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Novo Acordo Ortográfico SESI PR - PORTUGUÊS REVISÃO GRAMATICAL E REDAÇÃO OFICIAL

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extraescolar; infraestrutura; plurianual; semiaberto etc. 
 
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o 2º elemento começa por consoante 
diferente de r ou s: 
anteprojeto; antipedagógico; autopeça; coprodução; geopolítica; microcomputador; 
pseudoprofessor; semicírculo; supracitado; ultramoderno etc. 
Observação: Aos prefixos sota, soto, vice e vizo, aplica-se regra própria. 
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o 2º elemento começa por r ou s. 
Nesse caso, duplicam-se essas letras: 
antirrábico; antissocial; biorritmo; contrarregra; contrarrazões; contrassenso; cosseno; 
infrassom; microssistema; minissaia; multissecular; neorrealismo; neossimbolista; semirreta 
etc. 
4. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa hífen se o 2º elemento começar por vogal: 
hiperacidez; interescolar; subaproveitar; supereconômico etc. 
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição: 
girassol; madressilva; mandachuva; paraquedas; pontapé etc. 
Outros compostos com a forma verbal para- continuam sendo grafados por hífen conforme a tradição 
lexicográfica: 
 para-brisa(s); para-choque(s); para-lama(s). 
 O mesmo ocorre com a forma verbal manda: 
 manda-lua; manda-tudo. 
6. Não se usa o hífen nas locuções, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, 
prepositivas ou conjuncionais, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso 
de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à 
queima-roupa): 
 
a) Locuções substantivas: fim de semana; fim de século; sala de jantar. 
b) Locuções adjetivas: cor de açafrão; cor de café com leite; cor de vinho. 
c) Locuções pronominais: cada um; ele próprio; nós mesmos; quem quer que seja. 
d) Locuções adverbiais: à parte (diferentemente do substantivo aparte); à vontade; de mais 
(locução que se contrapõe a de menos; escreve-se demais quando é advérbio ou pronome); 
depois de amanhã; em cima; por isso. 
e) Locuções prepositivas: abaixo de; acerca de; acima de; a par de; à parte de; apesar de; quando 
de; debaixo de; enquanto a; por baixo de; por cima de; quanto a. 
f) Locuções conjuncionais: a fim de; ao passo que; contanto que; logo que; por conseguinte; visto 
que. 
7. Não se emprega ainda o hífen: 
Escola Superior da Magistratura Tocantinense 
Curso Português: Revisão Gramatical e Redação Oficial 
Profª Maria Ângela Barbosa 
 
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a) Em expressões com valor de substantivo, do tipo: 
deus nos acuda; salve-se quem puder; um faz de contas; um disse me disse; um Maria vai com 
as outras; bumba meu boi; tomara que caia; aqui del rei. 
b) Em locuções como: 
à toa (adjetivo e advérbio); dia a dia (substantivo e advérbio); arco e flecha; calcanhar de 
aquiles; comum de dois; general de divisão; tão somente; ponto e vírgula. 
c) Nas formas empregadas adjetivamente do tipo afro-, anglo-, euro-, franco-, indo-, luso-, sino- e 
assemelhadas em expressões do tipo: 
afrodescendência; afrogenia; atrofilia; anglomania; anglofalante; eurocêntrico; eurodeputado; 
francofone; francolatria; lusofonia; lusorama; sinologia. 
MAS: afro-brasileiro; anglo-saxão; euro-asiático. 
d) Nas locuções latinas usadas como tais, não substantivadas ou aportuguesadas: 
ab initio; ab ovo; ad immortalitatem; ad hoc; data venia; de cujus; carpe diem; causa mortis. 
Observação: Embora BECHARA (2008) tenha publicado que, no caso de determinação por artigo, essas 
expressões teriam hífen (o ex-libris, o habeas-corpus, in-octavo etc.), o VOLP não ratificou a informação. 
Por isso, considerando-se o peso da tradição, não se deve adotar o hífen nesses casos. 
e) Com as palavras não e quase com função prefixal: 
não agressão; não beligerante; não fumante; não violência; não participação; não periódico; 
quase delito; quase equilíbrio; quase domicílio. 
 
 
MINÚSCULAS E MAIÚSCULAS 
 
1. A letra minúscula inicial é usada: 
a) ordinariamente, em todos os vocábulos da língua nos usos correntes. 
b) nos nomes dos dias, meses, estações do ano: segunda-feira; outubro; primavera. 
c) nos bibliônimos (após o primeiro elemento, que é com maiúscula, os demais vocábulos, 
podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes próprios nele contidos, tudo em grifo): 
O Senhor do Paço de Ninães, O senhor do paço de Ninães, Menino de Engenho ou Menino 
de engenho, Árvore e Tambor ou Árvore e tambor. 
d) nos usos de fulano, sicrano, beltrano. 
e) nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas); norte, sul (mas: SW sudoeste). 
f) nos axiônimos e hagiônimos (opcionalmente, neste caso, também com maiúscula): senhor 
doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo; santa Filomena (ou 
Santa Filomena). 
g) nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas (opcionalmente, também 
com maiúscula): português (ou Português), matemática (ou Matemática); línguas e 
literaturas modernas (ou Línguas e Literaturas Modernas). 
 
2. A letra maiúscula inicial é usada: 
a) nos antropônimos, reais ou fictícios: Pedro Marques; Branca de Neve, D. Quixote. 
b) nos topônimos, reais ou fictícios: Lisboa, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro; Atlântida, 
Hespéria. 
c) nos nomes de seres antropomorfizados ou mitológicos: Adamastor; Neptuno / Netuno. 
Escola Superior da Magistratura Tocantinense 
Curso Português: Revisão Gramatical e Redação Oficial 
Profª Maria Ângela Barbosa 
 
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d) nos nomes que designam instituições: Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência 
Social. 
e) nos nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos. 
f) nos títulos de periódicos, que retêm o itálico: O Primeiro de Janeiro, O Estado de São Paulo 
(ou S. Paulo). 
g) nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente: Nordeste, por 
nordeste do Brasil, Norte, por norte de Portugal, Meio-Dia, pelo sul da França ou de outros 
países, Ocidente, por ocidente europeu, Oriente, por oriente asiático. 
h) em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com 
maiúsculas, iniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas: FAO, NATO, ONU; H2O; Sr., 
V. Exa. 
i) opcionalmente, em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente, em 
início de versos, em categorizações de logradouros públicos: (rua ou Rua da Liberdade, largo 
ou Largo dos Leões), de templos (igreja ou Igreja do Bonfim, templo ou Templo do 
Apostolado Positivista), de edifícios (palácio ou Palácio da Cultura, edifício ou Edifício 
Azevedo Cunha). 
 
Observação: 
As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras 
especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas 
(terminologias antropológica, geológica, bibliológica, botânica, zoológica etc.), promanadas 
de entidades científicas ou normalizadoras, reconhecidas internacionalmente. 
 
 
Exercícios da FCC 
 
FCC – TRE-AP – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2011 
 
1. Entre as frases que seguem, a única correta é: 
 
(A) Ele se esqueceu de que? 
(B) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui-lo entre os presentes. 
(C) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas. 
(D) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos funcionários. 
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração. 
 
FCC – TRT-AL (19ª REGIÃO) – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2011 
 
2. Estão grafadas corretamente todas as palavras da frase: 
 
(A) O mercado mais atraente é necessáriamente aquele que possue mais produtos disponíveis. 
(B) Com o adivento da internet, deparamos com uma imença cidade virtual, onde há os melhores preços 
do mercado. 
(C) A escacês de mercadorias no campo foi determinante para explicar o porque dos homens se 
agruparem nas cidades. 
(D) As empresas virtuais vêm se tornando