FARMACOCINÉTICA - Absorção e vias de administração
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FARMACOCINÉTICA - Absorção e vias de administração


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Log [BH+] = pKa \u2013 pH 
 [B] 
2 4 6 8 10 pH 
pKa = 6,8 
pH < pKa pH > pKa 
Quando o pH < pKa do 
fármaco ocorre o predomínio 
da forma protonada (BH+) 
ou IONIZADA 
Quando o pH > pKa do 
fármaco ocorre o predomínio 
da forma desprotonada (B) 
OU NEUTRA 
Fração Neutra 
Fração desprotonada 
Fração ionizada 
Fração protonada 
Importância do Grau de Ionização 
Somente a FRAÇÃO NEUTRA DO 
FÁRMACO sofre a difusão passiva 
simples, sendo portanto absorvida. 
 
O Grau de ionzação depende do pKa 
do fármaco e do pH do meio. 
Um Exemplo prático 
Porque a Lidocaína, uma base fraca 
(pKa = 8,9), não provoca uma boa 
anestesia ao ser administrada em 
regiões inflamadas (pH ácido)? 
Valores de pKa de fármacos ácidos 
e bases fracas 
Outros fatores que modificam a 
Absorção Oral 
Preparações líquidas: gotas ou xarope 
Preparações sólidas: comprimido, cápsula, revestimento 
pH do meio Tempo de 
 desintegração 
Velocidade de 
 dissolução Área de superfície 
Esvaziamento 
gástrico 
Tempo de trânsito 
 intestinal 
Fluxo sanguíneo 
mesentérico 
Interação com alimentos 
Metabolismo de 1a Passagem 
Veia porta 
Plexo mesentérico 
Corrente 
sanguínea 
Veia hepática 
Exemplos de Fármacos com alta taxa de metabolismo hepático: 
PROPRANOLOL \u2013 MORFINA - LIDOCAÍNA 
Metabolismo 
BIODISPONIBILIDADE 
Conceito: é a fração do medicamento 
administrado que atinge a circulação sistêmica. 
Horas 
Cp 
(\uf06dg/ml) 
Biodisponibilidade = AUC (oral) x 100 
 AUC (iv) 
Biodisponibilidade (F) = 100% para via IV 
Biodisponibiliadade (F) 
É extremadamente dependente da via de administração 
e da formulação da droga e metabolismo de primeiro 
 passagem 
Drogas : Via IV F= 1 
Propanolol IV F=1 
 oral F= ~0.2 20% (circulação) 
Digoxina IV F=1 
 Oral solução F= ~1 
 cápsula líquida F= ~1 
 Comprimidos F= ~0.7 
Alguns Exemplos de Biodisponibilidade oral 
FÁRMACOS BIODISPONIBILIDADE (%) 
ASPIRINA 68 ± 3 
PARACETAMOL 88 ± 1,5 
PROPRANOLOL 26 ± 10 
MORFINA 24 ± 12 
CODEÍNA 50 ± 5 
AZITROMICINA 34 ± 19 
CEFALEXINA 90 ± 9 
DIGOXINA 70 ± 13 
CIMETIDINA 60 ± 23 
CLONAZEPAM 98 ± 31 
Importância da via de administração do fármaco na 
determinação da Cp e da biodisponibilidade 
Tempo (h) 
Cp 
do fármaco 
Endovenoso 
Oral 
mesma dose 
Biodisponibilidade (F) = 100% para via IV 
F = (AUC) oral 
 (AUC) IV 
Fatores que afetam a biodisponibilidade oral: 
-Metabolismo de primeira passagem 
-Absorção incompleta no trato GI 
-Velocidade de dissolução da formulação farmacêutica 
Importância Clínica da curva da Biodisponibilidade 
AUC = Biodisponibilidade oral \uf0ae DOSE 
Tempo (h) 
Cp 
(mg/dl) 
Nível plasmático 
mínimo eficaz 
Nível plasmático 
máximo tolerado 
Duração da ação 
Início da ação 
Cp Máxima 
(efeito máximo) 
Janela terapêutica 
Importância na prescrição 
Veloc. Absorção \uf0de Início de Ação 
Cmax \uf0de Eficácia/Toxic. 
Quant. abs./elim. \uf0de Duração Ação 
COMPARAÇÃO ENTRE FABRICANTES 
DO MESMO FÁRMACO 
DETERMINAÇÃO 
Horas 
Cp 
 
Fármacos A = B 
mesma dose 
mesma via 
Cmax 
N.P.Efetivo 
N.P.Tóxico 
Duração ação 
Tempo para Cmax 
O fármaco dos fabricantes A e B são bioequivalentes? 
A 
B 
COMPARAÇÃO DAS CURVAS DE 
BIODISPONIBILIDADE 
Bioequivalência 
Bioequivalência 
 Farmacêutica 
Droga A = Droga B 
Mesmo princípio ativo 
Mesma dose 
Mesma forma de dosagem 
Mesma via de 
administração 
Bioinequivalência 
Droga A \uf0b9 Droga B 
Bioequivalência 
 Terapêutica 
Droga A = Droga B 
Mesma Biodisponibilidade 
 
Mesma Taxa e extensão de 
absorção 
 Fatores que modificam a taxa de desintegração / dissolução: 
\uf0b7 Tamanho das partículas 
\uf0b7 Grau de compactação do comprimido 
Importância do Estudo de 
Bioequivalência na Prescrição 
Variação na absorção corporal de 4 formulações de Digoxina 
Horas 
NP 
Efetivo 
NP 
Tóxico 
A 
B 
C 
D 
Outras vias Enterais: Sublingual e Retal 
Plexo 
mesentérico 
Veia 
porta 
Veia 
hepática 
Veia cava 
Fígado 
Sublingual 
Oral 
Comprimidos perilinguais \u2013 \u201cglosseta\u201d 
 
\uf0a8Pequena superfície para absorção 
\uf0a8Rápida absorção \u2013 Início rápido 
\uf0a8Não sofre metabolismo 1a passagem 
 
\uf0a8 Drogas muito lipossolúveis 
 
Ex: Dinitrato de Issorbido, Nitroglicerina, 
Cloridrato de isoproterenol, 17beta- estradiol, 
nifedipina,. 
 
\uf0fc Praticável em comatosos, paciente 
com vômitos e incapacidade de deglutir. 
 Menor efeito de 1ª passagem 
\uf050 Absorção irregular e incompleta 
\uf050 Irritação na mucosa retal 
\uf050 Efeito local ou sistêmico 
Retal 
INJEÇÕES PARENTERAIS 
\u2022 ENDOVENOSA 
\u2022 INTRAMUSCULAR 
\u2022 SUBCUTÂNEA 
ENDOVENOSA 
Dose 
única 
Infusão 
contínua 
(Medicação de Urgência) 
ENDOVENOSA 
Vantagens: 
\uf0b7 Efeito imediato 
\uf0b7 Biodisponibilidade 100% 
\uf0b7 Possibilita a administristração de grandes 
volumes. 
\uf0b7 Possibilita a administração de substâncias 
 irritantes por outras vias. 
ENDOVENOSA 
Desvantagens: 
\uf0b7 Material estéril \u2013 pessoa capacitada 
\uf0b7 Incômoda para o paciente 
\uf0b7 Menor segurança \u2013 riscos elevados de 
efeitos adversos (injeção lenta de solução). 
\uf0b7 Imprópria para substâncias insolúveis ou 
oleosas (suspensões). 
\uf0b7 Riscos de flebite, infecção e trombose 
INTRAMUSCULAR 
VANTAGENS 
\uf0b7 Início mais rápido que a oral 
\uf0b7 Possibilita a administração em pacientes 
incapacitados de deglutir, com vômitos e 
diarréia. 
\uf0b7 Mais segura que a endovenosa. 
\uf0b7 Não sofre efeito de primeira passagem 
INTRAMUSCULAR 
DESVANTAGENS 
\uf0b7Efeitos adversos locais: dor, 
desconforto, hematoma e lesão 
muscular. 
 
\uf0b7 Impossibilita a administração de 
substâncias irritantes,com pH fora da 
neutralidade ou na osmolaridade. 
Absorção depende: 
\uf0b7Fluxo sanguíneo 
local. 
Deltóide>glúteo 
-Aumentado:calor, 
massagem, exercícios. 
-Reduzido: compressas 
frias. 
 
\uf0b7Tipo de 
preparação: 
Solução aquosa versus 
Suspensão 
INTRAMUSCULAR 
Vias e Concentração Plasmática 
Tempo após a administração 
C
o
n
c
e
n
tr
a
ç
ã
o
 
P
la
s
m
á
ti
c
a
 
endovenosa 
intramuscular 
Oral 
Concentração 
terapêutica 
SUBCUTÂNEA 
Características: 
\uf0b7 Substâncias não irritantes \u2013 pequeno volume 
\uf0b7 Efeitos adversos locais: dor, abscesso, 
 fibrose e infecção. 
Absorção é lenta, mas constante provocando 
efeito duradouro. 
A agulha encontra-se 
abaixo da pele 
Insulina subcutânea 
Solução e Suspensão de Insulina (SC) 
Velocidade de absorção: solução x suspensão 
\uf0b7 \uf0adda absorção por calor, massagem, exercício 
Vias Parenterais Especiais 
Vias Formas Farmacêuticas 
Intra-arterial Utilizada para exames de diagnósticos 
Intra-cardíaca Reanimação cardiovascular 
Intraperitonial Não utilizada clinicamente 
Intratecal 
Peridural 
Técnica especializada \u2013 Anestesiologistas 
Técnica especializada - Anestesiologistas 
VIA INALATÓRIA 
GASES 
AEROSSOL 
INALATÓRIA 
\u2022 Gases \u2022 Aerossóis 
OXIGÊNIO 
Anestésicos Gerais 
Efeito Sistêmico 
10 % 
90 % 
Efeito Local 
Gás 
Fármaco 
Broncodilatadores 
Glicocorticóides 
Características: 
\uf0b7 Gases e pequenas partículas 
\uf0b7 Absorção rápida 
\uf0b7 Não sofre metab. 1a passagem 
\uf0b7 Efeito sistêmico ou local 
VIA TÓPICA: Aplicação cutânea 
EFEITO TERAPÊUTICO LOCAL 
Absorção pela pele ou mucosas 
Pomadas 
Cremes 
Loções 
Pastas 
Características: 
\uf0b7 Área de superfície 
\uf0b7 lipossolubilidade 
\uf0b7 Integridade da