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PROCESSO CIVIL 2 BIMESTRE

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indicação dos bens do devedor que se sujeitarão à execução. Tem ele ainda a prioridade na escolha da destinação do bem penhorado, podendo optar por adjudicá-lo ou por proceder à sua alienação (por iniciativa própria ou por meio de corretor ou leiloeiro público). Tem ele ainda a disponibilidade da execução, podendo desistir dela ou de alguns de seus atos, independentemente do consentimento do devedor (art. 775).
Princípio da responsabilidade patrimonial: no processo de execução o que está sujeito a execução é o patrimônio do executado. Hoje é possível restrição ao nome do executado, e ainda existe a possibilidade da prisão do devedor de alimentos. A orientação clássica do direito processual civil, na esteia do que fez o direito material, estruturou-se para direcionar a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações para o patrimônio do sujeito obrigado. Como regra geral, sempre se compreendeu que o devedor deveria responder com o seu patrimônio pelas obrigações não adimplidas. Afirma-se, no campo do direito material, que a obrigação, embora inclua o "dever de prestar", oferece como conseqüência por seu descumprimento a "sujeição" patrimonial. 
Menor onerosidade da execução: uma espécie de anuncio que o exeqüente não vai levar o que pediu, dentre os meios executivos disponível vai ser usado o que gerar menos onerosidade ao executado. O principio não é bem utilizado dando tempo ao devedor depreciar o bem. Pois quando existe mais hipóteses de penhora é oportunizado ao devedor apontar qual bem lhe gera menor onerosidade.
Por isso, prevê o art. 805 do CPC, que, sempre que a execução possa desenvolver-se por mais de um meio, deve-se optar por aquele que seja menos gravoso ao executado. Ou seja, se coexistirem várias técnicas de efetivação judicial das prestações que tenham o mesmo grau de eficácia,então não se justifica o emprego da técnica mais onerosa ao executado, sob pena de transformar-se a execução em simples mecanismo de desforra do credor que não teve a sua obrigação pronta e voluntariamente cumprida pelo devedor.
Transparência patrimonial: o patrimônio das pessoas que estão sendo executadas não é sigiloso, até mesmo declaração de IR.
Para que essa forma de execução seja efetiva, portanto, é necessário que haja instrumentos que tornem acessível o patrimônio que pode ser afetado pela execução. Antigamente, ainda na vigência do CPC73, talvez a questão mais tormentosa para a efetividade da execução pecuniária era exatamente a localização de bens passiveis de penhora e alienação. Não raras vezes, tinha o exequente a árdua tarefa de pesquisar, o patrimônio que pode ser atingido pela execução - de títulos judiciais ou não – é transparente para o Judiciário, no sentido de que não pode o executado (ou o terceiro responsável) invocar qualquer grau de privacidade para esconder seus bens da constrição judicial. Tudo aquilo que possa interessar à execução deve estar acessível ao processo, ao exequente e, a fortiori, ao Judiciário.
O principio do contraditório: Por muito tempo, especialmente na vigência do código anterior, imaginou-se que a execução - que era sempre feita em processo autônomo, ao menos na forma original do CPC/1973 - diferenciava -se do "processo de conhecimento" especialmente porque lá não havia contraditório. Por isso,aliás,sempre em relação ao modelo original do código anterior, toda defesa que se quisesse opor à execução (de títulos judiciais ou não) deveria fazer-se em processo autônomo, denominado de embargos do devedor.
O código atual recepcionou essa mesma lógica, também admitindo que a defesa do executado (chamada impugnação) ocorra dentro do rito do cumprimento de sentença, não se cogitando mais de procedimento autônomo para a defesa do executado, ao menos em se tratando de efetivação de títulos judiciais.
TITULO EXECUTIVO- pág 765 marinoni
Inexistindo o título, havendo qualquer vício, não há processo de execução.
Atacar a validade do título – para quem defende o executado.
É um instituto que tem dois elementos:
- deve ser prescrito em lei (maioria no CPC, outros em leis específicas);
-deve ter algum elemento formal, elemento de substancia que diga que é um título e deve ter em seu conteúdo a previsão de uma obrigação: Todo título é um documento (escrituras, documentos com requisitos formais muito específicos, esse documento tem que ter em seu conteúdo a previsão de uma obrigação)
Títulos: Judiciais – Art. 515, CPC/2015
 Extrajudiciais – Art.784, CPC/2015
O pressuposto básico do processo de execução é proteger a propriedade, de modo a oferecer cuidados formais compatíveis com o direito fundamental que se está atacando, que é o direito a propriedade.
Os títulos executivos devem preencher três características:
Líquido: quando tem valor ou quando há determinação do objeto do título e que se faça algo (expressão daquilo que se deve, tem que estar expresso).
Certo: que não deixa dúvida.
Exigível: possibilidade de cobrança (da inadimplência da obrigação até a sua prescrição).
Existem títulos judiciais e extrajudiciais,
Os judiciais estão previsto no art. 515 do CPC:
Art. 515.  São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste Título:
I - as decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação de pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa;
II - a decisão homologatória de autocomposição judicial; acordos judiciais
III - a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza; extrajudicial quando as partes pedem ao juiz homologar
IV - o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal; as partes buscam o judiciário
V - o crédito de auxiliar da justiça, quando as custas, emolumentos ou honorários tiverem sido aprovados por decisão judicial; existem advogados que fazem as cobranças
VI - a sentença penal condenatória transitada em julgado;
VII - a sentença arbitral;
VIII - a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça;
IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo Superior Tribunal de Justiça;
X - (VETADO).
§ 1o Nos casos dos incisos VI a IX, o devedor será citado no juízo cível para o cumprimento da sentença ou para a liquidação no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2o A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar sobre relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo.
Os títulos judiciais previstos no art. 784, CPC mais alguns da legislação especial:
Art. 784.  São títulos executivos extrajudiciais:
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;
II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; o contrato formalizado por escritura pública, ou seja, levado a um cartório, ou se for assinado pelo devedor e duas testemunhas
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas;
IV - o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador credenciado por tribunal;
V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por caução;
VI - o contrato de seguro de vida em caso de morte;
VII - o crédito decorrente de foro e laudêmio;
VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio; 
IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei;
Novidade do CPC incisos 10 e 11
X - o crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio edilício, previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que documentalmente comprovadas;