Resenha sobre "Educação Ambiental e a população favelada na  zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca, entre a estigmatização e o protagonismo: o caso do Vale Encantado"
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Resenha sobre "Educação Ambiental e a população favelada na zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca, entre a estigmatização e o protagonismo: o caso do Vale Encantado"


DisciplinaGeografia e História160 materiais2.315 seguidores
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Universidade Federal do Rio de Janeiro 
Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza 
Instituto de Geociências 
Departamento de Geografia 
Geografia e História 
Professora: Ana Maria Daou 
Aluno: Rita Maria Cupertino Bastos 
 
Resenha sobre "Educação Ambiental e a população favelada na zona de amortecimento do Parque 
Nacional da Tijuca, entre a estigmatização e o protagonismo: o caso do Vale Encantado" 
 
O tema "Educação Ambiental e a população favelada na zona de amortecimento do Parque 
Nacional da Tijuca, entre a estigmatização e o protagonismo: o caso do Vale Encantado" 
desenvolvido por Matheus Souza Belem Pimenta dos Santos e Marcelo José Lopes de Souza tem por 
área de estudo a favela do Vale Encantado, localizada na Floresta da Tijuca e originada no século XX 
devido produção agrícola e, posteriormente, mineração nas proximidades da área. Atualmente, a 
região sofre por um conflito ambiental onde há um aumento da degradação ambiental gerando a 
iniciativa da educação ambiental e pressão do Estado para a retirada dessa população. 
O discurso estigmatizante de que às favelas são um fator repulsivo permanece não somente 
no caso do Vale Encantado como na maioria das favelas do Rio de Janeiro. No início do século XX o 
discurso era de que as favelas eram focos de doenças. Após algumas décadas foi acrescentado o 
discurso de criminalização e hoje elas passam a também serem fator de degradação ambiental. Os 
moradores são tratados como pessoas ignorantes e incapazes de serem educadores de alguma 
forma, apenas educandos mesmo nos dias atuais. Devido essa problemática, o Plano de Manejo do 
Parque Nacional prevê um importante debate sobre meio ambiente com a população local. 
A educação se divide em formal e informal. A primeira, também conhecida como tradicional 
possui foco no educador sobre o educando em um espaço regrado como uma escola. Já a segunda 
estende seu espaço de atuação espacial e, de forma progressista, coloca educador e educando em 
foco. A educação ambiental possui cunho predominantemente informal no Vale Encantado como a 
caminhada ecológica realizada por moradores como forma de turismo onde se explica a fauna, flora 
e história da área aos visitantes e, também, o uso da gastronomia com as comidas típicas 
aproveitando sua localidade. Essas práticas auxiliam na descontrução dos discursos historicamente 
estigmatizantes sobre as favelas e seus moradores.