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PESQUISADOR HELIELTON SILVA – ANANINDEUA PA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CINBESA! 
 
Agente Administrativo 
 
 
 
1. Noções de Direito Constitucional: 1.1. Constituição: conceito e classificação. ........................................ 1 
 
1.2 . A organização do Estado: poderes e funções. ............................................................................................... 7 
 
1.3 . A Administração Pública: princípios que a norteiam. 1.4. Princ ípios constitucionais da 
administração pública: princípio da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência. ..... 41 
 
2. Noções de Direito Administrativo. 2.1. Estrutura administrativa da Administração Pública. .............. 49 
 
2.2 . Atos administrativos: concei to e requisitos do ato administrativo, atributos do ato administrativo, 
classificação dos atos administrativos. 2.3. Espécies de atos administrativos. ................................................ 66 
 
2.4 . Requisitos do Serviço Público e Direitos do Usuário. .............................................................................. . 79 
 
2.5 . Responsabilidade dos servidores: responsabilidade administrativa, responsabilidade civil, 
responsabilidade criminal, meios de punição, sequestro e perdimento de bens, enriquecimento ilícito e 
improbidade administrativa, abuso de autoridade. ..................................................................................................... 90 
 
3. Lei Ordinária Municipal nº 7217, de 28 de dezembro de 1982 – Dispõe sobre a constituição da 
CINBESA e dá outras providências, disponível em: 
http://www.belem.pa.gov.br/semaj/app/Sistema/view_lei.php?lei=7217&ano=1982&tipo=1 . .................. 109 
4. Estatuto Social da Companhia de Tecnologia da Informação de Belém – CINBESA. ..................... 114 
 
5. Plano de Carreiras, Cargos e Salários dos empregados da Companhia de Tecnologia da Informação 
de Belém – CINBESA, disponíveis em: http://www.cinbesa.com.br/. ............................................................... 125 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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E- book gerado especialmente por HELIELTON SILVA 
 
PESQUISADOR HELIELTON SILVA – ANANINDEUA PA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Candidatos ao Concurso Público, 
 
- 
Tenha bom proveito de nosso material pesquisado. 
 
Bons estudos! 
 
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E- book gerado especialmente por HELIELTON SILVA 
 
PESQUISADOR HELIELTON SILVA – ANANINDEUA PA 
 
 
 
1. Noções de Direito Constitucional: 1.1. Constituição: conceito e classificação. 
 
 
 
Conceito 
 
Como noção de Constituição podemos dizer que é o documento que estabelece a disciplina e o conjunto 
de elementos essenciais do Estado. Trata-se da lei fundamental do Estado, que contém normas referentes 
à estrutura, à formação dos poderes públicos, forma de governo e aquisição do poder de governar, 
distribuição de competências, direitos, garantias e deveres dos cidadãos etc. 
 
De acordo com Canotilho1, traçando o conceito ideal de constituição, todas as constituições devem: 
a) Ter um sistema de consagração de garantias da liberdade; 
b) Conter o princípio da separação dos Poderes; 
c) Ser escritas. 
 
Existem várias concepções sobre o conceito de constituição, das quais defluem os sentidos ou 
acepções tradicionais, mediante as quais a doutrina procurou compreender o que é uma constituição: 
 
a) Concepção sociológica: visão formulada por Ferdinand Lassalle, enxerga as constituições como 
um fato social, como a soma dos fatores reais de poder de um país, resultado concreto do 
relacionamento entre as forças sociais. Para ele, existe uma Constituição real e uma escrita. Esta 
somente terá validade se coincidir com aquela. Tem como principais características: 
i. A Constituição é vista mais como fato do que como norma, prioriza-se a perspectiva do ser e não a do 
dever ser; ii. A Constituição não está sustentada numa normatividade superior transcendente, não se 
baseia 
num direito natural, e sim nas práticas desenvolvidas na sociedade. 
 
b) Concepção política: formulada por Carl Schmitt, constituição seria uma decisão política 
fundamental, a qual não se apoia na justiça de suas normas, mas sim no que nela foi politicamente 
incluído. Para ele, existe a Constituição em si e normas ou leis constitucionais, as quais, apesar de 
integrarem o texto escrito, não seriam materialmente constitucionais. Para ele, faria parte da 
Constituição, efetivamente, a disciplina da forma de Estado, do sistema de governo, do regime de 
governo, da organização e divisão dos poderes e o rol de direitos individuais. As leis constitucionais são 
todas aquelas normas inscritas na Constituição que poderiam vir tratadas em legislação ordinária. 
 
c) Concepção jurídica: formulada por Hans Kelsen (Teoria Pura do Direito), Constituição é o 
paradigma de validade de todo o ordenamento jurídico de um Estado e instituidor de sua estrutura. Sua 
concepção é estritamente formal. Daqui resultou a teoria da construção escalonada do ordenamento 
jurídico. Para ele, constituição é norma pura, é um dever ser, não há fundamento sociológico ou político, 
apenas caráter normativo. Kelsen dá dois sentidos à palavra Constituição: 
i. Jurídico-positivo: direito positivo é norma escrita ou posta pelo homem (pirâmide das leis – 
princípio da compatibilidade vertical entre as normas superiores e inferiores). Logo, Constituição seria 
norma escrita; ii. Lógico-jurídico: a norma inferior encontra seu fundamento de validade na norma que 
lhe for superior. A Constituição encontra o seu fundamento de validade não no direito posto, mas no 
plano pressuposto lógico, ou seja, em valores metajurídicos, já que seu fundamento não seria de cunho 
constitucional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 J. J. GOMES CANOTILHO - Direito Constitucional, p. 62-63. 
 
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E- book gerado especialmente por HELIELTON SILVA 
 
PESQUISADOR HELIELTON SILVA – ANANINDEUA PA 
 
 
Modernamente, temos as principais concepções: 
 
a) Teoria da Força Normativa da Constituição: formulada por Konrad Hesse, trata-se de uma 
resposta a Lassalle. A Constituição escrita não necessariamente será resultado da vontade da parte mais 
forte no embate, pode ser que a Constituição escrita seja capaz de redesenhar a soma dos fatores reais 
de poder. Logo, ela não seria somente um resultado sociológico da sociedade, mas também, e 
principalmente, teria o poder de modificar o conjunto de forças, moldar a sociedade como ela é. A 
interpretação tem significado decisivo para a consolidação e preservação da força normativa da Constituição, 
com poder de moldar a realidade. Por isso que se diz que a concepção da força normativa 
é uma resposta à concepção sociológica: pois nesta, a concepção apenas reflete a soma dos fatores 
reais de poder, enquanto naquela, a Constituição efetivamente tem o condão de moldar a realidade. 
b) Constituição simbólica: formulada por Marcelo Neves2, a utilização da norma constitucional 
como símbolo advém da intenção do legislador. Este ou queria realmente concretizar o que escrevia ou 
tinha a intenção somente de entregar um símbolo à sociedade. Seria, para ele, o que acontece em 
constituições outorgadas em regimes ditatoriais. 
c) Constituição aberta: formulada por Paulo Bonavides3, para ele o objeto da constituição é 
sempre dinâmico. A constituição deve ser o documento dinâmico que não se enclausure em si 
mesmo, mas que acompanhe as modificações e necessidades da sociedade, sob pena de ficar 
ultrapassada e condenada à morte. Por isso que é importante que ela seja redigida com conceitos 
jurídicos