hemorragias - lacerações, avulsoes, esmagamento
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hemorragias - lacerações, avulsoes, esmagamento


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HEMORRAGIAS 
O controle de uma hemorragia deve ser feito imediatamente, pois uma hemorragia 
abundante e não controlada pode causar morte em 3 a 5 minutos. A hemorragia 
externa é a perda de sangue pelo rompimento de um vaso sanguíneo (veia ou 
artéria). Quando uma artéria é atingida, o perigo é maior. Nesse caso, o sangue é 
vermelho vivo e sai em jatos rápidos e fortes. Quando as veias são atingidas, o 
sangue é vermelho escuro, e sai de forma lenta e contínua. A hemorragia interna é o 
resultado de um ferimento profundo, não aparente, com lesão de órgãos internos. 
1. Hemorragia externa 
 
1.1. O que fazer 
Procure manter o local que sangra em plano mais elevado que o coração. Pressione 
firmemente o local por cerca de 10 minutos, comprimindo com um pano limpo dobrado 
ou com uma das mãos. Se o corte for extenso, aproxime as bordas abertas com os 
dedos e mantenha unidas. Ainda, caso o sangramento não cesse, pressione com mais 
firmeza por mais 10 minutos. 
 
Quando parar de sangrar, cubra o ferimento com uma gaze e prenda-a com uma 
atadura firme, mas que permita a circulação do sangue. Se o sangramento persistir 
através do curativo, ponha novas ataduras, sem retirar as anteriores, evitando a 
remoção de eventuais coágulos. 
 
Observação: Quando houver sangramentos intensos nos membros e a 
compressão não for suficiente para estancá-los, comprima a artéria ou a veia 
responsável pelo sangramento contra o osso, impedindo a passagem de 
sangue para a região afetada. 
 
1.2. O que não deve fazer 
 
Não deve tentar retirar corpos estranhos dos ferimentos; 
Não deve aplicar substâncias como pó de café ou qualquer outro produto. 
 
2. Hemorragia nasal 
 
A) Incline a cabeça da pessoa para frente, sentada, evitando que o sangue vá para a 
garganta e seja engolido, provocando náuseas. 
B) Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local. 
C) Depois de alguns minutos, afrouxe a pressão vagarosamente e não assoe o nariz. 
D) Se a hemorragia persistir, volte a comprimir a narina e procure socorro médico. 
 
3. Torniquetes 
 
Este expediente deve ser aplicado apenas em casos extremos e como último recurso, 
quando não há a parada do sangramento. Veja como: 
 
A)Amarre um pano limpo ligeiramente acima do ferimento, enrolando-o firmemente 
duas vezes. 
B)Amarre-o com um nó simples. 
C)Em seguida, amarre um bastão sobre o nó do tecido. 
D)Torça o bastão até estancar o sangramento. Firme o bastão com as pontas livres da 
tira de tecido. 
E) Marque o horário em que foi aplicado o torniquete. 
F) Procure socorro médico imediato. 
G) Desaperte-o gradualmente a cada 10 ou 15 minutos, para manter a circulação do 
membro afetado. 
 
4. Hemorragia interna 
 
Acidentes graves, sobretudo com a presença de fraturas podem causar sangramentos 
internos com sangramentos não aparentes. A hemorragia interna pode levar 
rapidamente ao estado de choque e, por isso, a situação deve ser acompanhada e 
controlada com muita atenção para os sinais externos: pulso fraco e acelerado, pele 
fria e pálida, mucosas dos olhos e da boca brancas, mãos e dedos arroxeados pela 
diminuição da irrigação sanguínea, sede, tontura e inconsciência. 
 
Não dê alimentos à vítima e nem aqueça demais com cobertores. Peça auxílio médico 
imediato. 
 
 
 
 
FERIMENTOS 
 
 
Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. Abertos são aqueles 
que apresentam descontinuidade da pele, enquanto que, nos fechados, a pele 
encontra-se íntegra. 
 
1. Ferimentos fechados 
 
Ocorrem em conseqüência de contusões, compressões e abrasões. Esses 
mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos 
sangüíneos. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos 
vasos gera sangramento. Esses ferimentos são chamados de contusões. 
 
Dependendo da intensidade da energia e da força aplicadas, outras estruturas mais 
profundas, como músculos, ossos e órgãos, podem ser lesados junto com a pele. Os 
sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema, equimose e 
hematoma. Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco, porém 
podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes. 
 
 
2. Ferimentos abertos 
 
Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 
 
2.1. Escoriações 
 
São lesões da camada superficial da pele ou das mucosas, que podem ou não 
apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa; 
 
2.2. Ferimentos cortocontusos 
 
São lesões superficiais, de bordas regulares, e que geralmente são produzidas por 
objetos cortantes, como facas, fragmentos de vidros ou de metais. O sangramento 
dessas lesões pode ser extremamente variável, dependendo da existência de ruptura 
de pequenos vasos. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de 
vasos, tendões, nervos e músculos; 
 
2.3. Lacerações 
 
São lesões teciduais de bordos irregulares, em geral decorrentes de traumatismos 
intensos produzidos por objetos rombos; 
 
2.4. Ferimentos perfurantes 
 
São lesões produzidas por objetos pontiagudos, tais como pregos, agulhas e estiletes, 
com orifício de entrada geralmente pequeno. De acordo com a profundidade de 
penetração, podem ser lesadas estruturas e órgãos internos. 
 
Na região do tórax, as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax, o 
hemotórax e o tamponamento cardíaco, que podem colocar em risco a vida do doente. 
No abdome, os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite, 
podendo gerar risco de vida; 
 
2.5. Avulsões 
 
São lesões abertas, onde existe descolamento de pele em relação aos planos 
profundos, com perda do revestimento cutâneo. Essas lesões também podem ser 
acompanhadas de sangramento; 
 
2.6. Esmagamentos 
 
Ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas. As 
lesões podem ser abertas ou fechadas, podendo causar extensa destruição tecidual. 
Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas, os 
desabamentos e os acidentes de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Localização de pontos arteriais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas de estancamento em ferimentos 
 
 
Estancamento por elevação do membro 
 
 
 
 
 
Tipos de Hemorragias 
 
 
 Pressão direta sobre artéria 
 
 
 Compressão arterial 
 
 
 
 
TORNIQUETE 
 
 
 
 
Ferimento no braço 
 
 
 
Imobilização do Ombro com bandagem triangular 
 
Ferimento na cabeça 
 
 
Ferimento nos olhos 
http://www.bombeirosemergencia.com.br/sangramentos.htm