SEMIOLOGIA 01 - Anamnese e Ectoscopia
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SEMIOLOGIA 01 - Anamnese e Ectoscopia


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com as posi†es, de p€ e andando.
Ž sugerida que seja seguida a seguinte ordem: estado geral, nƒvel de consci‡ncia, fala e linguagem, estado de 
hidrata…o, estado de nutri…o, desenvolvimento fƒsico, f„cies, atitude e decbito, mucosas, pele e fŠneros, tecido celular 
subcutŠneo e panƒculo adiposo, linfonodos, medidas antropom€tricas, bi‚tipo, sinais vitais.
1. Estado geral: € a impress…o que se tem do doente, descrita da seguinte forma: estado geral bom, estado geral 
regular ou estado geral ruim.
Ž uma avalia…o subjetiva no conjunto de dados exibidos pelo doente e interpretados de acordo com a 
experi‡ncia de cada um. Em outras palavras, € o que aparenta o doente, visto em sua totalidade.
2. Nível de consciência: avalia-se pela perceptividade, reatividade, degluti…o e reflexos. Os extremos de varia…o 
s…o o estado de vigƒlia e o estado de coma (grau IV).
Nesta parte do exame, temos possibilidade de, usando recursos pr‚prios do exame fƒsico, completar o estudo do 
nƒvel de consci‡ncia do paciente. Com fins pr„ticos, devem ser usados quatro parŠmetros para uma avalia…o do nƒvel 
de consci‡ncia:
\uf0b7 Perceptividade: referente a capacidade de responder perguntas simples, como por exemplo: \u201cOl„! Como vai?\u201d, 
ou ainda, atender algumas ordens como \u201cTire a camisa\u201d. Deve-se avaliar a percep…o que o paciente tem do 
mundo que o cerca e de si mesmo, podendo avaliar se o mesmo est„ lúcido e orientado no tempo e no espaço 
(LOTE).
\uf0b7 Reatividade: significa a capacidade de reagir a estƒmulos inespecƒficos, como desviar os olhos e a cabea para 
um ponto onde se fala barulho.
\uf0b7 Degluti…o: al€m de ter sido avaliada na anamnese, pode ser testada ao se oferecer um copo d\u2019„gua, devendo-
se observar bem o comportamento do paciente.
\uf0b7 Reflexos: pode-se fazer a pesquisa de alguns reflexos tendinosos.
A partir destes dados, € possƒvel caracterizar o estado de com dentro da seguinte gradua…o:
\uf0b7 Grau I (coma leve): o comprometimento da consci‡ncia € leve e o paciente € capaz de atender a ordens 
simples do tipo abrir e fechar o olho. Reage bem e de modo apropriado ˆ estimula…o dolorosa. A degluti…o se 
faz normalmente.
\uf0b7 Grau II (coma m€dio): perda da consci‡ncia € quase total, estando o paciente com sua perceptividade bastante 
reduzida. Responde apenas ˆ estimula…o dolorosa en€rgica e o faz desapropriadamente. A degluti…o € feita 
com dificuldade. Est…o preservados os reflexos tendinosos, cutŠneos e pupilar.
\uf0b7 Grau III (coma profundo): perda da consci‡ncia € completa e o paciente n…o responde ˆs solicita†es externas 
por mais intensas que sejam. Sua perceptividade € igual a zero. Nem o estƒmulo doloroso € perceptƒvel. Al€m 
disso, observam-se arreflexia tendinosa, cutŠnea e pupilar, relaxamento completo da musculatura e 
incontin‡ncia esfinct€rica.
\uf0b7 Grau IV (coma Depassé): al€m dos elementos j„ referidos ao coma de grau III, aqui h„ ainda o 
comprometimento das fun†es vitais, como parada respirat‚ria (sendo necess„ria a ventila…o artificial). Ž 
quase sempre um estado irreversƒvel e o EEG revela silêncio elétrico cerebral.
Arlindo Ugulino Netto \u2013 SEMIOLOGIA II \u2013 MEDICINA P5 \u2013 2009.2
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A Escala de Coma de Glasgow também é largamente utilizada. É uma forma de caracterizar s estados de 
consciência através de uma escala numérica baseada na avaliação de 3 características: abertura dos olhos (4 pontos), 
resposta motora (6 pontos) e resposta verbal (5 pontos). Cada uma delas vale uma pontuação específica. O escore 15 
representa indivíduo lúcido e consciente, enquanto que o escore 3 representa indivíduo em coma.
Arlindo Ugulino Netto \u2013 SEMIOLOGIA II \u2013 MEDICINA P5 \u2013 2009.2
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3. Fala e linguagem: avalia-se a presena de altera†es como: disfonia, distrbios na flu‡ncia da fala (taquilalia, 
gagueira), distrbios fonoarticulat‚rios (como as substitui†es, as adi†es e as omiss†es de fonemas), disartria, 
disfasia (de recep…o ou de express…o).
Durante a entrevista, o examinador deve prestar aten…o na linguagem do paciente, particularmente na 
linguagem falada. Deve-se lembrar que a fala n…o s‚ depende do ‚rg…o fonador (laringe) e da lƒngua, mas de „reas de 
elabora…o cerebral superior. As principais altera†es da fala s…o:
\uf0b7 Disfonia ou afonia: altera…o no timbre da voz causada por problema no ‚rg…o fonador. Ex: voz rouca, 
fanhosa ou bitonal.
\uf0b7 Dislalia: altera†es menores na fala (comum em crianas), como a troca de letras (\u201ccasa\u201d por \u201ctasa\u201d).
\uf0b7 Disritmolalia: distrbios no ritmo da fala, como gagueira e a taquilalia.
\uf0b7 Disartria: altera†es nos msculos da fona…o, incoordena…o cerebral (voz arrastada), de hipertonia do 
parkinsonismo (voz baixa, mon‚tona e lenta) ou perda do controle piramidal (paralisia pseudobulbar).
\uf0b7 Disfasia: aparece com completa normalidade do ‚rg…o fonador e dos msculos da fona…o, mas est„ 
relacionada com uma perturba…o na elabora…o cortical da fala. Representa uma descoordena…o da fala 
e incapacidade de dispor as palavras de modo compreensƒvel. 
\uf0b7 Disgrafia: perda da capacidade de escrever
\uf0b7 Dislexia: perda da capacidade de ler.
4. Estado de hidratação: deve-se observar o consumo ou ingesta de „gua: hidratado, hiperidratado e desidratado. 
Deve-se pesquisar ainda a pele, mucosa oral e conjuntiva, diurese, estado geral, sudorese, saliva…o, fontanelas 
(se estiverem fundas, pode indicar desidrata…o).
O estado de hidrata…o do paciente € avaliado tendo-se em conta os seguintes parŠmetros principais: altera…o 
abrupta do peso; da pele quanto ˆ umidade, elasticidade e turgor; das mucosas quanto ˆ umidade; fontanelas (em casos 
de crianas); altera†es oculares; estado geral.
Um paciente est„ normalmente hidratado quando a oferta de lƒquidos e eletr‚litos for feita de acordo com as 
necessidades do organismo e quando n…o houver perdas extras (diarr€ias, vmitos, taquipn€ia).
5. Estado de nutrição: por meio do Crit€rio de Gomez (d€ficit de peso em rela…o ao padr…o normal para a idade 
e o sexo), pesquisa-se desnutri…o, subnutri…o, m„-nutri…o prot€ica; obesidade.
O estado de nutri…o deve ser sistematicamente avaliado lanando-se m…o dos seguintes parŠmetros: peso, 
musculatura, panƒculo adiposo, desenvolvimento fƒsico, estado geral, pele, p‡los e olhos. No estado de nutri…o normal, 
os elementos antes referidos se encontram dentro dos limites normais.
6. Desenvolvimento físico: desenvolvimento fƒsico normal, hiperdesenvolvimento, hipodesenvolvimento, h„bito 
gr„cil, infantilismo.
Uma determina…o exata do desenvolvimento fƒsico de um indivƒduo requer um estudo antropom€trico rigoroso. 
Contudo, na pr„tica, € suficiente uma avalia…o levando-se em conta a idade e o sexo. Os achados podem ser 
enquadrados nas seguintes caracterƒsticas:
\uf0b7 H„bito gr„cil: constitui…o corporal fr„gil e delgada, caracterizada por ossatura fina, musculatura pouco 
desenvolvida, juntamente com uma altura e um peso abaixo dos nƒveis normais.
\uf0b7 Infantilismo: persist‡ncia anormal das caracterƒsticas infantis na idade adulta.
\uf0b7 Hiperdesenvolvimento: embora confunda-se com gigantismo, n…o € a mesma coisa. O reconhecimento do 
gigantismo (assim como o nanismo) tem a altura como fundamento principal. 
\uf0b7 Acromeg„licos: s…o casos de gigantismo que decorrem da hiperfun…o da hip‚fise anterior na adolesc‡ncia 
ou na vida adulta. Al€m da estatura elevada, apresentam cabea maior que a m€dia, mento pronunciante, 
nariz aumentado, pele grossa, m…o e p€s enormes.
\uf0b7 Gigantes infantis: resultado de uma hiperfun…o de hip‚fise anterior que tenha comeado antes da 
soldadura das epƒfises com o corpo dos ossos longos. Apresentam extremidades inferiores muito longas.
\uf0b7 An…o acondropl„sico: desigualdade entre o tamanho da cabea e do tronco e o comprimento dos membros. 
As pernas s…o curtas e arqueadas. A musculatura € bem desenvolvida, e os ‚rg…os genitais s…o normais.
\uf0b7 Cretinos: caracterizado pela falta de desenvolvimento em todas as partes