Psicanálise e Educação: uma transmissão possível
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Psicanálise e Educação: uma transmissão possível

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PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO:
uma transmissão possível

ISSN 1516-9162

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO
PSICANALÍTICA DE PORTO ALEGRE

EXPEDIENTE
Publicação Interna

Ano IX - Número 16 - julho de 1999

Comissão Editorial deste número:
Analice Palombini, Beatriz Kauri dos
Reis, Carla De Boni, Carlos Henrique
Kessler, Diana Myrian Liechtenstein
Corso, Eda Estevanell Tavares, Edson
Luiz André de Sousa, Gladys Wechsler
Carnos, Marieta Luce Madeira Ro-
drigues, Marianne Montenegro Stolz-
mann, Simone Moschen Rickes, Valéria
Machado Rilho

Título deste número:
PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO:
uma transmissão possível

ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA
DE PORTO ALEGRE

Rua Faria Santos, 258 Bairro Petrópolis
90670-150 - Porto Alegre / RS
Fone: (51) 333.2140 - Fax: (51) 333.7922
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MESA DIRETIVA
(GESTÃO 1999/2000)

Presidência: Alfredo Néstor Jerusalinsky
1a Vice-Presidência: Lucia Serrano Pereira
2a Vice-Presidência: Maria Ângela C. Brasil
Secretaria: Jaime Alberto Betts
 Marta Pedó
Tesouraria: Carlos Henrique Kessler

Simone Moschen Rickes
Ana Maria Gajeiro, Ana Maria Medeiros da
Costa, Ana Marta Goelzer Meira, Cristian
Giles Castillo, Edson Luiz André de Sousa,
Gladys Wechsler Carnos, Ieda Prates da
Silva,Ligia Gomes Víctora, Liz Nunes Ra-
mos, Maria Auxiliadora Pastor Sudbrack,
Mario Fleig, Robson de Freitas Pereira e
Valéria Machado Rilho

COMISSÕES
Comissão de Acolhimento
Diana Myrian Liechtenstein Corso, Lucia
Serrano Pereira, Maria Ângela Cardaci
Brasil, Maria Auxiliadora Pastor Sudbrack

Comissão de Analistas-Membros
Coordenação: Maria Auxiliadora Pastor
Sudbrack
Alfredo Néstor Jerusalinsky, Ana Maria
Medeiros da Costa, Maria Ângela Cardaci
Brasil, Robson de Freitas Pereira
Comissão de Biblioteca
Coordenação: Ana Marta Goelzer Meira
Ângela Lângaro Becker, Fernada Breda
Leyen, Luciane Loss, Luzimar Stricher,
Maria Auxiliadora Pastor Sudbrack
Comissão de Ensino
Coordenação: Mário Corso
Alfredo Néstor Jerusalinsky, Ana Maria
Medeiros da Costa, Eda Estevanell Tava-
res,Liliane Seide Fröemming,Liz Nunes
Ramos, Lúcia Alves Mees, Lucia Serrano
Pereira, Maria Ângela Cardaci Brasil, Ma-
ria Auxiliadora Pastor Sudbrack, Mario
Fleig, Robson de Freitas Pereira, Rosane
Monteiro Ramalho
Comissão de Eventos
Coordenação: Ana Maria Gajeiro
Grasiela Kraemer, Lúcia Alves Mees,
Luzimar Baptista Stricher, Marcia Helena de
Menezes Ribeiro, Maria Ângela Brasil, Maria
Cristina Poli Felippi, Maria Elisabeth Tubino,
Rosângella Coelho Nunes
Fórum - Serviço de Atendimento Clínico
Coordenação: Liz Nunes Ramos e Ânge-
la Lângaro Becker
Carmen Backes, Clarice Trombka, Gra-
ziela Kraemer, Maria Cristina Solé, Valéria
Machado Rilho

Comissão de Publicações
Coordenação: Mario Fleig
Comissão de Aperiódicos
Coordenação: Mario Fleig (interino)
Comissão do Correio
Coordenação: Maria Ângela Cardaci Bra-
sil e Robson de Freitas Pereira
Francisco F. Settineri, Gerson Smiech Pi-
nho, Henriete Karam, Liz Nunes Ramos,
Luzimar Stricher, Marcia Helena de Menezes
Ribeiro, Maria Lúcia Müller Stein, Marta Pedó
Comissão da Home-Page
Coordenação: Marta Pedó (interina)
Comissão da Revista
Coordenação: Valéria Machado Rilho
Analice Palombini, Carla De Boni, Concei-
ção de Fátima Beltrão, Edson Luiz André de
Sousa, Gladys Wechsler Carnos

SUMÁRIO

EDITORIAL............................05

TEXTOS
Alfredo Néstor Jerusalinsky
O outro do pedagogo. Ou seja, a im-
portância do trauma na educação
........................................................07
Maria Cristina M. Kupfer
Freud e a educação, dez anos depois
........................................................14
Leandro de Lajonquière
Freud, a educação e as ilusões (psico)
pedagógicas................................27
Marianne Montenegro Stolzmann e
Simone Moschen Rickes
Do dom de transmitir à transmissão
de um dom....................................39
Clara Maria von Hohendorff
Cultura é aquilo que fica de tudo que
se esquece....................................52
Carlos Henrique Kessler
O professor precisa ser um agitador
cultural..........................................61
Ângela Lângaro Becker
Agressividade em psicanálise: articu-
lações com a educação...................66
Norma Susana Filidoro
Algumas reflexões em torno da clíni-
ca psicopedagógica.......................75
Jacy Soares
A questão da psicopedagogia numa
perspectiva topológica. Articulação
com outros campos de conhecimento
e as implicações na prática..............92

Margareth Schäffer
A educação e a falta: algumas ques-
tões sobre psicanálise e epistemologia
e psicologia genética.....................102
Silvia Eugênia Molina
O sujeito cognoscente e a aprendiza-
gem: conceitualizações inter e trans-
disciplinar...................................116
Euvaldo Mattos
O novo poderá emergir na escuta de
crianças, adolescentes e jovens....123

 ENTREVISTA
Léa da Cruz Fagundes
O prazer de aprender..................130

RECORDAR, REPETIR,
ELABORAR

Jean Bergès
A instância da letra na aprendizagem
.................................................................137

 VARIAÇÕES
Diana Myriam Lichtenstein Corso
O teleorfanato nosso de cada dia
.......................................................147

 R454

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE PORTO ALEGRE / Associação
 Psicanalítica de Porto Alegre. - n° 16,1999. - Porto Alegre: APPOA, 1995, ----.
Absorveu: Boletim da Associação Psicanalítica de Porto Alegre.

Semestral

ISSN 1516-9162

1. Psicanálise - Periódicos. | Associação Psicanalítica de Porto Alegre

CDU: 159.964.2(05)
 616.89.072.87(05)
CDU: 616.891.7

Bibliotecária Responsável: Ivone Terezinha Eugênio
 CRB 10/1108

Foto da Capa: Agenda UNICEF/77
Desing Gráfico: Cristiane Löff

5
EDITORIAL

A conjunção psicanálise e educação já conheceu inúmeras formas, desde aquela
própria ao otimismo que assolou o movimento psicanalítico na década de vinte, con-
fiante nos auspícios de uma educação psicanaliticamente esclarecida, conforme aos
melhores ideais iluministas. Freud mesmo não pretendeu ocupar-se de tal tema, dei-
xando-o ao encargo de sua filha, que, dedicando-lhe “a obra de toda sua vida”, pôde,
segundo ele afirma, compensar a falha paterna. A retórica de Freud, nesse caso, não
deixa de ilustrar aquilo que faz questão tanto aos métodos educativos quanto à forma-
ção do psicanalista: o fato de que, ao ensinar, o que se transmite é, justamente, o que
falha, mais além de um saber.

Se a eclosão da segunda guerra fez, por um lado, arrefecer o otimismo no seio
da psicanálise, por outro, resultou na expansão e difusão da teoria psicanalítica pelo
mundo. A ciência judaica da Viena do início do século tornava-se patrimônio cultural
da civilização ocidental. Seus conceitos mais caros passaram ao domínio público,
sendo apropriados pelos discursos hegemônicos do saber. A junção psicanálise e
educação recebia aí uma nova torção, onde a teoria psicanalítica via-se degradada
numa psicologização das relações de aprendizagem.

Sem nutrir a esperança de que uma educação psicanaliticamente orientada ve-
nha livrar a infância de sua neurose, encontramo-nos constantemente com a solicita-
ção, dirigida à psicanálise, de responder ao insabido da educação. Nesse terreno, não
cabe furtar-se ao diálogo: diálogo que exige, contudo, recuperar e salvaguardar as
distinções epistêmicas operantes num campo e noutro para, então, descortinar-se
uma contribuição possível ao campo da educação a partir do seu atravessamento pela
noção de sujeito de desejo que a psicanálise aporta.

7
TEXTOSTEXTOS
O OUTRO DO PEDAGOGO
Ou seja, a importância do trauma na educação.

Alfredo Jerusalinsky*

RESUMO
Registram-se transformações significativas na prática pedagógica atual. A
influência da psicanálise tem favorecido um desempenho