APS - SUPER SIMPLES - REDUZIDA-1.pdf
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1. O que é Simples Nacional? 
 O Simples Nacional é um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às 
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, previsto na Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. 
 
2. Como era antes do Simples Nacional? 
 Antes do Simples, era necessário recolher cada um desses tributos por meio de guias e procedimentos específicos. 
Optando por esse regime, a contribuição unificada acontece por meio da emissão do DAS. O valor é calculado em sistema 
informatizado disponível para o contribuinte na página do Simples Nacional na internet. 
 A empresa optante pelo simples deve obrigatoriamente utilizar o sistema da Receita Federal para realizar o cálculo do 
valor para obter a impressão do documento de arrecadação. O valor pago ao banco é repassado a um sistema gerenciado 
pelo Banco do Brasil que reparte automaticamente o recurso dentro de um dia para os entes de destino. 
 
3. O que é Comitê Gestor e Fórum Permanente? 
 O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) é vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável por administrar o 
Simples Nacional. É composto por quatro representantes da Secretaria da Receita Federal do Brasil, representando a União, 
dois dos Estados e do Distrito Federal e dois dos Municípios, para tratar dos aspectos tributários. 
 O Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FP), presidido e coordenado pela Secretaria 
Especial da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República (SEMPE/PR), é uma das três instâncias estabelecidas 
pela Lei Complementar nº 123/06 (artigo 2º, inciso II) para gerir o tratamento diferenciado e favorecido a esse segmento, 
previsto nos artigos 170 e 179 da Constituição Federal. É responsável por tratar dos aspectos não tributários da LC nº 
123/06 e tem como atribuição promover discussões com o objetivo de encaminhar à SEMPE/PR propostas que visam 
garantir o tratamento favorecido e diferenciado a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte. 
 
4. Fale sobre Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) 
 Conforme art. 3º da LC 123/2006 (com redação dada pela LC 139/2011), consideram-se microempresas ou empresas de 
pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o 
empresário a que se refere o art. 966 Código Civil devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no 
Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: 
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e 
sessenta mil reais); e 
II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 
(trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais). Esse limite 
aumentará para R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) a partir de 1º de janeiro de 2018, conforme LC 
155/2016. 
 
5. Receita bruta 
 De acordo com o § 1o do art. 3º da LC 123/2006, considera-se receita bruta o produto da venda de bens e serviços nas 
operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não incluídas as 
vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. 
 
6. Início de atividade 
 No caso de início de atividade, o limite será proporcional ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de 
pequeno porte houver exercido atividade, inclusive as frações de meses. (§2º art. 3º LC 123/2006) 
 
7. Mudança de regime 
 Os empresários não enquadrados no Simples Nacional podem optar por esse regime tributário, desde que estejam 
dentro das condições para opção. Para tal, é disponibilizado no portal do Simples Nacional o agendamento de opção. Para 
o ano de 2017, esse agendamento se dará entre os dias 01/11/2016 e 29/12/2016. Caso sejam identificadas pendências, o 
agendamento não será aceito. O contribuinte poderá regularizar essas pendências e proceder a um novo agendamento até 
29/12/2016. Após este prazo, a empresa ainda poderá solicitar a opção pelo Simples Nacional para o ano de 2017 até o 
último dia útil do mês de janeiro. 
 
8. Exclusão por ultrapassar o limite 
 A pessoa jurídica será excluída do Simples Nacional por excesso de receita quando a receita bruta do ano-calendário 
ultrapassar R$ 3.600.000,00 no mercado interno, ou ultrapassar a receita bruta de R$ 3.600.000,00 decorrentes de 
exportação de mercadorias ou serviços. 
Para fins de exclusão, deverão ser observados os seguintes limites: 
1. Se a receita bruta, do mercado interno ou da exportação, não ultrapassar a 20% do limite, ou seja, a receita auferida no 
ano-calendário não ultrapassar R$ 4.320.000,00, a exclusão produzirá efeitos a partir de 1° de janeiro do ano-calendário 
subsequente ao que tiver ocorrido o excesso. 
2. Caso a receita bruta, do mercado interno ou da exportação, ultrapassar 20% do limite, a exclusão produzirá efeitos a 
partir do mês subsequente ao que tiver ocorrido o excesso. 
Caso o excesso de receita ocorra quando a pessoa jurídica estiver em início de atividade, a exclusão ocorrerá obedecendo a 
outros prazos: 
1. Se a receita bruta acumulada, no ano-calendário de início de atividade, no mercado interno ou de exportação de 
mercadorias ou serviços for superior a R$ 300.000,00 multiplicados pelo número de meses que está em atividade, 
considerada a fração de mês como um mês inteiro, a exclusão tem seus efeitos retroativos ao início de suas atividades. 
2. A exclusão não ocorrerá de forma retroativa ao início de atividade, se o excesso não for superior a 20% do limite 
proporcional. Nesse caso a exclusão terá efeito a partir do ano-calendário subsequente. 
 
9. Exclusão por exceder R$ 200.000,00 mensais 
 A microempresa e a empresa de pequeno porte que no decurso do ano-calendário de início de atividade ultrapassar o 
limite de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse período estarão 
excluídas do regime desta Lei Complementar, com efeitos retroativos ao início de suas atividades. (Alterado pela Lei 
Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011) 
 
10. Efeitos da exclusão
 A pessoa jurídica excluída do Simples Nacional fica sujeita às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas 
jurídicas a partir do período em que se aplicarem os efeitos da exclusão. (Resolução CGSN n° 94/2011, artigo 76, § 3°). 
 
CONDIÇÕES PARA OPÇÃO 
1. Empresário e sociedade simples 
Considera-se empresário individual toda e qualquer pessoa, antes considerada autônoma, que pretende circular bens ou 
serviços através de uma pessoa física. 
A sociedade Simples é caracterizada pela formação de uma pessoa jurídica apenas para o esforço de profissionais 
desempenharem melhor suas funções, temos como exemplo consultórios médicos, dentários, escritórios de advocacia, 
entre outros. 
 
2. Dívidas fiscais e previdenciárias 
É necessário que a empresa regularize os débitos tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios no 
período de opção pelo Simples Nacional. Os débitos tributários que impedem a opção não são só os relativos aos tributos 
incluídos no Simples Nacional, mas de qualquer tributo, p.ex., IPVA, IPTU etc. 
 
3. Empresas impedidas de optar 
São algumas das pessoas jurídicas impedidas de optar pelo Simples Nacional: 
1) de cujo capital participe outra pessoa jurídica; 
2) de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal; 
3) que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica com sede no exterior; 
4) cujo titular ou sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa não beneficiada pela Lei Complementar 
nº 123, de 2006, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 3.600.000,00;