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Proposta pra ferrovia

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RASCUNHO 
Segundo o Órgão De Divulgação Da Associação De Engenheiros Ferroviários – AENFER, o Brasil tem um prejuízo superior a 3% do PIB por optar pelo modal rodoviário em vez do modal ferroviário, sendo este um item que é incluso no preço de todos os produtos chegando representar um dos graves problemas de infraestrutura do país, uma vez que, o transporte é 25% do PIB brasileiro. Dessa forma, foi colocado em pauta nas discussões pelos autores desse estudo de caso a retomada das obras e a conclusão do projeto da Transnordestina, com algumas propostas de intervenções consideradas relevantes. 
Contudo, as decisões sobre abandono ou conclusão do projeto levam em ponderação estudos que estão sendo levantados pelo Grupo de Trabalho (GT), criado ano passado, composto por membros da Casa Civil, da Transnordestina e dos Ministérios dos Transportes e do Planejamento, que se referem à demanda de carga e viabilidade econômica da ferrovia, juntamente com a responsabilidade dos prazos fixados no contrato de concessão de 2014, que podem ser destinadas às concessionárias ou aos órgãos de governo. 
De acordo com o relato da equipe da Agência em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) (2017b, p. 36) a “alocação de riscos no contrato trouxe elementos de subjetividade, em especial a verificação da ‘culpa’ pelos atrasos na liberação dos recursos, o que aumentou sobremaneira a dificuldade e a complexidade na análise”. Além disso, gera uma dificuldade de rastreamento dessa natureza visto que não seja claro as informações relativas ao projeto executivo e os orçamentos necessários para acompanhamento da construção da ferrovia. 
A construção da via férrea proporcionará benefícios sociais, como desenvolvimento regional no Nordeste, geração de novos empregos, aumento na arrecadação de impostas para o investimento em melhorias voltadas a região, dentre outros abordados. Assim, analisando toda a situação disponível, são propostas algumas soluções para esse estudo de caso:
Cumprimento dos contratos de concessão: O grupo de trabalho (GT) concluiu em seus estudos que a CSN não tem uma proposta viável para o término da ferrovia. Dentro desse grande desentendimento que envolve a CSN, a estatal Valec, os fundos regionais, o BNDES e o banco do Nordeste, há questões de difícil compreensão. Segundo o Ministro da Integração Nacional, essa discordância é de ordem de bilhões. Entretanto, o contrato de concessão só será ajustado novamente com os projetos de engenharia e o orçamento total detalhado da obra. Como declara o TCU (2017b, P. 44): “é fundamental que eventual repactuação do cronograma das obras entre ANTT e concessionária – condição para continuidade das obras – seja precedida de aprovação formal do orçamento da obra pela Agência, bem como de demonstração da viabilidade econômico-financeira do empreendimento, além de capacidade financeira pela TLSA para concluir a obra”. 
Conforme debatido entre os integrantes desse trabalho, não é uma boa solução o cenário onde a obra prossiga na gestão pública. Fundamentos estes que foram consolidados junto à publicação em fevereiro de 2018 na revista Valor Econômico, que enfatiza que a ferrovia Transnordestina não participa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) nem do Programa Avançar, ambos governamentais. 
Reaproveitar os materiais que não se deterioraram: A execução do trecho entre Missão Velha/CE a Salgueiro/PE, numa extensão de 98 km, foi utilizada 224.33,51m³ de lastro, 167.835 unidades de dormentes, 12.060 toneladas de trilho, o que representa apenas os primeiros 98 km de extensão de linha férrea construída, cuja extensão total abrange 1.728 km. Esse trecho, começado do centro para o litoral, deveria ter sido iniciado ao inverso, do litoral para o centro do país, pois, nesse caso, teria funcionalidade. Assim, há blocos de construções que levam nada para lugar nenhum, como afirma o Ministro da Integração Nacional. Desta forma, a paisagem dos trechos concluídos é de trilhos se deteriorando sem uso, invadidos pelas ações de vândalos, ocupação irregular do espaço que passaria o trem, locomotivas abandonadas na região de Salgueiro/PE ao longo da via permanente em processo de oxidação. Em alguns canteiros de obras, como no Piauí, foram abandonados diversos materiais como lastros, trilhos, dormentes e maquinas de terraplenagem, sujeitos a ações naturais, perdendo capacidade e eficiência técnica. Contudo, com a questão enfática de altos investimentos e custos, em contrapartida, o dinheiro investido está perdendo vida útil. Por todos esses aspectos que fora abordado entre os integrantes, uma solução parcial e imediata é o reaproveitamento e os devidos cuidados aos materiais que ainda não se deterioraram. 
- interceder nas ligações dos trechos
Viabilizar os trechos que já foram construídos

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