Aula Nota 10 (Parte 1) - Doug Lemov
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3. Determinar como você vai avaliar a sua eficácia para atingir a meta.
4. Decidir sua atividade.
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QUATRO CRITÉRIOS
Dada a importância dos objetivos para conseguir foco, organização e men-
surabilidade, é importante pensar sobré~o que torna um objetivo útil e eficaz.
Meu colega Todd McKee engenhosamente alinhou Quatro critérios para criar
objetivos eficazes. Suas chances de obter uma boa meta aumentam muito se
você conseguir que seus objetivos respondam a estes critérios:
> Viável. Um objetivo eficaz deve ser viável, ou seja, deve ter um tamanho e
um escopo que caibam em uma única aula. Não que você não queira que seus
alunos aprendam a fazer análises críticas abrangentes, ricas e profundas de
personagens literários, por exemplo, mas estabelecer que eles aprenderão isso
em uma única aula de uma hora é uma meta claramente inviável. Na verdade,
para ensinar análise de personagens literários serão necessárias semanas de
aulas. Ter um objetivo para uma aula não impede o professor de falar de outras
coisas durante a aula, como se acredita por aí. É claro que você deve discutir,
durante suas aulas, como você faria análises eficazes para entender melhor a
natureza de um personagem em uma história, trabalhando para que os alunos
aprendam e dominem o tema, o enredo, o uso de informações do texto e assim
por diante. De fato, ao fazer isso, e sabendo que seus alunos podem fazer isso,
você reforça sua eficácia na busca dos objetivos.
Voltando ao exemplo da análise de
Saber quão rápido seus alunos
assimilam a informação
permite a você definir se
vai precisar de duas ou de
três semanas para que eles
dominem a nova habilidade.
personagens, uma parte fundamental do
processo para fazê-la direito é desenhar
mentalmente cada aspecto necessário
para dominar essa habilidade. Assim,
você vai ter de trabalhar diferentes as-
pectos a cada dia para que seus alunos
realmente aprendam. Você pode começar
identificando palavras e açoes que dão in-
dícios sobre as características que compõem o personagem, em seguida analisar cada
um desses trechos, reunir depois todos os indícios contidos no texto e analisá-los
conjuntamente no final. Ou talvez você queira começar com a análise de personagens
mais simples e depois evoluir para os mais complexos. De qualquer forma, seria um
erro usar o mesmo objetivo amplo todos os dias por três semanas, enquanto você tra-
balha nessa habilidade complexa. Você tem mais chancesjje^sucesso^se-construir uma
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7f Xe
amor era algo que estava fora do controle deles; então foi excluído como obje-
tivo, ainda que fosse a sua motivação - uma ironia, claro, mas uma ironia útil.
> Definidor. Um objetivo eficaz deve ser elaborado para guiar a atividade,
não para justificar a escolha de uma atividade. A lógica por trás disso está des-
crita em(Comece pé h fim) Preste atenção, porém, em como muitos professores
que acreditam planejar suas aulas a partir do objetivo, na verdade, começam
pela atividade ("Hoje vamos jogar Show do Milhãol" ou "Hoje vamos ler Ira-
cema'} e depois pespegam um objetivo a ela. É fácil identificar esses professo-
/ [rés porque os objetivos deles parecem com os parâmetros curriculares oficiais
f (que são coisa diferente e muito mais abrangente) e, às vezes, são até copia-
l^dos de documentos do governo, sem nenhuma alteração: "Os alunos vão ler e
compreender vários textos".- Para repetir o óbvio mais uma vez, você precisa
digerir os parâmetros curriculares e transformá-los em uma série estratégica de
objetivos diários de forma a atingir, no final, oaprendizadpjnaig abrangente
possível por meio da aprendizagem das partes que o compõem.
> Prioritário. Um objetivo eficaz deve concentrar-se no que é mais impor-
tante no caminho para o aprendizado efetivo do currículo - e nada mais. Ele
deve simplesmente descrever o próximo passo montanha acima.
QUATRO CRITÉRIOS
Como diz meu colega Todd McKee, um grande objetivo de aula (e, portanto,
uma grande aula) deve ser viável, mensurável, definidor e prioritário na
marcha para o aprendizado efetivo do currículo.
Os objetivos a seguir não atendem a pelo menos um dos Quatro critérios:
l Os alunos poderão somar e subtrair frações com denominadores iguais e dife-
rentes. Este objetivo não é viável. Ele contém pelo menos quatro objetivos dife-
rentes para quatro dias diferentes (e provavelmente quatro semanas diferentes):
somar frações com denominadores comuns, subtrair frações com denominado-
res comuns, somar frações com denominadores diferentes e subtrair frações com
Planejar para garantiram bom desempenho académico o i
denominadores diferentes. Realisticamente, este objetivo é um tópico curricular
- e dos grandes - e deveria ser o tema de planejamento de uma unidade.
l Os alunos vão apreciar várias formas de poesia, inclusive sonetos e poesia
lírica. O que significa apreciar? Como você vai saber se eles "apreciaram"?
Será que os alunos podem entender T.S. Eliot e não gostar dele ou eles devem
assimilar os gostos do professor também? Este objetivo não é mensurável. E
provavelmente tampouco é viável.
l Os alunos vão assistir cenas do filme As Bruxas de Salem. Isto é uma ati-
vidade, não um objetivo. Portanto, não é definidor. Mostrar o filme baseado
na peça As Bruxas de Salem, de Arthur Miller, pode fazer da aula um sucesso
absoluto ou uma tremenda perda de tempo, dependendo do objetivo.