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Tim e Beverly Lahye   O Ato Conjugal

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e, além disso, 
pela primeira vez na vida, não conseguiu ejacular. 
Embora a esposa procurasse acalmá-lo dizendo: "Não tem 
importância", a verdade é que para ele tinha. Com uma 
semana para pensar só naquela experiência fracassada, ele 
voltou para casa convencido de que se tornara impotente. 
Contudo, ele amava a esposa, e resolveu procurar aconselha-
mento especializado. Foi então que se instruiu melhor sobre o 
funcionamento do seu aparelho reprodutor, e voltou a ter 
confiança em seu impulso sexual. Logo depois teve uma 
relação bem sucedida com a esposa, e, a seguir, mais outra, e, 
por fim, a idéia de que era impotente desapareceu completa-
mente. Hoje gozam de um relacionamento sexual plenamente 
satisfatório. 
Noventa por cento dos casos de impotência podem ser 
curados. Lembremos: "Porque, como imagina em sua 
alma, assim ele é" (Pv 23.7). O coração muitas vezes é 
indicado como sendo o centro emocional do cérebro; o qual, 
por sua vez, é o estimulador básico de todos os órgãos do 
corpo. Se um homem pensar que é impotente, ele se sentirá 
impotente; e se ele se sentir assim, ele é impotente. Podemos, 
então, ilustrar o problema com a seguinte fórmula: idéia de 
impotência ± sentimento de impotência = impotência. As 
pesquisas revelam que quase todos os casos de impotência 
masculina podem ser curados. 
Crise de impotência — em muitos casos é o primeiro 
passo em direção à completa impotência. Por uma razão 
qualquer — dentre as inúmeras que existem — um homem 
encontra dificuldade em ejacular, após tê-lo conseguido por 
vários e vários anos. Após esse primeiro fracasso, o medo de 
ter outro convence-o de que "Estou perdendo as energias", 
ou então, "Estou ficando velho!" E esse medo provoca 
sucessivos fracassos. Embora nunca tenha tido dificuldades 
em manter a ereção antes, é certo que, a menos que resolva o 
problema do medo, terá outros problemas semelhantes. 
Pênis flácido — é a forma mais comum de impotência, e 
até há duas décadas atrás afetava principalmente os homens 
de meia-idade. Atualmente, devido à ênfase excessiva que se 
dá ao sexo, em nossa sociedade emocionalmente tensa, infeliz-
mente está atingindo a muitos rapazes também. Este tipo de 
impotência não pode ser atribuído a uma única causa. Geral-
mente, resulta de uma combinação de vários problemas. 
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A rigidez do pênis é absolutamente necessária a uma con-
sumação satisfatória do ato conjugai. O homem afetado por 
este mal, seja antes de penetrar a vagina ou depois, talvez nem 
reconheça a causa dele. Ele pode desejar ter relações com a 
esposa, mas terá dificuldade em conseguir que seu pênis 
enrijeça o suficiente para fazer a penetração. Há casos em que 
ele consegue penetrar muito bem, ambos ficam excitados e 
começam a ascender em direção ao orgasmo, quando, de 
repente, o pênis se torna flácido. Biologicamente, é quase 
impossível o homem ejacular durante o ato, se não mantiver a 
ereção. Contudo, a esposa pode conduzi-lo ao clímax massa-
geando-o, apesar de o órgão estar flácido. Isso pode propor-
cionar-lhe um alívio temporário da tensão sexual. 
QUAIS AS CAUSAS DA IMPOTÊNCIA MASCULINA? 
É difícil apontar uma causa única, pois a impotência 
resulta da associação de vários fatores. Quaisquer que sejam 
as causas, porém, isso significa uma enorme tortura emocio-
nal para o homem. Este problema merece atenção cuidadosa, 
pois um grande número de casos pode ser curado, se o marido 
e a esposa estiverem dispostos a esforçar-se para isso. O 
primeiro passo no sentido de se curar esta disfunção é com-
preender suas causas mais comuns. 
1. Perda de energia vital. Raros são os atletas profissionais 
que continuam a jogar ativamente após completarem quaren-
ta anos de idade. A maioria deles pára entre os 32 e os 35 
anos: seus ossos se tornam mais quebráveis, os músculos 
contundidos demoram mais tempo para se refazerem, e seu 
vigor começa a fenecer. Esses homens, naturalmente, não 
deixam de ser homens. A maior parte deles adota outra 
profissão, e leva uma vida bastante ativa. 
Da mesma forma, um homem que sofre de impotência 
causada pela perda das energias vitais não deve encarar o 
problema como uma espécie de castração. No fim da casa dos 
quarenta, ou início da dos cinqüenta, seu impulso sexual não é 
o mesmo dos vinte anos. Entretanto, não deve pensar que está 
sexualmente acabado. É verdade que naquela idade, prova-
velmente, ele não precisará ter relações sexuais com a mesma 
freqüência que observava na casa dos vinte; seu pênis pode 
não se manter rijo como anteriormente, e pode até ter alguns 
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fracassos vez por outra, mas, de forma alguma, isso significa 
que esteja acabado. Aliás, nessa fase, com a ajuda e compre-
ensão de uma esposa amorosa, ele pode chegar a gozar 
algumas das experiências sexuais mais satisfatórias de toda a 
sua vida. 
2. Raiva, amargura e ressentimento. Durante muitos a-
nos, tenho feito uma pergunta a homens impotentes: "Existe 
alguém de quem você não gosta?" Certa vez, um piloto de 
aviação, mal chegado aos trinta anos, procurou-me, e, após 
várias tentativas acanhadas de falar-me acerca do problema 
que o afligia, disse abruptamente: "Sou impotente!" Olhando 
para aquele belo espécime humano, com a figura de um 
atleta, mal pude acreditar naquilo. 
Perguntei-lhe: "Como está seu relacionamento com sua 
mãe?" E ele respondeu irritado: "Será que é preciso falar 
sobre ela?" 
"Já que você reage dessa forma, acho melhor falarmos", 
respondi. 
Então, ele passou a dar-me informações sobre "aquela 
bruxa", que se passava por sua mãe. Humanamente falando, 
ele tinha razão para pensar daquele modo, pois se ela real-
mente era como ele descrevera, devia ser uma megera. 
Somente depois que aquele jovem se ajoelhou e confessou 
a Deus o ódio que tinha pela mãe, foi que conseguiu realizar 
atos sexuais normalmente com a esposa. De algum modo, ele 
transferira seu ódio, inconscientemente, para a esposa, e 
reprimira totalmente seu impulso sexual. A impotência é o 
alto preço que se paga por abrigar este tipo de amargura. 
Mas uma mãe dominadora não é a única pessoa que pode 
tornar o filho impotente, devido ao ódio. Um chefe, um 
vizinho, o pai e a esposa, naturalmente, podem provocar a 
mesma reação. Pensamentos e emoções pecaminosos não 
somente abafam o desejo sexual natural do homem, privando-
o e à sua esposa de muitas e maravilhosas expressões de amor, 
mas também o tornam um pigmeu, espiritualmente falando. 
O Senhor Jesus disse: "Porque, se perdoardes aos homens as 
suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará as vossas 
ofensas." (Mt 6.14.) A única terapia eficaz que conhecemos 
para tais casos é resolver a questão no plano espiritual. 
Alguém já disse, aliás com muita sabedoria: "Ame ou morra!" 
3. Medo. Raramente os homens são o que aparentam ser: 
confiantes, controlados e másculos. Por trás de uma fachada 
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assim, pode existir um terrível medo de tornar-se impotente. 
Como já afirmamos antes, o ego masculino está muito vincu-
lado ao impulso sexual. Alguns acabam-se tornando impo-
tentes por temerem não conseguir satisfazer a esposa. Por isso, 
a esposa inteligente deve fazer tudo que puder para convencer 
o marido do quanto ela aprecia a união sexual com ele. 
Quase todos os estudiosos desta questão afirmam que o 
medo da castração é universal. A maioria dos homens pensa 
nisso apenas ligeiramente, mas, para alguns, isso se constitui 
uma fobia. E como este pensamento se esconde no subcons-
ciente de todos eles, é fácil compreender que o indivíduo de 
meia-idade, à primeira crise de impotência, comece a exagerar 
demasiadamente o problema, criando outros problemas corre-
latos. Depois que este medo se apossa de uma pessoa, será 
muito difícil livrar-se dele. Contudo, pela oração, instrução e o 
terno amor da esposa, ele pode ser superado. Assim como um 
pedaço de metal