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Tim e Beverly Lahye   O Ato Conjugal

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pequenas irritações do lar. Um homem sexualmente satis-
feito, geralmente, é um homem contente. É certo que isso 
não resolve os grandes problemas — não conserta um pára-
choque amassado, nem compensa gastos excessivos — mas 
reduz bastante a incidência de pequenos atritos. Muitas mu-
lheres já comentaram: "Meu marido se torna mais tratável 
quando nosso relacionamento sexual está correndo como 
deve. O barulho das crianças não lhe ataca tanto os nervos, e 
ele tem mais tendência a ser paciente com outras pessoas." 
Muitos homens não percebem que inúmeras de suas inex-
plicáveis irritações podem ser creditadas a um impulso sexual 
não satisfeito. Uma esposa inteligente, porém, se manterá 
alerta para essa possibilidade. Quando prevalece a harmonia 
sexual, por alguma razão, o mundo parece melhor, e as 
dificuldades retomam suas dimensões normais. Ê como se seu 
trabalho e as pressões da vida valessem mais a pena, quando 
ele e a esposa consumam o ato sexual de maneira adequada. 
Esse ato envolve muito mais do que a simples satisfação 
das funções glandulares. Quando um homem se casa, ele 
sacrifica muita coisa — ou pelo menos ele pensa assim. 
Quando solteiro, sente-se bastante livre e despreocupado. Se 
deseja passar a noite toda na rua com os amigos, não precisa 
dar explicações a ninguém de onde andou, nem considerar os 
interesses de outrem. Se vê algo que deseja, compra, quer 
possa fazê-lo ou não. Isso tudo se modifica com o casamento. 
Além do mais, seu espírito despreocupado cede lugar a um 
sempre crescente peso de responsabilidades, que o casamento, 
de forma singular, coloca sobre ele. A mulher pensa sobre 
finanças apenas ocasionalmente, mas, em geral, com uma 
deliberação limitada e curta. O marido, porém, tem que 
deitar-se ciente de que é o provedor da família. Acorda de 
manhã com o pensamento: "Preciso trabalhar muito hoje; 
minha esposa e filhos dependem de mim." Se ele não apren-
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der desde cedo na vida a entregar seus caminhos ao Senhor, 
isso pode tornar-se um fardo muito pesado para ele. 
Um homem de caráter fraco chegou em casa, certa noite, e 
disse à esposa: "Vou sair de casa hoje. Não quero mais ser 
casado." Na investigação que fizemos, descobrimos que não se 
tratava de outra mulher, mas ele confessou: "Prefiro passar as 
noites trabalhando em meu carro de corrida, do que arranjar 
um segundo emprego para suprir o sustento de minha família. 
Sua esposa confessou que suas relações físicas haviam sido 
mínimas, e que ela nunca demonstrara nenhum apreço pelos 
sacrifícios que ele fizera pela família. Compreendendo que sua 
indiferença talvez tivesse contribuído para a insatisfação e 
irritação dele, ela disse ao marido: "Dê-me outra oportunida-
de, e provarei a você que o casamento vale os sacrifícios que 
ambos temos que fazer." Algumas mulheres obtêm essa 
segunda oportunidade, e conseguem provar isso, mas aquela 
mulher, não. O marido seguiu seu caminho, egoisticamente, 
na sua irresponsabilidade, e ambos continuaram infelizes. 
5. Proporciona-lhe a mais emocionante experiência de sua 
vida. A titânica explosão física e emocional, que é a culminân-
cia do ato conjugai para o marido é, tranqüilamente, a mais 
emocionante experiência que ele pode viver, pelo menos no 
caso das experiências que se repetem. Naquele momento, 
todos os outros pensamentos apagam-se de sua mente; cada 
glândula e órgão de seu corpo parece atingir um nível eleva-
díssimo. Ele sente como se a pressão sangüínea e a temperatu-
ra se elevassem quase ao ponto de ele perder o controle. A 
certa altura, a respiração se acelera, e ele geme em êxtase 
quando a pressão explode com a liberação do sêmen para o 
objeto de seu amor. As palavras são inadequadas para 
descrever esta fantástica experiência. Embora a natureza 
agressiva dos homens os leve a empenhar-se em atividades as 
mais diversas, muitas delas emocionantes — conhecemos 
esquiadores, motociclistas, pilotos de jato, paraquedistas e 
jogadores de futebol profissional — todos concordam em que 
o sexo é a mais emocionante. 
Certo homem, que sofria de um problema cardíaco, deu a 
melhor descrição que já ouvimos para a importância do ato 
conjugai para o marido. Apesar de avisado pelo seu médico de 
que um esforço excessivo poderia matá-lo, continuou a manter 
relações com a esposa. Por vezes, após a relação, era acometi-
do de um terrível choque — palpitações do coração, o rosto 
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empalidecia, as mãos e pés ficavam frios e transpirando. Em 
algumas ocasiões, levava duas horas para conseguir levantar-
se. Quando lhe sugeri que poderia morrer durante o ato sexual 
com a esposa, ele respondeu: "Não vejo outra maneira melhor 
de morrer." 
O mais belo aspecto disso tudo é que Deus criou essa 
experiência para que o homem dela partilhasse apenas com 
sua esposa. Se ele a ama e gosta dela da maneira como Deus 
ordenou, eles gozarão de um relacionamento caloroso e efetivo 
que enriquecerá seu casamento; a agradável e emocionante 
experiência do ato sexual mútuo será experimentada milhares 
de vezes, durante a vida de casados. 
Napoleon Hill, em sua prática obra para homens de 
negócios, Think and Grow Rich (Pense e enriqueça) deixa 
escapar uma idéia errônea muito comum a respeito do 
instinto sexual, quando adverte aos vendedores que devem 
limitar a satisfação dele, por acreditar que ela tende a reduzir 
sua motivação para o trabalho.2 Nada poderia estar mais 
longe da verdade. Um marido sexualmente satisfeito é um 
homem motivado. Hill provavelmente era vítima de um 
conceito falso que caracterizou a geração passada, o qual dizia 
que a atividade sexual exigia tamanho dispêndio de energias, 
que esgotava as forças do homem. A menos que ele esteja 
referindo-se a uma freqüência anormal, de vários atos por dia, 
seu conselho simplesmente não é válido. Um homem sexual-
mente frustrado tem dificuldades em concentrar-se, tende a 
ser nervoso e de difícil convivência, e, acima de tudo, acha 
difícil reter objetivos duradouros. Em contraste, o homem ver-
dadeiramente satisfeito recusa-se a esperdiçar seu tempo de 
trabalho em trivialidades; quer ficar ocupado o tempo todo, 
para que chegue logo o momento de voltar para casa e estar 
com a esposa e filhos, os quais conferem ao seu trabalho 
verdadeiro propósito e significado. 
Certa vez, foram publicadas duas cartas na coluna "Dear 
Abby" (Prezada Abby), com menos de dez dias de intervalo 
uma da outra. O conteúdo delas era irônico, mas ilustra bem 
essa verdade. A primeira vinha de um marido irritado, que se 
queixava da esposa como dona-de-casa, mas reconhecia nela 
um traço positivo: "Ela vai para a cama comigo a hora que eu 
quiser." A segunda carta era de um comerciante que pedia a 
Abby para dizer àquele marido que devia dar graças pelas 
bênçãos conjugais. "Se eu tivesse uma esposa assim", dizia 
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ele, eu me sentiria tão motivado a ganhar dinheiro, que seria 
suficientemente rico para contratar-lhe uma empregada para 
arrumar a casa." 
Marabel Morgan, autora do livro A Mulher Total3, 
sugere que, quando o marido volta para casa à noite, tem 
apenas duas coisas em mente: jantar e sexo, e não necessaria-
mente nessa ordem. 
O IMPULSO SEXUAL E A MENTE 
O problema espiritual mais freqüente enfrentado pela 
média dos homens cristãos diz respeito aos pensamentos. O 
impulso sexual masculino é tão forte, que muitas vezes o sexo 
parece ser o pensamento predominante em sua mente. Qual-
quer homem que já serviu ao exército pode testificar que 95% 
da conversa dos rapazes, nos momentos de folga, gira em 
torno de sexo. Anedotas e histórias picantes pontilhadas de 
palavrões tornam-se uma constante entre eles. 
Depois que um homem desses se converte, é convencido 
pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo a mudar sua linha 
de pensamento. O Senhor, naturalmente, conhece este proble-
ma universal dos homens, pois ele