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PROCESSO CIVIL 2 BIMESTRE

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PROCESSO CIVIL 2 BIMESTRE
10-04-2018
PROCESSO COLETIVO
A proteção dos direitos se dá de forma coletiva. E trabalha com três categorias de direito. 
Ex.: sindicato representado seus filiados; com relação ao meio ambiente, o exemplo da escarpa devoniana p/ preservação ambiental, também cabe ação coletiva.
Categorias:
- Direitos difusos: direito de todos, o direito fica resguardado até o cidadão necessitar dele, como o direito a saúde, a pessoa não precisa de assistência a saúde o tempo todo, mas quando precisar terá o direito. Não pertencem a ninguém e todos tem direito de exercê-lo.
- Direito coletivo: quando o direito pertence a determinado grupo de pessoas. Ex direito dos funcionários bancários.
- Direitos individuais Homogêneos: direito que diversas pessoas possuem, ou passam a possuir por alguma razão, mas não existe algo que permita reunir estas pessoas. Ex pessoas que compraram um celular Sansung com defeito, mas não existe um representante destes, não é um perfil específico de pessoa, existe direito individual que surgiu uma relação jurídica.
Função do processo coletivo: para proteger o direito das 3 categorias de direito.
Jurisdição: tutelar direitos com análise de fatos e julgar o caso. Tem a mesma obrigação de entregar a todos a proteção do direito a ser pleiteado.
Procedimento
Processo Civil Tradicional: é pensado para uma estrutura tradicional de litígio. Qualquer coisa a mais no processo gera confusão. Ex.: litisconsórcio e intervenção de terceiros.
Processo Coletivo: o foco é a proteção do interesse do direito massificado. Só assim, é que se elimina a confusão de processo com muitas pessoas. 
Existem alguns autores que entendem que cabe a cada um buscar sua reparação, mas não é comum, quem escreve defende um interesse individual.
A jurisdição é a tutela de direitos, a função do processo coletivo é processo envolver muitas pessoas em uma relação processual.
Se a união desejar abrir um processo coletivo contra determinado grupo de pessoas (pensionistas do INSS por exemplo) ele precisaria citar todos os interessados uns 5 milhões, o juiz precisaria ler 5 milhões de contestações, como saber se todos participam do processo, seria muito difícil citar todos. Seria inviável, para isso serve um processo coletivo, com uma estrutura de procedimento pensada para essa situação
O processo civil tradicional é pensado para uma estrutura individual de litigio, com algumas ressalvam com intervenção de terceiros. O processo coletivo é para entidades massificadas, atender em massa, admitir que muitas pessoas possam participar de um mesmo processo
A jurisdição continua a mesma, o juiz é o mesmo, não existe varas específicas que julgam esses processo, a função do processo que acaba mudando.
Podem existir ações coletivas tanto no polo ativo como passivo, devem ser ajuizadas por uma instituição coletiva, como o ministério público em nome dos consumidores, sindicato, instituição social.
No processo coletivo o sujeito legitimado é a entidade de classe, sindicato, associação, ministério público que deve ser personificado.
PRINCÍPIOS DO PROCESSO COLETIVO
Quando falamos em principio do processo pensamos em ideias básicas que sustentam determinada disciplina, como pontos de partida .
- INAFASTABILIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL COLETIVA: uma vez que uma causa é levada ao judiciário, ele toma conta da causa, não é possível impedir e suportar as consequências. A decisão tem força de lei entre as partes, uma vez que o caso foi levado ao judiciário, não mais possível tirar do judiciário.
- TUTELA COLETIVA DIFERENCIADA: o processo coletivo tem peculiaridades tão grandes que o processo merece atenção diferenciada, tratamento diferenciado no curso do processo. É necessário pensar uma forma de proteger os direitos de maneira mais eficaz. . Ex.: sentença que manda por filtro na fábrica para parar de degradar o ambiente.
- DEVIDO PROCESSO SOCIAL: o devido processo legal tem origem em ideologia individualista que fala que o individuo não é privado do direito sem o devido processo, já o processo coletivo propõe que o processo coletivo deve respeitar o devido processo social, com publicidade, nas partes e com relação as decisões entendendo que está tutelando o direito de muitos e pensar de uma forma voltada para isso, não limitar a definição de processo voltada as questões individuais. Este produz efeitos em coisa julgada no processo coletivo, a coisa julgada só se dá em relação ao processo social, se perde o processo pode entrar com ação individual, se ganhar a coletiva ai sim faz coisa julgada e não pode entrar com ação individual.
- INSTRUMENTALIDADE DO PROCESSO COLETIVO: o processo coletivo deve se desenvolver para atingir seu fim pois existe determinado direito que esteja em discussão, para garantir o direito coletivo
- Reparação integral: para reparação do dano, status quo ante. Porém, não são muitos doutrinadores que expressam esse princípio como direito processual, mas sim material. Freddie Diddier fala que é um princípio processual. O Diddier também afirma que no processo coletivo, o juiz tem mais autoridade do que no processo individual. Aqui no processo civil também se falar que há processo inquisitorial, devido aos direitos coletivos que estão em jogo..
Alguns autores falam como principio o a ideia da “reparação integral”, o Didier entende que no processo coletivo o juiz tem mais poderes que no processo individual, mais inquisitorial que acusatório tendo mais poder do que as partes pela natureza dos direitos que estão em jogo, gerando um problema produzindo provas que quiser, indeferindo a prova que ele quer.
16-04-2018
AÇÃO CIVIL PÚBLICA
São mais raras pois são menos eficaz
É uma ação regida essencialmente pela lei 7347/85, sua função era justamente permitir a proteção de direitos relacionados a grupos sociais ou coletividade, proteger direitos coletivos.
Propósito: proteger direitos coletivos lei 7.347/85 + CDC.
Com um detalhe de sua anterioridade com a CF de 88, legislada durante a ditadura. Nesse contexto de regime autoritário o direito não atinge o Estado. Proteção de direitos pensada com restrições de modo a não atingir de forma direta o próprio Estado. Nenhuma regra que ataque o Estado. Como exemplo os precatórios. A peculiaridade não é que seu procedimento é ruim, só não tinha a capacidade de colocar em pratica aquilo que era decidido, de modo a não fazer o Estado cumprir seu direito.
Se tornou mais importante, pois após 88 foi redigido uma segunda lei que transformou esta lei mais eficaz, que é o CDC (código de defesa do consumidor). Mesmo em relação entre particulares podem existir pessoas que possam mais ou menos no processo, o caminho para uma sociedade de massa. O CDC começa aprever as ações públicas e que a ação do CDC seria acrescida com a ação civil pública. A lei de ação civil pública traz o procedimento e o CDC complementa , esse conjunto ultrapassa as hipóteses apenas dos consumidores e esses artigos do CDC são lidos como aplicáveis na proteção de qualquer direito coletivo, seja difusos, concentrados ou individual homogêneo. 
Lei 7347/85 mais CDC – a lei sozinha iria somente mandar pagar a indenização, o CDC complementa de modo a tornar eficaz de modo a melhorar a punição, prevendo multa e outras sanções.
Existem entidades legitimadas para propor as ações, no art. 182 do CDC traz o rol dos legitimados, o MP é o legitimado universal para propor as ações civis públicas.
O MP tem a legitimidade para propor as mais diversas ações em todas as esferas, principalmente de interesse público.
Entidades possuem a legitimidade, desde que cumpram alguns requisitos.
CDC: transforma a ação civil pública em algo mais eficaz.
Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.
        Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:
        I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza