Aula 03
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DisciplinaDireito Administrativo I50.590 materiais962.347 seguidores
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no cumprimento dos seus 
deveres e obrigações, sem suplantá-los ou fazer as suas vezes, a menos que 
isso se faça necessário por circunstâncias excepcionais. Visa-se com isso ao 
desenvolvimento das potencialidades e do exercício efetivo da liberdade, com a 
assunção das correspondentes responsabilidades, por parte das sociedades 
menores e dos indivíduos. Incumbe ao Estado criar condições para que o 
indivíduo, pessoalmente, alcance a realização de seus fins. 
Outra ideia inerente ao princípio da subsidiariedade é a de repartição de 
competências. Prega certa hierarquia em relação à atuação humana, partindo 
das esferas menores - indivíduo -, passando pelas sociedades intermediárias 
até chegar ao Estado. A cada grau de organização devem ser atribuídas as 
competências que ele pode melhor exercer. 
Assim, a letra \u201cD\u201d é certa, já que o princípio da subsidiariedade defende que, 
sempre que possível, as funções devem ser desempenhadas pelas instâncias 
inferiores. 
Vimos que a CF88 limita ao máximo de 70 deputados por unidade da 
federação, e o mínimo de 08. Isto causa distorções na proporcionalidade. A 
letra \u201cE\u201d é certa. 
Gabarito: A. 
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25. (ESAF/SUSEP/2002) As agências reguladoras, recentemente criadas na 
Administração Pública Indireta Federal, não se caracterizam por 
a) personalidade jurídica de direito público, sob a forma de autarquia. 
b) autonomia para editar normas administrativas referentes ao objeto de 
sua regulação, observados os limites legais. 
c) independência de seu corpo diretivo. 
d) exercício do poder de polícia respectivo à área de atuação. 
e) desvinculação a órgão ministerial supervisor. 
A letra \u201cA\u201d é certa. As agências reguladoras estão sendo criadas como 
autarquias de regime especial. Uma vez que são autarquias, são pessoas 
jurídicas de direito público, até porque exercem atividade exclusiva de Estado, 
a regulação. 
A letra \u201cB\u201d é certa, traz o poder normativo das agências reguladoras. Elas 
podem regulamentar aspectos que a lei não adentrou ou deixou margens para 
interpretação, ou seja, elas não poderiam se sobrepor ao princípio da 
legalidade e inovar inicialmente na ordem jurídica. Ressaltando-se essa 
limitação, elas podem expedir normas de caráter eminentemente técnico, no 
setor a elas afeto. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro: 
não podem regular matéria não disciplinada em lei, porque os regulamentos 
autônomos não têm fundamento constitucional no direito brasileiro, nem 
podem regulamentar leis, porque essa competência é privativa do chefe do 
Poder Executivo e, se pudesse ser delegada, essa delegação teria que ser 
feita pela autoridade que detém o poder regulamentar e não pelo legislador 
(...) As normas que podem baixar resumem-se ao seguinte: (a) regular a 
própria atividade da agência por meio de normas de efeitos internos; (b) 
conceituar, interpretar, explicitar conceitos jurídicos indeterminados 
contidos em lei, sem inovar na ordem jurídica. 
Contudo, o que tem ocorrido na prática é que as agências reguladoras 
possuem uma abrangente competência normativa, efetivamente inovando a 
ordem jurídica. 
A letra \u201cC\u201d é certa. O \u201cregime especial\u201d das agências reguladoras pode ser 
traduzido, nos termos de cada lei instituidora, em prerrogativas especiais, 
normalmente relacionadas à ampliação de sua autonomia administrativa e 
financeira. Para exemplificar, a seguir está o art. 8º, § 2º, da Lei 9.472/97, 
que trata da ANATEL: 
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§ 2º A natureza de autarquia especial conferida à Agência é caracterizada 
por independência administrativa, ausência de subordinação hierárquica, 
mandato fixo de seus dirigentes e autonomia financeira. 
A Lei n.º 9.986/2000, que dispõe sobre a gestão de recursos humanos das 
agências reguladoras, determina que: 
Art. 9º Os Conselheiros e os Diretores somente perderão o mandato em 
caso de renúncia, de condenação judicial transitada em julgado ou de 
processo administrativo disciplinar. 
Parágrafo único. A lei de criação da Agência poderá prever outras condições 
para a perda do mandato. 
Portanto, para conferir maior autonomia das agências reguladoras, seus 
diretores terão mandato fixo, fixado na lei de criação da agência, e só poderão 
perder o cargo em virtude de decisão judicial ou processo administrativo 
disciplinar. Contudo, a lei de criação da agência pode estabelecer outras 
formas de perda de mandato. 
A letra \u201cD\u201d é certa. As agências reguladoras possuem as mesmas atribuições 
que estariam na competência do poder concedente na assinatura de contratos 
administrativos com particulares, como: 
\ufffd regulamentar os serviços que constituem objeto de delegação, 
\ufffd realizar o procedimento licitatório para escolha do concessionário, 
permissionário ou autorizatário, 
\ufffd celebrar o contrato de concessão ou permissão ou praticar ato unilateral 
de outorga de autorização, 
\ufffd definir o valor da tarifa e da sua revisão ou reajuste, 
\ufffd controlar a execução dos serviços, 
\ufffd aplicar sanções, encampar, decretar a caducidade, intervir, fazer a 
rescisão amigável, fazer a reversão dos bens ao término da concessão, 
\ufffd exercer o papel de ouvidor de denúncias e reclamações dos usuários. 
A letra \u201cE\u201d é errada. Apesar de possuírem maior independência, não significa 
que não há nenhum tipo de controle por parte do Executivo. Elas se submetem 
aos princípios da administração pública e ao poder de supervisão do ministério 
ou secretaria a que estejam vinculadas, pois ainda assim são da administração 
indireta, submetendo-se à tutela administrativa. Assim, apesar de seus 
diretores possuírem mandato fixo, podem ser retirados do cargo por processo 
administrativo caso infrinjam algum dos princípios administrativos. 
Gabarito: E. 
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26. (ESAF/AFPS/2002) A Constituição Federal prevê a concessão de 
autonomia gerencial, orçamentária e financeira a órgãos e entidades da 
Administração Pública, mediante contrato de gestão. O comando 
constitucional não inclui, entre os assuntos da lei que regerá o tema, o 
seguinte: 
a) o prazo de duração do contrato. 
b) a remuneração do pessoal. 
c) os critérios de avaliação de desempenho. 
d) o montante dos recursos. 
e) a responsabilidade dos dirigentes. 
Questão que exige a decoreba. Segundo a CF88: 
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e 
entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante 
contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que 
tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou 
entidade, cabendo à lei dispor sobre: 
I - o prazo de duração do contrato; 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, 
obrigações e responsabilidade dos dirigentes; 
III - a remuneração do pessoal. 
Gabarito: D. 
 
27. (ESAF/AFRF/2002) O contrato de gestão é um instrumento consagrado 
de gestão de resultados na administração pública. Julgue os itens a seguir. 
I. Os contratos de gestão firmados com organizações privadas demandam 
prévia licitação. 
II. Os contratos de gestão firmados entre organizações públicas fragilizam o 
contratado na medida em que não prevêem penalidades aos contratantes 
em caso de impossibilidade de repasses financeiros. 
III. A contratualização interna se dá entre a cúpula e instâncias operacionais 
de uma mesma organização. 
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