A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
afecçoes aparelho locomotor em equinos

Pré-visualização | Página 1 de 4

AVALIAÇÃO E EXAME CLÍNICO DO APARELHO LOCOMOTOR EM EQUINOS 
75% de tudo que ocorre com o cavalo é do aparelho locomotor. Afecções do aparelho locomotor: 335 vinculados a 
articulação. 
• Anamnese/ problema 
• Exame clínico 
• Teste de flexão específicos 
• Diagnóstico por imagem 
• Bloqueios perineurais diagnóstico 
Anamnese 
• Histórico 
• Idade 
• Agudo ou crônico 
• Tipo, frequência e intensidade de serviço 
• Tratamento realizados 
Exame clínico 
A: preparo do cavalo. Cauda, casco, liga e protetores. 
B: preparo do material: Pinça tenaz de casco, luvas, limpador de casco, guia e cabresto 
C: preparo do ajudante - Como puxar e como não puxar; indicações de como quer que o cavalo seja movimentado 
D: preparo do local de avaliação -Piso duro, piso fofo, linha reta e círculo – superfície plana, montado 
E: inspeção (não tocar no paciente) 
→ Estática: 
✓ Cranial, lateral e caudal 
✓ Aprumos 
✓ Cascos 
✓ Aumento de volume: edema ou efusão 
✓ Cortes 
✓ Alopecias 
✓ Fibroses 
 
Posição “antiálgica” pode ser característica de alguma 
dor. 
Cavalo não faz extensão da articulação do jarrete 
(curvilhão) e quando há a extensão da articulação do 
jarrete → rompimento do ligamento 3º fibular 
(articulação do jarrete começa no fêmur e se insere no 3º metatarsiano) 
Equino não gasta energia para ficar em pé por causa do sistema recíproco → Tendão flexor digital superficial e ligamento 
3º fibular faz parte do sistema recíproco. Quando tira o membro do cavalo do chão todas as articulações se flexionam 
ao mesmo tempo. 
 
➢ Animal mal aprumado: cavalo debruçado e cavalo estacado. 
 
Ligamento flexor digital profundo – se 
insere na 3ª falange 
Ligamento flexor digital superficial – se 
insere na 1ª e 2ª falange 
Ligamento extensor comum – 
EXTENSORES NA FRENTE E 
FLEXORES ATRÁS 
 
 
 
• Cavalos mal aprumados: tem mais facilidade de lesionar. 
• Aprumos: observar de lado e de frente. 
• Membro torácico: reto. 
• Membro pélvico: angulado 
 
 
 
APRUMOS: (parte do exame físico do sistema locomotor) 
 
 
 
 
 
Durante o exame clínico do sistema locomotor, é muito importante respeitar os conceitos de inspeção estática antes 
da inspeção em movimento. 
 
A suspensão dos membros é examinada de duas formas simultaneamente: 
a) pela comparação da altura do boleto entre os membros (esquerdo e direito); 
b) pela relação na angulação do casco com a quartela. Vejam que a angulação do casco: quartela para o membro 
torácico normal deve ser zero, enquanto para o membro pélvico deve ser negativa. 
 
Para o membro torácico, uma angulação negativa predispõe a um alto índice de estresse nas estruturas palmares do 
casco (flexor digital profundo e aparelho podotroclear), mas já parar o membro pélvico esta angulação e totalmente 
normal; é por isso que não é comum a síndrome do navicular no membro pélvico. Para o membro pélvico, uma 
angulação “zero” ou totalmente linear, pode ser uma angulação suspeita onde as estruturas de suspensão possam 
estar alteradas ou predispostas a serem sobrecarregadas na dinâmica do movimento. Em ambos os membros, o boleto 
baixo com uma angulação casco: quartela positiva, e um sinal de alarme para saber que esse cavalo tem um problema 
sério na suspensão, com grande possibilidade de que a causa da claudicação possa ser por lesão de uma ou várias 
das estruturas que trabalham para manter dita suspensão. 
 
A suspensão, avalia principalmente a integridade de três estruturas fundamentais: 
1) O flexor digital superficial; 
2) O flexor digital profundo e 
3) O ligamento suspensório do boleto. 
 
Aqui começa o exame clínico específico, onde é necessário avaliar uma mudança estrutural que cada uma destas 
regiões pode ter desde a origem até a sua inserção. Além disso, devemos levar em consideração que a origem e 
inserção de todas as estruturas que participam na suspensão, não são iguais para o membro torácico e para o membro 
pélvico. 
Durante o exame clínico, é muito importante respeitar a biomecânica da suspensão; para ela ser corretamente avaliada, 
os membros torácicos esquerdo e direito ou pélvico esquerdo e direito, devem estar totalmente paralelos, para poder 
evitar interferências na sua interpretação. 
 
Como se observa na foto 1, o membro pélvico esquerdo tem o boleto mais baixo e com um a angulação casco / quartela 
positiva em comparação do membro contralateral, que tem um boleto mais alto e com uma angulação casco : quartela 
negativa. Isto não quer dizer que ele tenha alteração da suspensão do membro pélvico esquerdo e sim que ele está 
mal posicionado. Esta mesma avaliação, deve ser feita quando se avalia o membro radiograficamente, levando mais 
uma vez em consideração que a angulação casco: quartela é diferente para o torácico e o pélvico. 
 
A biomecânica da suspensão basicamente se caracteriza em 4 passos que começam com a flexão da articulação 
interfalangiana distal na fase cranial de extensão do membro (1), que produz relaxamento do tendão flexor digital 
profundo (2), e que por sua vez, reduz o apoio do mesmo no “scutum proximal” ou ligamento palmar dos sesamóides 
no boleto (3); esta mudança na redução da tensão do tendão flexor digital profundo sobre a superfície palmar do boleto, 
permite que a queda do mesmo, influencie na angulação casco: quartela e que termine em extensão da articulação 
metacarpo/tarso falangiana (queda do boleto); este mecanismo aumentara contundentemente o estresse no tendão 
flexor digital superficial e no ligamento suspensório do boleto (se o boleto cai, caem também os sesamoideos proximais 
e o ligamento suspensório do boleto se hiperestende com extensão paralela no tendão flexor digital superficial). 
 
Em cavalos sem lesão primaria das estruturas da suspensão, mas que tenham esta falha no aprumo, sempre terá um 
estresse maior no ligamento suspensório e no tendão flexor digital superficial. Cabe notar que este é um princípio 
extremamente importante a ser compreendido no uso de ferraduras terapêuticas, que mudem a mecânica de extensão 
ou flexão da articulação interfalangiana distal e que tenham uma influência direta na elevação ou redução da posição 
do boleto. Ou seja, ferraduras que estendem a articulação interfalangiana distal, são indicadas para as desmites do 
ligamento suspensório do boleto e tendinite do flexor digital superficial; já ferraduras que flexionam esta articulação, 
são indicadas para tendinite do flexor profundo ou alteração do aparelho podotroclear, no momento em que o casco 
tem o impacto no chão. 
 
Depois de realizar a inspeção estática da suspensão, é pertinente avalia-la dinamicamente. É provável que seja mais 
clara quando observamos o cavalo ao passo e em linha reta. 
 
Para finalizar, lembre-se sempre: 
• Antes de flexionar, bloquear, infiltrar, radiografar, fazer ultrassom e etc, se faz necessário entender as formas 
de comunicação que a anatomia e a biomecânica expressam, para tentar direcionar o exame clínico e encontrar 
com precisão o problema. 
• Quando detecte uma alteração de suspensão, foque-se inicialmente nas três estruturas de suspensão, pois o 
problema do cavalo pode estar ali 
• Não eleve o talão sem saber como funciona a biomecânica, pois elas sobrecarregam o ligamento suspensório 
do boleto e o tendão flexor digital superficial. 
 
→ Quartela caída / boleto caído: cavalos tendem a ter problema no ligamento suspensor do boleto. 
Ângulos normal do membro torácico = conformação de 
Ângulos membro pélvico = é igual ao ângulo negativo do membro torácico. 
Ângulos são vinculados a quartela e ao casco – ângulo casco quartela. 
 
 
Se o boleto está caindo é porque o ligamento que suspende ele está lesionado (possivelmente fibras rompidas).