P1 Imuno Resumão
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T.
No DNA, temos em sequência os genes VDJ; região promotora e codificante para cadeia µ (IgM);
região promotora e codificante para cadeia \u3b1 (IgA); região promotora e codifi cante para cadeia \u3b3 (IgG);
Carolina Yeh, Cecília Isicke e Viviane Paiva Imuno (Prova 1) Segundo semestre de 2012
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região promotora e codificante para cadeia \u3b5 (IgE). O que o linfócito sempre transcreve é VDJ e o que está
diretamente adjacente a ele, que é µ.
Quando há ativação de B por T, ocorre ativação de fatores de transcrição, dependentes das
citocinas que são produzidas pelo fenótipo de T. O fator de transcrição é uma proteína que entra no núcleo
e estimula regiões promotoras. A partir da sequência de recombinação adjacente, a fita se abre,
começando onde se inicia µ e terminando antes da cadeia pesada que passará a ser expressada, o que é
determinado pelo fator de transcrição. Isso gera um loop onde entra AID, que troca C por U. As regiões de
troca são riquíssimas em citosina e guanina. Quando troca a base por U, a glicosidase remove as uracilas e
a endonuclease cliva os sítios sem base. Por um mecanismo, quando a endonuclease corta a fita no inicio e
no fim do loop, também corta a fita molde, que serve de substrato para o mRNA. A sequência de
nucleotídeos clivada, que codificava IgM, é eliminada e as fitas que ficaram com as extremidades livres se
unem.
Aproxima-se outra região de troca, relacionada à outra cadeia pesada do VDJ. Assim, B se diferencia
em plasmócito que secreta Ig dessa nova classe.
Resposta mediada por Th1: produz preferencialmente IgG, depois de ter produzido IgM.
O fenótipo de T vai induzir a produção da classe de Ig mais adequada, de acordo com suas funções.
Th1 produz IFN-\u3b3, que induz IgG1 e IgG3. Th2 induz troca para IgE através de IL-4. Tr1 produz IL-10, que
induz IgG2. Th3 produz TGF-\u3b2, que induz IgA.
Destino dos plasmócitos. Os de vida curta permanecem na polpa vermelha ou cordões medulares
por pouco tempo, morrendo. Os de vida longa migram, de acordo com sua origem: plasmócitos originados
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dos linfonodos periféricos e baço vão para a medula óssea; enquanto que os originados nos linfonodos
mesentéricos e nas placas de Peyer, para a lâmina própria.
Cada leva de plasmócitos produzirá anticorpos mais afins pelo antígeno, pelo processo de seleção
que sofre no centro germinativo.
10 a 15 dias após a entrada de um patógeno no organismo é identificada a quantidade máxima de
anticorpos contra aquele patógeno e seus antígenos. Em uma segunda infecção, em menos de uma
semana há o pico de produção. Isso é devido à estimulação das células B de memória. Além disso, há
anticorpos próprios já circulantes, que são secretados pelos plasmócitos de memória.
Comparação entre as respostas primária e secundária
Propriedade Resposta primária Resposta secundária
Resposta por célula B Virgem De memória
Início da produção de anticorpo 4-7 dias 1-3 dias
Pico de anticorpos 7-10 dias 3-5 dias
Quantidade de anticorpo
produzido durante o pico Varia dependendo do antígeno
De 100 a 1000 vezes maior que na
resposta primária
Ig produzida IgM predomina no início IgG predomina
Tipo de antígeno Todos Timo dependente
Afinidade dos anticorpos Menor Maior
Célula de memória possui elevada expressão de integrinas, Igs de membrana, de proteínas anti-
apoptóticas e conseguem proliferar (autorrenovável).
Em algumas doenças, como a toxoplasmose, a IgM é identificável por tanto tempo, que não é
condizente com o quadro de infecção aguda. Para esses casos, pesquisa-se a afinidade da IgG com o
antígeno, através do coeficiente de dissociação. Quanto maior o coeficiente de dissociação, menor a
afinidade e a menos tempo ocorreu à infecção.
Classicamente, resposta timo-independente produz resposta que não gera célula de memória. Mas
pode ser induzida. Primeiro, liga-se o antígeno timo independente covalentemente a uma proteína. O
complexo antígeno-proteína, chamado de hapteno-carreador, é usado para induzir resposta timo
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dependente. Então, o clone de B que tenha BCR que reconhece o antígeno, vai internalizar o complexo
todo, que irá sofrer processamento. Como B é uma APC, apresentará proteína para T. Logo, T e B vão
reconhecer epítopos diferentes de um mesmo antígeno, T o antígeno protéico e B o polissacarídeo. Essa
estratégia serve para imunização ativa, principalmente contra microorganismos capsulados (como
pneumococo).
O B folicular é a população que produz resposta para antígeno timo dependente. Ele internaliza,
processa e apresenta para TCD4. Ele é favorecido pela arquitetura do tecido linfoide, uma vez que T
ativado e B, que tenha reconhecido antígeno, vão migrar na direção um do outro.
O B da ZM responde contra antígeno timo dependente, junto com B1. Ele apresenta elevada
expressão de receptor para CD21/CD19 (após 2 anos de idade). O sangue percorre mais lentamente a zona
marginal, então a chance do antígeno ser reconhecido aumenta. Assim, tanto B da ZM quanto B1 possuem
menor variabilidade de BCR e características de resposta inata, como a resposta mais rápida. As crianças
até 2 anos estão mais suscetíveis a infecções por bactérias capsuladas, porque ainda não expressam
elevadas concentrações dos receptores, ou seja, são as que devem receber vacinas que usem o princípio
do hapteno-carreador.
Esse linfócito B da ZM tem marcador CD27+ (marcador de memória), podendo ser chamado de
linfócito B IgM de memória. Não expressam AID, portanto a troca de classe e a hipermutação somática são
menores, mas ainda conseguem fazer.
B1 é produzido no fígado durante o período fetal e perinatal, ocupando a cavidade peritoneal e a
lâmina própria, tem diversidade restrita de receptor (TCR) e é auto-renovável. Responde a antígenos timo
independentes provenientes principalmente da flora bacteriana, produzindo IgM e IgG3 de baixa
afinidade, podendo realizar ligação cruzada (ou seja, são polireativos). Suas Igs são chamadas de
anticorpos naturais, porque são produzidos contra antígenos naturais, da flora. Esses antígenos são muito
semelhantes aos da superfície dos eritrócitos, sendo eles que geram resposta contra os antígenos dos
grupos sanguíneos (anticorpos Anti - antígeno do grupo sanguíneo).
Breg: nova população que ainda não foi toda estudada. Identificada pelos marcadores CD38, CD27,
CD24, CD5. Produzem IL-10, que tem caráter imunossupressor. Inibe proliferação de Th, inibe
diferenciação em Th1, induz Treg, inibe fortemente as atividades microbicidas de macrófagos e monócitos.
Aula 10 \u2013 Professora Vera \u2013 ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO\u2013 08/01/2013
ESTRUTURA
Anticorpo é uma glicoproteína solúvel. Na forma não solúvel é o receptor de antígeno do linfócito
B, associado à Ig\u3b1 e Ig\u3b2. A molécula é formada por dois pares de cadeias idênticas: um de cadeia pesada e
outro de cadeia leve. A associação entre as cadeias é feita por pontos de dissulfeto. O anticorpo é
subdividido em domínios globulares, numerados a partir de N-terminal (região Fab). Na cadeia pesada, os
domínios constantes variam de acordo com a classe, podendo ter 3 ou 4. Possuem dois pares de domínios
variáveis, sendo cada um é formado por uma cadeia pesada e uma cadeia leve.
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Em função da estrutura, os domínios constantes são classificados em 5 isotipos diferentes. A
variação pode ser no número de domínios, as chamadas pontes de dissulfetos. As classes ainda podem ser
divididas em subclasses, IgA tem 2 (IgA 1 e IgA2) e IgG tem 4 (IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4).
As cadeias leves podem ser de duas classes, escolhidas aleatoriamente, mas que se mantém numa
mesma proporção: \u3ba (60%) e \u19b (40%). Quando o indivíduo tem alguma alteração em que um clone se
multiplica descontroladamente, há uma modificação dessa proporção.
Existem regiões hipervariáveis, tanto na cadeia pesada quanto na leve, na região variável,
Aline
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VC tem o resumo do restante da matéria?
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