MANUAL VETORIAL DENGUE
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todos os depósitos
de Ægua de consumo vulnerÆveis à oviposiçªo do vetor.
Os larvicidas utilizado na rotina do PEAa PEAa PEAa PEAa PEAa sªo:
TTTTTemephósemephósemephósemephósemephós granulado a 1% (Abate, Larvin, Larvel e outros), que possui baixa toxicidade
(empregado em dose inócua para o homem, mas letal para as larvas).
BacillusBacillusBacillusBacillusBacillus turinghiensisturinghiensisturinghiensisturinghiensisturinghiensis israelensisisraelensisisraelensisisraelensisisraelensis (BTI) (BTI) (BTI) (BTI) (BTI) que Ø um inseticida biológico que poderÆ ser
utilizado de maneira rotativa com o temephós, evitando o surgimento de resist\u152ncia das
larvas a estes produtos.
MetopreneMetopreneMetopreneMetopreneMetoprene, substância anÆloga ao hormônio juvenil dos insetos, que atua nas for-
mas imaturas (larvas e pupas), impedindo o desenvolvimento dos mosquitos para a fase
adulta.
Eventualmente, o cloreto de Sódio ou sal de cozinha, em soluçªo a 3%, tambØm
poderÆ ser utilizado como larvicida
Tanto o temephós quanto o BTIBTIBTIBTIBTI e o metoprene, sªo agentes de controle de mosqui-
tos, aprovados pela Organizaçªo Mundial da Sa\u153de para uso em Ægua de consumo huma-
no, por suas caraterísticas de inocuidade para os mamíferos em geral e o homem.
As regras para o tratamento focal, quanto ao deslocamento e seqü\u152ncia a ser
seguida pelo servidor nos imóveis, sªo as mesmas mencionadas para a inspeçªo predial.
Inicialmente, tratam-se os depósitos situados no peridomicílio (frente, lados e fundo do
terreno) e, a seguir, os depósitos que se encontram no interior do imóvel, com a inspeçªo
cômodo a cômodo, a partir do \u153ltimo, sempre da direita para esquerda.
Nªo serªo tratados:
\u2022 Latas, plÆstico, e outros depósitos descartÆveis que possam ser eliminados.
\u2022 Garrafas, que devem ser viradas e colocadas ao abrigo da chuva;
\u2022 Utensílios de cozinha que sirvam para acondicionar e cozer alimentos;
\u2022 Depósitos vazios (sem Ægua);
\u2022 AquÆrios ou tanques que contenham peixes.
\u2022 Vasos sanitÆrios, caixas de descarga e ralos de banheiros, exceto quando a casa
estiver desabitada.
\u2022 Bebedouros de animais;
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Os bebedouros de animais onde forem encontradas larvas ou pupas devem ser
escovados e a Ægua trocada no mÆximo a cada cinco dias.
Os depósitos com peixes nªo serªo tratados com temephós. Nestes casos, serªo
recomendadas aos moradores formas alternativas para o controle de focos, podendo-se
utilizar o BTI e o metoprene.
Os pequenos depósitos como latas vazias, vidros, plÆsticos, cascas de ovo, de
coco, e outros, que constituem o lixo domØstico, devem ser de prefer\u152ncia acondicionados
adequadamente pelos moradores, para serem coletados pelo serviço de limpeza p\u153blica.
Caso isso, por algum motivo, nªo ocorra, devem ser eliminados pelo agente.
Para evitar que o larvicida se perca nos depósitos que sªo lavados pelos moradores
ou onde a Ægua estÆ sujeita a constante renovaçªo, como as caixas d’Ægua, cisternas e
calhas mal colocadas, ele deve ser colocado nesses depósitos, envolvido e amarrado em
um pano. Este artifício conhecido como “boneca de larvicida” vem sendo utilizado em
alguns Estados desde a Campanha de Erradicaçªo do Aedes aegypti, no ParÆ, em 1967.
10.1.1. MØtodos simples para cÆlculo do volume de depósitos
Para que o tratamento focal com larvicida tenha eficÆcia assegurada, Ø necessÆrio
que o pessoal de operaçªo saiba determinar com precisªo a quantidade de inseticida a ser
aplicada em relaçªo ao volume de Ægua, a fim de se obter a concentraçªo correta. No caso
do temephós, a concentraçªo Ø de uma parte por milhªo, equivalente a um grama de
ingrediente ativo em um milhªo de mililitros de Ægua (1.000 litros).
O tratamento com o temephós Ø feito de acordo com a capacidade do depósito e
nªo com a quantidade de Ægua existente nele, à exceçªo de cisternas ou poços tipo
“amazônicos” (cacimba), cujo tratamento serÆ feito conforme a quantidade de Ægua exis-
tente.
MØtodo n.\u201d 1 - MØtodo n.\u201d 1 - MØtodo n.\u201d 1 - MØtodo n.\u201d 1 - MØtodo n.\u201d 1 - Para calcular o volume de depósitos retangulares
VVVVV= volume
CCCCC= comprimento
LLLLL= largura
HHHHH = altura
ExemploExemploExemploExemploExemplo: Supondo que um tanque tenha 120 centímetros de comprimento, 100
centímetros de largura e 100 centímetros de altura, fazendo o emprego da fórmula tem-se:
V = 120 x 100 x 100 = 1.200.000 centímetros c\u153bicos (1.200 litros)
Desde que se sabe que um litro de Ægua ocupa o volume de um decímetro c\u153bico,
devem-se tomar as medidas nessa unidade, facilitando com isso o cÆlculo.
Ou seja, V V V V V = 12 dm x 10 dm x 10 dm = 1.200 decímetros c\u153bicos ou 1.200 litros.
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MØtodo n.\u201d 2 - MØtodo n.\u201d 2 - MØtodo n.\u201d 2 - MØtodo n.\u201d 2 - MØtodo n.\u201d 2 - Para calcular o volume de depósitos cilíndricos
 Tomam-se as medidas tambØm em decímetros.
VVVVV= volume
KKKKK= 0,8 (valor constante)
D\u2020D\u2020D\u2020D\u2020D\u2020= diâmetro ao quadrado
HHHHH= altura
ExemploExemploExemploExemploExemplo: Supondo que uma cisterna tenha 15 decímetros de diâmetro e 20
decímetros de altura, empregando a fórmula, temos:
V= k x (D x D) x H = 0,8 x 15 x 15 x 20 = 3.600 litros.
\u2022 MØtodo n.\u201d 3 - MØtodo n.\u201d 3 - MØtodo n.\u201d 3 - MØtodo n.\u201d 3 - MØtodo n.\u201d 3 - Para calcular o volume de depósitos triangulares
VVVVV= volume
BBBBB= base
LLLLL= largura
HHHHH= altura
22222= constante
Este tipo de depósito Ø encontrado freqüentemente em cantos internos de depen-
d\u152ncias residenciais ou nªo, como opçªo de aproveitamento do espaço formado pela
interseçªo de duas paredes.
ExemploExemploExemploExemploExemplo: Supondo que um depósito de forma triangular tenha 20 decímetros de
base, 8 decímetros de largura e 12 decímetros de haltura, aplicando-se a fórmula tem-se:
V = (20 x 8 x 12)/2 = (160 x 12)/2 = (80 x 12) = 960 decímetros c\u153bicos (960 litros)
Para determinar a altura de uma cisterna, caixa d’Ægua, ou depósito semelhante,
utiliza-se uma vara ou, na falta dela, uma corda ou cordªo que atinja o fundo do depósito.
Com um objeto amarrado à ponta, leva-se a corda bem esticada atØ tocar o fundo e
marca-se o nível da Ægua.
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A medida encontrada corresponderÆ à altura procurada. No caso de cisternas ou
“poços amazônicos”, a quantidade de temephós Ø calculada em funçªo do volume de
Ægua existente. O diâmetro do depósito serÆ medido internamente.
10.2. Tratamento perifocal
Consiste na aplicaçªo de uma camada de inseticida de açªo residual nas paredes
externas dos depósitos situados em pontos estratØgicos, por meio de aspersor manual,
com o objetivo de atingir o mosquito adulto que aí pousar na ocasiªo do repouso ou da
desova.
O tratamento perifocal, em princípio, estÆ indicado para localidades recØm-infes-
tadas como medida complementar ao tratamento focal. É adotado em localidades infesta-
das apenas em pontos estratØgicos onde Ø difícil fazer o tratamento focal, como os grandes
depósitos de sucata, depósitos de pneus e ferros-velhos, onde tenham sido detectados fo-
cos. (FFFFFoto 4oto 4oto 4oto 4oto 4).
 F F F F Foto 4oto 4oto 4oto 4oto 4
10.2.1. Preparaçªo da carga
 Os inseticida atualmente empregados no tratamento perifocal sªo do grupo dos
PPPPPiretróidesiretróidesiretróidesiretróidesiretróides, na formulaçªo pó molhÆvel e na concentraçªo final de 0,3 % de princípio ativo.
No caso da Cypermetrina, esta concentraçªo serÆ obtida pela adiçªo de uma
carga (78 gramas) do pó molhÆvel a 40 %, em 10 litros d’Ægua. A mistura de inseticida
com Ægua deve ser feita diretamente no equipamento, parceladamente, com o auxílio de
bastªo agitador. A seqü\u152ncia da borrifaçªo Ø a mesma que se segue no tratamento focal, jÆ
descrita.
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10.2.2. TØcnica de aplicaçªo
Durante o tratamento perifocal sªo exigidos cuidados no sentido de que o opera-
dor esteja protegido