Apostila - Fitopatologia
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Apostila - Fitopatologia


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Verticillium Verticillium albo-atrum Murcha de diversas culturas 
 
 
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Família: Dematiaceae - conidióforos livres, conidióforos e/ou conídios escuros 
 
Gênero Espécie Doença 
 
Alternaria Alternaria solani Pinta preta do tomateiro 
 
Asperisporium Asperisporium caricae Varíola do mamoeiro 
 
Bipolaris Bipolaris oryzae Helmintosporiose do arroz 
 
Capnodium Capnodium sp. Fumagina 
 
Cercospora Cercospora arachidicola Mancha castanha do amendoim 
 
Cercosporidium Cercosporidium henningsii Mancha parda da mandioca 
 
Cladosporium Cladosporium fulvum Mancha de Cladosporium do tomateiro 
 
Cordana Cordana musae Mancha de Cordana da bananeira 
 
Curvularia Curvularia eragrostidis Pinta preta do inhame 
 
Drechslera Drechslera carbonum Queima das folhas do milho 
 
Exserohilum Exserohilum turcicum Helmitosporiose do milho 
 
Paracercospora Paracercospora musae Sigatoka-negra da bananeira 
 
Pseudocercospora Pseudocercospora musae Sigatoka-amarela da bananeira 
 
Stemphylium Stemphylium solani Mancha de Stemphylium das solanáceas 
 
Stigmina Stigmina mangiferae Mancha de Stigmina da folha mangueira 
 
Thielaviopsis Thielaviopsis paradoxa Podridão negra do abacaxi 
 
 
 
Familia: Stilbelaceae - conidióforos agrupados em sinêmios 
 
Gênero Espécie Doença 
 
Phaeoisariopsis Phaeoisariopsis griseola Mancha angular do feijoeiro 
 
 
 
Familia: Tuberculariaceae - conidióforos agrupados em esporodóquios 
 
Gênero Espécie Doença 
 
Fusarium Fusarium moniliforme Tombamento em plântulas e podridão de espigas de milho 
 Fusarium oxysporum Murcha em diversas plantas 
 Fusarium solani Podridões de raízes em diversas culturas 
 
 
 
 
Sub-classe: Coelomicetidae - conidióforos e conídios produzidos no interior de picnídios (estruturas 
em forma de pêra, com ostíolo) e acérvulos (estruturas estromáticas, geralmente circulares) 
 
Ordem: Sphaeropsidales - conidióforos e conídios produzidos no interior de picnídios 
 
Família Gênero Espécie Doença 
 
Sphaeropsidaceae Ascochyta Ascochyta fabae Queima das folhas da fava 
 
 Diplodia Diplodia maydis Podridão da espiga e colmo do milho 
 
 Lasiodiplodia Lasiodiplodia theobromae Podridão basal do abacate e manga 
 
 Macrophomina Macrophomina phaseolina Podridão de caules 
 
 Phoma Phoma exigua Podridão de tubérculos de batata 
 
 Phomopsis Phomopsis citri Melanose dos citros 
 
 Phyllosticta Phyllosticta maydis Manchas foliares em milho 
 
 Plenodomus Plenodomus destruens Escurecimento radicular da batata 
 
 Pyrenochaeta Pyrenochaeta terrestris Raiz rosada da cebola 
 
 Septoria Septoria lycopersici Septoriose do tomateiro 
 
 
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Ordem: Melanconiales - conidióforos e conídios produzidos no interior de acérvulos 
 
Família Gênero Espécie Doença 
 
Melanconiaceae Colletotrichum Colletotrichum coccodes Antracnose do tomateiro 
 Colletotrichum falcatum Podridão vermelha da cana 
 Colletotrichum gloeosporioides Antracnose em várias culturas 
 
 Pestalotia Pestalotia palmivora Queima das folhas do coqueiro 
 
 Sphaceloma Sphaceloma fawcetti Verrugose da laranja azeda 
 Sphaceloma perseae Verrugose do abacateiro 
 
 
 
Ordem: Agonomicetales (Mycelia Sterilia) 
 
Características: 
· Não produzem esporos 
· Apresentam apenas micélio e estruturas de sobrevivência, como por exemplo esclerócios 
 
Gênero Espécie Doença 
 
Rhizoctonia Rhizoctonia solani Tombamento e podridão de raízes 
 
Sclerotium Sclerotium rolfsii Podridões de colo e murchas 
 Sclerotium cepivorum Podridão branca da cebola e do alho 
 
 
 
 
 
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Figura 13. Agrupamento e morfologia dos principais gêneros de Deuteromicetos fitopatogênicos [adaptado 
de Agrios (1997)]. 
 
 
 
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Figura 14. Principais sintomas causados por alguns Ascomicetos e Basiodiomicetos [adaptado de Agrios 
(1997)]. 
 
 
 
 
5. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 
 
AGRIOS, G.N. Plant diseases caused by fungi. In: 
AGRIOS, G.N. Plant pathology. 4th ed. San Diego: 
Academic Press, 1997. p.245-406. 
 
ALEXOPOULOS, C.J.; MIMS, C.W. Introductory 
mycology. 3rd ed. New York: John Wiley & Sons, 
1979. 630p. 
 
MENEZES, M.; OLIVEIRA, S.M.A. Fungos 
fitopatogênicos. Recife: Universidade Federal Rural 
de Pernambuco, 1993. 350p. 
 
KRUGNER, T.L.; BACCHI, L.M.A.A. Fungos. In: 
BERGAMIN FILHO, A.; KIMATI, H.; AMORIM, L. 
(Eds.). Manual de fitopatologia: princípios e 
conceitos. 3. ed. São Paulo: Agronômica Ceres, 1995. 
v.1, p.46-96. 
 
SILVEIRA, V.D. Lições de micologia. 3. ed. Rio de 
Janeiro: José Olympio Editora, 1968. 301p. 
 
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Unidade 7 
 
 
BACTÉRIAS COMO AGENTES DE DOENÇAS DE PLANTAS 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 Mais de 1.600 espécies bacterianas são 
conhecidas, mas apenas cerca de 100 espécies 
causam doenças em plantas. Até a primeira 
metade do século XIX não se cogitava seriamente a 
existência de doenças de plantas causadas por 
bactérias. Possivelmente, o primeiro sobre uma 
enfermidade de plantas causada por uma bactéria 
é atribuído ao botânico alemão F.M. Draenert, que 
em visita ao Recôncavo Baiano, em 1869, teria 
aventado pela primeira vez a possibilidade da 
gomose da cana-de-açúcar ser de etiologia 
bacteriana. Entretanto, os primeiros trabalhos, 
considerados pelos autores contemporâneos como 
de real valor científico, foram os do americano 
Burril, em 1882, sobre a queima da macieira e da 
pereira e os do holandês Walker, também em 
1882, sobre o amarelecimento do jacinto. Em 
1889, Erwin F. Smith, considerado o pai da 
Fitobacteriologia, foi quem realmente demonstrou 
a natureza bacteriana de cinco enfermidades de 
plantas. No início do século XX, já era grande o 
número de trabalhos científicos comprovando 
serem as bactérias importantes patógenos de 
plantas. 
 Bactérias são importantes patógenos de 
plantas, não somente pela alta incidência e 
severidade em culturas de valor econômico, mas 
também pela facilidade com que se disseminam e 
pelas dificuldades encontradas para o controle das 
enfermidades por elas incitadas. 
 
 
2. POSIÇÃO TAXONÔMICA 
 
 A posição taxonômica das bactérias no mundo 
dos seres vivos foi sempre motivo de polêmica. Em 
1957, na 7a. edição do Bergey's Manual, as 
bactérias e algas verde-azuis estavam situadas no 
Reino Vegetalia, Divisão Protophyta. Em 1974, na 
8a. edição do Bergey's Manual, estes organismos 
foram incluídos no Reino Procaryotae. A condição 
procariota da célula bacteriana pode ser 
caracterizada pela natureza do genóforo (termo 
usado por Ris, em 1961, para designar o 
nucleoplasma da célula procariota), tipo de 
ribossomos (70S ao contrário dos eucariotas, que 
são 80S) e ausência de membranas envolvendo 
organelas citoplasmáticas. Na primeira edição do 
Bergey's Manual of Systematic Bacteriology, em 
1984, o Reino Procaryotae foi dividido em quatro 
grandes divisões, sendo duas envolvendo bactérias 
de importância fitopatológica: Gracilicutes e 
Firmicutes (Tabela 1). 
 
Em 1980 foi publicada a lista de nomes 
bacterianos aprovados e também uma Lista de 
patovares. O termo patovar, abreviado como pv., 
foi escolhido como nomenclatura infra-específica 
para designar dentro de uma espécie, bactérias 
que são patogênicas a um hospedeiro ou grupo de 
hospedeiros. Por exemplo Xanthomonas campestris 
pv. campestris é uma bactéria patogênica às 
crucíferas, causando a