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Apostila de Clínica Cirúrgica

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 Tratamento do quadro agudo: 
 Drenagem. 
 Tratamento do quadro crônico: 
 Cirúrgico. 
 Mais realizado: 
 Incisão e curetagem. 
 Pós-operatório: 
 Manter a região sem pêlos, pois uma das maiores causas de recorrência são os pêlos que ficam envolta e 
encravam. 
 Não deixar as bordas se aproximarem. 
COLONOSCOPIA 
É o melhor exame para ver o intestino grosso por dentro. Consegue-se ver uma parte terminal do íleo, 15 a 20 cm, mas não o íleo 
todo, pois o íleo é móvel. É necessário preparo, limpar o intestino todo. Padrão ouro para neoplasia, para tudo que esteja 
relacionado a intestino. 
Diagnóstico de: neoplasia, doença inflamatória intestinal, retocolite ulcerativa, angiodisplasia (má formações arteriovenosas), 
pólipos, divertículos. 
Complicações: Perfurações 
Não se pede para ver se o paciente tem hemorróidas. 
RETOSIGMOIDOSCOPIA 
É um aparelho que vai até o sigmóide. Hoje tem uma indicação limitada, é mais barata, indicado mais para pacientes mais jovens, 
pois eles não têm muito risco para neoplasia. 
REVISANDO CONCEITOS 
1) Qual dos itens abaixo está correto quanto ao diagnóstico diferencial de apendicite aguda? 
a) Adenite mesentérica, Gastroenterite Aguda, Intussuscepção Ileocecal. 
b) Diverticulite de Meckel, Gravidez Ectopica Rota, Doença Inflamatória Pélvica. 
c) Cálculo Ureteral, Pielonefrite Aguda, Torção do Testículo; 
d) Úlcera Péptica, Psoíte, Doença de Crohn. 
e) Todas as alternativas. 
2) O sinal de Rovsing é sugestivo de apendicite aguda, a qual se diagnostica por meio de uma manobra semiológica que 
provoca: 
a) Dor à extensão do quadril direito. 
b) Aumento da dor à tosse provocada. 
c) Dor á rotação interna do quadril direito. 
d) Dor no quadrante inferior direito à palpação do esquerdo. 
e) Dor á punho-percussão renal direita. 
3) Em uma linha imaginaria que une a crista Ilíaca Antero Superior Direita ao umbigo, o ponto que une o 1/3 médio com lateral 
se chama: 
a) Davis; 
DRª VIVIANE TIEMI KENMOTI Clínica Cirúrgica 
 
Autora: Mayra Parente 
 Medicina 2015/1 Página 46 
 
b) Kher; 
c) Kocher; 
d) Mc Burney. 
4) A respeito da avaliação diagnóstica no abdome agudo, marque a alternativa verdadeira. 
a) Raio-X de abdome pode detectar pneumoperitôneo de até 1mL. 
b) USG e tomografia apresentam pouca utilidade. 
c) Cálculos renais em sua maioria não são radiopacos; 
d) A videolaparoscopia não apresenta utilidade para o diagnóstico. 
e) A videolaparoscopia não pode ser usada em gestantes. 
5) A complicação mais frequente, após apendicectomia: 
a) Pileflebite; 
b) Peritonite pós-operatoria; 
c) Deiscencia de sutura; 
d) Fistula estercoral; 
e) Infecção no tecido celular subcutâneo (abscesso de parede). 
6) Um paciente de 60 anos, com um tumor estenosante de sigmóide, apresenta obstrução intestinal baixa. Na hipótese de a 
válvula ileocecal ser competente, a principal complicação que se pode esperar é: 
a) Ruptura do ceco; 
b) Necrose do cólon; 
c) Ruptura do cólon transverso; 
d) Peritonite por translocação bacteriana; 
e) Ruptura intestinal na altura do tumor. 
7) Paciente masculino, 60 anos, com história de cólicas abdominais pós-prandiais. É trazido ao serviço de emergências devido 
à dor intensa abdominal em região mesogástrica; teve episódios de vômitos e diarreia. No início do exame apresentava 
ruídos hidro-aéreos aumentados que progrediram para silencio abdominal e mosqueamento cianótico em flancos. Não 
apresenta rigidez abdominal típica e a dor é resistente a opióides. Qual provável diagnóstico? 
a) Diverticulite de cólon; 
b) Trombose mesentérica; 
c) Pancreatite aguda; 
d) Volvo; 
e) Úlcera perfurada. 
8) A apendicite aguda é a doença em que ocorre a inflamação do apêndice e representa a mais frequente moléstia cirúrgica 
emergencial. Dentre as afirmações abaixo, assinale a correta. 
a) A hipertrofia do tecido linfoide, ou mesmo neoplasias na válvula ileocecal, constitui o principal fator na gênese da apendicite 
aguda. 
b) O tratamento mais realizado é a apendicectomia por via convencional, com sepultamento do coto apendicular. 
c) Caso se opte por intervenção laparoscópica, haverá ocorrência de maior taxa de infecção de ferida operatória e maior dor 
no período pós-operatório. 
d) O Raio-X simples de abdome é o método mais valorizado para o diagnóstico. 
e) A videolaparoscopia é o método diagnóstico de escolha, porque possibilita a resolução do processo inflamatório 
apendicular pela própria cirurgia videolaparoscópica, não sendo um procedimento invasivo. 
9) Sobre a apendicite aguda, todas as afirmativas abaixo estão corretas, EXCETO: 
a) É o abdome agudo mais frequente; 
b) Pode ser confundido com infecções do trato geniturinário; 
c) A apendicectomia é mandatória em todos os casos; 
d) O exame clínico é, na maioria das vezes, suficiente para se indicar o tratamento operatório. 
 
RESPOSTA ENDÓCRINO-METABÓLICA IMUNOLÓGICA AO TRAUMA (REMIT) 
 
 É o conjunto de alterações hormonais e metabólicas que decorrem após qualquer situação de trauma (cirúrgica, traumática, 
infecciosa). Uma simples queda que temos e batemos, por exemplo, nosso joelho o organismo irá desenvolver uma resposta, porém 
de menor intensidade porque foi uma batida de joelho. Então, esta resposta pode ser desenvolvida em qualquer situação de trauma, 
DRª VIVIANE TIEMI KENMOTI Clínica Cirúrgica 
 
Autora: Mayra Parente 
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como pacientes submetidos a cirurgia, pacientes queimados e pacientes que tem sepse terão essa resposta endócrina-metabólica-
imunológica. Não é só em politraumas que tem esta resposta, é qualquer trauma por simples que ele seja. 
 Para nós, o que importar é após grandes cirurgias, pois muito do que ocorre no pós-operatório é decorrente dessa resposta 
inflamatória. 
Qual o objetivo dessa resposta inflamatória? 
 Manter e/ou restaurar a homeostasia interna. Como produzir substâncias para utilizar como fonte de energia (pois o 
organismo não sabe quanto tempo ficará sem alimentação) e manter o fluxo sanguíneo e a oferta de oxigênio para todo o 
organismo, e também auxiliar por fim no processo de cicatrização. 
O quê o organismo faz? Do que ele abre mão? 
 Começa a aumentar a contratilidade cardíaca, para poder manter a perfusão e P.A. Recuperação volêmica, começa a 
absorver sódio e consequentemente água. Por exemplo, paciente fez abdômen agudo e está cheio de líquido na cavidade, ou seja, 
perdeu muito liquido para o terceiro espaço, está desidratado e hipovolêmico, além do médico fazer a reposição volêmica, o próprio 
corpo também tenta faz essa recuperação volêmica. E, o organismo cria novas fontes de energia. Quando um uma pessoa está 
de jejum, o que acontece? Tem glicose circulando? Não. Como as células irão sobreviver sem glicose? 
 Então, alguns tecidos utilizam preferencialmente a glicose como fonte de energia, como: 
 Ferida operatória; 
 Hemácias, leucócitos; 
 SNC; 
A nossa fonte de armazenamento é o glicogênio hepático. Em 12 a 24 horas, através de um processo chamado glicogenólise 
(quebra do glicogênio), essa reserva se esgota. Então, se um paciente ficar 24hs de jejum, não estará mais usando esse glicogênio, 
e estará criando outras fontes de energia. 
A gliconeogênese é a produção de glicose a partir de substâncias não glicogênicas. Ocorre a partir, por exemplo, de aminoácido 
muscular (alanina e glutamina), onde na resposta endócrino-metabólica tem-se uma proteólise, em que os aminoácidos 
provenientes desta servirão de base para a produção de glicose. O músculo também quebrar gordura, pois o glicerol também será 
usado como substrato para se formar glicose. Por isso, que pacientes que estão em muito tempo inanição, sépticos, com uma 
resposta endócrino-metabólica acentuada, encontram-se caquéticos, porque consumiu praticamente toda a reserva dele. Pois, a 
demanda que está sendo dada para esse paciente não está