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Condutas prticas em UTI

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oral, seguido por 75 mg/dia. 
 
Nitroglicerina 
 Analgésico eficaz para desconforto torácico isquêmico, contudo não existem 
evidências conclusivas para apoiar seu uso de rotina em pacientes com IAM. 
 Apresentações: 
 Endovenosa: Tridil 25 e 50 mg 
 Via oral: Isordil sublingual 5mg (dinitrato de isossorbida) 
 Nitroglicerina sublingua: Nitronal spray 0,4 mg/dose 
 
 
 
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taxa de infusão (mL/hora) x 5 
3 
 Pacientes com desconforto isquêmico podem receber até 3 doses de dinitrato de 
isossorbida 5 mg sublingual ou 0,4 mg spray em intervalos de 3 a 5 minutos, 
até melhora clínica ou surgimento de efeitos colaterais importantes 
(hipotensão). 
 A nitroglicerina endovenosa está indicada nas seguintes situações no 
desconforto torácico isquêmico persistente, no tratamento da hipertensão e no 
tratamento do edema pulmonar. 
 Iniciar com 5-10 g/minuto (3 a 6 mL/h) e aumentar 5 a 10 g/minuto a cada 
5 a 10 minutos, não excedendo 100 g/minuto. 
 Cálculo da velocidade de infusão da nitroglicerina EV (g/min.) = 
 
 Contra-indicada em pacientes hipotensos (PAS < 90 mmHg), no infarto de VD 
(muito sensíveis à nitroglicerina, diuréticos, morfina e qualquer vasodilatador), 
na bradicardia sinusal (< 50 bpm); risco de hipotensão severa em pacientes 
que fizeram uso de sildenafil nas últimas 24 horas. 
 
Morfina (Dimorf, 10 mg em 1 ml) 
 A dor do IAM pode levar à produção de altos níveis de catecolaminas que 
elevam a PA, FC e demanda de oxigênio do coração. 
 2 a 5 mg EV cada 5 minutos: 01 ampola em 9 ml de água destilada, fazer 2 a 5 
ml 
 Precauções: 
 Hipotensão 
 Depressão respiratória 
 Náuseas e vômitos 
 Use a posição de Trendelemburg como a primeira medida para queda 
moderada/grave da PA; a infusão de soro fisiológico geralmente é eficaz. 
 Use naloxone (Narcan 0,4 mg em 1 ml) 0,4 a 0,8 mg EV para reverter a 
depressão respiratória. 
 
Beta-bloqueadores 
 Devem sempre ser utilizados nas primeiras 24 horas, salvo nas contra-
indicações formais. 
 Objetivar manter a FC em torno de 60 bpm. 
 A administração endovenosa: 
 Paciente com o SCA com dor torácica, taquicardia ou hipertensão persistente. 
 Metoprolol (Seloken, ampolas 5mg/5 ml; comprimidos 100 mg): 5 mg EV em 
bolus; pode ser repetido intervalos de 5 a 10 minutos (máximo 15 mg), 
objetivando-se uma FC entre 50 a 60 bpm; após 1 a 2 horas da dose 
endovenosa, iniciar beta-bloqueador oral. Mais adequado que propranolol por 
ser mais cardiosseletivo 
 Esmolol (Brevibloc 250 mg/ml e 10 mg/ml frascos-ampolas de 10 ml): 
infusão EV iniciando a 50 g/kg/min até uma dose máxima de 200 a 300 
g/kg/min. Este regime é particularmente útil em pacientes com DPOC 
devido à curta meia-vida do esmolol (7 minutos) permitindo que a droga se 
dissipe rapidamente após interrupção da infusão caso efeitos colaterais 
surjam. 
 Demais pacientes iniciar pela via oral: 
 Metropolol – 25 mg de 12/12h aumentando até 100 mg de 12/12h 
 Atenolol – 25 mg 24/24h, aumentando até 100 mg 
 Carvedilol 3,125 12/12hs até 25mg 12/12h 
 Contra-indicações absolutas: 
 Hipotensão 
 Broncoespasmo 
 Bradicardia 
 Bloqueio AV avançado 
 Disfunção ventricular esquerda grave e infarto do ventrículo direito 
 
 
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 Contra-indicações relativas: ICC, insuficiência vascular periférica 
 Em pacientes com insuficiência coronariana aguda como resultado do uso de 
cocaína, a terapia isolada com beta-bloqueadores pode aumentar a 
vasoconstricção coronariana em resposta à estimulação alfa-adrenérgica sem 
oposição. 
 
Bloqueadores dos canais de cálcio 
 Os bloqueadores dos canais de cálcio podem ser usados para controlar sintomas 
isquêmicos nos pacientes sem resposta ou intolerantes aos nitratos e beta-
bloqueadores e nos pacientes com angina variante. 
 É contra-indicado o uso de bloqueadores de cálcio do tipo 
dihidroperidinicos (nifedipina e anlodipina). 
 As evidências de benefício dos bloqueadores dos canais de cálcio são maiores 
para o verapamil e diltiazem. 
 Verapamil (Dilacoron; 5 mg em ampolas de 2 mL): 2,5 a 5 mg EV em 
bolus em cerca de 2 minutos. O efeito terapêutico máximo se observa em 3 a 
5 minutos. Dose oral inicial: 80 mg a cada 8 horas ou 120 mg AP a cada 12 
horas. 
 Diltiazem (Balcor  25 e 50 mg, liofilizado) 25 mg EV em bolus, seguido de 
infusão EV contínua de 10 mg/hora, podendo aumentar até 15 mg/hora; a 
infusão não deve exceder 24 horas devido ao acúmulo de metabólitos 
tóxicos. Dose oral: 30 ou 60 mg 3 a 4 vezes ao dia; 90,120 ou 180 mg 
RETARD de 12 em 12horas. 
 Os efeitos colaterais incluem a hipotensão, piora da insuficiência cardíaca, 
bradicardia e o bloqueio atrioventricular. Verapamil e diltiazem devem ser 
evitados em pacientes com edema pulmonar ou disfunção severa do VE. 
 Cuidado com a associação de bloqueador dos canais de cálcio e um beta-
bloqueador, uma vez que ambos agem em sinergia na depressão da função do 
VE e da condução dos nós sinuasal e atrioventricular. 
 
Heparinas 
 Indicações: 
 Para reduzir a reoclusão de vasos infartados em seguida à administração de 
dos agentes fibrinolíticos específicos, como alteplase, reteplase ou 
tenecteplase é mandatório a associação com heparina, já que tais agentes 
têm curta duração, pouco efeito na coagulação sistêmica e os produtos 
formados pela quebra do trombo induzida pelo fibrinolítico podem ter efeito 
pró-trombótico. 
 Pacientes com angina instável ou com infarto sem elevação de ST 
classificados como de alto risco. 
 Neste serviço a preferência é pela heparina de baixo peso molecular 
enoxaparina, uma vez que a heparina não fracionada requer a monitorização 
da velocidade de infusão contínua através do TTPa, o que traz dificuldades 
metodológicas importantes. 
 Dose: 
 Pacientes até 74 anos: dose de ataque com bolus de 30mg EV, seguido da 
dose de 1mg/kg SC a cada 12 horas; 
 Pacientes com 75 anos ou mais: não utilizar dose de ataque e diminuir a dose 
de manutenção em 25% (0,75mg/kg SC a cada 12 horas; 
 Pacientes com clearence de creatinina  30, a dose de ataque não deve ser 
utilizada e a dose de manutenção deve ser reduzida para metade (1mg/kg SC 
1 vez ao dia). 
 
 
 
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Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa 
 Inibem a integrina GP IIb/IIIa na membrana das plaquetas, participante da via 
final comum da ativação da agregação plaquetária. 
 Indicações: 
 Paciente de alto risco com angina instável ou infarto sem elevação do 
segmento ST (juntamente com heparina) 
 Pacientes que serão submetidos a angioplastia coronária (iniciado no 
momento da angiografia). 
 Não existe indicação para a utilização de inibidor IIb/IIIa como adjuvante ao 
tratamento fibrinolítico nos infartos com supradesnivelamento de ST. 
 Abciximab (ReoPro) 
 0,25 mg/kg em bolus, seguido por 0,125g/kg/ durante 12 horas. 
 Tirofiban (Aggrastat 0,25 mg/mL em frasco com 50 mL) 
 Diluir 50 mL de tirofiban em SF/SG 200mL 
 Ataque: 0,4g/kg/minuto – peso corporal x 0,48 = dose em mL/hora (correr 
em 30 minutos) 
 Manutenção: 0,1g/kg/minuto – dose de ataque  4 = dose em mL/hora 
(durante 48 horas) 
 Insuficiência renal: clearence da creatinina < 30 mL/minuto – diminuir a dose 
em 50% 
 A solução deve ser desprezada após 24 horas 
 Contra-Indicações: 
 Sangramento interno em atividade ou distúrbio da coagulação nos últimos 30 
dias (trombocitopenia) 
 História de hemorragia, neoplasia, má-formação arteriovenosa ou aneurisma 
intracranianos ou