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Licenciamento Ambiental

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08/06/2018 Licenciamento Ambiental
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Licenciamento Ambiental
Site: Campus Online I
Curso: Direito Ambiental - TIV - Turma D - 1217 - Virtual
Livro: Licenciamento Ambiental
Impresso por: Thayná Lacerda Diniz
Data: sexta, 8 Jun 2018, 18:34
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Sumário
Introdução da Aula
Tópico 1 - O Poder de Polícia Ambiental
Tópico 2 - O Licenciamento Ambiental
Tópico 3 - O Licenciamento Ambiental Como Processo Administrativo
Encerramento
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Introdução da Aula
No presente estudo, a proposta apresenta-se centrada no licenciamento ambiental. Para tanto, é necessário verificar a
influência do direito administrativo no âmbito do licenciamento ambiental. Isto pode ser observado a partir da
extensão do poder de polícia no plano ambiental, com a compreensão do licenciamento ambiental para, ao final,
proceder com a análise deste instituto como o processo administrativo.
Como objetivos desta aula, você deverá:
Avaliar a extensão do poder de polícia na seara ambiental;
Compreender o instituto do licenciamento ambiental e
Verificar a influência do modelo de processo administrativo no bojo do licenciamento ambiental.
Reflexão
Existe a liberdade plena para gerir o patrimônio ambiental? A iniciativa privada está submetida a
imperativos de direito público quando o tema diz respeito à gestão ambiental?
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Tópico 1 - O Poder de Polícia Ambiental
Ainda que pertença à propriedade privada, a utilização dos recursos ambientais é atividade submetida ao
poder de polícia do Estado. Mediante o exercício do poder de polícia que haverá parâmetro para os limites de
determinada atividade, segundo a ordem jurídica vigente (ANTUNES, 2016).
É no Código Tributário Nacional (CTN) que está o conceito normativo de poder de polícia. Com efeito, determina
o artigo 78 do CTN:
Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito,
interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades
econômicas dependentes de concessão do Poder Público, a tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e
aos direitos individuais e coletivos.
CTN
Fonte
O exercício do atual poder de polícia é uma decorrência do próprio Estado de Direito e está submetido ao
princípio fundamental da legalidade, sem o qual não alcança legitimidade constitucional (OLIVEIRA, 2017). Não
se pode estabelecer uma exigência de polícia sem que haja uma base constitucional e legal para a sua imposição
(FERREIRA FILHO, 2016).
Esse é um elemento de grande tensão no direito ambiental, pois a Administração Pública Ambiental, muitas vezes,
confunde a existência de princípios jurídicos – por exemplo, o princípio da precaução – com proibições sem uma
base normativa clara (ANTUNES, 2016).
O ato de polícia é autoexecutável, resguardados os direitos constitucionais, como a dignidade humana e a
inviolabilidade do domicílio, por exemplo. Isso significa a desnecessidade de que o Poder Executivo recorra ao
Poder Judiciário a fim de obter autorização para agir em casos concretos, desde que a infração seja atual (DI
O conceito de poder de polícia é vinculado a prerrogativas e deveres da Administração Púbica, com vistas a
alcançar o bem comum, único motivo capaz de justificar a sua existência (CARVALHO FILHO, 2017).
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PIETRO, 2017).
Atenção
O Estado age por meios coativos que são postos à sua disposição pelo princípio da legalidade. No
entanto, o limite da coação legítima é balizado pela própria lei. 
A execução dos atos de polícia é atribuição da autoridade de polícia, que é sempre uma autoridade pública.
Multas, interdições e diferentes sanções administrativas somente podem ser impostas por servidores legalmente
investidos nos cargos públicos e que pertençam à carreira do serviço público, como já decidido pelo STF.
A autoridade administrativa tem o poder-dever de promover a regulamentação a ser posta em prática pelo pessoal
de polícia, isto é, pelos agentes responsáveis pelo cumprimento e observância da ordem emanada da autoridade
competente, nos exatos termos em que esta tenha sido proferida (OLIVEIRA, 2017).
Deve-se levar em consideração o fato de que o pessoal de polícia não está obrigado a dar cumprimento à
determinação manifestamente ilegal. Além disso, embora autoexecutável, o ato de polícia não pode ser exercido
sem observância da legalidade e da proporcionalidade entre a infração eventualmente cometida e a sanção
administrativa aplicada ao caso concreto. (CARVALHO FILHO, 2017).
Atenção
A proporcionalidade é requisito essencial para a validade do ato de polícia (CARVALHO FILHO,
2017).
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Uma das principais atribuições do Direito Ambiental é fixar parâmetros normativos capazes de assegurar que a
utilização dos recursos ambientais não ofenda um mínimo necessário para a sustentabilidade dos recursos e para que
não se criem danos para a saúde, os bens e demais direitos de terceiros (ANTUNES, 2016).
A ordem pública do meio ambiente é o respeito pelos cidadãos e pelas instituições públicas e privadas aos
parâmetros estabelecidos pela norma ambiental. Se os níveis ambientais legalmente estabelecidos estiverem sendo
observados, a ordem pública ambiental estará, em princípio, sendo cumprida. Todavia, não há uma garantia absoluta
que o respeito aos padrões ambientais não implique em danos a terceiros, ou mesmo ao meio ambiente (ANTUNES,
2016).
Por essa razão, o respeito da ordem pública ambiental necessita de, no mínimo, dois requisitos:
Adequação da atividade aos parâmetros normativamente fixados
Inexistência de danos a terceiros ou ao ambiente (ANTUNES, 2016).
Todas as atividades capazes de alterar negativamente as condições ambientais estão submetidas ao controle
ambiental, que é uma atividade geral de polícia exercida pelo Estado.
O controle ambiental tem sido confundido com o licenciamento ambiental, o que do ponto de vista teórico e
prático é incorreto.
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Controle ambiental é um poder-dever estatal de exigir que as diferentes atividades humanas sejam exercidas com
observância da legislação de proteção ao meio ambiente, independentemente de estarem licenciadas ou não.
 
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Tópico 2 - O Licenciamento Ambiental
O licenciamento ambiental – assim como todas as demais competências em matéria ambiental – geram inúmeros
conflitos entre os diferentes órgãos administrativos.
Este cenário de insegurança é nocivo não apenas para quem necessita do licenciamento, mas para o meio ambiente
como um todo.
Com a edição da Lei Complementar Federal 140/2011, essa insegurança jurídica foi solucionada com a estipulação
de que os empreendimentos e atividades são licenciados ou autorizados, ambientalmente, por um único ente
federativo.
É o que dispõe o seu artigo 13:
Normativamente, o licenciamento ambiental é definido pela Resolução 237/1997 do CONAMA, em seu artigo 1º,
inciso I:
Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia

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