Resumo DIREITO CIVIL
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Resumo DIREITO CIVIL


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(todos 
os bens que não pertençam às pessoas jurídicas de direito público); públicos (pertencentes às 
pessoas jurídicas de direito público) e \u201cres nullius\u201d (que não têm proprietário definido, como as 
coisas abandonadas e os peixes de um rio ou mar). 
Bens Fora de Comércio \u2013 São os de impossível apropriação (ar, luz solar e outros); os 
personalíssimos (honra, dignidade humana) e os legalmente inalienáveis (gravados com 
cláusulas e bens de família). 
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FATOS JURÍDICOS (artigos 104 a 232) 
Conceito \u2013 Todo acontecimento que produz consequências de caráter jurídico. 
Ato Jurídico (ou Negócio Jurídico) \u2013 Fato decorrente da ação humana de forma lícita e 
voluntária. 
Fato Jurídico Natural \u2013 Decorre da natureza, e pode ser ordinário (nascimento, morte, 
maioridade e outros), ou extraordinário (provocado por fatos fortuitos ou de força maior, como: 
tempestades, raios, vulcões e outros). 
Ato Ilícito \u2013 É o ato que se contradiz frente à legalidade, ou seja, é a ação humana ilegal. O 
indivíduo que, por ação ou omissão voluntárias, negligência ou imprudência, violar direito e 
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Também comete ato 
ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo 
seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Exclusão de Ilicitude \u2013 Excluem a ilicitude de um ato: sua prática em legítima defesa ou no 
exercício regular de um direito reconhecido, e a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a 
lesão à pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
Características do Negócio Jurídico \u2013 O negócio jurídico possui elementos que são 
essenciais para sua efetividade e validade. Suas principais características são: a capacidade do 
agente para o ato, o objeto lícito, e a manifestação da vontade. 
Defeitos do Ato Jurídico \u2013 Anulam os atos jurídicos: o erro (ou a falsa noção sobre o objeto), 
que pode anular o ato se for substancial, estando afastada a possibilidade no caso de erro 
acidental; o dolo \u2013 que é vontade de enganar alguém, por meio de subterfúgios ou artifícios 
(neste caso só anula o ato se for grave); a coação \u2013 aplicação de violência física ou moral para 
obrigar outrem à pratica do ato (anulável se grave); a simulação \u2013 vontade de burlar a lei ou 
iludir a outra parte envolvida no ato, por meio de declaração enganosa da vontade; e ainda a 
fraude contra credores \u2013 que é o ato de se desfazer do patrimônio, com o fim de evitar sua 
possível execução por dívidas. 
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Modalidades dos Atos Jurídicos \u2013 Os atos jurídicos podem ser divididos nas seguintes 
modalidades: condição (subordinação do ato a evento futuro e incerto); termo (momento em 
que se iniciam ou terminam os atos jurídicos); e encargo (atribuição imposta ao beneficiário do 
ato jurídico). 
Validade Do Ato Jurídico \u2013 Os atos jurídicos têm plena eficácia quando celebrados em 
consonância com a lei; podendo ser: nulos (nulidade absoluta), ou anuláveis (nulidade 
relativa). 
Decadência e Prescrição (artigos 205 a 211) \u2013 Decadência é a extinção de um direito por 
falta de seu exercício no prazo legal estabelecido. Prescrição é a perda de um direito, ou parte 
deste, por inércia do interessado durante um determinado lapso de tempo. 
Responsabilidade Civil \u2013 A responsabilidade civil ou dever de indenizar, prevista no Código 
Civil, em seus artigos 186 a 188 e 927 a 954, ocorre sempre que presentes os seguintes 
requisitos: ato ilícito \u2013 ato omisso ou comissivo que traga lesão a direito ou a patrimônio alheio; 
culpa \u2013 existência de um ato praticado (mesmo que sem intenção), que viola um bem jurídico 
protegido; e nexo causal \u2013 O comportamento do agente está diretamente relacionado ao dano 
provocado. 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES (artigos 233 a 420) 
Conceito \u2013 Ato jurídico transitório, que vincula, de forma direta, o credor e o devedor a uma 
prestação ou contraprestação econômica. 
Estrutura \u2013 A obrigação se compõe de um sujeito ativo (o credor), do objeto da obrigação (a 
prestação) e do vínculo (que é a sujeição do devedor ao cumprimento da obrigação em favor do 
credor). 
Fontes - a lei, o negócio jurídico ou contrato, o ato ilícito, a declaração unilateral da vontade, o 
abuso de direito, a responsabilidade civil e outros. 
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Classificação 
Obrigação de Dar Coisa Certa (artigos 233 a 242)- Tipo de obrigação na qual o devedor é 
obrigado a dar "coisa certa" (móvel ou imóvel, com ou sem acessórios). Se a coisa se perder, 
sem culpa do devedor, antes da tradição, ou quando pendente a condição suspensiva, fica 
resolvida a obrigação para ambas as partes. Se a perda resultar de culpa do devedor, este 
responderá pelo equivalente acrescido de perdas e danos. Deteriorada a coisa, não sendo o 
devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço 
o valor perdido. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a 
coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização 
das perdas e danos. 
Obrigação de Dar Coisa Incerta (artigos 243 a 246) \u2013 Tipo de obrigação na qual o devedor se 
obriga a entregar a "coisa incerta", que será indicada, ao menos, pelo gênero e pela 
quantidade. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao 
devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar coisa pior, nem 
será obrigado a prestar a melhor. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou 
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito. 
Obrigação de Fazer (Artigos 247 a 249) \u2013 Tipo de obrigação calcada na prestação de um 
serviço, ou execução de ato positivo. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos, o 
devedor que recusar a prestação só a ele imposta, ou só por ele exeqüível. Se a prestação do 
fato tornar-se impossível, sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, 
responderá por perdas e danos. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre o credor 
para mandar executá-lo à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da 
indenização cabível. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização 
judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido. 
Obrigação de Não Fazer (artigos 250 e 251) \u2013 Tipo de obrigação em que o ato não deve ser 
praticado para evitar na maioria das vezes prejuízo a parte contrária. Extingue-se a obrigação 
de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que 
se obrigou a não praticar. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor 
pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado por 
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perdas e danos. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, 
independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido. 
Coisa Fungível \u2013 Todas as coisas que podem ser substituídas por outras de mesma espécie, 
qualidade e quantidade (exemplo: um quilo de milho, uma dúzia de ovos, cinco metros de 
plástico). 
Coisa Infungível - Todas as coisas que não podem ser substituídas por outras (por exemplo, o 
quadro da \u201cMona Lisa\u201d e a espada usada por Caxias na Guerra do Paraguai). 
Coisa Certa \u2013 São todas as coisas certas e determinadas, com características de 
infungibilidade e individualidade. 
Coisa Incerta \u2013 Basicamente são as coisas fungíveis, pela falta de individualidade, podendo 
ser substituídas por outras de mesma espécie, qualidade e quantidade. 
Cláusula Penal \u2013 É o mesmo que multa por convenção das partes, em que existe a obrigação 
do pagamento de multa por desrespeito