1001 Questões –Administração Financeira e Orçamentária – CESPE
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1001 Questões –Administração Financeira e Orçamentária – CESPE


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1001 Questões \u2013Administração Financeira e Orçamentária \u2013 CESPE 
Djalma Gomes e Graciano Rocha 
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CAPÍTULO 1
TÓPICOS DE FINANÇAS PÚBLICAS: FUNÇÕES DO GOVERNO. 
FALHAS DE MERCADO E PRODUÇÃO DE BENS PÚBLICOS. 
TEORIA DA TRIBUTAÇÃO.
1. (CESPE/ANALISTA/IEMA-ES/2007) As finanças públicas incluem 
a atividade de obtenção e aplicação dos recursos para o custeio 
dos serviços públicos e para o atendimento das necessidades da 
população. 
2. (CESPE/AUFC/TCU/2008) A chamada lei de Wagner preconiza 
que, em países industrializados, o setor público cresce sempre a 
taxas mais elevadas que o nível de renda, de tal forma que a 
participação relativa do governo na economia cresce com o 
próprio ritmo de crescimento econômico do país. 
3. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDÊNCIA/2010) A 
globalização econômica e o crescimento regular da produção 
industrial provocam um enfraquecimento do Estado. Com isso, 
ele deixa de ser um agente econômico importante no 
atendimento das necessidades coletivas, o que provoca redução 
dos gastos governamentais. 
4. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. SAÚDE/2008) A política fiscal 
é dividida em dois segmentos: a política tributária, cujo objetivo 
é captar os recursos necessários ao atendimento das funções da 
administração pública, e a política orçamentária, que trata da 
aplicação desses recursos. 
5. (CESPE/OFICIAL/ABIN/2010) Como instrumento da política de 
estabilização econômica, o orçamento pode apontar ora na 
promoção de uma expansão da demanda, gerando superávit, ora 
na contração da demanda, gerando déficits. 
6. (CESPE/ANALISTA/ANEEL/2010) De acordo com a solução de 
Pareto, considera-se que a economia atinge a máxima eficiência 
quando modificações em determinada alocação de recursos se 
revelam capazes de melhorar o nível de bem-estar de uma 
comunidade sem prejudicar o bem-estar individual. 
7. (CESPE/ANALISTA/STF/2008) A adoção do orçamento moderno 
está associada à concepção do modelo de Estado que, desde 
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antes do final do século XIX, deixa de caracterizar-se por mera 
postura de neutralidade, própria do laissez-faire, e passa a ser 
mais intervencionista, no sentido de corrigir as imperfeições do 
mercado e promover o desenvolvimento econômico. 
8. (CESPE/AGENTE/ABIN/2010) Fatores demográficos podem 
explicar o crescimento do gasto público, como ocorre, por 
exemplo, quando os gastos com saúde e previdência aumentam 
à medida que a população se torna idosa. 
9. (CESPE/TÉCNICO/TRE-MG/2008) A atividade do Estado na 
alocação de recursos justifica-se naquelas situações em que são 
utilizadas as receitas orçamentárias para provisão de bens que 
tenham as características de bens privados, mas que 
momentaneamente não estão sendo produzidos pelo mercado. 
10. (CESPE/ANALISTA/MDS/2006) As necessidades alçadas à 
condição de meritórias pela sociedade devem ser atendidas 
segundo o princípio da exclusão, que pressupõe a disposição do 
consumidor a pagar o preço de mercado pelo bem ou serviço 
oferecido pelo seu produtor ou prestador. 
11. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDÊNCIA/2010) Os 
gastos com saúde no âmbito da seguridade social brasileira são 
um exemplo da provisão, por parte do setor público, de bens 
meritórios, para os quais os recursos são obtidos 
compulsoriamente por meio da tributação. 
12. (CESPE/CONTADOR/IPAJM-ES/2006) Em finanças públicas, 
considera-se que as necessidades meritórias, ao se alçarem à 
categoria de públicas, pressupõem que os beneficiários dos 
serviços estatais se eximiriam de manifestar suas preferências, 
pois tais serviços seriam obrigatoriamente prestados, 
independentemente de manifestação. 
13. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDÊNCIA/2010) A 
existência dos bens públicos é que permite a alocação ótima de 
recursos na economia, superando a ineficiência do mercado na 
garantia adequada de produtos e serviços que são necessários à 
sociedade. 
14. (CESPE/CONSULTOR/CÂMARA/2003) A ausência de recursos 
privados necessários ao financiamento dos projetos de grande 
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porte em setores essenciais ao desenvolvimento pode ser 
considerada um exemplo de mercados incompletos, justificando, 
pois, a participação direta do Estado nessas áreas, mediante a 
criação dos monopólios estatais. 
15. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDÊNCIA/2010) Na 
existência de um monopólio natural, ou seja, quando se 
configura situação de mercado em que o tamanho ótimo de 
instalação e de produção de uma empresa é suficientemente 
grande para atender todo o mercado, o Estado pode 
responsabilizar-se diretamente pela produção do bem ou do 
serviço. 
16. (CESPE/ANALISTA/TJCE/2008) No período pós-privatização, o 
papel do Estado modificou-se, dado que, para vários serviços de 
utilidade pública \u2014 como telecomunicações e eletricidade \u2014, 
passou de provedor ou produtor do serviço para agente 
regulador, atuando na fiscalização do setor no que diz respeito à 
fixação dos preços e à quantidade e qualidade dos serviços 
oferecidos. 
17. (CESPE/ESPECIALISTA/ANAC/2009) Entre os aspectos positivos 
do processo de privatização brasileiro, no passado recente, 
incluem-se, além das melhorias de eficiência das empresas 
privatizadas, o fato de que ele impediu que os elevados deficits 
primários pressionassem a dívida pública e garantiu, ainda, o 
financiamento parcial dos desequilíbrios externos. 
18. (CESPE/ESPECIALISTA/ANEEL/2010) A identificação de vários 
tipos de vícios ou imperfeições do mercado tem ensejado uma 
série de intervenções governamentais regulatórias, o que, no 
Brasil, está em coerência com o próprio texto constitucional, que 
estabelece, como um dos princípios da ordem econômica, a livre 
concorrência. No caso de serviços públicos, a concessão a 
empresas privadas é uma das formas de o governo transferir 
para terceiros toda a responsabilidade pelo atendimento à 
população em condições de livre mercado. 
19. (CESPE/ANALISTA/PREVIC/2011) As necessidades sociais não 
podem ser atendidas pelos mecanismos convencionais do 
mercado, visto que a elas não se aplica o princípio da exclusão e, 
em tais situações, os bens e serviços são consumidos por todos 
em quantidades iguais. Tais necessidades sociais têm de ser 
financiadas por via orçamentária. 
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20. (CESPE/AGENTE/ABIN/2010) As externalidades positivas ou 
negativas são os efeitos diretos e indiretos sobre determinados 
agentes do sistema econômico e decorrem de transações sobre 
as quais esses agentes não exercem controle. 
21. (CESPE/ANALISTA/ANATEL/2004) Em determinado mercado, a 
existência de custos fixos elevados, bem como a presença de 
externalidades e de assimetrias de informação, impõe restrições 
à adoção do paradigma competitivo, fazendo que a fixação de 
esquemas regulatórios contribua para aumentar os níveis de 
eficiência nesses mercados. 
22. (CESPE/ANALISTA/ANA/2006) Em razão da existência de 
importantes economias de escala, decorrente, em parte, da 
existência de elevados custos fixos, a monopolização dos 
sistemas de abastecimento de água pode aumentar a eficiência e 
reduzir os custos médios de produção e provisão da água 
tratada, comercializada por esses sistemas. 
23. (CESPE/ANALISTA/SEGER-ES/2007) No mercado de telefonia, a 
presença de custos fixos elevados e de assimetrias de 
informação limita a competição e exige a adoção de um marco 
regulatório para a redução das perdas relativas a bem-estar. 
24. (CESPE/ACE/TCU/2008) A teoria de finanças públicas consagra