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TENTATIVA DE CORRELAÇÃO 
ENTRE INTENSIDADE DE CHUVA E 
DESLIZAMENTOS PARA A REGIÃO 
SERRANA FLUMINENSE 
Desirée Christine de Oliveira e Silva 
(COPPE - UFRJ) 
 Proposição e Metodologia de 
Instrumentação e Modelagem Para 
Desenvolvimento de Formulação de 
Função/Algoritmo de Correlação 
Intensidade de Chuva x Deslizamentos 
PROJETO 914BRZ2018 MCTI/UNESCO 
REGIÕES DE ESTUDO: 
• Edital 014/2011 – região Metropolitana de Recife; 
• Edital 015/2011 – região metropolitana do Rio de 
Janeiro; 
• Edital 016/2011 – região metropolitana de 
Salvador; 
• Edital 017/2011 – região Região Metropolitana de 
Florianópolis e Região Serrana de Santa Catarina; 
• Edital 018/2011 – Serra Fluminense no Estado do 
Rio de Janeiro; 
• Edital 018/2011 – Serra da Mantiqueira no 
Estado de Minas Gerais. 
 
PROJETO 914BRZ2018 MCTI/UNESCO 
• Em janeiro de 2011 o Rio de Janeiro foi assolado pelo 
mais catastrófico evento pluviométrico já ocorrido no 
Brasil. Dentre as áreas afetadas ganham destaque os 
municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, 
onde milhares de deslizamentos de terra e blocos de 
rocha ocorreram, decorrentes dos elevados eventos 
pluviométricos em 11 e 12 de janeiro (~100 mm/dia e 
~150mm/dia, respectivamente) que ceifaram a vida de 
mais de 1.500 pessoas. 
 
 
Motivação: 
Motivação: 
Série de escorregamentos ocorridos durante o evento pluviométrico de janeiro/2011 (foto de Marcelo Vallin). 
Serra Fluminense: 
Serra do Mar: 
(modificado de LACERDA, 1998) 
A escarpa da 
Serra do Mar é o 
principal palco 
de ocorrência de 
deslizamentos 
em encostas no 
país, estando 
em sua maioria 
associados a 
intensos eventos 
pluviométricos. 
Área de Estudo: 
Mapas das unidades Geomorfológicas com escala de 1:250.000 (CPRM). 
• Relatórios e banco de dados disponibilizados pela 
ANA; 
• Banco de dados disponibilizados pelo SIMERJ; 
• Banco de dados disponibilizados pelo INPE; 
• Relatórios e banco de dados disponibilizados pelo 
DRM; 
• Mapas disponibilizados pelo CPRM, DRM e Fundação 
CIDE; 
• Teses de doutorado, dissertações de mestrado, livros 
e artigos acadêmicos sobre o tema abordado. 
 
 
 
 
Documentos de Referência: 
• GUIDICINI & IWASA (1976) 
 - intensa análise do registro pluviométrico de nove 
regiões do território brasileiro (compreendendo os 
estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, 
Santa Catarina e Ceará) que foram palco de 
fenômenos catastróficos, por ocasião de episódios de 
chuva intensa, entre os anos de 1928 a 1976 ; 
 - avaliaram a importância das chuvas antecedentes para 
3, 7, 15, 30, 60, 90 e 120 dias, realizando também 
análises probabilísticas da repetição destes eventos; 
 - A periodicidade, intensidade (antes e durante o evento) 
e duração das chuvas tiveram destaque nas 
considerações feitas para as análise dos resultados. 
 
 
Metodologias de correlação entre 
pluviosidade e escorregamentos: 
• GUIDICINI & IWASA (1976) – Carta de Periculosidade 
 - intensa análise do registro pluviométrico de nove 
regiões do território brasileiro (compreendendo os 
estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, 
Santa Catarina e Ceará) que foram palco de 
fenômenos catastróficos, por ocasião de episódios de 
chuva intensa, entre os anos de 1928 a 1976 ; 
 - avaliaram a importância das chuvas antecedentes para 
3, 7, 15, 30, 60, 90 e 120 dias, realizando também 
análises probabilísticas da repetição destes eventos; 
 - A periodicidade, intensidade (antes e durante o evento) 
e duração das chuvas tiveram destaque nas 
considerações feitas para as análise dos resultados. 
 
 
Metodologias de correlação entre 
pluviosidade e escorregamentos: 
• GUIDICINI & IWASA (1976) 
 
 
 
 
 
 
Metodologias de correlação entre 
pluviosidade e escorregamentos: 
• TATIZANA et al. (1987) – Envoltória de Escorregamentos 
 - análise de eventos de alta pluviosidade e suas respectivas 
manifestações nas encostas da Serra do Mar, próximo à 
cidade de Cubatão; 
 
 A partir da retroanálise de diversos eventos ocorridos, 
pretendia-se definir : 
 - o número de dias anteriores ao evento, que 
apresentara influência efetiva nos escorregamentos ; 
 - relação numérica entre o valor de chuva acumulado e a 
intensidade pluviométrica horária para os casos de 
escorregamento. 
 
 
Metodologias de correlação entre 
pluviosidade e escorregamentos: 
• TATIZANA et al. (1987) – Envoltória de Escorregamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sendo: 
 I = intensidade horária 
 Ac = valor de chuva acumulada nos 4 dias anteriores ao evento 
 K e b = constantes da variação geométrica (variando conforme as características geotécnicas das 
encostas e condições climáticas). 
 
Metodologias de correlação entre 
pluviosidade e escorregamentos: 
• D’ORSI (2011) – Determinação de Limiar Pluviométrico 
 - uma proposta de pluviometria crítica específica para o 
setor da Serra dos Órgãos compreendido entre os km 86 
e 104 da BR-116 RJ; 
 - pesquisa dividida em duas etapas, sendo elas: 
1) Levantamento de dados: obtidos a partir de relatórios de 
obras do DNER existentes em um posto da ANTT no km 106 
da rodovia, banco de dados do CRT (Concessionária Rio- 
Teresópólis) e fontes diversas (periódicos, sites da internet e 
artigos técnicos). 
2) Análise dos dados e tentativas de correlações entre 
pluviosidade e escorregamentos. 
 
 
Metodologias de correlação entre 
pluviosidade e escorregamentos: 
• D’ORSI (2011) – Determinação de Limiar Pluviométrico 
 
 A coleta destes registros e dados possibilitaram a divisão 
das informações em três categorias: 
1. Eventos Pluviométricos com registros de Ocorrências; 
2. Eventos Pluviométricos sem registros de Ocorrências e 
3. Ocorrências circunstanciais (sendo estas as ocorrências 
onde não existe correlação com eventos pluviométricos). 
De todas as combinações pluviométricas testadas, a 
utilização da intensidade pluviométrica horária (mm/h) com a 
acumulada de 24 horas antecedentes foi a que apresentou 
melhores resultados na definição de um limiar pluviométrico 
crítico. 
 
 
Metodologias de correlação entre 
pluviosidade e escorregamentos: 
914BRZ2018 – Metodologia de Trabalho 
• Produtos: 
1 - Plano de Trabalho. 
2 - Documento técnico contendo a compartimentação e delimitação 
de domínios geomorfológicos por tipologia de movimentos 
gravitacionais de massa da Serra Fluminense no Estado do Rio 
de Janeiro. 
 3 - Documento técnico contendo a revisão bibliográfica das 
metodologias e modelagens matemáticas da relação solo, 
umidade e resistência ao cisalhamento. 
 4 - Documento técnico contendo o relatório final, que estabelece a 
correlação chuvas x deslizamento como índices limites para 
intensidade e duração de chuvas deflagradoras de deslizamentos, 
por tipologia de movimentos gravitacionais de massa e para cada 
compartimento geológico-geomorfológico da Serra Fluminense no 
Estado do Rio de Janeiro. 
 
 
 
914BRZ2018 – Metodologia de Trabalho 
• Dados pluviométricos – INVENTÁRIO ANA (2009) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CÓDIGO NOME DA ESTAÇÃO TIPO
CÓDIGO 
MUNICÍPIO
MUNICÍPIO UF ENTIDADE LATITUDE LONGITUDE
ALTITUDE 
(m)
INÍCIO FIM
02243009 Petrópolis pluviômetro 19039000 Petrópolis RJ ANA -22°30'42" -43°10'15" 890.00 01/05/1938 01/08/2005
02243010 Itamarati - SE pluviômetro 19039000 Petrópolis RJ ANA -22°29'07" -43°08'57" 1,085.00 01/07/1938 -
02243011 Rio da Cidade pluviômetro / pluviógrafo 19039000 Petrópolis RJ ANA -22°26'17" -43°10'13" 704.00

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