Resumo Modos de extinção das obrigações e inadimplemento
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Resumo Modos de extinção das obrigações e inadimplemento


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Resumo 3° estágio Direito Civil II
Da imputação do pagamento
Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor, tem o
direito de indicar a qual deles oferece pagamento, se todos forem líquidos e vencidos.
	
Conceito- a imputação do pagamento, consiste na indicação ou determinação da dívida a ser quitada, quando uma pessoa se encontra obrigada, por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor, e efetua pagamento não suficiente para pagar todas elas. A pessoa obrigada por essas muitas prestações da mesma espécie, tem a faculdade de declarar, ao tempo de cumpri-la, qual delas quer solver. Todavia, essa escolhe deve referir-se a dívida líquidas e vencidas. Se houver capital e juros, o pagamento se imputará primeiro nos juros, e, só depois de esgotados estes, recairá sobre o principal.
	Requisitos- pluralidade de débitos: não podemos falar em imputação do pagamento, quando se tem apenas um débito, salvo quando ele se desdobra, destacando-se os juros, que são acessórios do débito principal.
	Indentidade das partes: devem vincular um mesmo devedor, a um mesmo credor, no entanto, havendo pluralidade de pessoas, no polo passivo ou ativo, como nos casos de solidariedade, e isso não afasta a existência de duas partes.
	Igual natureza das dívidas: necessário se faz que os débitos sejam da mesma natureza, ou seja, devem ter por objeto coisas fungíveis de idêntica espécie e qualidade. As dívidas também devem ser líquidas e vencidas.
	Possibilidade de o pagamento resgatar mais de um débito: a importância entregue ao credor, deve ser suficiente para resgatar mais de um débito, e não todos. Se o credor oferece numerário capaz de quitar apenas a dívida menor, não é dado imputá-la em outra, pois do contrário estar-se-ia constragendo o credor a receber pagamento parcial, a despeito da proibição, conforme disposto no art.314 do C.C.
Art 353. Não tendo o devedor declarado em qual das dividas liquidas e vencidas quer imputar o pagamento, se aceitar a quitação de uma delas, não terá direito a reclamar contra imputação feita pelo credor, salvo provando haver ele cometido violência ou dolo .
	
	Compete ao devedor imputar o pagamento a uma das dívidas líquidas, certas e vencidas que possui junto ao credor. No ato do pagamento, deve ele declarar qual das dívidas pretende quitar. Se não o fizer e aceitar a imputação feita pelo credor, não poderá reclamar a posteriori, a não ser provando que o credor agiu com dolo ou violência.
	Imputação feita pelo devedor: o próprio devedor indica qual das dívidas deseja quitar, não podendo esse imputar pagamento em dívida não vencida se o prazo se estabeleceu em benefício do credor, como também não pode imputar o pagamento em dívida cujo montante seja superior ao valor ofertado, salvo acordo entre as partes, pois o pagamento parcelado do débito só é permitido quando convencionado, também não é permitido ao devedor pretender que o pagamento seja imputado no capital, quando há vários juros vencidos, salvo estipulação em contrário, ou se o devedor passar a quitação por conta do capital. Se não houver nenhuma dessas limitações, e a imputação tendo observado todos os requisitos legais, não pode o credor recusar o pagamento oferecido, sob pena de se caracterizar a mora accipiendi. Imputação feita pelo credor: se o devedor não usar de seu direito de indicar a dívida que será resgatada, o credor o fará. CC, 353. Imputação feita pela lei: se, nem o devedor, nem o credor fizerem a indicação da dívida a ser extinta, dá-se a imputação em virtude de lei. Essa obedece a alguns critérios: 1-havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos.2- entre dívidas vencidas e não vencidas, a imputação far-se-á nas primeiras. 3- se algumas forem líquidas e outras ilíquidas, a preferência recairá sobre as primeiras, segundo a ordem de seu vencimento. 4- se todas forem líquidas e vencidas ao mesmo tempo, considerar-se paga a mais onerosa, conforme estatui o mesmo dispositivo legal.
Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos, e depois no capital, salvo estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por conta do capital.
	
Como dito anteriormente, esse art é a exceção à regra geral de que a imputação pressupõe a existência de dois ou mais débitos a um só credor, aqui existe apenas uma única dívida, vez que os juros constituem mero acessório. Devendo capital e juros, não pode o devedor forçar o credor a imputar pagamento no capital, antes de pagos os juros vencidos, porque de outro modo prejudicaria ao credor, desde que pagando o capital, o priva da respectiva renda. Assim o pagamento, salvo acordo, se imputa primeiro nos juros vencidos e exigíveis e depois no capital.
Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a quitação for omissa quanto a imputação, esta se fará nas dívidas liquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dívidas forem todas liquidas e vencidas ao mesmo tempo, a imputação far-se-a na mais onerosa.
1-Para que seja possível a imputação do pagamento, deverão concorrer os seguintes requisitos:
A) Dois ou mais débitos de um devedor a um só credor, de igual valor, com vencimentos distintos.
B) Dois ou mais débitos de um devedor a um só credor, positivos, ainda que ilíquidos, mas com vencimentos simultâneos.
C) Dois ou mais débitos de um devedor a um só credor, um deles mais antigo que o(s) outro(s).
D) Dois ou mais débitos de um devedor a um só credor, da mesma natureza, positivos e vencidos.
E) Dois ou mais débitos de um devedor a um só credor, constituídos de capital.
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Da Dação em pagamento
Art 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida.
	A dação em pagamento vem a ser um acordo liberatório, feito entre credor e devedor, em que o credor consente na entrega de uma coisa diversa da avençada. Tem como requisitos: existência de um débito vencido (se um objeto for entregue sem que haja dívida a ser quitada, haverá doação); animus solvendi, ou seja, a intenção do devedor deve ser de efetuar o pagamento; diversidade de objeto oferecido em relação ao devido (não se confunde com a obrigação alternativa, pois nessa os objetos já eram conhecidos de antemão pelo credor, havendo ele concordado em receber um ou outro. Não é necessário que o valor da coisa recebida seja correspondente ao montante do débito. Orlando Gomes defende que, se o credor receber menos, não poderá exigir o restante; se receber mais, não pode o devedor exigir o excedente de volta); concordância do credor na substituição ( a concordância pode ser verbal, escrita, tácita ou expressa).
	O efeito da dação em pagamento é a extinção da dívida. Dar coisa de outrem (evicção): a obrigação primitiva se restabelece.
Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regularse-ão pelas normas do contrato de compra e venda.
Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada aos pagamento, a transferência importará em cessão.
	Importando a transferência em cessão do credito dado em pagamento, resulta a observância do disposto nos arts. 290 a 295 deste Código. Assim, a operação deve ser notificada ao devedor e quem fez a dação fica responsável pela existência do crédito.
	Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros.
	Evicção: É a perda da coisa por decisão judicial proferida em ação de reivindicação proposta pelo legítimo dono.
2-O credor pode consentir em receber prestação diversa da
que lhe é devida através do instituto da
A) novação.
B) dação em pagamento.
C) compensação.
D) remissão.
Da novação
Art. 360. Dá-se a novação:
I \u2014 quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior;
II\u2014 quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor;
III \u2014 quando, em virtude de obrigação nova, outro credor