44 Questões Comentadas - Art. 5 da CF, 52pag.
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44 Questões Comentadas - Art. 5 da CF, 52pag.

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44 QUESTÕES COMENTADAS do CESPE,
sobre o art. 5º da CF 88:

Nesta apostila trabalharemos com questões sobre um tema muito

cobrado em concurso, que é o famoso art. 5º da nossa Constituição, acerca dos

Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.

Vamos lá!

QUESTÃO 01: ANALISTA ADMINISTRATIVO – TJ – ES – CESPE – 2011: O

brasileiro nato não poderá ser extraditado para outro país em nenhuma

hipótese.

GABARITO: CERTO

Em primeiro lugar, fique sabendo a extradição nada mais é do que a entrega de

alguém, por um País a outro, sempre mediante solicitação, para viabilizar uma

punição, em decorrência da prática de um crime.

É claro que existem muitas regras a respeito, que se encontram em legislação

específica. O fato é que cada país, ao receber o pedido de extradição, o analisará, à

luz da sua própria legislação, decidindo pela concessão ou não, de forma soberana.

 A nossa Constituição resolveu tratar do assunto, de forma mais geral, no art. 5º, LI

e LII. Veja:

“Art. 5º. (...)

LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em

caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de

comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas

afins, na forma da lei; (grifo nosso)

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LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou

de opinião;”

Como se observa, entre os brasileiros, somente o naturalizado pode ser extraditado

pelo Brasil, e, mesmo assim, só nos casos mencionados no inciso LI (crime comum,

praticado antes da naturalização, ou comprovado envolvimento em tráfico ilícito de

entorpecentes e drogas afins).

Os natos, portanto, jamais serão extraditados pelo Brasil.

QUESTÃO 02: (CESPE - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – ES – 2011) Na condição de

direitos fundamentais, os direitos sociais são auto-aplicáveis e suscetíveis de

defesa mediante ajuizamento de mandado de injunção sempre que a omissão

do poder público inviabilize seu exercício.

GABARITO: ERRADO

Esta questão traz uma contradição em termos. Veja comigo.

Se fosse verdade que “os direitos sociais são auto-aplicáveis”, não seria jamais

necessária a presença de normas regulamentadoras para detalhar a sua aplicação

prática.

Desse modo, o mandado de injunção não seria cabível, já que este instrumento

serve exatamente para as situações de omissão legislativa que inviabilizem a

utilização de direitos previstos na CF. Veja o que diz o art. 5º, LXXI:

“Art. 5º, LXXI. (...)

LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma

regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades

constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania

e à cidadania;”

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Só se fala em mandado de injunção quando existe um direito previsto na CF em

norma não auto-aplicável, ou seja, uma norma que necessita de lei

regulamentadora (para explicar como o direito será exercido), que ainda não tenha

sido elaborada pelo Poder Legislativo.

Em outras palavras, imagine que você, que lê esta aula neste momento, já tenha o

direito, previsto na CF, mas ainda não possa usá-lo, porque ainda não veio a norma

regulamentadora do seu direito. É aí que você poderá impetrar o mandado de

injunção.

Voltando à questão, a verdade é que, ao contrário do que ela afirmou, os direitos

sociais não são auto-aplicáveis. Pelo menos não todos eles. A maioria precisa ser

regulamentado por leis infraconstitucionais para, só então, produzirem efeitos

práticos.

Por isso, a questão está errada.

QUESTÃO 03: PREVIC (ANALISTA ADMINISTRATIVO) – CESPE/2011:

Independentemente do pagamento de taxas, é assegurada a todos, para a

defesa e esclarecimento de situações de interesse pessoal e de terceiro, a

obtenção de certidões em repartições públicas.

GABARITO: ERRADO

A questão aborda o direito de certidão, tal como previsto no art. 5º, XXXIV, da CF.

Veja:

“Art. 5º. (...)

XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de
taxas:

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(...)

b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de

direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal;” (grifo

nosso)

Observe que a questão se referiu ao esclarecimento de situações de interesse

pessoal e de terceiros. Este é o erro.

Convém aqui frisar que este direito compõe o grupo dos chamados remédios

constitucionais, ou seja, os instrumentos trazidos pela CF para a defesa dos

direitos que ela própria enuncia. Os outros são o “habeas corpus”, “habeas data”,

mandado de segurança, mandado de injunção, ação popular, ação civil

pública e direito de petição.

De todos eles, somente o direito de certidão e o direito de petição não são

instrumentos judiciais, mas sim administrativos. Isto significa que não são usados

perante o Poder Judiciário (não são ações judiciais), mas sim perante a

administração pública, em procedimentos de ordem administrativa.

 Ao longo das próximas questões da aula de hoje, aproveitaremos para comentar os

outros remédios constitucionais.

QUESTÃO 04: (CESPE - Analista Judiciário – STM - Execução de Mandados –

2011) Os direitos fundamentais, em que pese possuírem hierarquia

constitucional, não são absolutos, podendo ser limitados por expressa

disposição constitucional ou mediante lei promulgada com fundamento

imediato na própria CF.

GABARITO: CERTO

Esta questão trouxe uma importante característica dos direitos fundamentais, que é

a relatividade.

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Isto quer dizer que não existem direitos absolutos na nossa Constituição, o que,

aliás, tem sido reafirmado a cada dia pelo nosso Supremo Tribunal Federal.

Nem mesmo o direito à vida, que, sem dúvidas, é o mais básico de todos - já que

dele dependem os demais – pode ser tido como absoluto. Até ele pode ser

relativizado, em certas ocasiões excepcionais.

Veja, por exemplo, a hipótese de pena de morte em caso de guerra declarada,

prevista no artigo 5º, XLVII, da CF:

“Art. 5º. (...)

XLVII - não haverá penas:

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84,

XIX;”

A pena de morte, neste caso, funciona como uma relativização do direito à vida, o

que prova que ele não é um direito absoluto.

Na verdade, é fácil compreender porque não existem direitos absolutos na nossa

CF. Observe comigo.

Viver em sociedade significa dividir espaços, o que pressupõe respeitar os espaços

alheios. Portanto, o direito individual sempre terá um limite, que é o direito alheio. Se

sempre haverá este limite, podemos concluir que não existem direitos absolutos,

ilimitados.

QUESTÃO 05: (CESPE - Analista Judiciário – STM – Área Administrativa –

2011) O Ministério Público pode determinar a violação de um domicílio para

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realização de busca e apreensão de objetos que possam servir de prova em

um processo.

GABARITO: ERRADO

A questão trata da famosa inviolabilidade do domicílio, prevista pelo art. 5º, XI, da

CF. Veja:

“Art. 5º. (...)
Yanna Soares fez um comentário
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    focadaaa fez um comentário
  • Muito bom!
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