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Books   Cadeias Musculares (Cintas)

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CADEIAS
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MUSCULARES
Janaina Cintas
Escritora, Bicampeã mundial de BMX e Fisioterapeuta Graduada 
pela Universidade da Cidade de São Paulo. Ex-monitora no terceiro 
e quarto ano da Professora e Doutora da USP, Elisabete Alves 
Gonçalves Ferreira. Posteriormente se aperfeiçoou em 
Gerontologia na Pós-graduação da Universidade Federal do Estado 
de São Paulo. Subsequentemente se especializou em Cadeias 
Fisiológicas do Método Busquet, Reeducação Postural Global (RPG) 
de Philippe Souchard e Pilates. Trabalhou como Fisioterapeuta no 
Hospital Albert Einstein, foi sócia fundadora da clínica JC Pilates por 
10 anos e recentemente cursou Pilates Aéreo pela Escola 
Internacional de Madrid, Espanha. E integrou a equipe de Pilates 
Aéreo de Madrid, como professora titular durante 1 ano. Janaína é 
autora do Livro " Cadeias Musculares do Tronco", lançado em 2015 
em Madrid, São Paulo, Rio de Janeiro e Belém. Atualmente ministra 
cursos e palestras sobre a Fisioterapia, faz parte do Grupo Voll 
Pilates e tem interesse de Pesquisa nos temas Saúde, Postura e 
Ensino.
O que são as Cadeias Musculares?
Segundo Madame Meziérès as cadeias musculares é o conjunto de músculos pluriarticulares 
de mesmo sentido e direção que se comportam como se fossem um único só músculo, e se 
recobrem como se fossem telhas de um telhado.
Já a Madame Godeliève Denys Struyf acreditava que o indivíduo se estrutura sobre a sua 
história de vida. E as Cadeias Musculares irão se moldar ao indivíduo de acordo com suas 
necessidades de expressão corporal.
Segundo Léopold Busquet as Cadeias Musculares são circuitos anatômicos que circulam o 
corpo através das forças organizadoras.
Tom Mayers descreve como trilhos anatômicos.
 “O termo "fáscia" representa o tecido conjuntivo 
membranoso, um verdadeiro esqueleto �broso que 
inclui o tecido muscular e funciona como peça única”. 
Marcel Bienfait
A fáscia e uma estrutura passiva que transmite 
tensões mecânicas geradas pela atividade muscular e 
uma de suas funções é diminuir o atrito entre músculos, 
vasos, tendões, nervos e ossos. Além disso, a fáscia é a 
única que recobre todo o corpo e econômica, pois requer 
baixo custo energético para sua manutenção.
Foi a descoberta da fáscia que permitiu essa visão de 
totalidade e globalidade corporal que temos hoje em dia, 
onde estão baseadas as técnicas e métodos que 
discutiremos adiante.
O tecido conjuntivo é formado, logicamente por 
células conjuntivas, os blastos. Segundo Marcel 
Bienfait (1995), os blastos em sua �siologia produzem a 
secreção de duas proteínas de constituição: o colágeno 
e a elastina.
O papel da fáscia nas 
Cadeias Musculares 
Como em todas as proteínas as duas se renovam, o colágeno é uma proteína de curta duração, enquanto a elastina é 
a proteína de longa duração.
O colágeno sendo uma proteína de curta duração se renova durante toda a vida, e é nela que conseguiremos atuar 
com efetividade, porque o que estimula a produção de colágeno é o tensionamento do tecido, e de acordo com o 
estímulo, ou seja, a forma do tensionamento, o resultado da secreção é uma.
Se o tecido suporta tensões curtas e repetidas observamos o conjuntivo se alongar (músculos sadios), pois já 
sabemos que os músculos tônicos devem trabalhar em rajadas, somente para reequilibrar o conjunto corporal. 
Contrai-se, reequilibra, e logo em seguida relaxa. 
Em contrapartida se houver algum desarranjo biomecânico que esteja contribuindo para possíveis compensações, 
forçando outros músculos cumprirem as funções desses músculos que não se relaxam, os músculos necessitam 
assim realizar uma contração longa, sem o relaxamento. Em sequência o tecido se tornará mais denso, e perderá sua 
elasticidade.
Pesquisas recentes apontam para uma nova propriedade da fáscia que é a de se contrair sozinha, sem ação 
muscular. O terapeuta Robert Schliep, licenciado em psicologia, juntou-se ao neuro�siologista Heike Jaeger e desde 
2003 na Universidade de Ulm montaram um laboratório de estudo fascial, onde descobriram que o estresse pode 
contrair a fáscia sem os músculos, e estudam ainda a possibilidade da fáscia possuir seus próprios receptores.
Novas descobertas sobre a fáscia, parte do tecido mais 
abundante e menos conhecido do corpo humano. Dr Robert 
Schleip, PhD em biologia humana e de anatomia da fáscia. Ele é 
certi�cado em Rol�ng® desde 1978. 
Além do seu trabalho clínico como rol�sta e dos cursos que 
ministra, ele dirige o Projeto de Pesquisa da Fáscia na 
Universidade de Ulm, na Alemanha, a mais avançada neste 
assunto atualmente (www.fasciaresearch.de). Ele recebeu um 
prêmio por seu trabalho em Medicina Musculoesquelética que 
relaciona a fáscia ao tecido que recobre todo o corpo humano, 
além das estruturas musculoesqueléticas, a fáscia se 
engendra por todo sistema visceral, ligando diretamente a 
fáscia aos tecidos viscerais, nervosos e musculoesqueléticos 
gerando assim, o sistema de tensigridade corporal. 
Tensigridade corporal e o termo que designa a explicar que 
qualquer força externa que atue sobre o corpo, sendo este um 
sistema único de tensão pode alterar, como uma rede única de 
tensão, qualquer estrutura corporal como se fosse uma rede 
mesmo à distância. E a fáscia que permite a continuidade de 
forças existentes nas Cadeias Musculares.
que regem o Corpo
Leis Mecânicas 
Necessitamos ver o paciente através de seu corpo �siológico ou 
adoecido, descobrindo o que ele acoberta e quais compensações 
esconde, e isso só será possível através de muita dedicação e de 
estudos.
A anatomia humana é a parte da biologia voltada para o estudo da 
forma e estrutura do organismo humano, tornando-se a disciplina 
base para os cursos da área da saúde, contendo muitas vezes sua 
história confundida com o próprio surgimento da medicina. 
A Biomecânica é um estudo de forças que atuam pelo corpo 
humano, e ela pode ser considerada como uma parte inerente à 
�sioterapia, pois todo movimento é um efeito mecânico (físico) e 
sempre que uma força diretamente ou indiretamente atua sobre o 
corpo humano, esses princípios físicos estarão envolvidos. Logo, este 
estudo é fundamental para a compreensão de situações estáticas e 
dinâmicas do movimento corporal, seja ele patológico ou são. 
Por razões didáticas, primeiro discutiremos a anatomia e 
biomecânica, ao contrário de muitos pro�ssionais preferem estudar 
protocolos de atendimentos prontos, e aqui quero convencê-los a 
serem críticos, a terem boas bases de discussão e análise diante de 
um caso. 
Para tanto não é possível negligenciarmos a anatomia e a biomecânica. Costumo dizer que a �sioterapia é feita 
de detalhes, e a resposta para o caso do seu paciente com certeza estará no anatômico e/ou biomecânico.
É necessário que se compreenda todas soluções engenhosas adotadas pela biomecânica para que o nosso 
corpo obedeça a três leis responsáveis pelos esquemas de comprometimentos funcionais de um organismo:
Lei do Equilíbrio: Em nossa �siologia, o equilíbrio corporal, em toda sua dimensão corporal (parietal, visceral, 
hemodinâmica e neurológico) e é sempre prioridade e as soluções encontradas que são sempre econômicas.
Lei do Conforto: O funcionamento de um corpo são, �siológico é sempre confortável, já o comportamento de um 
corpo não �siológico, estará sempre em busca da conservação do equilíbrio, tendo como prioridade a ausência de 
dor.
Lei da Economia: Esse corpo fará tudo para não sofrer, mesmo que esse esquema adaptativo comprometa a 
nossa mobilidade, levando a um desgaste excessivo de energia, e deformações corporais posteriormente.
Portanto, nosso corpo obedecera essas três leis, deve ser confortável, sem dor, equilibrado e de uma maneira 
econômica. 
Entendendo essas três leis, �ca lógico os esquemas de comprometimentos funcionais de um organismo, e 
principalmente nos atentarmos para a

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