Lei nº 11.101 de 2005 da Falencia
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Lei nº 11.101 de 2005 da Falencia


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de sua
situação;
 b) fiscalizar a execução do plano de recuperação judicial;
 c) submeter à autorização do juiz, quando ocorrer o afastamento do devedor nas hipóteses previstas nesta
Lei, a alienação de bens do ativo permanente, a constituição de ônus reais e outras garantias, bem como atos de
endividamento necessários à continuação da atividade empresarial durante o período que antecede a aprovação do
plano de recuperação judicial.
 § 1o As decisões do Comitê, tomadas por maioria, serão consignadas em livro de atas, rubricado pelo juízo,
que ficará à disposição do administrador judicial, dos credores e do devedor.
 § 2o Caso não seja possível a obtenção de maioria em deliberação do Comitê, o impasse será resolvido pelo
administrador judicial ou, na incompatibilidade deste, pelo juiz.
 Art. 28. Não havendo Comitê de Credores, caberá ao administrador judicial ou, na incompatibilidade deste, ao
juiz exercer suas atribuições.
 Art. 29. Os membros do Comitê não terão sua remuneração custeada pelo devedor ou pela massa falida, mas
as despesas realizadas para a realização de ato previsto nesta Lei, se devidamente comprovadas e com a
autorização do juiz, serão ressarcidas atendendo às disponibilidades de caixa.
 Art. 30. Não poderá integrar o Comitê ou exercer as funções de administrador judicial quem, nos últimos 5
(cinco) anos, no exercício do cargo de administrador judicial ou de membro do Comitê em falência ou recuperação
judicial anterior, foi destituído, deixou de prestar contas dentro dos prazos legais ou teve a prestação de contas
desaprovada.
 § 1o Ficará também impedido de integrar o Comitê ou exercer a função de administrador judicial quem tiver
relação de parentesco ou afinidade até o 3o (terceiro) grau com o devedor, seus administradores, controladores ou
representantes legais ou deles for amigo, inimigo ou dependente.
 § 2o O devedor, qualquer credor ou o Ministério Público poderá requerer ao juiz a substituição do
administrador judicial ou dos membros do Comitê nomeados em desobediência aos preceitos desta Lei.
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 § 3o O juiz decidirá, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, sobre o requerimento do § 2o deste artigo.
 Art. 31. O juiz, de ofício ou a requerimento fundamentado de qualquer interessado, poderá determinar a
destituição do administrador judicial ou de quaisquer dos membros do Comitê de Credores quando verificar
desobediência aos preceitos desta Lei, descumprimento de deveres, omissão, negligência ou prática de ato lesivo
às atividades do devedor ou a terceiros.
 § 1o No ato de destituição, o juiz nomeará novo administrador judicial ou convocará os suplentes para
recompor o Comitê.
 § 2o Na falência, o administrador judicial substituído prestará contas no prazo de 10 (dez) dias, nos termos
dos §§ 1o a 6o do art. 154 desta Lei.
 Art. 32. O administrador judicial e os membros do Comitê responderão pelos prejuízos causados à massa
falida, ao devedor ou aos credores por dolo ou culpa, devendo o dissidente em deliberação do Comitê consignar
sua discordância em ata para eximir-se da responsabilidade.
 Art. 33. O administrador judicial e os membros do Comitê de Credores, logo que nomeados, serão intimados
pessoalmente para, em 48 (quarenta e oito) horas, assinar, na sede do juízo, o termo de compromisso de bem e
fielmente desempenhar o cargo e assumir todas as responsabilidades a ele inerentes.
 Art. 34. Não assinado o termo de compromisso no prazo previsto no art. 33 desta Lei, o juiz nomeará outro
administrador judicial.
Seção IV
Da Assembléia-Geral de Credores
 Art. 35. A assembléia-geral de credores terá por atribuições deliberar sobre:
 I \u2013 na recuperação judicial:
 a) aprovação, rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor;
 b) a constituição do Comitê de Credores, a escolha de seus membros e sua substituição;
 c) (VETADO)
 d) o pedido de desistência do devedor, nos termos do § 4o do art. 52 desta Lei;
 e) o nome do gestor judicial, quando do afastamento do devedor;
 f) qualquer outra matéria que possa afetar os interesses dos credores;
 II \u2013 na falência:
 a) (VETADO)
 b) a constituição do Comitê de Credores, a escolha de seus membros e sua substituição;
 c) a adoção de outras modalidades de realização do ativo, na forma do art. 145 desta Lei;
 d) qualquer outra matéria que possa afetar os interesses dos credores.
 Art. 36. A assembléia-geral de credores será convocada pelo juiz por edital publicado no órgão oficial e em
jornais de grande circulação nas localidades da sede e filiais, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias, o qual
conterá:
 I \u2013 local, data e hora da assembléia em 1a (primeira) e em 2a (segunda) convocação, não podendo esta ser
realizada menos de 5 (cinco) dias depois da 1a (primeira);
 II \u2013 a ordem do dia;
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 III \u2013 local onde os credores poderão, se for o caso, obter cópia do plano de recuperação judicial a ser
submetido à deliberação da assembléia.
 § 1o Cópia do aviso de convocação da assembléia deverá ser afixada de forma ostensiva na sede e filiais do
devedor.
 § 2o Além dos casos expressamente previstos nesta Lei, credores que representem no mínimo 25% (vinte e
cinco por cento) do valor total dos créditos de uma determinada classe poderão requerer ao juiz a convocação de
assembléia-geral.
 § 3o As despesas com a convocação e a realização da assembléia-geral correm por conta do devedor ou da
massa falida, salvo se convocada em virtude de requerimento do Comitê de Credores ou na hipótese do § 2o deste
artigo.
 Art. 37. A assembléia será presidida pelo administrador judicial, que designará 1 (um) secretário dentre os
credores presentes.
 § 1o Nas deliberações sobre o afastamento do administrador judicial ou em outras em que haja
incompatibilidade deste, a assembléia será presidida pelo credor presente que seja titular do maior crédito.
 § 2o A assembléia instalar-se-á, em 1a (primeira) convocação, com a presença de credores titulares de mais
da metade dos créditos de cada classe, computados pelo valor, e, em 2a (segunda) convocação, com qualquer
número.
 § 3o Para participar da assembléia, cada credor deverá assinar a lista de presença, que será encerrada no
momento da instalação.
 § 4o O credor poderá ser representado na assembléia-geral por mandatário ou representante legal, desde que
entregue ao administrador judicial, até 24 (vinte e quatro) horas antes da data prevista no aviso de convocação,
documento hábil que comprove seus poderes ou a indicação das folhas dos autos do processo em que se encontre
o documento.
 § 5o Os sindicatos de trabalhadores poderão representar seus associados titulares de créditos derivados da
legislação do trabalho ou decorrentes de acidente de trabalho que não comparecerem, pessoalmente ou por
procurador, à assembléia.
 § 6o Para exercer a prerrogativa prevista no § 5o deste artigo, o sindicato deverá:
 I \u2013 apresentar ao administrador judicial, até 10 (dez) dias antes da assembléia, a relação dos associados que
pretende representar, e o trabalhador que conste da relação de mais de um sindicato deverá esclarecer, até 24
(vinte e quatro) horas antes da assembléia, qual sindicato o representa, sob pena de não ser representado em
assembléia por nenhum deles; e
 II \u2013 (VETADO)