Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 1 
 
Manual 
 
Orientação Escolar 
e Profissional 
 
 
 
Formadora: Andreia Serras 
 Licenciada em Psicologia da Saúde 
 Pós – graduada em Gestão de Recursos Humanos 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 2 
Índice 
 
Módulo I – Teorias Associadas à Orientação Escolar e Profissional 
 
Introdução 5 
Estádios de Desenvolvimento Vocacional de Donald Super 6 
Tarefas de Desenvolvimento Vocacional 7 
Pressupostos para a Orientação Escolar e Profissional 8 
Conceito de Orientação Escolar e Profissional 9 
Objectivos da Orientação Escolar e Profissional 10 
População – alvo 11 
Bibliografia 12 
 
Módulo II – Entrevista no contexto de Orientação Escolar e Profissional 
 
Introdução 13 
A Entrevista 13 
Bibliografia 19 
 
Módulo III – Tipologia de Holland 
 
Introdução 20 
Modelo Hexagonal 21 
Tipologia de Holland 28 
a) Descrição e Aplicação da Prova 28 
b) Obtenção do Código e Análise de Resultados 29 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 3 
Funções da Tipologia de Holland 30 
Âmbito da Aplicação 30 
Cuidados a ter na Interpretação 31 
Bibliografia 32 
 
Módulo IV – Avaliação de Aptidões – Bateria de Provas de Raciocínio 
Diferencial 
 
Descrição da Prova 33 
Prova de Raciocínio Numérico 33 
Prova de Raciocínio Verbal 34 
Prova de Raciocínio Espacial 35 
Prova de Raciocínio Abstracto 36 
Prova de Raciocínio Mecânico 36 
Contexto de Aplicação 37 
Administração da Prova 37 
Correcção, Pontuação e Interpretação dos Resultados 38 
Vantagens e Limitações 39 
Bibliografia 39 
 
Módulo V – Avaliação de Interesses – Inventário de Preferências 
Profissionais 
 
Introdução 40 
Conceito de Interesse 40 
Estratégias de Avaliação de Interesses 41 
Contextos de Aplicação da Avaliação de Interesses 43 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 4 
IPP – Descrição da Prova 44 
Normas de Aplicação 48 
Cotação e Pontuação 49 
Interpretação 50 
Vantagens e Limitações 51 
Bibliografia 51 
 
Módulo VI – Transmissão de Informação e Aconselhamento 
 
Introdução 52 
Relatório de Orientação Escolar e Profissional 52 
Cuidados a ter na Comunicação dos Resultados 53 
A informação Escolar e Profissional 55 
Bibliografia 57 
Anexos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 5 
Módulo I: 
Teorias associadas à orientação escolar e profissional 
 
Introdução 
 
 Deparamo-nos, cada vez mais, com as rápidas transformações 
económicosociais. As novas tecnologias desenvolvem-se a um ritmo 
extremamente rápido e, com elas, assistimos à evolução de tarefas 
vocacionais já existentes e ao aparecimento de outras. Deste modo, as 
necessidades actuais, a nível profissional, exigem uma rápida aprendizagem e 
eficaz para lidar com estas transformações. 
 A relação entre a vida das pessoas e o seu trabalho torna-se cada vez 
mais estreita. Savikas em 1996 revelou que a "ética pós-moderna do trabalho" 
que atravessamos, ou seja, ter uma profissão deixou de ser um simples meio 
de subsistência para passar a constituir uma forma de realização pessoal. O 
trabalho faz parte do quotidiano do indivíduo. À medida que aumenta a 
diversidade do mundo do trabalho, as pessoas sentem crescentemente a 
necessidade de descobrir as suas aptidões profissionais e de que modo as 
mesmas se adequam às várias oportunidades de escolha vocacional. 
 A Orientação Escolar e Profissional mostra assim um papel muitíssimo 
importante na vida dos jovens e dos adultos, que apelam frequentemente a 
estes serviços, no sentido de reexplorarem e redireccionarem a sua careira. 
 O Profissional de Orientação Escolar e Profissional deverá contribuir 
para o desenvolvimento vocacional e pessoal dos orientandos, informando, 
avaliando e aconselhando. 
 A escolha vocacional não se consome num momento pontual comose 
pensava à anos atrás, mas aparece hoje como um processo contínuo de 
reajustes que acompanha o indivíduo ao longo da sua vida activa. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 6 
 O presente trabalho foi realizado à luz da teoria construtivista de 
carreira. Assim, a escolha reflecte-se no desenvolvimento do indivíduo e não é 
fixo, mas sofre modificações ao longo da vida das pessoas, necessitando por 
isso, constantes reajustes e reconstruções. As alternativas dos sujeitos entre 
as diferentes vias de ensino e as actividades profissionais daí decorrentes 
devem ocorrer com base numa decisão autónoma e fundadas na elaboração 
pessoal de variadas informações sobre o próprio sujeito, sobre as actividades 
profissionais existentes e respectivas possibilidades no mercado de trabalho. 
Estádios de Desenvolvimento Vocacional de Donald 
Super 
 Segundo o modelo de construção de carreira de Donald Super, existem 
fases e processos que se vão organizando ao longo do tempo, numa 
perspectiva interaccionista, sendo importante a exploração do auto-conceito, 
seguindo-se os primeiros momentos de decisão. 
 
 A construção de carreira, segundo Donald Super, passa pelos seguintes 
estádios: 
 
� Estádio de Crescimento (O - 14 anos): formação do autoconceito 
através de processos de identificação (fantasia, interesses e 
capacidades). 
 
� Estádio de Exploração (15 - 24 anos): clarificação do autoconceito 
através das principais tarefas de desenvolvimento: exploração e 
cristalização da escolha (14-18 anos), exemplo: quando o jovem se 
encontra no 9º ano, especificação da escolha (18-21 anos), exemplo: 
quando o jovem está no 12º ano e está confuso acerca da profissão que 
deve escolher; e implementação da escolha (21-24 anos), exemplo: 
quando o jovem sai da universidade ou da escola e entra no mercado de 
trabalho. 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 7 
� Estádio de Estabelecimento (25 - 44 anos): estabilização e 
consolidação do estatuto profissional através das principais tarefas de 
desenvolvimento: estabilização da escolha (25-35 anos) e 
consolidação e avanço da escolha (35-44 anos). 
 
� Estádio de Declínio (> 65 anos): desenvolvimento de um conceito de si 
como não trabalhador após a reforma. 
 
*a referir que: as idades apresentadas para cada fase não são estanques 
 
Tarefas de Desenvolvimento Vocacional 
 
1) Cristalização (14-18 anos): O indivíduo deve formular um objectivo 
vocacional geral através da consciencialização dos recursos, 
contingências, interesses e valores e planeamento para a ocupação 
preferida; 
2) Especificação (28-21 anos): tentativas para aceder a uma preferência 
vocacional específica; 
3) Implementação (21-24 anos): Conclusão do percurso escolar e entrada 
no mundo do trabalho; 
4) Estabilização (24-35 anos): Fixação do indivíduo num tipo de trabalho 
mostrando que a escolha da carreira foi adequada; 
5) Consolidação (mais de 35 anos): Período de estabelecimento numa 
carreira com avanço, aquisição de status e reforço da posição adquirida. 
 
*a referir que: as idades apresentadas nas tarefas de desenvolvimento vocacional 
também não são estanques 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 8 
Pressupostos para a Orientação Escolar e Profissional 
 A Orientação Escolar e Profissional assenta nos seguintes 
pressupostos teóricos: 
./ Os jovens necessitam de desenvolver as suas capacidades e os seus 
interesses, ao invés de tomar decisões apenas com base nas suas 
características já existentes; 
./ As pessoas precisam de se preparar para tarefas ocupacionais que se 
encontram em constante mutação, e não partir do princípio que a sua 
ocupação profissional se manterá inalterável ao longo de toda a vida 
activa; 
./ Os jovens necessitam de ser incentivados a tomar as suas próprias 
decisões, não a que lhes seja feito um diagnóstico através da consulta 
de Orientação Escolar e Profissional; 
./ O conselheiro vocacional deverá lidar com todos os problemas, 
factores e variáveis que ocorrem no trajecto de carreira do orientando, e 
não apenas com a selecção escolar e/ou profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 9 
Conceito de Orientação Escolar e Profissional (O. E. P) 
 Hoje em dia, torna-se mais difícil tomar decisões relativamente ao futuro 
profissional, uma vez que os nossos jovens se vêm confrontados diariamente 
com a problemática do (des)emprego e sua permanência no local de trabalho 
ao longo da vida activa. 
 A Orientação Escolar e profissional, surge no sentido de constituir um 
processo de tomada de decisão de carreira orientada por um profissional 
especializado. O profissional terá como missão auxiliar o jovem a executar o 
seu planeamento de carreira, a aumentar o seu auto-conhecimento, a definir 
valores e interesses, a analisar as suas capacidades e a explorar as diversas 
possibilidades escolares e profissionais, de modo a tomar uma decisão 
vocacional consciente e o mais informada possível. 
 A intervenção de carreira poderá, então, ser definida como um processo, 
no qual se realizam actividades para promover as aptidões do sujeito, com o 
intuito de facilitar as suas decisões de carreira. Neste sentido, a Orientação 
Escolar e Profissional surge como uma dimensão alargada que compreende 
uma vasta diversidade de modalidades, desde a intervenção em grupo 
(pequenos grupos de seis a doze pessoas) à intervenção individual (consulta 
psicológica individual de três a seis sessões) ou também, à implementação de 
programas auto-administrados. 
 A função básica do conselheiro vocacional é orientar o futuro de carreira 
do jovem/adulto. Esse futuro assenta no presente da vida do indivíduo com 
todas as suas características. Partimos, de aspectos subjectivos para 
construir/planear o futuro, sendo o ponto de partida a análise da personalidade, 
dos valores pessoais, capacidades e interesses. Estes factores não são, 
contudo, imutáveis, mas variam ao longo do tempo, consoante as experiências 
de vida e as informações a que vamos tendo acesso ao longo do nosso 
desenvolvimento enquanto pessoas, logo, a Orientação Escolar e Profissional 
constitui um método, através do qual são fornecidas indicações/orientações, 
por um psicólogo, acerca dos projectos de carreira possíveis, tendo em conta 
os aspectos referidos, a partir dos quais o jovem terá que tomar a sua própria 
decisão pessoal, podendo fazer reajustes ao longo da sua vida activa. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 10 
 Tendo em conta o facto de que o objecto de trabalho da Orientação 
Escolar e Profissional a construção do futuro de carreira, é essencial ter 
consciência que lidamos sempre com uma margem de erro, não é possível 
prever o futuro com uma totalidade de segurança. No entanto, para reduzir ao 
máximo o grau de erro, o conselheiro vocacional deverá proporcionar ao 
orientando a possibilidade de elaborar as suas representações de futuro, na 
medida em que, "uma decisão de carreira é uma dramatização do curso de 
vida no trabalho" (Cochran, 1997). 
 Projectar o futuro está directamente ligado à construção de significado 
para o indivíduo, dependendo das suas motivações, valores, interesses e 
conhecimentos prévios. Esse futuro, para ser significativo, deverá conter 
qualidades pessoais e ir ao encontro das aspirações e valores de cada um. 
 
 
Objectivos da O.E.P 
 
 O objectivo geral da O.E.P será facilitar a escolha escolar e profissionaldo jovem/adulto: 
 
� Promover a aprendizagem de competências, interesses, crenças, 
valores, hábitos de trabalho e características pessoais; 
 
� Promover a flexibilidade de escolha ocupacional; 
 
� Ajudar o jovem/adulto a definir projectos de carreira satisfatórios; 
 
� Mostrar que esta definição está sujeita a constantes mudanças; 
 
� Ajudar o jovem/adulto a aumentar a probabilidade de sucesso no seu 
futuro profissional; 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 11 
� Proporcionar um maior conhecimento do mundo do trabalho e da sua 
complexidade; 
 
� Dotar jovens e adultos de uma maior capacidade para tomar decisões de 
um modo informado e consciente; 
 
� Promover a capacidade dos jovens para conhecerem e poderem lidar 
eficazmente com o sistema educativo e profissional. 
População – Alvo 
 O final do 9° ano e do 12° ano constituem etapas cruciais relativamente 
à escolha do futuro profissional dos jovens, pois estes terão que optar entre 
prosseguir os estudos ou inserirem-se no “mundo” do trabalho. 
 Para que a sua escolha seja a mais adequada ao seu perfil e aos seus 
interesses, deverão ser informados acerca das várias alternativas existentes. 
Para isso poderão recorrer aos serviços de O.E.P. logo desde o início dos 
referidos anos de escolaridade. Porém, não existe uma idade limite nem um 
ano escolar obrigatório para aceder a um processo de Orientação Vocacional, 
devendo-se recorrer aos serviços de O.E.P. sempre que: 
 
� Se sinta confuso relativamente ao futuro profissional e/ou escolar; 
 
� Deseje obter informações acerca das várias alternativas profissionais e 
escolares existentes. 
 
� Deseje mudar de curso ou de profissão. 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 12 
Bibliografia 
- Cochran, L. (1997). Career Counseling. A Narrative approach. Thousand 
Oaks, CA: SAGE. Adaptação e tradução de partes da obra por Maria São João 
Brêda, Coimbra, Maio de 2000. 
- Cole, E., Siegel, J. A. (1990). Effective Consultation in School Psychology. 
Toronto: Hogrefe & Huber (cap. 1). 
- Harmon, L.W. (1996). A moving target. The widening gap between theory and 
practice. In M.L. Savickas & W.B. Walsh (Eds.), Handbook of Career 
CounselingTheory and Practice. PaIo Alto, CA: Davies-Black Publishing (pp. 
3744). 
- Herr, E.L. & Cramer, S.H. (1992). Career Guidance and Counseling Through 
the Life Span. Systematic Approaches (4a ed.) New York. Harper Collins (pp. 
112-121). 
- Krumboltz, J.D. (1996). A learning theory of career counseling. In M.L. 
Savickas & W.B. Walsh (Eds.), Handbook ofCareer Counseling Theory and 
practice. PaIo Alto, CA: Davies-Black Publishing (pp. 55-80) 
- Spokane, A. (1991). Career Intervention. Prentice Hall: Englewood Cliffs, New 
Jersey (pp. 17-22). 
- Super, D. (1980). A life-span, life-space approach to career development, New 
York : Academic Press. (pp.282-298). 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 13 
Modulo II 
Entrevista no contexto de Orientação Escolar e 
Profissional 
 
Introdução 
 A entrevista, em O.E.P surge como o meio mais comum para o 
orientador adquirir informações acerca da história de vida do jovem/adulto e 
para identificar o problema de indecisão de carreira, constituindo a base para a 
construção de um plano de acção com vista ao desenvolvimento das 
capacidades para tomar decisões. 
 
A Entrevista 
 O processo de O.E.P. começa com uma entrevista junto do jovem e dos 
seus pais. O objectivo principal da entrevista de Orientação é demarcar o 
problema de indecisão de carreira do indivíduo e conhecer a sua história de 
vida. 
 O orientador deverá recolher o máximo de informação possível nesta 
primeira fase, escutando e observando atentamente o orientando e a sua 
família, caso esta compareça na consulta. 
 
 A entrevista, em Orientação Escolar e Profissional, passa por várias 
etapas. A primeira consiste na recolha de dados, na identificação do sujeito, 
na aferição do motivo da consulta de O.E.P., na recolha dos dados da sua 
família e de informações relativas ao seu percurso escolar e expectativas de 
futuro. A segunda etapa constitui a exploração do auto-conceito e, finalmente, 
surge a etapa da identificação de valores. Estas duas últimas etapas 
efectuam-se através dos chamados auxiliares da entrevista. 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 14 
 Na primeira parte da Entrevista, começa-se pela recolha dos 
seguintes dados: 
 Identificação do Sujeito: Nome, idade, data de nascimento, nome do 
pai, nome da mãe, morada, telefone, ano de escolaridade, escola/ faculdade/ 
profissão, motivação que conduziu à consulta de·O.E.P. (problema de decisão 
de carreira) 
 Em seguida recolhem-se dados da sua Família, nomeadamente: 
(a) Dados acerca dos pais e irmãos: idade, habilitações literárias, 
profissão, local de trabalho, opinião do sujeito acerca das profissões 
dos pais e do(s) irmão(aos). 
 b) Saúde do sujeito 
(c) Condições do local de estudo (local, horário) 
 Posteriormente recolhem-se dados sobre o Percurso Escolar, 
nomeadamente: o número de reprovações e condições que conduziram às 
mesmas; as disciplinas em que teve melhores notas; as disciplinas em que 
teve piores notas, e também as disciplinas preferidas. 
 Por último, recolhe-se ainda informação acerca das actividades dos 
tempos livres, das profissões idealizadas, das expectativas pessoais para a 
vida futura, das expectativas familiares em relação ao sujeito, e por fim fazem-
se as observações finais. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 15 
 Após a recolha destes dados, procede-se para a segunda parte da 
Entrevista que consiste na análise do auto-conceito. 
 O Técnico de Orientação Vocacional tem como principal objectivo 
proporcionar ao orientando o desenvolvimento do seu auto-conceito, porque 
para tomarmos decisões, é necessário possuirmos uma perfeita consciência 
dos nossos defeitos e qualidades, preferências, aspirações, possibilidades e 
limitações. 
Vários psicólogos, tais como Alport, Brookove, Baken Lunn e Lipsitt, 
concluíram que um indivíduo não possuiu apenas uma personalidade pura e 
imutável, mas, todos nós apresentamos vários tipos de personalidade, com a 
predominância de traços característicos de cada uma delas (Holland, J). Assim, 
faz todo o sentido o facto de não existir uma única actividade profissional 
adequada a uma pessoa, mas, apesar de uma ou outra carreira ser a mais 
satisfatória, isso não significa que não hajam outras que também venham a 
realizar essa pessoa profissionalmente atendendo aos diferentes traços de 
personalidade que possui. 
Um auto-conhecimento profundo possibilita a escolha e a possibilidade 
de mudança: Neste sentido, um processo de Orientação Escolar e Vocacional 
deve começar por ajudar o indivíduo a desenvolver esse mesmo auto-conceito, 
isto é possível através de vários questionários e actividades autobiográficas, 
nos quais o orientando possa reflectir acerca do modo como se vê a si próprio, 
como pensa que os outros o vêm (pais, irmãos, colegas, amigos, professores) 
e as suas projecções de futuro. 
 Os auxiliares da entrevista que permitem uma maior exploração do 
auto-conceito são: Questionários projectivos e semiprojectivos; Questionários 
relativos ao modo de aprender; e, Actividades autobiográficas (ex: A linha da 
vida). 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 16 
 Para finalizar a Entrevistaé imprescindível, passar pela etapa de 
identificação de Valores. Esta etapa consiste na identificação dos valores 
pessoais e profissionais do(s) orientando(s), na medida em que aqueles, 
estando directamente ligados ao auto-conceito, vão influenciar profundamente 
a escolha vocacional. Os auxiliares da entrevista para a identificação de 
valores poderão ser desde simples questionários a testes de valores 
profissionais. 
 
 A última etapa da Entrevista consiste na Análise dos dados recolhidos 
na entrevista. Nesta etapa o profissional de Orientação Vocacional deve fazer 
um registo não só das informações fornecidos pelas pessoas presentes na 
entrevista, mas também dos comportamentos observados, com o máximo de 
rigor. 
 Neste sentido, o profissional de O.E.P deverá ter recolhido os seguintes 
dados: 
 
 Pedido Formulado: 
- Quem fez o pedido; 
- Quando é que o pedido foi feito; 
- Objectivos do pedido (explícito e implícito); 
- Comentários pessoais sugeridos pelo pedido e a forma de responder 
 
Família 
- Com quem vive o consulente; 
- Profissão/formação e actividade do pai e da mãe; 
- Fratria; 
- Tipos de relação no seio da família; 
- Problemas actuais ou anteriores; 
- Impressão geral do orientador. 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 17 
 
Escolaridade 
- Evolução escolar anterior detalhada, 
- Situação actual, 
- Atitudes face à escola, 
- Vida social e afectiva, 
- Relações com professores, 
- Interesses escolares relativamente às disciplinas, 
- Resultados escolares em todas as disciplinas, 
- Facilidades ou dificuldades assinaladas, 
- Interesses para o prosseguimento da escolaridade. 
.Aspecto físico/saúde 
- Constituição geral, 
- Dificuldades assinaladas (doenças, acidentes, ... ) 
- Audição, 
- Visão; 
.Tempos livres 
- Leituras, 
- Bricolages, 
- Desportos, 
- Interesses culturais, 
- Música, 
- Experiência e vida de grupo; 
. 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 18 
Gostos, interesses e rejeições escolares e profissionais 
 - Desejos expressos, 
- Rejeições expressas, 
- Profissões de sonho, 
- Experiências já realizadas ou a decorrer, 
- Expectativas dos próximos, 
- Reacções às diversas sugestões, 
- Concordância entre interesses expressos e inventariados. 
 
 
Observações finais na entrevista 
 
 - Apresentação, 
- Linguagem, 
- Atitudes (activo, passivo, colaborante), 
- Contacto, 
- Observações particulares 
 Outras Informações 
- Informações conhecidas ou comunicadas por terceiros, 
- Problemas particulares, 
- Outros contactos com psicólogos. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 19 
Bibliografia 
- Brêda. M. S. (2000), Documento de trabalho sobre aconselhamento de 
carreira narrativo adaptação e tradução de partes da obra de Cochran, L. 
(1997). Career Counseling. A Narrative Approach. Thousand Oaks, CA: SAGE. 
Coimbra. 
- Casanova, et al. Sabatina Guia de Formação Escolar: Guia de Estudos. Beta - 
Projectos Editoriais Lda. Lisboa, 1997. 
- Do Sonho ao Projecto. Desenvolvimento de Competências de Decisão de Carreira para 
Alunos do 9° ano de Escolaridade (1999). Núcleo de Orientação Escolar e 
Profissional da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da 
Universidade de Coimbra. 
- Técnicas de Avaliação Psicológica em Orientação, 1999, Faculdade de 
Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. 
Utilização de Informações Amnésicas na Consulta de Orientação 
Vocacional. Coimbra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 20 
Módulo III 
Tipologia de Holland 
 
Introdução 
 A teoria de Holland, tem sido considerada como uma Teoria da 
Personalidade, porque este considera que a personalidade manifesta-se 
através da escolha vocacional, e Estrutural – Interaccionista, uma vez que 
evidencia uma relação entre diferentes tipos de personalidade e determinadas 
ocupações profissionais. 
 Assim, Holland classificou a personalidade em seis tipos: Intelectual, 
Artístico, Social, Empreendedor, Convencional e Realístico. Segundo o autor, 
os sujeitos de um determinado grupo possuem traços de personalidade 
comuns entre si, e o grau de satisfação, a estabilidade e a realização 
profissional dependem da ligação entre as características pessoais e as 
condições do ambiente de trabalho. 
 Na sua investigação Holland concluiu que: as pessoas podem ser 
caracterizadas pela sua semelhança com ou mais tipos de personalidade; o 
ambiente, no qual vive a pessoa, pode caracterizar-se por meio de um ou mais 
modelos de ambiente; e, a conjugação das características individuais da 
pessoa com o ambiente em que está inserido conduz a resultados possíveis de 
previsão e compreensão através do conhecimento dos vários tipos de 
personalidade e modelos ambientais. 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 21 
Modelo Hexagonal 
 Holland desenvolveu o Modelo Hexagonal de decisão de carreira, que 
assenta em quatro princípios básicos: 
(1) Na cultura ocidental a maior parte dos indivíduos classificam-se 
em seis tipos básicos da personalidade: 
 - Realista 
 - Intelectual 
 - Artístico 
 - Social 
 - Empreendedor 
 - Convencional 
 Cada um destes tipos representa um modelo. É relativamente à herança 
genética de cada um e das próprias aprendizagens proporcionadas pelo meio 
familiar, social e cultural que se desenvolvem as preferências por certas 
actividades por oposição a outras, ou seja, de acordo com este modelo, cada 
pessoa selecciona e processa a informação de maneira diferente e tenta 
encontrar ou evitar determinados ambiente e tarefas. 
 
(2) Existem, ainda seis tipos de ambientes (Realista, Intelectual, 
Social, Artístico, Empreendedor e Convencional) e cada ambiente é 
influenciado por um determinado tipo de personalidade, assim as pessoas que 
se inserem num determinado tipo de ambiente desenvolvem à sua volta, uma 
atmosfera especifica procurada pelos indivíduos que possuem um tipo de 
personalidade semelhante (ver quadro 1). Procuramos estar com pessoas com 
as quais nos identificamos ao nível de interesses e atitudes num ambiente que 
nos faça sentir confortáveis e onde nos possamos assumir de acordo com as 
nossas características pessoais. 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 22 
(3) Cada sujeito procura ambientes que lhe permitam pôr em prática as suas 
capacidades, expressar as suas atitudes e assumir estatutos e papeis que vão 
de encontro aos seus interesses pessoais e profissionais. As pessoas 
procuram ambientes compatíveis com o seu tipo de personalidade. 
 
(4) O comportamento é determinado pela interacção entre a pessoa e o 
ambiente. Ao tomar conhecimento do tipo de personalidade de uma pessoa e 
do ambiente, no qual está inserido, é possível fazer um prognostico 
relativamente aos resultados dessa interacção, assim poderemos prever uma 
escolha vocacional. 
 
 De acordo com este modelo, as pessoas são capazes de relacionar as 
suas características pessoais com as características ocupacionais, diminuindo 
assim as probabilidades de proceder a uma escolha vocacional feita ao acaso, 
e consequentemente, diminuindo a ineficácia da mesma (Hood e Ferreira, 
1993). (ver quadro 1. 
 
Quadro 1 
Tipos de Personalidade Tipos de Ambiente 
REALISTA 
Prefereactividades objectivas, praticas, físicas, 
ordenadas ou com a manipulação sistemática de 
objectos, ferramentas, maquinas ou animais e uma 
aversão por actividades educacionais e terapêuticas. 
Percepciona-se muitas vezes, como possuindo 
aptidões mecânicas e capacidades atléticas e com 
falta de competências interpessoais. A pessoa 
realista tem sido descrita como sincera, materialista, 
persistente, pratica e com opiniões firmes. 
 
O meio Realista é caracterizado por exigências de 
tarefas concretas, específicas e explícitas, de 
natureza física ou mecânica. Habitualmente, envolve 
manipulação de objectos, instrumentos, máquina ou 
animais. De um modo geral, as tarefas comportam 
uma resposta comportamental imediata. Neste meio, 
não há grandes exigências de relacionamento 
interpessoal. Alguns exemplos de profissionais que 
compõem este tipo de ambiente são: agricultores, 
engenheiros civis, mecânicos e carpinteiros. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 23 
INTELECTUAL 
Prefere actividades intelectuais e académicas. 
Utiliza competências intelectuais para compreender 
os fenómenos físicos, biológicos e culturais. Pode 
ter baixa capacidade de liderança. É descrito muitas 
vezes, como analítico, curioso, independente, 
intelectual, racional e reservado. 
 
 
No meio intelectual, as tarefas requerem respostas 
pensadas, envolvendo a utilização de capacidades 
abstractas e criativas. Este ambiente estimula a 
competência científica, o rendimento e a resolução 
de problemas através da utilização de capacidades 
intelectuais, premiando as pessoas que apresentam 
valores científicos. Entre alguns exemplos de 
profissionais típicos encontram-se físicos, biólogos, 
antropólogos e os engenheiros informáticos e de 
investigação. 
ARTISTICO 
Prefere actividades ambíguas e não sistematizadas. 
Apresenta uma apetência especial por actividades 
musicais, artísticas, literárias e dramáticas que 
fazem apelo a criatividade. Frequentemente, mostra 
falta de competências mecânicas ou de 
secretariado. São, muitas vezes, descritos como 
complicados, expressivos, imaginativos, impulsivos, 
independentes, introspectivos e não-conformistas. 
 
O meio Artístico é caracterizado por tarefas que 
requerem, geralmente, o uso de actividades não-
sistemáticas, de um modo criativo e interpretativo, 
para criar formas ou produtos de arte. Alguns 
exemplos de profissionais neste ambiente são: os 
artistas plásticos, os músicos, escritores, 
decoradores de interiores, actores, etc. 
SOCIAL 
Prefere actividades relacionadas com o ensino, com 
a ajuda terapêutica ou com a prestação de 
informação a outras pessoas. Geralmente 
apresentam capacidades verbais muito 
desenvolvidas, mas fracas aptidões matemáticas. É 
descrito como cooperante, empático, sociável, 
paciente e preocupado com o bem-estar das outras 
pessoas. 
 
O meio Social requer tanto a capacidade 
interpretativa como a de modificar o comportamento 
humano e um interesse especial pelo 
desenvolvimento dos outros. Estimula nos seus 
membros o desenvolvimento de competências 
sociais e de uma visão flexível do mundo reforçando 
as pessoas que se exprimem através de valores 
sociais. Envolve a capacidade de obter cooperação 
por parte dos outros, e muitas vezes, requer o 
estabelecimento de relações interpessoais frequentes 
e prolongadas. Alguns exemplos de profissionais são: 
os psicólogos, professores e monitores de grupos 
recreativos. 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 24 
EMPREENDEDOR 
Prefere actividades que implicam persuadir, liderar 
ou manipular pessoas para atingir fins 
organizacionais ou ganhos económicos. É muitas 
vezes, descrito como aventureiro, dominador, 
extrovertido, auto-confiante, impulsivo, energético, 
sociável e exibicionista. 
O meio Empreendedor é caracterizado por tarefas 
que exigem aptidões verbais para dirigir, persuadir ou 
manipular pessoas para alcançar objectivos 
organizacionais ou pessoais. As profissões são 
empresários, os directores administrativos, políticos e 
os negociantes. 
CONVENCIONAL 
Prefere actividades que envolvam a sistematização 
e a manipulação de dados ou actividades 
relacionadas com o computador. Possui, muitas 
vezes, aptidões matemáticas ou de secretariado e 
tem uma fraca capacidade artística. São descritas 
como conscienciosos, obedientes, práticos, 
eficientes, persistentes, controlados e 
conservadores. 
 
O meio Convencional é caracterizado pelo 
predomínio de tarefas que exigem respostas 
concretas, sistemáticas e rotineiras de dados 
matemáticos ou verbais. As profissões incluem os 
bancários, carteiros, analistas financeiros e 
contabilistas. 
 
 No seu modelo hexagonal, Holland definiu seis tipos diferentes de 
personalidade (RIASEC). Estes tipos foram classificados pelo autor de maneira 
correlacional, assim os diferentes tipos de personalidade correlacionam-se de 
modo diferente entre si, existindo personalidades com características mais 
compatíveis do que outras. Por exemplo, um sujeito que apresente 
características de personalidade dos tipos Intelectual, Social e Convencional 
(ISC), será possuidor de uma personalidade pouco consistente e mais 
problemática do que um individuo que apresente características dos tipos 
Realista, Convencional e Empreendedor, uma vez que este insere-se nos perfis 
mais próximos no esquema hexagonal. 
 Conclui-se que cada sujeito reúne três tipos principais de características 
da personalidade. Quanto mais próximos esses tipos estiverem, mais 
consistentes serão a personalidade do sujeito. (ver fig. 1) 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 25 
 
 R I 
 
 
 
 
C A 
 
 
 
 E S 
 Figura 1 
 O esquema RIASEC mostra diferentes combinações tendo em atenção a 
pessoa avaliada. As combinações dos diferentes tipos dão-nos algumas 
indicações acerca da personalidade da pessoa. Holland mostrou que as 
características principais relacionadas com diferentes associações de tipos de 
personalidade. 
 CRI – tipo puro de introversão (R+I – associação característica em 
pessoas que possuem baixas capacidades de relacionamento). 
 ESA – tipo puro de extroversão (E+S – associação típica em pessoas 
com grandes capacidades de relacionamento interpessoal). 
 A partir do modelo hexagonal, constata-se que as semelhanças 
psicológicas entre os diversos tipos de personalidade são proporcionais às 
distancias entre os mesmos, ou seja, quanto menor for a distancia entre dois 
tipos, maior será a correlação ou semelhança psicológica entre eles. Exemplo, 
os tipos Convencional e Realista relacionam-se entre si em muito maior grau 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 26 
que os tipos Social e Artístico. Assim, o hexágono indica a semelhança entre 
os ambientes profissionais. 
 Este modelo permite determinar com qual dos seis tipos de 
personalidade, a pessoa mais se assemelha, analisando as suas atitudes. 
Poderão, também ser identificados outros dois tipos que apresentem 
características semelhantes a essa mesma pessoa. Assim, pode-se definir que 
cada indivíduo possui um tipo primário e dois secundários de personalidade 
expresso através de um código. Esse código obtêm-seatravés da combinação 
de três letras presentes no hexágono, correspondendo cada uma delas, à 
primeira letra dos seis tipos. Deste modo, uma pessoa pode ser identificada 
com o código C-R-I, que indica que essa pessoa é em primeiro lugar, 
semelhante ao tipo Convencional, em segundo lugar com o tipo Realista e, em 
terceiro lugar com o tipo Intelectual. 
 Holland catalogou 12800 ocupações vocacionais distribuídas por 
códigos de três letras, referindo que uma pessoa se sentirá mais confortável e 
satisfeita num ambiente compatível e menos à vontade noutros ambientes 
onde dominem os tipos de personalidade diferentes. Assim, quanto mais uma 
pessoa se parecer com um tipo, mais probabilidade tem de manifestar os 
traços de personalidade e os comportamentos característicos desse tipo. 
 A identificação de pessoas em ambientes provoca resultados que podem 
ser compreendidos e prognosticados, os quais incluem a escolha vocacional, o 
sucesso vocacional e o rendimento escolar. 
 Holland solicita que à medida que as pessoas vão explorando as suas 
oportunidades profissionais, utilizam certos conceitos acerca de si próprias, 
assim com estereótipos relativos às profissões (ver quadro 2) para orientar a 
sua pesquisa. Deste modo, as respostas aos itens dos inventários de 
interesses reflectem, a personalidade básica dos indivíduos, tal como eles a 
percepcionam. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 27 
Quadro 2 
Tipos de 
Personalidade 
Auto-descrição Estereótipos 
Realista Reservados, sossegados, 
teimosos, modestos e com pouco 
auto-conhecimento 
Dogmáticos e com uma visão 
muito mecânica do mundo. 
Intelectual Escolásticos, analíticos e com 
interesses enciclopédicos. 
Académicos, de mentalidade 
aberta. A adolescência como uma 
única fase de vida. Lógicos, mas 
também inseguros e com poucas 
capacidades praticas. 
Artístico Despreocupados, criativos, 
complicados, independentes, 
expressivos e tensos. 
Não conformistas, originais, 
expressivos, femininos, auto-
expressivos. 
Social Capazes, entusiastas, persuasivos, 
sociáveis, afáveis, populares, 
alegres, empreendedores, bons 
chefes. 
Capazes de persuadir, pacientes, 
bons amigos. 
Empreendedor Gostam de aventura, extrovertidos, 
energéticos, entusiastas, 
aventureiros. 
Ambiciosos, agressivos, 
dominantes, procuram o poder. 
Convencional Contentes, alegres, satisfeitos, não 
artísticos, convencionais, estáveis, 
dignos de confiança. 
Matemáticos, metódicos, 
“patetas” 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 28 
Tipologia de Holland 
a)Descrição e aplicação da prova 
 O modelo hexagonal de Holland é uma prova de aplicação rápida, entre 
10 a 15 minutos, pode ser realizada individualmente ou em grupo. Apresenta-
se ao indivíduo uma folha de papel, na qual consta um hexágono. Em cada 
canto do mesmo está a descrição de um grupo de pessoas com características 
semelhantes entre si, e cada grupo está associado a uma letra. A descrição 
dos grupos de pessoas consiste na descrição dos seis tipos de personalidade 
(Realista, Intelectual, Convencional, Social, Artístico e Empreendedor) 
definidos por Holland. Posteriormente, pede-se ao sujeito que escolha, em 
primeiro lugar, um destes grupos de pessoas, e coloque a letra correspondente 
no rectângulo da situação 1 que aparece na folha de papel, dando-lhe as 
instruções: 
 “Encontra-se aqui uma perspectiva aérea de uma sala onde está a 
decorrer uma festa. Nesta festa, as pessoas com interesses semelhantes 
juntaram-se por alguma razão, no mesmo canto da sala – tal como se encontra 
a seguir descrito” 
 “Depois de leres a descrição dos seis grupos de pessoas apresentadas, 
qual é o canto que mais espontaneamente te atrairia por abarcar um grupo de 
pessoas com quem mais gostarias de passar a maior parte do tempo? Não 
penses em qualquer tipo de embaraço ou necessidade de falar com eles. 
Escreve a letra desse canto no quadrado”. 
 Quando terminada esta primeira fase informa-se o sujeito que: 
 “Passados 15 minutos, todas as pessoas do canto que escolheste foram 
para outra festa, deixando-te sozinho. Qual dos grupos que ainda restam te 
atrairia mais, como sendo pessoas com quem gostarias de passar a maior 
parte do tempo? Escreve a letra desse canto no quadrado”. 
 Terminada esta fase, repete-se a instrução anterior e pede-se ao 
indivíduo que escolha um terceiro e ultimo grupo. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 29 
b) Obtenção do código e análise dos resultados 
 
 Depois de finalizada a prova, obtém-se um código de personalidade do 
indivíduo. 
 Assim, terá de converter-se as letras do hexágono escolhidas pela 
pessoa nas letras correspondentes às iniciais dos tipos de personalidade de 
Holland: 
A – R de Realista 
F – I de Intelectual 
E –A de Artístico 
D – S de Social 
C – E de Empreendedor 
B – C de Convencional 
 Posteriormente, forma-se o código correspondente de três letras, por 
exemplo: R-I-A, correspondendo a primeira letra escolhida ao tipo primário de 
personalidade e as outras duas ao tipos secundários. Desta forma, se o 
orientando tivesse escolhido, em primeiro lugar, o grupo de pessoas do 
hexágono com a letra F, em segundo lugar, o grupo com a letra E e em terceiro 
lugar o grupo com a letra D, ser-lhe-ia atribuído o código I-A-S. Esta pessoa 
teria como características de personalidade os tipos Artístico e Social. 
Posteriormente far-se-ia uma comparação entre estes resultados e as aptidões 
do sujeito e os seus interesses. 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 30 
Funções da Tipologia de Holland 
 À semelhança de outros inventários de personalidade, a Tipologia de 
Holland tem vindo a desempenhar um papel importantíssimo na consulta de 
Orientação Escolar e Profissional, distinguindo as suas principais funções: 
� Proporcionar um melhor auto-conhecimento; 
� Promover a identificação de papeis preferidos na sociedade e a nível 
profissional; 
� Determinar fontes de satisfação e insatisfação de carreira. 
 
 
Âmbito de aplicação 
 Nem sempre é indispensável utilizar inventários específicos de 
personalidade como a tipologia de Holland em O.E.P, sendo possível orientar a 
escolha através de outros meios, ou seja, através de desempenhos, interesses, 
capacidades e valores, pois segundo a teoria deste autor, a personalidade 
manifesta-se através de atitudes, comportamentos, valores e interesses. 
Assim, um processo de O.E.P beneficia muito da aplicação desta prova sempre 
que: 
• Há necessidade de obter um racional teórico para as diferenças entre 
grupos profissionais e devemos verificar empiricamente as diferenças; 
 
• Em cada grupo profissional devemos analisar o tipo modal de 
personalidade; 
 
• Ter em conta a avaliação das outras aptidões. 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 31 
Cuidados a ter na Interpretação 
 A interpretação dos resultados desta prova, à semelhança do que 
acontece com outros inventários de personalidade deve ser efectuada, tendo 
em conta alguns cuidados de grande relevância, como: 
� O conselheiro deve ter em conta mais do que um instrumento para tirar 
as suas conclusões; 
� Pode haver inconsistências, sendo necessário confrontar o indivíduo 
com essas inconsistências; 
� As conclusões obtidas poderão gerir conflitos para o cliente, que 
deverão ser esclarecidas. 
 
 Pode-se concluir que as capacidades e interesses têm-se mostrado de 
maior importânciapara a previsão de carreira do que a personalidade. 
Contudo, alguns estudos contrariam esta tendência, conduzindo à conclusão 
de que existem, em algumas pessoas, aspectos de grande relevância para a 
profissão, porque há uma dominância de determinadas características da 
personalidade em determinados grupos ocupacionais. No entanto, podem 
haver diferenças no mesmo grupo ocupacional ao nível do grau de sucesso, 
consoante as características de varias pessoas. 
 Assim, as diferenças de personalidade têm um peso relativo no seu valor 
preditivo de carreira. A personalidade não é unívoca e total mas tem o seu 
peso considerável na decisão vocacional. A partir das características pessoais, 
podemos prever as dificuldades que a pessoa poderá vir ater em determinada 
escolha. 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 32 
Bibliografia: 
 
� Holland, J.L. The Psychology of Vocational Choice. Waltham Mass. 
Blaisdell Publishing Co. 1966. 
� Hood, A. B., Ferreira, A.G.A. 1993, Revista Portuguesa de Pedagogia, 
nº3, Escolha Vocacional de John Holland (pp.457-470). 
� N.O.E.P (Núcleo de Orientação Escolar e Vocacional). Tipologia de 
Holland. Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da 
Universidade de Coimbra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 33 
Módulo IV 
Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial 
 
Descrição da Prova 
 A Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial (B.P.R.D) foi desenvolvida 
pelo Prof. Doutor Leandro Almeida e validada para a população portuguesa. 
 A B.P.R.D é constituída por cinco provas: Raciocínio Numérico (Prova 
NR), Raciocínio Verbal (Prova VR), Raciocínio Espacial (Prova SR), Raciocínio 
Abstracto (Prova AR) e Raciocínio Mecânico (Prova MR). Como o próprio nome 
da bateria indica trata-se de provas em que se avalia o raciocínio, operação 
mental inerente às cinco provas, e cuja respectiva especificidade passa pelo 
conteúdo diferente usado na formulação dos seus itens. 
 A população-alvo é os jovens alunos que frequentam a escola do 7º ao 
12º ano. 
 
Prova de Raciocínio Numérico 
 Descrição - A prova NR é constituída por 30 itens onde são 
apresentadas séries numéricas. A tarefa do sujeito consiste em continuar ou 
completar as séries apresentadas. Trata-se de sequências lineares ou 
alteradas de números em cada item. A resposta do sujeito consiste em calcular 
e escrever os dois números em falta. 
 A resolução desta prova implica efectuar cálculos aritméticos deverá ser 
permitido aos sujeitos a utilização de papel de rascunho. A realização dos 
cálculos em rascunhos diminui a possibilidade de erros nos exercícios em 
consequência de dificuldades de cálculo. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 34 
 Indicação – O conteúdo desta prova permite avaliar a aptidão para lidar 
com números, efectuar pequenos cálculos e sobretudo, inferir e aplicar 
relações entre números. Nem sempre é fácil obter a colaboração dos sujeitos 
na sua realização, mantendo um bom nível de empenho no decorrer dos 17 
minutos da prova. Refere-se que se trata de uma prova que exige dos sujeitos 
um bom raciocínio analítico e uma boa capacidade de concentração e 
perseveração no seu desempenho cognitivo. 
 
Prova de Raciocínio Verbal 
 Descrição – A Prova VR é constituída por 40 itens onde são 
apresentadas analogias verbais a completar pelo sujeito. O sujeito terá de 
descobrir a relação entre os dois termos do primeiro par da analogia, para de 
seguida, a aplicar ao complemento do segundo par. A resposta do sujeito 
consiste em assinalar, de entre cinco alternativas de respostas facultadas, 
aquela que na sua opinião melhor completa a analogia. Os itens utilizam 
relações semânticas entre palavras, por exemplo, relações de pertença, 
sinonímia, oposição, causa-efeito, parte-todo. 
 
 Indicação – Trata-se de uma prova que concilia quer o conhecimento 
vocabular do sujeito quer a sua capacidade de estabelecer relações entre 
elementos. Face ao exposto, esta prova parece particularmente indicada para 
indivíduos cujas funções estejam predominantemente centradas em tarefas 
administrativas ou de gestão, e ainda, para aqueles em que as capacidades de 
compreensão e de expressão verbal sejam importantes. Assim, os sujeitos 
mostram-se muito interessados ao longo da realização desta prova. 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 35 
Prova de Raciocínio Espacial 
 Descrição – A Prova SR é constituída por 30 itens onde são 
apresentadas séries de cubos em movimento. Partindo da posição relativa que 
as seis faces do cubo vão tomando na primeira parte do item, o sujeito vai 
descobrir o movimento linear ou alternado que o cubo está a efectuar. A 
resposta do sujeito consiste em assinalar, de entre cinco alternativas de 
respostas facultadas, o cubo corresponde à posição que completa ou continua 
o movimento indicado em cada exercício. 
 
 Indicação – Esta prova parece avaliar duas componentes 
frequentemente associadas ao factor espacial: a capacidade de 
reconhecimento ou de visualização de elementos figurativos e a capacidade de 
rotação ou de acompanhar os movimentos das figuras no espaço bidimensional 
ou tridimensional. O desempenho desta prova implica a capacidade do sujeito 
para percepcionar formas e o movimento dessas formas no espaço. Um bom 
desempenho nesta prova traduz uma boa capacidade de reflexão, 
concentração e também de resistência à fadiga. Estas capacidades perecem 
importantes para sujeitos afectos a áreas técnicas, mecânicas, artísticas e 
outras que façam apelo à percepção de formas e elementos de figuras, bem 
como aos respectivos enquadramentos ou relações num determinado espaço. 
Esta prova apresenta-se muito difícil para alguns sujeitos. 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 36 
Prova de Raciocínio Abstracto 
 Descrição – A prova AR é constituída por 35 itens onde são 
apresentadas analogias figurativas a completar pelo sujeito. Em cada item é 
necessário apreender a relação entre os dois primeiros elementos e descobrir 
uma quarta figura que venha a repetir essa relação inferida com o terceiro 
elemento indicado. A resposta do sujeito consiste em assinalar, de entre cinco 
alternativas de respostas facultadas, aquela que considere mais correcta para 
completar as relações de analogias. 
 
 Indicação - Esta prova aproxima-se dos testes mais clássicos de 
avaliação do factor g (inteligência geral) de que é exemplo o Teste Matrizes 
Progressivas Coloridas de Raven. O conteúdo abstracto dos itens permite 
diminuir, embora sem eliminar completamente, a influência das variáveis 
culturais no desempenho cognitivo. Assim, parece ser uma boa prova para 
avaliar a capacidade de raciocínio dos sujeitos independentemente, melhor dito 
com uma menor influencia, dos factores culturais (aspecto que poderá merecer 
alguma atenção na avaliação de indivíduos com baixa escolarização). 
 
Prova de Raciocínio Mecânico 
 Descrição – A Prova MR é constituída por 40 itens onde são 
apresentadas situações de índole prática, perceptiva e fisico-mecânica. Cada 
item é um problema, apresentado por um texto pequeno e uma imagem 
ilustrativa da situação, cabendo ao sujeito a sua analise e indicação da 
alternativa de resposta correcta. Não existe um padrão único de problemas 
nesta prova como acontece nas anteriores. A resposta do sujeito consiste em 
assinalar,de entre quatro alternativas de respostas facultadas, aquela que 
considera mais correcta para o problema apresentado. 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 37 
 Indicação - O conteúdo desta prova implica, para que seja atingindo um 
bom nível, conhecimentos básicos da física e de mecânica. Esses 
conhecimentos podem decorrer ou não das aprendizagens escolares. Junto de 
adultos pouco escolarizados verificou-se que, comparativamente às outras 
provas da bateria, eles mostram um desempenho que não os diferencia tão 
claramente das amostras mais escolarizadas. 
 Por isso, verifica-se que os sujeitos aderem facilmente ao seu 
desempenho e que o seu interesse se mantenha renovado ao longo de toda a 
prova. Este prova requer uma boa capacidade de atenção e percepção 
simultânea da informação contida no texto e na figura de cada exercício. Estas 
capacidades são extremamente importantes para indivíduos ligados a sectores 
técnicos e industriais e, ainda, para aqueles que, embora não desempenhando 
funções nesses sectores, exerçam a sua actividade em áreas técnicas e 
praticas. 
 
Contextos de Aplicação 
 A B.P.R.D revela uma vasta utilidade na avaliação de aptidões 
cognitivas específicas, nomeadamente, na avaliação de jovens em casos de 
insucesso escolar e em processos de Orientação Escolar e Profissional. 
 
Administração da Prova 
 A prova é aplicada individualmente, a alunos do 7º ano ao 12º ano 
demorando a sua realização cerca de 90 minutos. 
 A aplicação desta bateria ocorre individualmente, sendo necessário o 
seguinte material: caderno da prova, folha de respostas, caneta e cronómetro. 
 O caderno de cada prova inclui as instruções, os exemplos exercícios de 
treino, bem como outros procedimentos gerais a ter em consideração pelos 
sujeitos. Integra também os tempos de realização de cada prova. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 38 
 
Prova NR Prova VR Prova SR Prova AR Prova MR 
17 minutos 7 minutos 16 minutos 9 minutos 15 minutos 
 
 
Correcção, Pontuação e Interpretação dos Resultados 
 Não é exigida a aplicação de toda a bateria. Não existe qualquer 
padronização dos resultados tomando uma nota global nas cinco provas. 
Quando for decidido a aplicação global da bateria, aconselha – se uma 
sequencia na administração das provas que alterne os conteúdos espacial e 
mecânico. 
 O processo de correcção das provas e cotação dos resultados é muito 
simples. As respostas do sujeito são dadas numa única folha de resposta, a 
qual posteriormente é comparada com a grelha de correcção. 
 A nota do sujeito em cada prova é equivalente ao número de itens 
correctamente respondidos. 
 Na prova NR considera-se o item correctamente resolvido quando os 
dois números aparecem indicados de uma forma correcta quer no seu valor 
quer na sua posição. 
 Nas restantes provas a correcção considera a letra correspondente à 
alternativa tida como correcta. 
 A nota obtida pelo sujeito em cada prova será depois analisada em 
função das normas existentes. Para a população portuguesa existe uma 
distribuição dos resultados por nível de escolaridade, em ambos os sexos. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 39 
Vantagens e Limitações 
 A aplicação desta bateria apresenta vantagens, tais como: a sua fácil 
aplicação e interpretação dos resultados; permite um diagnóstico da 
probabilidade de sucesso em actividades que façam apelo à utilização das 
aptidões em causa; constitui um bom indicador do grau de desenvolvimento de 
competências do domínio cognitivo. 
 No entanto, também revela algumas desvantagens. Na aplicação desta 
bateria podemos referir que esta apesar de ser de aplicação fácil é demorosa e 
a possibilidade de existir uma probabilidade de respostas aleatórias, pelo facto 
dos itens de quatro das provas serem de resposta múltipla. 
 
Bibliografia 
 
� Almeida, L. S. (1992) Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial 
(BPRD). Braga: Instituto de Educação e Psicologia; 
� Alves, M., Brandão, L., Antunes, C., Parreiras, C., Silva, C. M., Cortez, 
M. T. (1985) Teste de Percepção de Diferenças. Lisboa: Cegoc. 
� Simões, M. R., Gonçalves, M. M., Almeida, L. S. (1999) Testes e 
Provas Psicológicas em Portugal. Braga: Sistemas Humanos e 
Organizacionais – Associação Psicólogos Portugueses. 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 40 
Módulo V 
Avaliação dos Interesses - IPP 
 
Introdução 
 
 “Os interesses constituem um aspecto fundamental na experiência 
afectiva que promove a interacções significativas e satisfatórias com os seus 
ambientes” (Savickas, 1995). 
 
Conceito de Interesses 
 Os interesses são definidos por diversos autores de diferentes formas. 
Na perspectiva de Piaget, os interesses constituem um sistema de valores que 
se vão diferenciando ao longo do desenvolvimento mental, através do 
estabelecimento de objectivos accionais de grau de complexidade crescente, 
visando a incorporação e assimilação de novos elementos da realidade. 
Savickas defende que o interesse traduz um esforço complexo e adaptativo de 
utilização do contexto pessoal para satisfação das necessidades e valores, 
definindo assim o interesse como um estado de consciência caracterizado por 
prontidão de resposta a estímulos ambientais específicos que predispõe para o 
conhecimento através da atenção selectiva relativamente ao estímulo 
percepcionado. A focalização da atenção é acompanhada por afecto, 
caracterizado pelo sentimento de agrado e por uma avaliação desse 
sentimento em termos de satisfação e gratificação antecipadas que, por sua 
vez, impulsionam uma aproximação ao estímulo indutor da atenção selectiva 
(Leitão, 2004). Interesses podem ser definidos como tendências ou disposições 
relativamente estáveis ou duráveis orientados para diferentes domínios de 
actividades e de experiencias num certo meio cultural (Dupont et al). Os 
interesses não se confinam ao meio profissional mas também englobam os 
momentos de lazer. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 41 
Estratégias de avaliação de Interesses 
 Os interesses e respectiva avaliação desde sempre ocuparam um lugar 
fundamental no processo de O.E.P, uma vez que tem-se vindo a verificar na 
prática vocacional, o destaque do interesse enquanto dimensão diferenciadora 
das escolhas vocacionais. Parsons e Strong defendem que os interesses têm 
grande importância, tanto na escolha profissional como na satisfação da 
carreira, no êxito e no empenho. Strong distinguiu uma importância relativa 
entre capacidades e interesses, concluindo que os sujeitos que mais 
necessitam de apoio para a sua escolha vocacional são os que possuem boas 
capacidades para desempenharem com êxito um maior número de actividades 
sentindo-se divididos entre vários interesses. 
 Super (1964) classificou os interesses em quatro estratégias globais de 
avaliação: 
1) Interesses expressos – aquilo pelo qual o sujeito diz ter interesse; 
2) Interesses manifestados – observações de comportamentos 
quotidianos do sujeito nos seus contextos de vida por determinação 
de padrões de actividades decorrentes; 
3) Interesses testados – através dos testes de atenção e memoria que 
o sujeito revela focalizando-se selectivamente e/ou retendo e 
evocando aquilo, que para ele, se reveste de interesse; 
4) Interesses inventariados – através de respostas a questões 
múltiplas e variadas, organizadas em itens, face aos quais, o sujeito 
exprime atracção, rejeição ou indiferença relativamentea um 
conjunto diversificado de actividades convertíveis, de forma objectiva, 
num resultado quantificável (ex: I.P.P) 
 Dupont et al (1979) reorganizou estas quatro estratégias de avaliação de 
Supor em dois eixos organizativos: (1) em função dos procedimentos utilizados, 
através da utilização de uma metodologia sistémica de avaliação destinada aos 
interesses testados e avaliados, ou por ausência da metodologia sistémica de 
avaliação dos interesses expressos e manifestos; (2) assente na dicotomia 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 42 
entre aquilo por que o sujeito diz ter interesse (interesses expressos e 
inventariados) e aquilo que é possível observar partindo do seu comportamento 
manifesto (interesses testados e manifestados). 
 Muitos autores criticam esta teoria dicotómica, porque defendem que 
existem metodologias de avaliação sistémica que se revelam complementares 
no processo E.O.P. Hoje em dia faz mais sentido avaliar os interesses em 
função da abordagem utilizada (abordagem quantitativa vs abordagem 
qualitativa). 
 A avaliação quantitativa, enquanto observação indirecta do 
comportamento do sujeito, destina-se à avaliação dos interesses inventariados 
e testados. Assim, a metodologia associada aos interesses testados tem vindo 
a ser ultrapassada, pois vários estudos têm revelado que as condições sociais 
e familiares, as pressões sociais e factores subjectivos tendem a enviesar os 
resultados das medidas desses interesses. Deste modo, o surgimento de 
instrumentos estandardizados (inventários), cientificamente construídos e 
testados, possibilitam uma abordagem mais ampla e diversificada dos 
interesses e são, de rápida, fácil e económica aplicação, permitindo um fácil 
apuramento dos resultados. 
 Devido a todas as suas vantagens é utilizada a avaliação quantitativa 
dos interesses inventariados. Os inventários constituem os instrumentos mais 
comuns nesta prática. O seu papel é medir as aspirações ou preferências 
profissionais, com o objectivo de prever a escolha vocacional, assim como, os 
diferentes critérios associados – sucesso, satisfação e adaptação. Integram 
listagens de actividades, objectos ou tipos de pessoas relativamente as quais 
os indivíduos deverão manifestar uma resposta de atracção, rejeição ou 
indiferença. De seguida, estas respostas são somadas produzindo resultados 
por escala que se encontram organizados em perfis estandardizados e 
representativos do padrão de interesses vocacionais do sujeito por referência a 
um grupo normativo. Apresentam-se a seguir pressupostos teóricos que 
conduziram à construção de inventários de interesses: 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 43 
 As respostas dadas pelo sujeito são possíveis de transmitir informação 
pertinente acerca do seu grau de interesse relativamente a ocupações 
ou actividades que lhe são familiares. 
 Tanto as actividades familiares como as não familiares têm em comum o 
mesmo factor estrutural, logo: 
 As ocupações e actividades familiares podem ser utilizadas como itens e 
inventários de interesses para identificar interesses ocupacionais não 
familiares. 
 
Contextos de Aplicação da Avaliação de Interesses: 
 
� Educacional – a avaliação dos interesses revela-se de grande utilidade 
para promover a motivação para a aprendizagem. 
� Organizacional – com o intuito de seleccionar pessoas de acordo com o 
grau de satisfação no trabalho. 
� Aconselhamento Vocacional – os resultados de qualquer inventário de 
interesses deverão ser interpretados e comunicados ao cliente de forma 
a promover o auto-conhecimento, facilitar a tomada de decisão e ajudar 
a elaborar o projecto de vida. Assim, é importante para o conselheiro, 
conhecer o modo como os clientes codificam e memorizam a informação 
para conceber estratégias adequadas à integração dos conhecimentos 
obtidos na avaliação de interesses no processo de aconselhamento 
vocacional. 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 44 
IPP – Interesses e Preferências Vocacionais 
 
Discrição da Prova 
 Autora: Maria Victória de La Cruz 
 Adaptação Portuguesa: a tradução da prova foi efectuada por três 
pessoas diferentes, com o especial cuidado de manter os itens o mais possível 
da versão original. 
 Material: o IPP integra um manual, com perguntas, folhas de respostas 
e com uma pendisk para cotação. 
 Tempo de administração: de 30 a 60 minutos 
 Público-alvo: adolescentes e adultos a partir dos 13 anos de idade, 
sendo mais adequada a aplicação entre os 13 e os 18 anos. No entanto, a sua 
aplicação é valida em adultos activos para estabelecer planos de formação ou 
para tomar decisões acerca da mobilidade de pessoal. 
 Objectivos: avaliar os interesses dos jovens e adultos em 17 campos 
profissionais, tendo em atenção as profissões e tarefas que integram cada um 
deles; ajudar os jovens e adultos a conhecerem melhor os seus interesses; 
ajudar os jovens e a orientar-se para profissões que lhe possam proporcionar 
maior satisfação no trabalho. 
 O questionário é constituído por 24 itens e integra elementos que 
reflectem profissões e elementos que descrevem actividades e tarefas 
características de cada profissão. No total encontram-se representados em 17 
campos profissionais que passaremos a descrever no quadro abaixo: 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 45 
 
CAMPOS ACTIVIDADES PROFISSÕES 
 
Científico – 
Experimental 
 
Investigar e realizar experiencias em diversas 
áreas da ciência. 
Geólogo, físico, químico, 
astrónomo, psicólogo, 
matemático, botânico, 
analista informático. 
 
Cientifico - Técnico 
Utilizar os conhecimentos científicos na indústria. 
Projectar e dirigir a construção de edifícios, zonas 
urbanas ou comerciais, bairros, parques, zonas de 
recreio, carris ferroviários, pontes, etc. Desenvolver 
novos produtos: motores, maquinas, aviões, … 
Arquitecto, engenheiro, 
controlador aéreo, piloto. 
 
Cientifico - Sanitário 
Atender feridos e doentes para curar ou prevenir 
doenças. Fazer diagnósticos, prescrever e 
administrar tratamento médico e cirúrgico em seres 
humanos e em animais. Receitar medicamentos, 
etc. 
Medico, veterinário, 
cirurgião farmacêutico, 
fisioterapeuta, dentista, 
dietista. 
 
Teórico - Humanista 
Realizar estudos e investigações sobre as origens, 
a evolução, a história e o comportamento do 
Homem como individuo e como membro da 
sociedade. Divulgar doutrinas e realizar cerimónias 
de culto. 
Antropólogo, historiador, 
arqueólogo, conservador 
dos museus, filósofo, 
sacerdote. 
 
 
Literário 
Escrever obras de diferentes géneros literários para 
representação ou publicação. Escrever criticas de 
obras literárias, artísticas ou musicais. Escrever, 
preparar e seleccionar informações para publicação 
em revistas ou jornais ou para difusão via rádio ou 
televisão. 
Escritor, romancista, 
guionista de rádio, 
televisão ou cinema, 
locutor/apresentador, 
jornalista, dramaturgo, 
poeta, autor de letras e 
canções. 
 
 
Psicopedagógico 
Dar aulas a alunos de vários níveis de ensino. 
Ensinar pessoas física ou mentalmente diminuídas. 
Investigar e aconselhar sobre métodos 
pedagógicos. Organizar e dirigir actividades 
educativas em centros escolares. 
Estudar o comportamento humano e os problemas 
Professor, pedagogo, 
educador de infância, 
psicólogo escolar, 
reeducador de 
delinquentes, orientador, 
reeducador de 
toxicodependentes,Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 46 
psicológicos no campo da educação. director de colégio. 
 
 
Politico - Social 
Dirigir a polícia nacional ou participar nela, 
interpretar as leis para a sua integração na policia 
nacional, dirigir empresas publicas. Ajudar 
membros da comunidade, tendo em conta factores 
económicos e sociais. Administrar a justiça, intervir 
face aos tribunais representando o Estado ou 
entidades privadas. Autorizar e registar 
documentos jurídicos. 
Advogado, sociólogo, 
assistente social, 
diplomata, politico, 
notário, juiz, assessor 
jurídico. 
 
Económico - 
Empresarial 
Planear, organizar, dirigir e controlar actividades de 
empresas e/ou dos seus departamentos nos 
sectores industriais ou de serviços. Realizar 
estudos ou previsões sobre problemas 
relacionados com a economia do país ou da 
empresa. 
Economista, empresário, 
gerente de empresa, 
director bancário, 
assessor económico, 
director financeiro, 
assessor fiscal. 
 
Persuasivo – 
Comercial 
Organizar, coordenar e dirigir, por conta dos 
proprietários, as actividades da empresa ou 
estabelecimentos dedicados ao comércio, compra 
e venda de mercadorias, serviços, seguros, etc. 
Director de vendas, 
agente de seguros, 
encarregado de relações 
públicas, director de 
empresas turísticas, 
agente de espectáculos, 
técnico de publicidade. 
 
Administrativo 
Organizar ou realizar o trabalho administrativo 
normal de escritório: registo de operações 
comerciais ou financeiras, reprodução de textos 
transmitidos oralmente ou por escrito, utilização de 
máquinas de escritório e de instalações telefónicas, 
realização de pagamentos e cobranças, etc. 
Operador de computador, 
escriturário, telefonista, 
administrativa, secretaria. 
 
Desportivo 
Participar em competições desportivas. Treinar ou 
preparar desportistas para melhorar o seu 
rendimento, o conhecimento e a técnica desportiva. 
Zelar para que se cumpra o rendimento desportivo. 
Arbito de competições 
desportivas, atleta, 
futebolista, jogador de 
basquete, ciclista, 
treinador, preparador 
físico. 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 47 
 
Agro-pecuário 
Dirigir explorações agrícolas ou de pesca. Cultivar 
o campo. Criar animais. Cuidar e explorar as 
florestas. Dedicar-se à pesca. 
Agricultor, ganadeiro, 
engenheiro agrónomo, 
pastor, pescador, 
jardineiro, criador de aves 
ou outro tipo de animais. 
 
 
Artístico - Musical 
Compor, dirigir ou interpretar obras musicais no 
teatro, cinema, rádio ou televisão. Cantar como 
solista ou como membro de um grupo musical. 
Criar coreografias para ballet e espectáculos 
musicais. Dançar a solo, aos pares ou como 
membro de um grupo de dança. 
Compositor de música 
moderna, autor e 
interprete de canções, 
cantor de opera, director 
de orquestra, cantor, 
pianista, violinista, 
director de coro, bailarino, 
coreógrafo. 
 
 
Artístico - Plástico 
Criar e realizar obras artísticas de escultura, 
pintura, desenho ou gravação. Restaurar obras de 
arte. Desenhar objectos decorativos. Ilustrar livros, 
revistas e folhetos. Fotografar pessoas, animais, 
paisagens ou objectos para publicação ou 
publicidade. 
Pintor, desenhador, 
escultor, restaurador de 
obras de arte, decorador, 
ilustrador de livros, 
cenógrafo, fotógrafo, 
operador de câmara, 
fotógrafo de publicidade. 
 
Militar - Segurança 
Pertencer aos corpos militares. Prestar serviços em 
estabelecimentos militares. Realizar funções de 
protecção, segurança e vigilância. Proteger 
pessoas e evitar violações à lei. 
Militar, oficial da Armada, 
policia, oficial do exército, 
segurança. 
 
Aventura - Risco 
Fazer viagens ou explorações arriscadas: voos 
espaciais, descidas a grutas, explorações 
submarinas, etc. Domar animais selvagens. 
Participar em corridas de carros ou motos. 
Astronauta, espeleólogo, 
explorador, piloto de 
corridas, domador, 
toureiro, detective. 
 
 
Mecânica - Manual 
Construir ou reparar utensílios ou objectos usando 
ferramentas manuais ou maquinas. Montar, manter 
ou reparar instalações ou aparelhos eléctricos. 
Construir ou reparar edifícios. Colocar azulejos. 
Instalar tubos para gás e água. Confeccionar 
tecidos ou roupas à mão ou maquina. 
Construtor de 
instrumentos musicais, 
modista, relojoeiro, 
sapateiro, ceramista, 
joalheiro, pedreiro, 
electricista. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 48 
Normas de Aplicação 
 Gerais: 
� O IPP deve ser aplicado quando os sujeitos não estiverem cansados; 
� Não se deve interromper a sua realização; 
� A sala, onde vai ser aplicado, deve ser bem iluminada e ampla, de forma 
que os sujeitos possam estar suficientemente distanciados; 
� O tempo de aplicação deve ser suficientemente vasto para completar a 
prova, dar as instruções e esclarecer eventuais dúvidas antes de se dar 
inicio às respostas do questionário; 
� O examinador deverá permanecer na sala durante todo o tempo de 
aplicação da prova; 
� É conveniente fornecer aos sujeitos uma breve explicação do motivo por 
que se efectua o exame, enfatizando a relevância da sinceridade das 
respostas; 
� O examinador deve estar familiarizado com as instruções de aplicação e 
com o conteúdo do questionário e também com o material a utilizar; 
� Deve-se evitar que alguns dos sujeitos comece a responder antes de se 
dar o sinal de inicio e orientador deve alertar para que todos os 
esclarecimentos sejam feitos em voz alta antes de se iniciar a prova, 
para que não haja interrupções subsequentes; 
� No decorrer da realização do questionário, o examinador deverá 
observar discretamente se os sujeitos respondem ao mesmo de forma 
correcta e no devido lugar. Sempre que tal não acontece, dão-se as 
instruções oportunas. 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 49 
 Especificas: 
� A aplicação inicia-se com a entrega dos cadernos e das folhas de 
respostas, com afrente virada para baixo. Depois solicita-se aos sujeitos 
que preencham o cabeçalho que se encontra na parte superior da folha 
de respostas. Pede-se posteriormente que todos voltem o caderno e o 
examinador lê as instruções em voz alta, pedindo aos sujeitos que sigam 
a leitura em silêncio. 
� Depois de lidas as instruções, o examinador diz: 
 “Para responder a cada frase têm que marcar uma das alternativas 
(A,B,C ou D) da seguinte forma: se gostam da profissão ou da actividade 
expressa no caderno deverão marcar um X por baixo da letra A, se vos é 
indiferente ou têm dúvidas marcam o espaço da letra B, se não gostam 
marcam o espaço da letra C e se não conhecem ou não têm informação 
suficiente para decidir marcam o espaço por baixo da letra D.” 
 
Cotação e Pontuação 
 1º Passo: observa-se o número de itens respondidos (para que a prova 
possa ser interpretada adequadamente, a percentagem de respostas 
pontuáveis deve ser, pelo menos, 70%, ou seja, 142 respostas); 
 2º Passo: verifica-se o número de vezes que o sujeito marcou as 
alternativas A, B, C e D; 
 3º Passo: inserem-se os dados no computador ou na folha de cotação 
que determinará os resultados brutos de cada escala; 
 4º Passo: a prova proporciona 34 pontuações, 17 do tipo Ac (tarefas ou 
actividades) e 17 do tipo Pr (Profissões). A pontuação directa máxima em cada 
escala é de 12 pontos para Ac e 12 pontos para Pr. Escolhe-se, depois a tabelade normas a utilizar em função das habilitações e do sexo do sujeito, obtendo-
se as notas derivadas e a representação gráfica do perfil. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 50 
Interpretação 
 Perfil plano: Quando um perfil apresenta altos e baixos poderá indicar 
que a pessoa não tem preferências marcadas nem um forte interesse por 
nenhum dos campos, assim este perfil não permite orientar o sujeito para áreas 
específicas. 
 Discrepâncias entre pontuações em Ac e Pr: Poderá indicar que o 
sujeito não tem informação suficiente sobre as actividades implicadas numa 
profissão. Estas discrepâncias também poderão derivar de causas extremas, 
como pressões familiares, prestigio e remuneração, que poderão levar o sujeito 
a responder contrariamente aos seus interesses reais. 
 Percentagem de respostas inferior a 50% (120 respostas): Os 
resultados não são validos para interpretação. 
 Percentagem excessiva de respostas numa direcção: É necessário 
encarar estes resultados com muita reserva, porque há probabilidade de o 
questionário não ter sido respondido com sinceridade, sendo necessário 
explorar as razoes que levaram o sujeito a responder daquela maneira. De La 
Cruz aponta razoes que poderão conduzir a estes resultados: pouco domínio 
da leitura ou do idioma, erros ao anotar as respostas, o sujeito responde sem 
ler os elementos e sem considerar as alternativas e falha compreensão das 
instruções. 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 51 
Vantagens e Limitações 
 O inventário de Interesses e Preferências Profissionais tem como 
principal vantagem o facto de englobar uma grande gama de campos 
profissionais, o que facilita em termos de interpretação e de possibilidade de 
escolha para os sujeitos. Ainda, o facto da prova englobar descrições de 
actividades associadas a profissões especificas, permite analisar o grau de 
informação que o sujeito possui acerca dos vários tipos de ocupações 
profissionais. 
 A limitação da prova está relacionada com o número elevado de itens de 
resposta que poderão levar à fadiga dos sujeitos, o que fará com que comecem 
a responder ao acaso, invalidando, assim a interpretação dos resultados. 
 
Bibliografia: 
� Dupont, J. B., Gendre, F. S., Descombes, J. P. (1979). La Psychologie 
des Intérêts. Ed. Puf, Le Psychologue Presses Universitaires de France. 
108, BD. Saint Germain, 75006 Paris; 
� Leitão, L.M (2004), Avaliação Psicológica em Orientação Escolar e 
Profissional. Ed.: Quarteto: Coimbra; 
� Savickas, M.L (1995). Uma nova epistemologia para a psicologia 
vocacional. trad. De Eduardo J. R. Santos. 1ª ed. Lisboa: Universidade 
Lusófona de Humanidades e Tecnologias; 
� Super, D. E. (1964) Les Psychologie dês intêréts. Paris: PUF. 
 
 
 
 
l 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 52 
Módulo VI 
Transmissão da Informação e Aconselhamento 
 
Introdução 
 Após uma análise da informação disponível para as várias 
possibilidades, o sujeito terá de tomar uma decisão e aí, este irá projectar os 
seus desejos, interesses, questões, barreiras e preocupações nessas 
possibilidades, antecipação de sucessos, fracassos e satisfações. 
 Mesmo nestas projecções podem ocorrer erros, pois o sujeito pode 
sobrevalorizar factores menos relevantes ou mais importantes, daí a 
necessidade do conselheiro intervir, alertando para todos estes aspectos. 
 
Relatório de Orientação Escolar e Profissional 
 Ao realizar um relatório de devolução de resultados é importante ter em 
atenção o motivo da consulta de Orientação Escolar e Profissional. No relatório 
deverá ser esclarecido esse motivo, assim como a orientação da própria 
consulta, deste modo deve-se esclarecer o orientando acerca do que é a O.E.P 
e clarificar o sentido dos resultados. Estes revelam um sentido temporal face 
ao problema que levou ao pedido de orientação. Assim, os resultados da 
avaliação de O.E.P são em função do problema sentido pelo sujeito aquando 
do pedido, podendo-se obter resultados diferentes se os testes forem aplicados 
noutro momento da vida do sujeito. As dimensões avaliadas são passíveis de 
mudança, pois a validade dos resultados também poderá ser alterada. 
 No relatório de orientação apresenta-se os resultados das avaliações 
que foram realizadas e esses resultados são apresentados em termos da sua 
utilidade para o sujeito. Não deverão ser descritos em termos quantitativos, 
mas sim qualitativos explicando como é que esses resultados foram obtidos. A 
informação não deve ser comunicada de uma forma demasiado técnica, para 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 53 
ser de fácil compreensão a todos os sujeitos, contudo devemos extrapolar as 
conclusões para a vida quotidiana do sujeito e, tanto quanto possível, indicar 
propostas de actividades. 
 No relatório de aconselhamento vocacional deverão constar as 
seguintes informações: 
1. Identificação do orientando; 
2. Motivo do pedido de orientação; 
3. Esclarecimento da validade temporal do aconselhamento; 
4. Identificação dos instrumentos utilizados e das dimensões avaliadas; 
5. Esclarecimento dos resultados; 
6. Propostas de actividades a desenvolver; 
7. Aconselhamento efectivo. 
 As conclusões presentes no relatório terão como objectivo a preparação 
do sujeito para futuras decisões de carreira. 
 
Cuidados a ter na Comunicação de Resultados 
 No contexto de aconselhamento de carreira, o orientador deverá ter 
especial cuidado na avaliação dos interesses e na comunicação dos resultados 
ao sujeito. É essencial conhecer o modo como os sujeitos codificam e 
memorizam a informação para conceber estratégias adequadas à integração 
dos conhecimentos obtidos na avaliação quantitativa e qualitativa dos 
interesses no processo de aconselhamento vocacional. O conselheiro deverá 
adoptar estratégias adequadas na devolução dos resultados da avaliação e na 
qualidade da comunicação estabelecida, assim como, promover a motivação 
do consulente. Assim, o psicólogo vocacional poderá aumentar as suas 
competências de comunicação dos resultados através de: 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 54 
 Preparar antecipadamente a discussão dos resultados, 
familiarizando-se com os seus pormenores, escolhendo os aspectos que 
devem ser enfatizados, relacionando-os e integrando-os com fontes de 
informação prévias sobre o caso e analisando as consistências e 
inconsistências obtidas na avaliação. 
 Utilizar uma comunicação simples e empática, expressiva, 
concreta e ajustada ao nível cultural e de desenvolvimento do cliente. 
 A informação deverá ser devolvida através de um grau de 
complexidade crescente, começando por solicitar ao sujeito uma 
previsão dos seus resultados para de seguida confronta-los com os seus 
resultados da avaliação efectuada. Pretende-se assim levar o sujeito a 
reagir aos seus resultados, cabendo ao psicólogo o papel de o ajudar a 
interpretar a avaliação enquanto hipóteses que requerem confirmação 
através das experiencias previas dos sujeitos. 
 O conselheiro deverá incentivar o sujeito a recapitular os 
resultados, por palavras suas ou através de dramatizações, promovendo 
a integração da informação no seu auto-conceito funcional e constituindo 
uma estratégia de síntese da entrevista na devolução de resultados 
(Leitão, 2004). 
 O psicólogo deverá ponderar os conteúdos do relatório de 
aconselhamento e corrigi-los sempre que constatar a presença de 
informações imprecisas. 
 
 
 
 
 
 
Manualde Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 55 
A informação Escolar e Profissional 
 A decisão de carreira implica uma grande recolha da informação para se 
obter um maior número de alternativas, aumentando, desta forma a 
possibilidade de escolhas satisfatórias. 
 Uma decisão de carreira implica a existência de um decisor que, perante 
as várias alternativas existentes, utiliza critérios para as comparar e avaliar, 
antecipando resultados ou consequências. Cada resultado ou consequência 
tem duas características, probabilidade de sucesso e valência. Partindo desta 
perspectiva, a informação escolar e profissional de acordo com uma estratégia 
que facilite o estabelecimento de compromissos, assim, quando adoptamos 
determinados critérios, temos que elaborar com o sujeito uma estratégia em 
que esses critérios são organizados de forma coerente. 
 A teoria gestáltica, recorreu a vários tipos de estudos que concluíram 
que as pessoas não baseiam as suas decisões em processos apenas 
cognitivos, mas existem estratégias motivacionais que vão reforçar as decisões 
tomadas à partida. Através dos critérios racionais (alternativas, consequências 
e comparações de acções em termos de probabilidade e em termos de 
valências) o sujeito tomará melhor as suas decisões e os processos 
motivacionais vão reforçar essa tomada de decisão. Codificamos mais 
rapidamente as informações que respeitam as nossas preferências mas 
também utilizamos o controlo emocional na tomada de decisão. 
 Assim, cabe ao conselheiro vocacional as seguintes tarefas: 
� Identificar a informação que os clientes precisam; 
� Verificar onde essa informação pode ser obtida; 
� Verificar se a informação obtida é precisa e actual; 
� Planear a utilização eficaz dessa informação; 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 56 
Modalidades: 
� Materiais impressos 
� Computadores 
� Visitas de estudo 
� Abordagens interactivas (ex: entrevistas a profissionais) e 
personalizadas. 
 
Conteúdos: 
� Natureza do trabalho 
� Condições e ambiente de trabalho 
� Qualificações pessoais exigidas 
� Formação exigida 
� Acesso à profissão 
� Proveitos económicos e outros 
� Possibilidade de progressão 
� Perspectivas de emprego 
 
Objectivos: 
� Facilitar a capacidade de planificação de carreira do sujeito; 
� Obter um impacto positivo na representação do mundo 
profissional dos sujeitos; 
� Aumentar a sua complexidade cognitiva; 
� Obter um maior conhecimento dos seus mecanismos de 
processamento da informação e dos enviesamentos utilizados. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 57 
 
Bibliografia: 
 
 - Leitão, L.M (2004), Avaliação Psicológica em Orientação Escolar e 
Profissional. Ed. Quarteto: Coimbra; 
 - Silva, J.M (s.d), Dimensões da Indecisão de Carreira – Investigação 
com adolescentes. 
 
 
 
 . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 58 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 59 
Módulo I 
Oferta Formativa no Secundário 
 
Cursos Científico-Humanísticos Cursos Tecnológicos 
 
� Construção Civil e Edificações 
 
 
� Electrotecnia / Electrónica 
 
 � Informática 
 Cursos de Ciências e Tecnologias 
 � Desporto 
 
 � Ordenamento do Território e 
 Ambiente 
 � Design de Equipamento 
Curso de Artes Visuais 
 � Multimédia 
Curso de Ciências Sócio-Económicas � Administração 
 � Marketing 
Curso de Ciências Sociais e Humanas 
 � Acção Social 
Curso de Línguas e Literaturas 
 
Para mais informações: 
Visite os sites: http://www.dgidc.min-edu.pt/orientacao/of_form.asp 
 http://www.acessoensinosuperior.pt 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 60 
Módulo II: 
Exemplo de uma Entrevista de Orientação Escolar e 
Profissional 
Gabinete de Psicologia 
 
Ficha Individual 
 
1. Identificação 
Nome ____________________________________________________ 
Idade: _________ Data de Nascimento ____/____/___ 
Morada: __________________________________________________ 
_________________________________________________________ 
Contacto telefónico: _________________________ 
Habilitações Literárias: _______________ 
Motivo da Consulta: ________________________________________ 
Já alguma vez foi a uma consulta de psicologia? __________________ 
Por que motivo? _________________________________________ 
Outras observações: ______________________________________ 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 61 
2.Família 
 
 Habilitações Profissão Observações 
Pai 
 
 
Mãe 
 
 
 
 Irmãos: 
 
Sexo(M/F) Idade Habilitações Profissão Observações 
 
 
 
 
3. Saúde 
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 62 
4.Percurso Escolar 
 
a) Alguma vez reprovou? SIM /NÃO 
 - Se sim, o que pensa que contribuiu para isso? 
_________________________________________________________
_________________________________________________________ 
 
b)Quais as três disciplinas que teve melhores notas no seu ultimo ano 
de escolaridade? 
_________________ 
_________________ 
_________________ 
 
- O que contribuiu para isso? 
_______________________________________________________
_______________________________________________________ 
c)Quais as três disciplinas que teve piores notas no seu ultimo ano de 
escolaridade? 
________________ 
________________ 
________________ 
 
– O que contribuiu para isso? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 63 
 
d)Quais as disciplinas que mais gosta/gostou? 
_____________; _______________ ; _______________ 
 
Porquê? 
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________ 
 
5. Percurso Profissional 
 
a) Profissão actual: ____________________________________ 
b) Já teve outras profissões? SIM /NÃO 
 - Quais? 
_____________________________________________________
_____________________________________________________ 
c) Quais as funções que mais gostou de desempenhar? 
______________________________________________________
_____________________________________________________ 
d) Quais as funções que menos gostou de desempenhar? 
______________________________________________________
______________________________________________________ 
 
e)Que profissão (ões) gostaria de vir a exercer no futuro? 
______________________________________________________ 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 64 
f) O que acha que é necessário para isso? 
______________________________________________________
______________________________________________________e) Se tem cônjuge, qual a sua profissão? 
______________________________________________________
______________________________________________________ 
 
6. Tempos Livres: 
 
Como costuma ocupar os seus tempos livres? 
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________ 
 
7. Refira três coisas que gostaria de realizar nos próximos 20 anos. 
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________ 
 
8. Observações finais: 
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
______________________________________________________ 
 
Data: ____/____/_____ A Psicóloga _______________ 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 65 
 
Módulo III 
Teste de Tipologia de Holland 
 
A FESTA 
 
 Abaixo encontra-se uma perspectiva aérea (a partir de um andar de cima) de 
uma sala de aula em que está a decorrer uma festa. Nesta festa as pessoas com 
interesses iguais ou semelhantes juntaram-se (por alguma razão) no mesmo canto 
da sala – tal com se encontra a seguir descrito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
F 
B E 
D C 
Pessoas que têm habilitações 
atléticas ou mecânicas preferem 
trabalhar com objectos, 
maquinas, instrumentos, plantas 
ou animais, ou trabalhar fora de 
casa. 
Pessoas que gostam 
de observar, aprender, 
investigar, analisar, 
avaliar ou resolver 
problemas. 
A 
Pessoas que gostam de trabalhar com dados, 
possuem uma aptidão numérica ou uma 
preferência pelo trabalho de escritório, que 
lidam com as coisas em detalhe, e que levam as 
coisas até ao fim seguindo as instruções dadas. 
Pessoas que têm aptidões artísticas, criativas ou 
são muito intuitivas e que gostam de trabalhar 
em situações não estruturadas, fazendo uso da 
sua imaginação ou criatividade. 
Pessoas que gostam de trabalhar com 
pessoas influenciando, persuadindo 
ou executando, liderando ou gerindo, 
tendo em vista objectivos 
organizacionais ou ganhos 
económicos. 
Pessoas que gostam de 
trabalhar com pessoas – 
informando, esclarecendo, 
ajudando, treinando, 
desenvolvendo ou curando: 
são pessoas com o dom da 
palavra. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 66 
 
 1.Qual é o canto da sala que mais impulsivamente te atrairia por abarcar o 
grupo de pessoas com quem mais gostarias de passar a maior parte do tempo? (não 
penses em qualquer tipo de embaraço ou na necessidade de falar com eles). 
Escreve a letra desse canto no seguinte quadrado: 
 
 
 2. Passados 15 minutos, todas as pessoas haviam deixado o canto que tinhas 
escolhido, indo para outra festa, à excepção de ti. Qual dos grupos que ainda restam 
te atrairia mais, como sendo as pessoas com quem gostarias de passar a maior 
parte do tempo? Escreve a letra nesse canto no seguinte quadrado: 
 
 
 3. Depois de 15 minutos, este grupo deixa igualmente a festa e parte para 
outra, e ficas só nesse canto. Dos grupos que restam com qual te agradaria mais 
passar a maior parte do tempo? Escreve a letra nesse canto no seguinte quadrado: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 67 
Módulo IV 
Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial 
 A Folha de Respostas e a Grelha de Cotação da BPRD encontra-se num 
documento à parte do manual. 
 Em baixo encontram-se as respectivas tabelas de resultados normativos para 
alunos do 9º ano e 12º ano de escolaridade do género masculino e feminino. 
 
BPRD – Resultados normativos para alunos do 9º ano 
Masculino (N=713) 
Classe NR VR SR AR MR 
1 0 - 5 0 - 13 0 - 6 0 - 12 0 – 10 
2 6 – 9 14 – 17 7 – 10 13 – 16 11 – 14 
3 10 – 13 18 – 21 11 – 14 17 – 20 15 – 19 
4 14 – 16 22 – 25 15 – 18 21 – 24 20 – 23 
5 17 – 20 26 – 29 19 – 22 25 – 28 24 – 27 
6 21 – 25 30 – 34 23 – 27 29 – 33 28 – 32 
7 26 – 30 35 – 40 28 – 30 34 – 33 33 – 40 
M 15.7 23.9 17.4 22.7 21.8 
DP 3.72 3.98 4.05 3.93 4.2 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 68 
Feminino (N = 877) 
Classe NR VR SR AR MR 
1 0 - 4 0 - 11 0 - 4 0 – 10 0 – 16 
2 5 – 7 12 – 16 5 – 8 11 – 14 7 – 10 
3 8 – 11 17 – 20 9 – 12 15 – 18 11 – 13 
4 12 – 14 21 – 24 13 – 16 19 – 22 14 – 17 
5 15 – 18 25 – 28 17 – 20 23 – 26 18 – 21 
6 19 – 22 29 – 33 21 – 25 27 – 31 22 – 26 
7 23 – 30 34 – 40 26 – 30 32 – 35 27 – 40 
M 13.4 23.2 15.3 20.8 16.3 
DP 3.48 4.31 4.01 3.99 3.81 
 
BPRD – Resultados normativos para alunos do 12º ano 
Masculino (N=971) 
Classe NR VR SR AR MR 
1 0 - 8 0 - 15 0 - 8 0 – 14 0 – 11 
2 9 – 12 16 – 19 9 – 12 15 – 18 12 – 6 
3 13 – 15 20 – 23 13 – 16 19 – 21 17 – 21 
4 16 – 19 24 – 27 17 – 20 22 – 25 22 – 25 
5 20 – 23 28 – 31 21 – 24 26 – 29 26 – 30 
6 24 – 28 32 – 36 25 – 28 30 – 33 31 – 36 
7 29 – 30 37 – 40 29 – 30 34 – 35 37 – 40 
M 18.4 25.9 19.3 24.3 24.2 
DP 3.80 4.27 4.27 3.54 4.77 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 69 
 
Feminino (N=1160) 
 
Classe NR VR SR AR MR 
1 0 - 4 0 - 14 0 - 5 0 – 11 0 – 16 
2 5 – 8 15 – 18 6 – 9 12 – 15 7 – 10 
3 9 – 12 19 – 22 10 – 13 16 – 19 11 – 14 
4 13 – 16 23 – 26 14 – 18 20 – 23 15 – 19 
5 17 – 20 27 – 30 19 – 22 24 – 27 20 – 23 
6 21 – 25 31 – 35 23 – 28 28 – 32 24 – 28 
7 26 – 30 36 – 40 29 – 30 33 – 35 29 – 40 
M 15.2 25.1 16.6 21.8 17.5 
DP 3.90 4.10 4.40 3.99 4.17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 70 
Módulo V 
IPP – Inventário de Preferências Profissionais 
Tabela para Cotação manual: 
Campos Actividades Profissionais Profissões 
Cientifico - 
Experimental 
Itens: 1,2,46,91,136,181 Itens:3,47,48,92,137,182 
Cientifico – Técnico Itens: 4,5,49,50,93,94 Itens:95,138,139,183,140,184 
Cientifico - Sanitário Itens: 5, 51,96,141,185,186 Itens: 7,8,52,97,142,187 
Teórico - Humanista Itens: 9,53,54,98,143, 188 Itens:10,55,99,100,144,189 
Literário Itens:11,56,101,145,146,190 Itens:12,57,100,147,191,192 
Psicopedagógico Itens: 13,14,58,103,148,193 Itens: 15,59,60,104,149,194 
Politico - Social Itens:16,61,105,106,150, 195 Itens:17,62,107,151,152,193 
Económico - 
Empresarial 
Itens:18,63,108,153, 197,198 Itens: 19,26,64,109,154,199 
Persuasivo - 
Comercial 
Itens:21,65,66,110,155,200 Itens:22,67,111,112,156,201 
Administrativo Itens:26,68,113,157,158,202 Itens:24,69,114,159,203,204 
Desportivo Itens:25,26,70,71,115,160 Itens:27,72,116,117,161,162 
Agro-pecuário Itens:28,29,73,118,163 Itens:30,75,119,120,164,165 
Artístico-Musical Itens:31,32,76,77,121,166 Itens:33,78,122,123,167,168 
Artístico-Plástico Itens:34,35,79,80,124,169 Itens:36,81,125,126,170,171 
Militar-Segurança Itens:37,38,82,83,127,172 Itens:39,84,128,129,173,174 
Aventura-Risco Itens:40,41,85,86,130,175 Itens:42,87,131,132,176,177 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 71 
Mecânico-Manual Itens:43,44,88,89,133,168 Itens:45,90,134,135,179,180 
 
Tabelas de Cotação Manual: 
Cotação Manual 
Campo 1: Cientifico - ExperimentalAc Pontuação PR Pontuação 
Item 1 Item 3 
Item 2 Item 47 Totais 
Item 46 Item 48 AC 1 PR 1 
Item 91 Item 92 
Item 136 Item 137 
Item 181 Item 182 
 
 
 
Campo 2: Científico-Técnico 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 4 Item 5 
Item 49 Item 50 Totais 
Item 93 Item 95 AC 2 PR 2 
Item 94 Item 139 
Item 138 Item 140 
Item 183 Item 184 
 
 
 
Campo 3: Científico - Sanitário 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 6 Item 7 Totais 
Item 51 Item 8 AC 3 PR 3 
Item 96 Item 52 
Item 141 Item 97 
Item 185 Item 142 
Item 186 Item 187 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 72 
 
Campo 4: Teórico-Humanista 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 9 Item 10 
Item 53 Item 55 Totais 
Item 54 Item 99 AC 4 PR 4 
Item 98 Item 100 
Item 143 Item 144 
Item 188 Item 189 
 
 
Campo 5: Literário 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 11 Item 12 Totais 
Item 56 Item 57 AC 5 PR 5 
Item 101 Item 102 
Item 145 Item 147 
Item 146 Item 191 
Item 190 Item 192 
 
 
Campo 6: Psicopedagógico 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 13 Item 15 Totais 
Item 14 Item 59 AC 6 PR 6 
Item 58 Item 60 
Item 103 Item 104 
Item 148 Item 149 
Item 193 Item 194 
 
Campo 7: Político - Social 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 16 Item 17 Totais 
Item 61 Item 62 AC 7 PR 7 
Item 105 Item 107 
Item 106 Item 151 
Item 150 Item 152 
Item 195 Item 196 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 73 
 
 
Campo 8: Económico - Empresarial 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 18 Item 19 
Item 63 Item 20 Totais 
Item 108 Item 64 AC 8 PR 8 
Item 153 Item 109 
Item 197 Item 154 
Item 198 Item 199 
 
 
Campo 9: Persuasivo - Comercial 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 21 Item 22 
Item 65 Item 67 Totais 
Item 66 Item 111 AC 9 PR 9 
Item 110 Item 112 
Item 155 Item 156 
Item 200 Item 201 
 
 
 
Campo 10: Administrativo 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 23 Item 24 
Item 68 Item 69 Totais 
Item 113 Item 114 AC 10 PR 10 
Item 157 Item 159 
Item 158 Item 203 
Item 202 Item 204 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 74 
Campo 11: Desportivo 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 25 Item 27 Totais 
Item 26 Item 72 AC 11 PR 11 
Item 70 Item 116 
Item 71 Item 117 
Item 115 Item 161 
Item 160 Item 162 
 
 
Campo 12: Agropecuário 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 28 Item 30 Totais 
Item 29 Item 75 AC 12 PR 12 
Item 73 Item 119 
Item 74 Item 120 
Item 118 Item 164 
Item 163 Item 165 
 
Campo 13: Artístico - Musical 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 31 Item 33 Totais 
Item 32 Item 78 AC 13 PR 13 
Item 76 Item 122 
Item 77 Item 123 
Item 121 Item 167 
Item 166 Item 168 
 
 
Campo 14: Artístico - Plástico 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 34 Item 36 
Item 35 Item 81 Totais 
Item 79 Item 125 AC 14 PR 14 
Item 80 Item 126 
Item 124 Item 170 
Item 169 Item 171 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 75 
 
 
Campo 15: Militar - Segurança 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 37 Item 39 Totais 
Item 38 Item 84 AC 15 PR 15 
Item 82 Item 128 
Item 83 Item 129 
Item 127 Item 173 
Item 172 Item 174 
 
 
 
Campo 16: Aventura - Risco 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 40 Item 42 Totais 
Item 41 Item 87 AC 16 PR 16 
Item 85 Item 131 
Item 86 Item 132 
Item 130 Item 176 
Item 175 Item 177 
 
 
 
Campo 17: Mecânico - Manual 
 
Ac Pontuação PR Pontuação 
Item 43 Item 45 Totais 
Item 44 Item 90 AC 17 PR 17 
Item 88 Item 134 
Item 89 Item 135 
Item 133 Item 179 
Item 178 Item 180 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 76 
Modulo VI 
Transmissão da Informação e Aconselhamento 
Exemplar de Relatório de Orientação Escolar e Profissional: 
Identificação do Sujeito 
 Nome: xxxxxx 
 Data de Nascimento: 15 de Março de 1990 
 Idade: 18 anos 
 Data de Avaliação: Março 2008 
 
Motivo de Sinalização /Pedido de Orientação: 
 O xxx veio à consulta de Orientação Vocacional porque encontrava-se a 
terminar o 12º ano e necessita de ajuda para tomar uma decisão relativamente ao seu 
futuro escolar e profissional, pois não sabe que curso seguir. 
 O xxx foi submetido a uma entrevista inicial, a um teste de personalidade – 
Tipologia de Holland -, a um teste de capacidades – Bateria de Provas de Raciocínio 
Diferencial – e a um teste de interesses profissionais – IPP – Interesses e Preferências 
Profissionais. 
 
 Registou-se: 
 
 Entrevista: 
 No decorrer da entrevista o jovem adoptou uma atitude simpática e 
cooperante, mostrando-se motivado na realização de todas as tarefas propostas. 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 77 
 O xxx tem preferência pelas disciplinas de Matemática, Educação Física e 
Inglês, porque gosta de desporto e do modo como aprende matemática e a língua 
Inglesa. O jovem não gosta das disciplinas que tem de memorizar demasiado, 
preferindo compreender e raciocinar. 
 O xxx revelou que ainda não se sente seguro para adoptar uma escolha em 
termos de uma via de estudo para o seu futuro profissional, porem informou-nos que 
tem muito interesse por áreas de matemática e por actividades relacionadas com o 
desporto, nomeadamente, fisioterapeuta, professor de educação física. 
 Os seus tempos livres são ocupados a praticar desporto e a sair com os seus 
amigos. 
 O que o xxx mais valoriza numa carreira profissional é, essencialmente, 
ganhar muito dinheiro, ter muitos amigos, poder e prestígio. 
 
 Bateria de Provas de Raciocínio Diferencial 
 Os resultados das provas aplicadas sugerem que as competências mais 
desenvolvidas do xxx envolvem a riqueza de vocabulário e a capacidade de 
raciocínio, que estão associadas a tarefas administrativas e/ou de gestão e a tarefas 
que requerem capacidades de compreensão e expressão verbal, e capacidades de 
reconhecimento de elementos figurativos, capacidade de acompanhar mentalmente 
os movimentos das figuras no espaço bidimensional e tridimensional, capacidade 
para percepcionar formas e o movimento dessas mesmas formas no espaço, boa 
capacidade de reflexão, concentração e resistência à fadiga. Estas competências, 
geralmente, conduzem a bons desempenhos em áreas técnicas, mecânicas e 
artísticas.O xxx manifesta ainda, aptidão para lidar com números, efectuar cálculos e 
inferir e aplicar relações entre números, o que lhe poderá vir a proporcionar bons 
desempenhos a actividades que requerem bom raciocínio analítico, capacidade de 
concentração e perseveração. 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 78 
Tipologia de Holland 
 O resultado da prova aplicada aponta para a saliência do tipo de Realista, 
característico em pessoas robustas, praticas e com boas aptidões físicas. Das 
profissões associadas a este tipo destacam-se técnicos de laboratório, alguns ramos 
de engenharia, algumas ocupações militares e comercio especializado. O xxx 
apresenta algumas características do tipo Convencional, comum em pessoas que 
têm preferência por actividades ordenadas, características em trabalhos de 
escritório. Estas pessoas adaptam-se bem a grandes organizações e não gostam de 
situações ambíguas. A este tipo de personalidade associam-se profissões como: 
inspectores bancários, caixas de banco, contabilistas, etc. Ao nível mais periférico, o 
xxx apresenta algumas características do tipo Social, o que nos poderá indiciar que 
é um jovem sociável, responsável e que gosta de atenção. As pessoas deste tipo 
encontram-se em profissões como medico, psicólogo, terapeuta da fala, professor. 
 
IPP – Interesses e Preferências Profissionais 
 De acordo com os resultados do teste aplicado revelou-se os seguintes 
campos profissionais: 
 - Económico-Empresarial, que envolve tarefas como praticar, organizar, dirigir 
e controlar actividades das empresas públicas ou privadas. 
 - Científcio-Sanitário, que se relaciona com actividades profissionais 
realizadas por médicos, farmacêuticos, enfermeiros. 
 - Persuasivo-Comercial, ligado à direcção, coordenação e organização por 
conta dos proprietários, as actividades das empresas ou estabelecimentos 
dedicados ao comercio, compra e venda de mercadorias, serviços, seguros, etc 
 
 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 79 
Conclusão e Aconselhamento 
 Pela análise dos resultados obtidos, conclui-se que o xxx reúne as 
características de personalidade dos tipos Realista, Convencional e Social. Este 
jovem valoriza profissionalmente ganhar muito dinheiro, ter poder e prestígio e ter 
bons amigos. Apresenta, na sua maioria, capacidades dentro ou mais acima da 
media e os seus interesses vocacionais estão essencialmente ligados à área 
económico-empresarial, seguindo-se a área de cientifico-sanitária e, como terceira 
escolha, a área persuasivo-comercial. 
 De acordo com estes dados, pode concluir-se que o xxx apresenta 
características de personalidade que vão ao encontro dos seus interesses 
profissionais. Ainda, apresenta competências que lhe poderão vir a proporcionar um 
bom desempenho em várias áreas. 
 Partindo destas observações seria conveniente que o xxx seguisse uma 
carreira que lhe permitisse desenvolver actividades de organização, direcção e 
controle de empresas, lidar com números e dados, por um lado, e por outro, 
prescrever e administrar tratamento médico para curar e prevenir feridas, lesões e 
outras doenças. Assim, o xxx poderá sentir-se realizado em profissões como 
empresário, gerente de empresas, director financeiro, director de vendas, agente de 
seguros, fisioterapeuta, preparador físico, arbitro, treinador desportivo, operador de 
computadores, engenheiro informático, programador informático e arquitecto. 
 Deste modo, para que o xxx possa reflectir e desenvolver-se um pouco mais 
para que a escolha de uma profissão seja mais consciente, aconselha-se que opte 
pelo agrupamento 1 (Cientifico – Natural), a fim de, futuramente ingressar no ensino 
superior, num dos cursos atrás referidos ou noutro equiparado. O agrupamento 1 
será o mais indicado porque proporciona o acesso a um maior número de cursos 
superiores, que englobam os interesses e características pessoais do xxx. Assim o 
jovem terá uma maior variedade de oportunidades de escolha quando terminar o 
12ºano. 
 
 
Manual de Orientação Escolar e Profissional 
Capacidade Lógica Página 80 
Data 
 A psicóloga 
 _____________________

Mais conteúdos dessa disciplina