GESTÃO DAS INFORMAÇÕES ORGANIZACIONAIS
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GESTÃO DAS INFORMAÇÕES ORGANIZACIONAIS


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Imagine-se que para obter o nível de comprometimento 
(NC), a empresa use uma fórmula, na medida em que dá pesos 
distintos a cada subatributo. Seja a fórmula: 
NC= 0,4 AR + 0,1 AS + 0,2 CO e 0,3 IN 
Neste caso, para o funcionário Álvaro, é possível determinar 
o seu nível de comprometimento NC, bastando substituir na 
fórmula os valores correspondentes. Por exemplo: 
Álvaro: NC= 0,4 (4) + 0,1 (7)+ 0,2 (5) + 0,3 (2) = 3,9 
Pode-se fazer o mesmo para outros funcionários, por 
exemplo. Ricardo e Nelson: 
 
Ricardo: NC= 0,4 (7) + 0,1 (7)+ 0,2 (2) + 0,3 (4) = 5,1 
Nelson: NC= 0,4 (5) + 0,1 (3)+ 0,2 (7) + 0,3 (6) = 5,5 
 
Neste caso, houve uma fórmula repetidamente aplicada, a 
fórmula NC= 0,4 AR + 0,1 AS + 0,2 CO e 0,3 IN, onde apenas 
variaram os valores de AR, AS, CO e IN, isto é: os valores 
atribuídos a aceitação de responsabilidade (AR), assiduidade 
(AS), cooperação (CO) e iniciativa(IN), variavam dependente do 
funcionário. 
Denomina-se parâmetro a todo elemento cuja variação de 
valor modifica a solução de um problema sem lhe modificar a 
natureza. Portanto AR, AS, CO e IN, isto é: aceitação de 
responsabilidade (AR), assiduidade (AS), cooperação (CO) e 
iniciativa (IN), são parâmetros. 
Carros podem ser descritos por diversos parâmetros, 
permitindo a comparação entre os mesmos. Observe-se o 
conjunto de alguns parâmetros descritores de veículos: 
 
Parâmetro 
Carro 
Aceleração 0 a 100 km/h 
Retomada 40 a 80 km/h 
Frenagem 120 a 0 km/h 
Consumo urbano 
Ruído externo a 120 km/h 
Velocidade máxima 
Local do motor 
cilindros 
potência 
câmbio 
câmbio (marchas) 
capacidade porta malas 
 
 Praticamente todos os atributos ou subatributos descritores 
de objetos, dentro das organizações cumprem a função de 
parâmetros. Assim é comum a designação de um pelo outro e o 
conceito de parâmetro passa a envolver o de atributo. Desta 
forma diz-se que: 
 Parâmetro é um descritor funcionalxi de objeto. 
 
 
Métricasxii 
 Ter parâmetros não é suficiente: é necessário que a eles 
sejam atribuídos valores, medidas, pois só as medidas permitem 
comparações e o gerenciamento. Métrica pode ser definida como 
a definição e atribuição de medida a um parâmetro. No caso 
acima, referente à descrição de veículos, podemos associar a 
cada parâmetro uma métrica: 
 
Parâmetro Un.Medida Objeto 1 Objeto 2 
Carro nome Mazda MX-5 Volvo S80 
Aceleração 0 a 100 km/h s 9.78 10.28 
Retomada 40 a 80 km/h s 6.9 4.68 
Frenagem 120 a 0 km/h m 65.9 63.8 
Consumo urbano km/l 11.34 5.61 
Ruído interno (ponto morto) dB 45.5 41.4 
Ruído externo a 120 km/h dB 81 77.8 
Diâmetro da curva (esq.) m 9.83 11.1 
Velocidade máxima km/h 203.82 224.31 
Local do motor posição dianteira dianteira 
cilindros qtde 4 6 
cilindrada cm cúb. 1840 2922 
potência cv / rpm 140/6500 204/6000 
câmbio tipo mecânico automático 
câmbio (marchas) qtde 5 4 
capacidade porta malas litros 160 459 
 
No outro exemplo vimos que os diversos parâmetros 
assumiam diferentes valores na equação NC= 0,4 AR + 0,1 AS + 
0,2 CO e 0,3 IN. Com efeito: 
 
 
Funcionário AR AS CO IN =NC 
Álvaro 4 7 5 2 3,9 
Ricardo 7 7 2 4 5,1 
Nelson 5 3 7 6 5.5 
 
O parâmetro AR assumiu os valores 4, 7 e 5, 
respectivamente para os funcionários Álvaro, Ricardo e Nelson. 
Esse valor é um indicador. O valor 4 do parâmetro AR indica, 
aponta, que o nível de aceitação de responsabilidade de Álvaro, 
numa escala de 1 a 10, é 4. Assim pode-se afirmar que 
Métrica é uma quantificadora de parâmetros. 
 
 
Indicadores 
Moura (1999:6) afirma que indicadores referem-se às 
informações numéricas que quantificam (medem) as dimensões 
de entrada, saída e de desempenho de processos, produtos e da 
organização como um todo. Este conceito considera o indicador 
como uma medida de insumo, fluxo ou produto, o que parece não 
ser correto. Indicador não é apenas medida (ou métrica). É algo 
mais: é uma métrica associada a um parâmetro. 
A medida 1840 cm3 nada indica; porém associada 
devidamente a um parâmetro passa a fazer sentido: indicar a 
cilindrada de um carro ou a capacidade de um recipiente: 
Cilindrada 1840 cm3 
Volume líquido 1840 cm3 
 
 
 
 
capítulo 10: Tipologia de indicadores 
 
Objetivos 
Ao término deste capítulo o leitor deve estar capacitado a 
conceituar indicador e a classificar indicadores dentro de algumas 
tipologias. 
 
Sumário: 
10.1 - Tipologia de indicadores 
Quanto ao vínculo com outros indicadores 
Quanto ao objetivo 
Quanto ao tipo de objeto no fluxo organizacional 
Quanto à responsabilidade 
Quanto à relação dos objetos 
Quanto à sua utilização 
Quanto à forma de medir 
Quanto à sua natureza 
Quanto à amplitude 
Quanto à constituição 
10.2 - Resumo. 
10.3 - Veja se sabe responder. 
 
10.1 - Tipologia de indicadores 
Classificar um dado objeto (no presente caso: indicadores) 
tipologicamente depende apenas da criatividade do autor, já que 
inúmeras são as possibilidades. Michal Carley (1985:25) aponta 
para diversas classificações: de insumo (input), de fluxo 
(throughput [pronuncia-se /çruput/]), de produto (output); 
informativos, preditivos, orientados para o problema, de 
avaliação de programas; objetivos e subjetivos, compostos e 
simples, etc. Muscat & Fleury (1993) sugerem estruturas de 
indicadores associadas aos fatores críticos de sucesso 
pertinentes a uma dada estratégia de manufatura: custo, 
qualidade, tempo, flexibilidade e inovação. 
 Qualquer abordagem tipológica privilegia um ou outro 
aspecto. Imagine-se as possíveis classificações de veículos. 
Podem ser classificados quanto ao meio de locomoção 
predominante: ar, terra, mar. Se considerarmos os veículos de 
terra poderemos dividi-los em inúmeras categorias: ano de 
 
fabricação, país de origem, destino predominante (passeio, carga, 
movimentação de terras ) etc. Uma classificação, assim, sempre 
destaca um ou mais aspectos que sejam relevantes. Aqui, 
referente a indicadores destaca-se quanto à sua utilização e 
quanto à sua importância relativa para a empresa. Neste 
subcapítulo são apresentadas algumas tipologias, obviamente 
sem o objetivo de esgotá-las. 
 Inquestionavelmente os indicadores de índole financeira, isto 
é, relacionados a receitas e custos, receberam uma atenção 
inicial \uf8e7 o que fazia sentido para qualquer organização que 
objetivasse competir primordialmente em preço. Nas décadas de 
80 e anteriores, o desempenho de uma organização era medido 
essencialmente por indicadores associados a receitas e custos. 
Com o surgimento de novas condições competitivas tais 
indicadores de desempenho (considerados tradicionais) foram 
criticados, como se observa nos trabalhos de Richardson & 
Gordon (1980), Kaplan (1983), Kaplan (1984), Chakravarthy 
(1986), Merchant & Bruns (1986), Mackey (1987), Fry & Cox 
(1989), Turney & Anderson (1989) e Possl (1990), que 
consideravam tais indicadores inadequados à nova realidade 
empresarial 
 A figura 10.1 mostra indicadores estratificados sob vários 
aspectos. 
Na década de 90, as pesquisas sobre os sistemas de 
medição de desempenho aumentaram consideravelmente, 
principalmente após as publicações de artigos de Kaplan. A tônica 
da crítica não está em dizer que os indicadores financeiros são 
inapropriados, dado que o problema não está nas medidas 
financeiras em si, mas sim, no fato de os indicadores financeiros 
serem prioridade sobrepujante para a maioria das empresas, 
prejudicando a capacidade das empresas em criar valor 
econômico para o futuro (Hronec, 1994; Kaplan & Norton, 1996). 
Nem todas as estratificações estão contempladas, 
obviamente. Algumas até, bem conhecidas, como, por exemplo 
os indicadores associados ao desempenho de uma organização 
(eficácia, eficiência, produtividade, qualidade, inovação e 
lucratividade) como mostra Bandeira (1977:4).
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