A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
Resumo - ITU, DIP, Aneurisma e Dissecção de Aorta e Trombose Venosa Mesentérica

Pré-visualização | Página 1 de 2

Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
1 
 
PROCESSOS INFLAMATÓRIOS DO 
ABDOME INFERIOR (DOR PÉLVICA) 
 
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 
 
 
 
A infecção de trato urinário – descreve colonização 
por agentes infecciosos, com invasão tecidual, em 
qualquer parte do trato urinário; 
Quando a infecção atinge o rim por migração 
ascendente ou por via hematogênica, a pielonefrite; 
80% dos casos de ITU, o agente etiológico - 
Escherichia Coli; 
A incidência é maior em mulheres 
 
1. Pielite (Pieloureterite) 
Estágio inicial da infecção do trato urinário que 
tem origem por via ascendente, ou seja, refluxiva 
Espessamento das paredes das vias coletoras 
e/ou do ureter, evidenciado difusamente e 
impregnável 
Maior frequência é bilateralmente 
a) Pielite Cística 
b) Pieliete Enfisematosa 
 
 
 
 
a) Pielite Cística 
Condição benigna e relativamente rara 
Transformação cística dos ninhos epiteliais de 
Brunn 
Essas transformação causa o aparecimento de 
numerosos e diminutos cistos revestidos por 
células epiteliais no sistema pielocalicinal 
Geralmente unilateral, mais comum em mulheres 
e relacionada com a inflamação e infecção urinária 
crônica inespecífica 
Diagnóstico é histológico 
 
 
Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
2 
 
 
TC na fase excretora demonstrando pequenas 
falhas de enchimento da submucosa 
 
b) Pielite Enfisematosa 
Infecção do trato urinário por germe produtor de 
gás e caracteriza-se pela presença de gás apenas 
no interior do sistema coletor 
Bom prognóstico 
Radiografia convencional tem baixa sensibilidade 
pata o diagnóstico da pielite enfisematosa (30%) 
Na US aparece como acúmulos de ecos de alta 
amplitude e margem anterior achatada ocupando 
o interior do sistema pielocalicinal, associa-se com 
sombra acústica "suja" e reverberação acústica 
Imagens hiperecoicas mal definidas onde o gás 
faz reverberação 
A TC deve ser sempre realizada para afastar 
concomitância de pielonefrite enfisematosa, um 
quadro muito mais grave, ou da doença calculosa 
OBS: um pequeno foco gasoso pode passar 
despercebido, logo, a TC tem maior sensibilidade. 
 
 
 
 
 
TC sem contraste demonstrando pequena 
quantidade de gás nas vias coletoras 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
3 
 
2. Pielonefrite Aguda 
 
 
 
 
 
 
 
 
90% das pielonefrites aparecem com US de aspectos 
normais, ou seja, a US possui baixa sensibilidade 
 
OBS: NEFROGRAMA ESTRIADO 
São áreas de hipoperfusão geradas pela inflamação. O 
cálculo desencadeia infecções/inflamação que causa 
alterações perfusionais. Logo, o contraste será 
importante para esta avaliação. 
Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
5 
 
 
 
 
 
 
OBS: FASES DA TC CONTRASTADA 
Venosa: todo o parênquima renal contrasta 
Arterial: córtex renal 
Excretora: Seio renal 
 
RM: gás é hipointenso em T1/T2 e pode ser 
confundido com cálculo 
TC: método mais sensível para detectação de gás 
TC sem contraste só mostra o rim aumentado, não 
identifica a hipoperfusão características da pielonefrite 
 
 
Imagens coronais de TC com contraste em paciente com PNA do rim 
esquerdo. A, Fase nefrográfica mostra retardo da opacificação pelo 
edema inflamatório e pelo cálculo ureteral (não mostrado) que o 
paciente apresentava. B. Fase excretora deste exame mostra o rim 
esquerdo com nefrograma estriado retardado e as áreas hipodensas 
pelo processo inflamatório. 
 
 
 
 
Volume aumentado 
Nefrograma estriado 
Espessamento da 
cápsula de Gerota 
Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
6 
 
 
 
 
DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA 
 
Infecção ascendente; 
Processo infeccioso que envolve o trato genital 
superior compreendendo: salpingite, anexite, 
parametrite, ooforite, salpingo-ooforite, 
endometrite ou abscesso tubo-ovariano. 
Maior prevalência em mulheres sexualmente ativas 
entre 15-24 anos de idade. 
Principais fatores de risco: múltiplos parceiros sexuais, 
alta frequência de coito, mulheres jovens e a presença 
de dispositivos intrauterinos. 
Complicações incluem: dor pélvica crónica, gravidez 
ectópica e infertilidade. 
ETIOLOGIA: mais comumente causada pelo 
gonococo e pela clamídia. 
 
QUADRO CLÍNICO 
Dor pélvica, sensibilidade dos anexos, febre e secreção 
vaginal 
Outros: dor lombar, metrorragias, dispareunia, disúria, 
náuseas, vómitos e urgência urinária 
 
US 
 É o principal método de imagem 
 Transvaginal  permite diagnosticar, 
estadiar, excluir outras etiologias e monitorizar 
a resposta à terapêutica, apresentando maior 
detalhe anatômico 
 Suprapúbica  tem papel complementar da 
abordagem transvaginal, devendo sempre 
preceder o referido exame 
 Presença de alterações bilaterais favorece o 
diagnóstico de DIP. 
 Líquido na cavidade pélvica com diferentes 
ecogenicidades + presença de aderências 
no líquido é altamente sugestiva de 
infecção 
 Em idade fértil, é fisiológico ter um pouco de 
líquido na cavidade pélvica 
 A importância está na história clínica e em 
achados como a bilateralidade 
 
 
 
Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
7 
 
 
 
ABSCESSO TUBO-OVARIANO 
 
É a complicação mais comum da DIP, acometendo 
19% dos casos; 
Formação de massa inflamatória envolvendo a tuba e 
o ovário; 
São responsáveis por 30% a 40% dos casos de 
infertilidade primária pela evolução com obstrução 
tubária ou formação de aderências pélvicas; 
Diagnóstico diferencial com tumor anexial maligno 
 
ULTRASSONOGRAFIA 
Trompa e ovário inflamados deixam de ser 
individualizáveis um do outro 
Lesão de parede espessada, heterogênea e ecogênica 
A trompa apresenta-se com parede espessada e com 
líquido dentro, podendo simular um carcinoma de 
ovário. Como saber qual exame solicitar para fazer este 
diagnóstico diferencial? A escolha dependerá da 
HISTÓRIA CLÍNICA. 
Ex: paciente com formação expansiva, assintomática, 
sem corrimento e com suspeita de carcinoma  
quando a US não fecha o diagnóstico, pode-se solicitar 
uma RM para dar mais respaldo. 
DIFUSÃO: no abscesso, como há uma 
hipercelularidade, haverá redução da difusibilidade, 
caracterizando-se com um hipersinal e no mapa com 
hiposinal. 
 
 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
Sinais encontrados são, principalmente, o 
espessamento e realce do peritônio e dos ligamentos 
uterinos 
Os achados na TC manifestam-se por massa anexial 
sólido-cística, com realce parietal e septos grosseiros 
exibindo realce 
 
 
Renata Valadão Bittar – Medicina Unit / P5 
 
8 
 
Abscesso tubo-ovariano: TC de abdome. Observa-se 
formação nodular com realce heterogêneo localizada 
na região anexial direita, que representa o ovário 
acometido por processo infeccioso (estrela em B). A 
tuba uterina encontra-se dilatada e com realce parietal, 
indicando salpingite ou piossalpinge (setas em A e B). 
(A,B: cortes axiais obtidos na fase portal após a injeção 
do meio de contraste 
 
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
Indicada quando a ecografia é incapaz de determinar o 
diagnóstico; 
Principal método na diferenciação com tumor anexial 
maligno; 
Apresenta-se com parede espessada hipointensa em 
T1 e T2; 
Áreas pseudonodulares que demonstram hipossinal, 
sinal intermédio ou hipersinal em T1, e