Passo a Passo para Determinação de Minerais
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Passo a Passo para Determinação de Minerais


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IAL=ND 
 
PIEMONTITA 
32 
c 
pleocroísmo distinto em cores rosa associada com 
violeta e amarelo muito claro. Normalmente é incolor. 
Sulfato raro de relevo baixo, com 3 clivagens de boa 
qualidade, a NC cores intensas e coloridas, extinção 
paralela à clivagem, B(+). IAL=ND 
 
ANIDRITA 
 
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Passo / 
Item Característica do Mineral Imagem 
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mineral 
 
 
Continuação da página anterior: 
d pleocroísmo forte nas seções perpendiculares a (001), 
uma das cores é rosa pálido; seções paralelas a (001) 
quase sem pleocroísmo. É uma variedade de biotita com 
relevo moderado, extinção paralela e mosqueada, SE(+) 
e B(-) com ângulo 2V pequeno. IAL=ND 
 
FLOGOPITA 
e 
pleocroísmo fraco em rosa pálido em faixas e zonas, 
geralmente é incolor. Cristais granulares euédricos, 
prismas curtos de seção quadrada com extinção 
diagonal; nas seções basais há duas clivagens a 89º. 
Extinção paralela, SE(-), B(-). IAL=NC 
 
ANDALUSITA 
f pleocroísmo fraco em rosa, geralmente é incolor. Normalmente possui hábito lamelar (palhetas), clivagem 
perfeita é comum. Extinção paralela e mosqueada. A NC, 
cores intensas e coloridas. É um mineral muito comum. 
Talco é similar. SE(+), B(-), ângulo 2V > 30º. IAL=NC 
 
MUSCOVITA 
g pleocroísmo moderado de rosa a amarelo na variedade Thulita (com Mn). Relevo alto, cristais granulares, 
colunares ou fibrosos. Extinção paralela, SE(-), B(+), com 
ângulo 2V de 0 a 69º. Cores de interferência de 1ª ordem 
ou anômalas. IAL=ND 
 
ZOISITA 
32 
h cor rosa alterando com amarelado-marrom ou verde-pálido. Cristais prismáticos curtos com seção basal com 
4 ou 8 lados, pode ser granular anédrico. Piroxênio 
ortorrômbico com as 2 clivagens típicas, extinção 
paralela, SE(+),B(+) ou B(-), 2V de 58-86º. IAL=NC 
 
ENSTATITA 
 
 
Minerais pleocróicos em laranja em intensidades variáveis: 
a 
pleocroísmo forte em laranja (pode ser em amarelo, 
vermelho, rosa ou violeta). Relevo alto a extremo, uma 
clivagem perfeita, cristais prismáticos longos, seções 
com 6 lados. A NC, cores intensas de 2ª a 4ª ordem, 
mascaradas pela cor do mineral. IAL=ND 
 
PIEMONTITA 
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b pleocroísmo forte nas seções perpendiculares a (001), 
uma das cores é laranja pálido; seções paralelas a (001) 
quase sem pleocroísmo. É uma variedade de biotita com 
relevo moderado, extinção paralela e mosqueada, SE(+) 
e B(-) com ângulo 2V pequeno. IAL=ND 
 
FLOGOPITA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Instruções para uma correta observação de lâminas delgadas: 
 
1. Ligue o microscópio na tomada, ligue a luz do aparelho e deixe a luz inicialmente na intensidade máxima. 
 
2. Verifique se o conjunto de peças situado abaixo da platina está erguido até o ponto mais alto possível. Se 
a lente convergente for móvel, use-a apenas quando trabalhar com Luz Convergente. Se a lente 
convergente for fixa, é adequado baixar ele 1 mm deste ponto máximo para que a lente não encoste na 
lâmina por baixo e a levante. Neste caso, ao girar a platina, a lâmina vai se mover também lateralmente. 
 
3. Certifique-se que o compensador (lente comparadora) não está inserido no microscópio, que a Lente de 
Amicci-Bertrand não está acionada e que o diafragma está completamente aberto. 
 
4. Ajuste as oculares à sua visão: 
 4.1 Ajuste a distância entre as oculares à sua distância interpupilar pessoal. 
 4.2 Ajuste o foco dos fios do retículo na ocular correta até que estejam perfeitamente focados. 
 4.3 Coloque uma lâmina delgada sobre a platina (mesa) do microscópio e certifique-se que o 
 mineral (e a lamínula) esteja voltado para cima. 
 4.4 Girando o revólver, coloque a objetiva de menor aumento em posição de observação. 
 4.5 Cruze os nicóis e ajuste o foco da ocular não ajustável com o foco macrométrico e depois com o 
 foco micrométrico. 
 4.6 Depois ajuste o foco da ocular que possui regulagem própria. Com isso, as duas oculares 
 estarão ajustadas para os seus olhos. 
 
5. Coloque um ponto marcante exatamente no cruzamento dos fios do retículo e gire a mesa do microscópio 
em 180 graus. Se o ponto não ficar exatamente abaixo do cruzamento dos fios durante o giro completo da 
platina, a objetiva está descentrada. Proceda da seguinte maneira: 
 5.1 A dedo, colocamos um ponto bem nítido da lâmina no cruzamento dos fios do retículo. 
 Este ponto de referência deve ser, de preferência, um material opaco. 
5.2 Giramos a platina. Se o ponto permanecer centralizado, tudo OK; se o ponto fizer um 
 movimento de translação circular, a objetiva estará descentrada. 
5.3 Colocamos nosso ponto no centro do campo outra vez e giramos a platina em 180º. 
5.4 Através dos anéis ou parafusos de centralização da objetiva aproximamos nosso ponto em 
 direção ao centro, mas apenas a metade da distância que o separa do centro. Voltamos ao 
 item primeiro e repetimos a operação para assegurar-mos de que a centragem foi bem feita. 
5.5 Teste cada uma das objetivas e centralize todas elas, se necessário. Esse procedimento não é 
 tempo perdido, pois microscopia feita às pressas geralmente fornece resultados errados. 
 
6. Certifique-se que a lente retrátil da objetiva de maior aumento está funcionando, a fim de evitar a 
destruição de lâminas delgadas. 
 
7. Inicie suas observações fazendo uma varredura na lâmina com a objetiva de menor aumento, 
inicialmente a Nicóis Descruzados e depois a Nicóis Cruzados. 
 
8. Uma vez identificado um ponto de interesse, deixe ele exatamente abaixo dos fios do retículo e mude 
para a objetiva de médio aumento. Lembre-se: nos nossos microscópios, o foco da objetiva de menor 
aumento não é igual ao foco da objetiva de médio aumento, mas o foco da objetiva de médio aumento é o 
mesmo da objetiva de aumento máximo. 
 
10. Jamais tente obter foco na objetiva de máximo aumento observando pela ocular. Deixe a objetiva quase 
encostando na lâmina olhando de lado, depois faça foco cuidadosamente com o parafuso micrométrico para 
não quebrar a lâmina. 
 
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Táticas para a observação de lâminas delgadas: 
 
 Não colete aleatóriamente informações ópticas na esperança de acertar de forma mágica o nome 
do mineral observado. Ao invés disso, use cada informação para eliminar minerais possíveis e para 
restringir sua busca. Use as tabelas nos livros e mantenha em mente o maior número possível de minerais 
alternativos (outros candidatos). 
 
 Determine o tipo de informação óptica que você precisa. Com qual informação você elimina o 
maior número de minerais, restringindo a sua busca mais ainda? Tente identificar a informação que tem o 
potencial de eliminar o maior número de minerais possíveis, depois tente obtê-la. 
 
 Determine os testes necessários para obter a informação que você precisa. Não desperdiçe seu 
tempo fazendo testes desnecessários como, por exemplo, fazendo figuras de interferência aleatoriamente 
sem antes procurer um grão com a menor cor de interferência possível. 
 
1. Inicie suas obervações a Nicóis Descruzados usando as objetivas de menor aumento e de médio 
aumento e sem usar a luz na intensidade maxima. Faça um escaneamento da lâmina delgada para ter uma 
impressão geral do que ela contém: quantos minerais diferentes, texturas, veios, alteração, feições 
metamórficas, ígneas ou sedimentares ou qualquer outra coisa que possa ajudar no entendimento dos 
minerais individuais e da rocha. 
 
2. Depois de obter uma impressão geral, inicie suas observações
Carolina
Carolina fez um comentário
Olá, percebi que não há a parte dos minerais neste guia. Saberia me dizer onde encontrar?
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