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Tim e Beverly Lahye   O Ato Conjugal

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se ele passar vaselina nas mãos. Uma comunicação 
verbal sincera e desinibida é essencial nessa fase do ato 
amoroso, para elevar ao máximo o desfrute desse preparo tão 
necessário para o ato conjugai. 
Vários autores, tanto cristãos como não cristãos, escreven-
do sobre esta questão, sugerem que, na noite de núpcias, o 
casal deve apenas acariciar-se mutuamente, até atingirem o 
orgasmo, por duas razões: (1) isso aumenta as possibilidades 
de ambos atingirem o orgasmo na primeira noite; (2) ajuda-os 
a conhecer melhor as funções biológicas do cônjuge. Cremos 
que isso talvez seja pedir demais de duas inibidas pessoas 
virgens, na primeira noite em que passam juntas. Sugerimos, 
porém, que procurem excitar-se mutuamente como foi descri-
to acima, e depois, quando a esposa sentir que está preparada 
para a penetração, ela própria pegue o pênis do marido e o 
introduza em sua vagina. Seguindo a indicação da esposa, e 
continuando a massagear a região clitoral, o marido aplicará a 
vaselina (a qual deve ser antecipadamente colocada sobre a 
mesinha de cabeceira) à cabeça do pênis antes de penetrá-la. 
Deve também ter o cuidado de apoiar-se nos cotovelos, e 
empurrar o pênis lentamente para o interior da vagina. 
Uma vez que o órgão se encontrar no interior, ele deve 
procurar ficar quieto, senão poderá ejacular em questão de 
segundos, encerrando o ato prematuramente. Embora todos 
os seus instintos clamem para que ele inicie os movimentos, é 
necessário que se domine pelo menos durante um ou dois 
minutos. Para evitar que a ascensão emocional da esposa se 
interrompa, ele deve continuar massageando a região clitoral 
ou os lábios da vulva. A esposa pode contribuir para que suas 
sensações aumentem fazendo um movimento rotativo com os 
quadris, mesmo estando deitada sob o marido. Isso ajuda a 
manter a fricção do clitóris, e faz com que as paredes da 
vagina toquem o corpo do pênis sem estimulá-lo demasiada-
mente. Quando ela sentir que sua emoção está ascendendo 
mais e mais e está quase fora de controle, deve rodear os 
quadris do marido com as pernas, e começar a mover-se para 
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diante e para trás sobre o pênis. Se ela praticou a contração 
dos músculos vaginais algum tempo antes do casamento, 
como instruímos no capítulo 9, terá maior prazer na experiên-
cia, e poderá ajudar o marido comprimindo o pênis com o 
músculo vaginal, cada vez que ele se retrair. Essa compressão 
feita logo após a penetração também é agradável, tanto para o 
marido como para a esposa — enquanto ele está aguardando 
um ou dois minutos, retardando a ejaculação, a pressão feita 
pela esposa pode manter vivo o excitamento dela. Depois que 
o marido inicia o movimento de aprofundamento, para diante 
e para trás, a esposa deve pensar apenas nas sensações que 
está experimentando no clitóris e na região vaginal, ao mesmo 
tempo em que continua com os movimentos que contribuirão 
para a produção destas sensações. 
Mesmo que seja inexperiente, o marido intuitivamente 
reconhecerá a aceleração de movimentos da esposa como um 
sinal para que inicie o aprofundamento, e provavelmente 
expelirá a mistura de fluido seminal e espermatozóides na 
vagina dela depois de alguns movimentos. Ela deve continuar 
a movimentação mesmo depois disso, caso a esposa não tenha 
atingido o orgasmo ainda, pois ela deverá fazê-lo alguns 
segundos depois. 
Pouco depois da ejaculação o pênis perderá a rigidez, e 
não mais poderá fazer a fricção na vagina e nos pequenos 
lábios com intensidade suficiente para aumentar a excitação 
da esposa. Se ela não atingir o orgasmo por ocasião do 
primeiro coito, o jovem casal não deve desanimar-se. Ele pode 
começar imediatamente a estimulação manual do clitóris e da 
região vaginal, como fizeram no período de preparação, para 
ajudá-la a chegar ao clímax. Embora seja possível à noiva 
experimentar o clímax sexual durante o primeiro encontro 
romântico do casal, isso é pouco incomum, principalmente no 
caso de pessoa virgem. 
O "POSLÚDIO" 
A maioria das noivas acha o primeiro ato amoroso, 
quando este é precedido de uma preparação suficiente, uma 
experiência agradabilíssima, mesmo que ela não atinja o 
orgasmo. O conhecimento e contato com o corpo de seu 
amado é altamente estimulante, e ultrapassa qualquer experi-
ência anterior. Mesmo quando há dor durante o rompimento 
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do hímem ou possível alargamento da vagina, geralmente isso 
é superado pelos estímulos de outras áreas de seu corpo, que 
nunca conheceu antes. Muitas mulheres mencionam que o 
cálido jorro do líquido seminal para o interior da vagina 
também é empolgante. Aliado à proximidade íntima dos 
corpos entrelaçados, isso tudo torna o ato sexual a mais 
agradável expressão de amor. Se ela não atingir o orgasmo, sua 
tensão emocional, gradativamente, irá diminuindo, e seus 
órgãos genitais retomarão as condições normais, como acon-
tece ao marido. 
Não há necessidade de que o casal se separe imediatamen-
te após a consumação do ato. Aconselhamos a que permane-
çam abraçados durante vários minutos, e continuem a trocar 
carícias. Muitos casais pegam no sono, nesta posição, ou 
aprendem a rolar, cada um para o seu lado, o pênis relaxado 
afastando-se aos poucos da vagina. A exaustão física e 
emocional geralmente produz um sono profundo e reconfor-
tante. 
Em geral, o marido leva de quarenta e cinco minutos a 
uma hora para sentir-se capacitado a realizar outro ato. O 
mesmo não acontece à esposa. Pesquisas levadas a efeito pelos 
Drs. Masters e Johnson revelam que uma mulher pode ter 
vários orgasmos um após o outro.1 Por isso, quando a esposa 
atinge o orgasmo durante o período preparatório, o marido 
deve continuar a massagem da região clitoral e vaginal, pois 
ela logo voltará a ter sensações de ascensão da excitação, e 
poderá repetir a experiência orgásmica. Pode ser difícil para 
um homem entender como a esposa está imediatamente apta 
para outras experiências, enquanto ele é incapaz de recuperar 
o estímulo sexual sem ter antes um período de descanso; mas, 
surpreendentemente, ela pode obter orgasmos continuados. 
Aliás, algumas mulheres relatam que pelo quarto ou quinto 
orgasmo, por vezes, experimentam um clímax mais intenso. 
Contudo, se o marido cessar a estimulação da região da vulva 
logo após o primeiro, sua excitação irá decrescendo gradati-
vamente até chegar ao estágio da exaustão física e emocional 
semelhante à do marido. 
AS EXPERIÊNCIAS DA LUA-DE-MEL 
A lua-de-mel tem por objetivo não apenas proporcionar 
aos noivos um período de companheirismo, mas também para 
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atender à sua necessidade de aprender algumas coisas e fazer 
experimentações. Por esta razão, o casal deve experimentar 
várias formas de excitação, posições (ver as páginas 82 e 83), 
horas do dia, e o que ambos acharem mais agradável. 
Recomendamos que em um dia de sua lua-de-mel procurem 
conduzir-se mutuamente ao orgasmo apenas com o toque 
manual. Isso tem por finalidade entenderem plenamente as 
funções fisiológicas um do outro, na realização do ato sexual. 
Esta experiência deve ser realizada num aposento iluminado, 
onde também possam ter a certeza de que não serão interrom-
pidos. Despidos, devem criar a mesma atmosfera romântica e 
a preparação sem pressa como num ato normal. 
É aconselhável que o marido procure levar a esposa ao 
orgasmo em primeiro lugar, pois após atingir o clímax, 
geralmente, é difícil para ele manter um interesse mais 
profundo no ato, durante certo tempo. Proceda-se da maneira 
como descrevemos anteriormente. Ele deve deitar-se de lado, 
junto à esposa, inclinando-se ligeiramente sobre ela, e terna-
mente massagear o clitóris e a região vaginal com a mão. 
Quando os pequenos lábios estiverem bem intumescidos, 
indicando que ela está reagindo normalmente ao estímulo, e 
sua vagina estiver bem umedecida pelo muco natural, ele 
sentirá que o "capuz"