Temas atuais direito imobiliário2018
150 pág.

Temas atuais direito imobiliário2018


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Pré-visualização50 páginas
Temas atuais em
direito imobiliário
2018
ORGANIZADORES
Lourdes Helena ROCHA DOS SANTOS
Fabio CAPRIO LEITE DE CASTRO
AUTORES
Lourdes Helena ROCHA DOS SANTOS
Mariana BORGES ALTMAYER
Roberto SANTOS SILVEIRO
Maria Angélica JOBIM DE OLIVEIRA
Fernanda MURARO BONATTO
Marco MEIMES
André FERRONATO GIRELLI
João Paulo SANTOS SILVEIRO
Fabio CAPRIO LEITE DE CASTRO
Fernanda HAILLIOT HABCKOST
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Organizadores:
Lourdes Helena ROCHA DOS SANTOS
Fabio CAPRIO LEITE DE CASTRO 
Temas atuais em direito imobiliário
2018
ISBN 978-85-5810-002-1
Porto Alegre
SANTOS SILVEIRO ADVOGADOS
2018
Prefácio
 
É com imenso prazer e orgulho que apresentamos o e-book Temas 
atuais em direito imobiliário \u2013 Ano 2018. Neste ano 
procuramos trazer ao leitor artigos que retratassem os temas que 
mais estiveram em voga em nosso escritório, bem como assuntos 
jurídicos, que por sua relevância e atualidade, despertaram nossa 
curiosidade e a vontade de mais saber. Esperamos que apreciem 
os temas do e-book 2018 e que, de alguma forma, este trabalho 
possa lançar uma luz no encaminhamento de soluções jurídicas 
para problemas que o mercado enfrenta, auxiliando os leitores a 
refletir e a tomar as melhores decisões. 
Lourdes Helena ROCHA DOS SANTOS
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T E M A S A T U A I S E M D E R E I T O I M O B I L I Á R I O 2018 S a n t o s S i l v e i r o A d v o g a d o s
A destituição da incorporadora pelos condôminos
DA LEGISLAÇÃO À PRÁTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 05
Por Lourdes Helena ROCHA DOS SANTOS
Condomínios contemporâneos
O RECONHECIMENTO DA PERSONALIDADE JURÍDICA, 
A POSSIBILIDADE DE ESPECIFICAÇÃO PARCIAL E O PAPEL 
DA CONVENÇÃO CONDOMINIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 21
Por Mariana BORGES ALTMAYER
Os distratos e a necessidade de preservação 
do direito social e coletivo no âmbito das incorporações 
imobiliárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 38
Por Roberto SANTOS SILVEIRO 
e Maria Angélica JOBIM DE OLIVEIRA
A Assembleia Geral do Condomínio Edilício 
UMA PERSPECTIVA ATUAL DO INSTITUTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 55
Por Lourdes Helena ROCHA DOS SANTOS
A locação por temporada e os aplicativos 
de compartilhamento de imóveis:
REFLEXOS JURÍDICOS DA ECONOMIA DO COMPARTILHAMENTO . . . . . . . . . pg. 77
Por Fernanda MURARO BONATTO
A responsabilidade do fiador em caso 
de prorrogação do contrato de locação ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 95
Por Marco MEIMES
A análise econômica do direito e a interpretação judicial de 
questões relativas à incorporação imobiliária em precedentes 
obrigatórios .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 105 
Por André FERRONATO GIRELLI
Vícios construtivos em empreendimentos imobiliários: 
PRAZOS DE GARANTIA, DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 119
Por João Paulo SANTOS SILVEIRO
Diálogos entre a advocacia e a psicologia
A SOCIEDADE DE ADVOGADOS, O ATENDIMENTO CENTRADO NO CLIENTE 
E A MEDIAÇÃO DOS CONFLITOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 133
Por Fabio CAPRIO LEITE DE CASTRO 
e Fernanda HAILLIOT HABCKOST
Sumário
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A destituição da 
incorporadora 
pelos condôminos
DA LEGISLAÇÃO À PRÁTICA
Por Lourdes Helena ROCHA DOS SANTOS
Resumo
O presente artigo oferece uma análise jurídica do processo que envolve o afastamento 
do empreendedor que paralisou as obras, desde o momento mais dramático do 
enfrentamento da realidade pelos adquirentes até a solução que pode ser alcançada 
pelos mesmos. Partindo do estudo dos mecanismos legais disponíveis na Lei de 
Condomínios e Incorporações, da doutrina e das mais recentes decisões dos tribunais 
superiores, a intenção do artigo é dar aplicabilidade a estes conhecimentos, mostrando 
um caminho a ser seguido, o qual inicia-se pelo convencimento dos adquirentes 
acerca da necessidade de mobilização para formação de uma vontade coletiva e 
conduz a uma análise criteriosa dos ativos e passivos do empreendimento. Ao longo 
do artigo são explicadas as medidas judiciais e extrajudiciais de proteção dos direitos 
dos condôminos, à luz do microssistema das incorporações. Também o artigo se 
detém na importância da Assembleia como órgão soberano, do qual emanam as 
decisões a serem tomadas pelos condôminos, bem como o duplo papel da Comissão 
de Representantes. Por fim, é apresentada uma reflexão acerca da noção de tempo e 
os seus reflexos no processo de destituição do incorporador.
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T E M A S A T U A I S E M D E R E I T O I M O B I L I Á R I O 2018 S a n t o s S i l v e i r o A d v o g a d o s
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A Introdução
Posso dizer que passei muitos anos de minha vida profissional dedicada 
a encontrar soluções para empreendimentos cujas obras tinham sido 
paralisadas pelo incorporador. Tarefa árdua, somente para aqueles dotados 
de grande perseverança! Digo isso pois de todos os projetos de retomadas 
de obra dos quais participei, nenhum mostrou-se fácil, muito menos célere, 
tal como esperavam os condôminos. 
Primeiramente, quase que em todos os casos, a ficha demora para cair! 
Realmente é muito duro para o adquirente de unidade imobiliária na planta 
concluir que aquele incorporador com quem celebrou o contrato a preço e 
prazo certos, não vai mesmo terminar a obra. A situação está ali, a obra não 
anda, cada vez tem menos funcionários, até não ter mais nenhum. A obra vira 
um canteiro abandonado, não raras vezes sujeito a invasões e depredação. 
Parece pouco crível, mas mesmo diante do fato escancarado, os 
compradores das unidades relutam em aceitar a realidade: o incorporador 
não cumprirá o que prometeu. A obra não chegará ao seu fim. As unidades 
não serão entregues. 
Ao menor aceno de esperança, qualquer iniciativa de mobilização 
se esvazia. E o tempo passa. Até que a realidade se impõe. E os 
compradores chegam à conclusão de que precisam fazer algo, 
buscar uma solução ao problema.
O primeiro passo foi dado. Talvez o mais importante e o mais difícil. São 
os sonhos que vão embora para dar lugar à luta que se inicia sem tempo 
ou previsão de desfecho. A destituição do incorporador pelos condôminos 
pressupõe este convencimento. 
 Não há fórmula que se aplique indistintamente aos projetos de retomada de 
empreendimentos paralisados, pois cada caso apresentará suas peculiaridades 
para as quais deverão ser encontradas soluções próprias e adequadas.
Mas há, sim, conceitos importantes, oriundos da lei, interpretados pelos 
tribunais, vividos e experimentados na prática, que poderão nortear e iluminar 
o trajeto a ser percorrido.
Veremos a seguir que a destituição