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Novo Acordo Ortográfico SESI PR - PORTUGUÊS REVISÃO GRAMATICAL E REDAÇÃO OFICIAL

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expressão tão somente, por exemplo, que agora se grafa sem o hífen. 
 Emprega-se o hífen para: 
1. Separar sílabas na divisão silábica e na translineação; 
 
2. Ligar os pronomes oblíquos átonos enclíticos ou mesoclíticos a formas verbais e também à 
palavra eis: 
 Precisa-se de servidores. Dir-lhe-ei amanhã. Eis-me aqui. 
 
3. Ligar os elementos de palavras formadas por composição: 
ano-luz; azul-escuro; decreto-lei; joão-ninguém; boa-fé; quebra-mar; guarda-chuva; porto-
alegrense; porta-voz etc. 
 
4. Ligar prefixos a vocábulos, na formação de novas palavras: 
sem-terra; anti-horário etc. 
Seguem as regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns e elementos que podem 
funcionar como prefixos (pseudoprefixos), bem como nos compostos, locuções, encadeamentos 
vocabulares, já com as novas orientações estabelecidas pelo Acordo Ortográfico. 
 
 
 
 
Escola Superior da Magistratura Tocantinense 
Curso Português: Revisão Gramatical e Redação Oficial 
Profª Maria Ângela Barbosa 
 
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CASOS EM QUE SE USA O HÍFEN 
aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, 
hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, mlti, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, 
semi, sobre, sota, soto, sub, super, supra, tele, ultra, vice, vizo etc. 
 
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h: 
anti-higiênico; macro-história; mini-hotel; proto-história; sobre-humano; super-homem; ultra-
humano. 
Exceções: Formações que contêm em geral os prefixos des e in e nas quais o segundo elemento perdeu 
o h inicial: desumano; desumidificar; inábil; inumano etc. 
O VOLP ainda registra outras exceções como: coerdar, coerdeiro, coabitar, coabitação, coabitante. 
Observação 1: Nos casos em que não houver perda do som da vogal final do 1º elemento e o elemento 
seguinte começar com h, serão usadas as duas formas gráficas: carbo-hidrato e carboidrato; zoo-
hematina e zooematina. 
Observação 2: Quando houver perda do som da vogal final do 1º elemento, consideraremos que a grafia 
consagrada deve ser mantida: cloridrato; cloridria; clorídrico; quinidrona; sulfidrila; xilarmônica. 
Observação 3: Devem ficar como estão as palavras de uso consagrado, como: reidratar; reumanizar; 
reabilitar e reaver. 
2. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela 
mesma vogal: 
 
anti-ibérico; anti-inflacionário; contra-almirante; auto-observação; micro-ondas; semi-internato 
etc. 
Exceções: 
 O prefixo co aglutina-se, em geral, com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por 
o: coobrigar; coobrigação; coordenar; cooperar; cooperação; cooptar; cooptante etc. 
 pro - pre e re aglutinam-se, em geral, com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia 
por o ou e: preeleito (ou pré-eleito); preeminência; preestabelecer; preembrião (ou pré-
embrião); preexistir; reedição; preesclerose (ou pré-esclerose) etc. 
Observação: Há casos em que as vogais (iguais ou diferentes) se fundem: telespectador (em vez de tele-
espectador); radiouvinte (em vez de rádio-ouvinte); eletracústico (em vez de eletroacústico); 
arteriosclerose (em vez de arterioesclerose). Contudo, recomenda-se que o uso dessas supressões se 
restrinja aos casos já correntes e dicionarizados. 
3. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela 
mesma consoante: 
 
hiper-requintado; inter-regional; super-resistente. 
Observação 1: Nos demais casos, não se usa hífen: hipermercado; intermunicipal; superproteção. 
Observação 2: Com o prefixo sub, só se usa hífen diante de palavra iniciada por: 
 R: sub-região; 
 H: sub-humano; 
 B: sub-base. 
Observação 3: Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: 
circum-navegação; pan-americano. 
4. Usa-se sempre o hífen com os prefixos: ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró (nestas 
formas tônicas acentuadas graficamente, ao contrário das átonas, que aglutinam), sota, soto, 
vice, vizo: 
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além-mar; aquém-mar; ex-aluno; pós-graduação; pré-história; pró-europeu; recém-nascido; 
sem-terra; sota-vento; soto-capitães; vice-diretor; vizo-rei. 
Observação: Há casos em que duas grafias são aceitas: preeleito (ou pré-eleito), preembrião (ou pré-
embrião). 
5. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani açu, guaçu e mirim. 
amoré-guaçu; anajá-mirim; capim-açu. 
 
6. Também se usa o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, 
formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares: 
ponte Rio-Niterói; eixo Rio-São Paulo. 
 
7. Emprega-se o hífen quando o 1º elemento termina por b (ab, ob, sob, sub) ou d (ad) e o 2º 
elemento começa por r: 
ab-rupto; ad-renal (e adrenal); ad-referendar; ob-rogar; sob-roda; sub-reitor; sub-réptil; sub-
rogar. 
Observação: Adrenalina, adrenalite e afins já são exceções consagradas pelo uso. Ab-rupto é preferível a 
abrupto. 
8. Emprega-se ainda o hífen: 
a) Nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo: 
cobra-d’água; mestre-d’armas; mãe-d’água; olho-d’água. 
 
b) Nos nomes próprios que entram na formação de palavras (escrevem-se com minúscula inicial 
quando se afastam do significado primitivo, excetuando-se os casos em que esse afastamento 
não ocorre): 
erva-de-santa-maria; água-de-colônia; João-de-barro; além-Brasil; aquém-Atlântico. 
 
MAS: doença de Chagas; mal de Alzheimer; sistema Didot; anel de Saturno. 
 
c) Nos compostos sem elemento de ligação, quando o 1º elemento está representado pela forma 
mal e o 2º elemento começa por vogal, h ou i, ou quando mal tiver como significado doença, 
grafa-se com hífen: 
mal-afortunado; mal-entendido; mal-estar; mal-humorado; mal-caduco (epilepsia); mal-francês 
(sífilis); desde que não haja elemento de ligação: mal de Alzheimer. 
MAS: malcriado; malditoso; malgrado; malnascido; malpesado; malsoante; malvisto. 
d) Nos nomes geográficos compostos pelas formas grã, grão, ou por forma verbal ou, ainda, 
naqueles ligados por artigo: 
Grã-Bretanha; Grão-Pará; Abre-Campo; Traga-Mouro; Trás-os-Montes. 
MAS: os outros nomes geográficos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem o 
hífen: 
América do Sul; Belo Horizonte. Exceções consagradas: Guiné-Bissau e Timor-Leste. 
e) Nos compostos que designam espécies botânicas, zoológicas e áreas afins, estejam ou não 
ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: 
abóbora-menina; couve-flor; formiga-branca; coco-da-baía; vassoura-de-bruxa (ou vassoura de 
bruxa). 
f) Nos adjetivos gentílicos derivados de nomes geográficos que contenham ou não elementos de 
ligação: 
belo-horizontino; sete-lagoano; juiz-forano; mato-grossense. 
 
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Observação: Escreve-se indo-chinês quando se refere à Índia à China, ou aos indianos e 
chineses; mas indochinês quando se refere à Indochina. Da mesma forma, escreve-se 
centroafricano, quando se refere à República Centroafricana, e, quando se refere à região 
central da África, centro-africano. 
 
g) Salário-mínimo (com hífen) é usado para designar o trabalhador cuja remuneração é o salário 
mínimo, ou o trabalhador mal remunerado: Aquele pobre homem é um salário-mínimo. O 
plural é salários-mínimos. 
 
CASOS EM QUE SE NÃO USA O HÍFEN 
1. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o 2º 
elemento: 
aeroespacial; agroindustrial; anteontem; antiaéreo; antieducativo; autoaprendizagem; coautor; 
coedição;