haverá necessidade de insuflar 
o balão (este cateter não o possui) e nem da bolsa coletora. Após a 
drenagem de urina, tracionar levemente a sonda para retirá-la. 
 
Registro de enfermagem 
Deverá ser anotado: As intercorrências ocorridas durante o procedimento (dor, 
presença de sangue ou secreções, eritema, lesões). Numero do cateter 
inserido. Volume de diurese drenado, sua coloração e a presença de 
sedimentos contidos nela e a quantidade de líquido para insuflar o balão. A 
posição do pênis para fixação do cateter. A coleta de diurese para exames e 
dados sobre o seu encaminhamento ao laboratório.Nome, função, assinatura e 
nº do Coren. 
 
 
ENTEROCLISMA 
 
Avaliar o estado do cliente. Ultimo movimento intestinal. Presença de hemorroidas 
Controle do esfíncter externo. Rever a prescrição médica. 
 
Material 
Preparar o equipamento adequado 
• Enema pré-preparado: 
• Frasco descartável já embalado com sonda retal 
• Luvas descartáveis 
• Pomada lubrificante 
• Impermeável 
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• Lençol 
• Papel higiênico 
• Comadre ou cadeira higiênica 
• Compressão de banho, toalha e bacia 
 
Procedimento 
1. Identifique o paciente e discuta o procedimento com o paciente: explique a 
razão, determine se o paciente já teve experiência anterior, explique a 
conveniência de a solução ser retida por 10 a 15 minutos, determine se 
paciente irá usar comadre, assento ou banheiro 
 
2. Encher o irrigador do enema com a solução apropriada e retirar o ar da 
sonda retal. 
3. Lave as mãos 
4. Proporcione privacidade 
5. Eleve o leito a altura adequada e elevar a grade do lado oposto para 
realização do procedimento. 
 
6. Ajudar o paciente a ficar na posição de Sims com joelho direito flexionado 
7. Colocar o impermeável sobre os quadris e nádegas 
8. Cobrir o cliente com lençol e expor apenas a área retal 
9. Colocar a comadre ou cadeira higiênica em posição de fácil acesso. Se o 
paciente usar o sanitário, assegurar de que este estará liberado. 
10. Usar luvas descartáveis 
11. Administar o enema: 
12. Utilizando recipiente descartável pré-embalado 
13. Remover a capa plástica 
14. Delicadamente separar as nadegas do paciente, instruir para que ele relaxe 
e expire lentamente pela boca 
15. Inserir a ponta do frasco delicadamente dentro do reto. Em adulto 7,5 a 10 
cm, crianças 5 a 7,5cm e lactentes 2,5 a 3,75 cm. 
16. Comprimir o frasco até que toda a solução tenha entrado no reto e no 
colon ( a maioria dos frascos contém 250 ml de solução) 
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17. Colocar as camadas de papel higienico em torno da sonda retal no ânus e, 
delicadamente, retirar a sonda retal. 
18. Explicar que a sensação de distensão é normal. Pedir ao paciente que 
retenha a solução por 5-10 minutos 
19. Destacar o frasco de enema e a sonda no recipiente apropriado ou lavar 
completamente com água morna e sabão se os recipientes e as sondas 
vão ser reutilizados. 
20. Remover as luvas 
21. Ajudar o paciente no banheiro ou ajudar a posicionar o cliente sobre a 
comadre ou na cadeira higiênica. 
22. Observar as características das fezes 
23. Ajudar o cliente, conforme necessário, lavar a área anal com água e sabão. 
24. Lavar as mãos 
25. Observar o cliente (especialmente idoso) para quaisquer sinais e sintomas 
distúrbio eletrolítico e/ou alteração da freqüência cardíaca. 
Registro de Enfermagem 
Registrar informações pertinentes, incluindo tipo e volume do enema administrado 
e a coloração, a quantidade e a consistência do retorno fecal, se ocorreram 
intercorrencias. 
 
CANULA NASAL TIPO ÓCULOS 
 
Material 
 
• cateter nasal tipo óculos 
• extensão de latex 
• frasco umidificador 
• água destilada esterilizada 
• fonte de oxigênio 
• fluxômetro de oxigênio 
 
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Procedimento 
 
1.Lavar as mãos. 
2.Reunir todo o material. 
3.Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente. 
4. Posicionar o paciente para que o mesmo fique com a cabeceira elevada de 
30-45º. 
5. Conectar o fluxômetro à fonte de oxigênio. 
6.Colocar água destilada no frasco umidificador até o nível indicado. 
7.Conectar o frasco umidificador ao fluxômetro. 
8.Conectar a cânula nasal à extensão de latex e a outra ponta da extensão à 
saída do umidificador. 
9. Colocar as pontas da cânula nas narinas do paciente e ajusta a faixa elástica 
até que a cânula de encaixe bem e confortavelmente. 
10.Abrir a válvula do fluxômetro, controlando o fluxo de 1 a 6L/min, conforme 
prescrição médica. 
11.Colocar a data e o horário de instalação no frasco umidificador. 
12.Recompor a unidade e o paciente. 
13.Lavar as mãos. 
14.Realizar o registro de enfermagem no prontuário. 
 
Observações 
� O cateter de oxigênio permite, no máximo, um fluxo de 6L/min, porém é 
necessário estar sempre atento a danos (ex: necrose) nas asas nasais 
do paciente. 
� Deve-se trocar o cateter nasal sempre que necessário. 
 
Registro de Enfermagem 
Deverá ser anotado: 
Tipo e nº. do cateter utilizado. Volume de O2 infundido. Registros da avaliação 
respiratória antes e após intervenção. Posicionamento do paciente. Nome, 
função, assinatura e nº do Coren. 
 
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MÁSCARA FACIAL SIMPLES DE OXIGÊNIO 
 
Material 
• máscara facial 
• extensão de latex 
• frasco umidificador 
• água destilada esterilizada 
• fonte de oxigênio 
• fluxômetro de oxigênio 
 
Procedimento 
• Lavar as mãos. 
• Reunir todo o material. 
• Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente. 
• Conectar o fluxômetro à fonte de oxigênio. 
• Colocar água destilada no frasco umidificador até o nível indicado 
• Conectar o frasco umidificador ao fluxômetro. 
• Conectar a máscara facial à extensão de latex e a outra ponta da 
extensão à saída do umidificador. 
• Acoplar a máscara junto à face do paciente. 
• Abrir a válvula do fluxômetro, controlando o fluxo de 5 a 8 L /min ou 
conforme prescrição médica. 
• Colocar a data e o horário de instalação no frasco umidificador. 
• Recompor a unidade e o paciente. 
• Lavar as mãos. 
• Realizar o registro de enfermagem no prontuário. 
 
Observações 
� Quando utilizar a máscara facial simples, a taxa de fluxo de oxigênio 
deve ser maior que 5L /min para não gerar um acúmulo de gás 
carbônico (CO2) inspirado, nivelando o CO2 exalado do